O Facebook levantou US$ 16 bilhões com a oferta pública de ações (IPO,
na sigla em inglês) realizada nesta quinta-feira. Ao todo, a empresa
vendeu 421,2 milhões de papéis.
Cada ação saiu por US$ 38, o topo do preço alvo esperado pela empresa. O
preço subiu dos US$ 34 previstos inicialmente devido à alta procura
durante o período de reserva.
Ontem, a empresa anunciou que ofertaria 484,4 milhões de ações ao
mercado. Ao preço máximo de US$ 38 por ação, ela arrecadaria US$ 18,4
bilhões.
As ações serão listas na Bolsa de tecnologia Nasdaq sob a sigla FB.
É a maior oferta de ações de uma empresa de tecnologia e o 10º maior dos
últimos 25 anos, o que coloca o IPO do Facebook entre o da British Gas
(1986) e o da General Motors (2010).
O Google, por exemplo, conseguiu levantar US$ 1,7 bilhão na abertura de
capital em 2004. A preços de hoje, teria levantado US$ 2 bilhões.
Apenas um IPO brasileiro faz parte da lista das 27 maiores aberturas de
capital: o do Santander Brasil, que arrecadou US$ 7 bilhões em 2009.
O Facebook havia decidido, nesta semana, elevar em 25% o número total de
ações oferecidas aos investidores em sua transação de abertura de
capital em Bolsa. Os investidores poderão negociar as ações da companhia
a partir de amanhã.
CONFIANÇA
A forte demanda pelas ações do Facebook são um sinal de confiança dos investidores em relação ao futuro da empresa.
Embora a companhia tenha comprovado a sua capacidade de gerar receitas
--um temor comum entre as companhias emergentes de tecnologia-- o
resultado do último trimestre havia levantado dúvidas sobre a capacidade
de manutenção do acelerado ritmo de crescimento.
Apesar de ter fechado o primeiro trimestre com 901 milhões de usuários, a
rede social teve uma queda de 12% no lucro do período, de US$ 205
milhões. A cifra foi impactada por umento nos custos de marketing e com
pesquisa e desenvolvimento.
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