quinta-feira, 17 de maio de 2012

Criticado por desistir de cidadania americana, Eduardo Saverin se diz um 'cidadão global'

Acusado de desistir da cidadania americana para evitar impostos, Eduardo Saverin, 30, cofundador do Facebook, disse em entrevista ao "New York Times" que é um "cidadão global".
Com o IPO do Facebook --evento de oferta pública de ações, planejado para esta sexta-feira--, as taxas cobradas poderiam chegar facilmente aos US$ 100 milhões, segundo jornal. Saverin tem o patrimônio estimado em mais de US$ 3 bilhões.
Agora cidadão de Cingapura, ele argumentou que entrou com o pedido de desistência da cidadania ainda em janeiro de 2011. Em setembro o pedido foi aprovado e, no fim de abril, publicado oficialmente.
O brasileiro Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook
Sobre o Facebook, Saverin disse ao jornal que "tudo o que faço na minha vida pessoal e na minha vida profissional está completamente lá. Muito do que eu faço, o que todo mundo faz, é influenciado por ele". O cingapuriano disse que pretende assistir o lançamento de ações da rede social discretamente, apenas na companhia de alguns amigos.
Ainda segundo o "Times", Saverin chama a atenção em Cingapura pelo seu estilo festeiro, com festas, champagne e mulheres. Há várias fotos espalhadas pela internet que comprovam o estilo "playboy" do empresário, segundo o jornal, mas Saverin disse não querer comentar assuntos pessoais.
Estabelecido na Ásia, Saverin tem investimentos em várias start-ups regionais e está localizado perto da China, Indonésia e Índia, os países mais populosos do mundo e onde as redes sociais e empresas de tecnologia têm muito a crescer.
TRAIÇÃO
O site "Business Insider" divulgou uma suposta troca de e-mails entre Mark Zuckerberg e seu advogado, onde o cofundador da rede social discute como ele poderia diluir as ações de Saverin.
Para executar a manobra, Zuckerberg criou uma nova empresa e comprou as ações do Facebook para redistribuí-las em seguida. Segundo o e-mail de Zuckerberg aos seus advogados, Saverin deveria ficar com apenas 10% das ações.
"Provavelmente será OK se dissermos a ele [Saverin] quantas ações estamos adicionando ao grupo. Provavelmente será menos OK dizer quem ficará com as ações, apenas porque ele pode ter uma reação adversa inicialmente", escreveu Zuckerberg no e-mail. "Existe uma maneira de fazer isso sem tornar dolorosamente evidente para ele que ele está sendo diluído para 10%?", perguntou aos advogados.
A suposta traição de Zukerberg é um dos núcleos dramáticos do filme "A Rede Social", baseado na fundação da companhia. Ao "New York Times", Saverin disse que o filme é "mais arte do que realidade" e que "Mark é um cara fenomenal".

Nenhum comentário: