sábado, 4 de dezembro de 2010

Incremente seus tuítes com aforismos sarcásticos de Honoré de Balzac

Escrita entre 1829 e 1848, o livro "A Comédia Humana", do romancista francês Honoré de Balzac (1799-1850), retrata uma sociedade que se vê embrutecida pelo prestígio e pela riqueza, à época, novas formas de enobrecimento.
Uma curiosidade que circula pelo mundo literário é a de que Balzac utilizou muito café, como estimulante, para compor as linhas da obra.
Em "Máximas e Pensamentos de Honoré de Balzac" (Martins Martins Fontes, 2010), o leitor encontrará trechos de "A Comédia Humana" que foram transformados em 439 aforismos. O volume foi publicado pouco depois da morte do escritor.
Neste volume, o francês sintetiza e critica o "way of life burguês" ("modo de vida burguês") que passou a reger a sociedade de seu país pós-Revolução Francesa. A arte e o saber se submeteram a uma vida guiada pela mediocridade e pelo desprezo dos grandes homens.
Balzac começou a publicar seus romances a partir de 1822, com pseudônimos. Por meio de sua prosa realista, adquiriu respeito e legitimidade na literatura francesa.
Presenciou também os acontecimentos culturais pós-Revolução Francesa, como a migração da posição do intelectual para um proletário do saber e a submissão do artista em prol dos caprichos da massa popular.
Leia abaixo dez aforismos sarcásticos que a Livraria da Folha selecionou.
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- Alguns seres são como os zeros. Eles precisam de um algarismo que os preceda e sua nulidade adquire, então, um valor decuplicado.
- O bom gosto tanto está no conhecimento das coisas que se deve calar quanto no das coisas que se pode dizer.
- O devedor é mais forte que o credor.
- Quando todo mundo é corcunda, o porte ereto torna-se a monstruosidade.
- A resignação é um suicídio cotidiano.
- Os homens desconhecidos vingam-se da humildade da sua posição por meio da altura da sua visão.
- A mais cruel vingança é o desdém de uma vingança possível.
- A natureza só fez as bestas; nós devemos os tolos ao estado social.
- Por falta de exercício, as paixões diminuem ampliando coisas mínimas.
- Os grandes cometem quase tantas vilanias quanto os miseráveis, mas eles as cometem na sombra e fazem propaganda das suas virtudes: eles permanecem grandes. Os pequenos exibem suas virtudes na sombra e expõem suas misérias em plena luz: eles são desprezados.
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"Máximas e Pensamentos de Honoré de Balzac"
Autor: Honoré de Balzac
Editora: Martins Martins Fontes
Páginas: 192
Quanto: R$ 19,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

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