A Amazon.com e o eBay
estão investindo em serviços locais de Internet, embarcando no cada vez
mais popular e lucrativo negócio de atender aos consumidores e lojas
locais.
A Amazon, maior empresa de varejo online do mundo, planeja investir US$
175 milhões na LivingSocial, que oferece cupons de desconto on-line,
enquanto a gigante do comércio eletrônico eBay está adquirindo a Milo.com, que permite que usuários determinem se os itens que procuram estão disponíveis em lojas locais.
As maiores empresas da Internet têm em sua mira agora o crescente
negócio dos serviços locais, quer por meio de ofertas diárias --o
segmento de mais rápido crescimento no comércio online, de acordo com
algumas estimativas-- ou de serviços de busca no comércio local.
Há informações de que o Google estaria ávido por adquirir o site de
cupons locais de desconto Groupon por até US$ 6 bilhões, para atingir um
mercado de publicidade local que as estimativas indicam deva superar os
US$ 90 bilhões este ano.
"É a mania do comércio local", disse Colin Gillis, analista da BGC
Partners. "As pessoas estão ocupando posições estratégicas nesse
mercado. É isso que vem acontecendo."
A LivingSocial também obteve investimento de US$ 8 milhões junto à
Lightspeed Venture Partners. A empresa anunciou que no momento vem
registrando receita de mais de US$ 1 milhão ao dia, e que antecipa que
sua receita exceda os US$ 500 milhões em 2011.
As transações locais são "a categoria mais enérgica e de mais rápido
crescimento no comércio eletrônico, hoje", disse Jeremy Liew, diretor
executivo da Lightspeed.
"Eles não temem realizar grandes apostas na direção que acreditam estar
sendo tomada pelo futuro da Internet", acrescentou, sobre a Amazon.
Gillis acautelou que a competição crescente pode reduzir os atrativos de
sites de cupons de desconto como o Groupon, LivingSocial e Scout Mob,
que dividem o valor de face das ofertas com parceiros locais. O Groupon
em geral o faz meio a meio, mas a concorrência pode reduzir a
porcentagem para os sites de descontos.
"Teremos de ver se essa mania se sustenta", disse. "A concorrência ainda não reduziu as margens."
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