Tsuyoshi Kikukawa, presidente da fabricante japonesa Olympus, empresa
que atua no mercado de imagens --incluindo câmeras digitais e soluções
para a área médica--, apresentou nesta quarta-feira sua renúncia em meio
a uma polêmica pelas acusações de supostos pagamentos irregulares
feitos entre 2006 e 2008.
A Olympus anunciou que Kikukawa será substituído no cargo por Shuichi Takayama, 61, até agora vice-presidente do grupo.
O escândalo fez com que as ações da Olympus caíssem na Bolsa de Valores
de Tóquio. Após a destituição de Woodford, os papéis perderam mais da
metade de seu valor.
Em 13 de outubro, um dia antes de o escândalo estourar, os títulos da
Olympus custavam 2.482 ienes. Nesta quarta-feira estão cotados a 1.099
ienes por ação.
Kikukawa deixou seu posto menos de duas semanas depois de assumir o
cargo, após a fulminante destituição de seu antecessor, o britânico
Michael Woodford, que acusou a companhia de irregularidades em operações
de aquisição.
PRESIDENTE NÃO JAPONÊS
A fabricante japonesa indicou em 14 de outubro que a saída de Woodford, o
primeiro presidente não japonês na história da companhia, ocorreu por
divergências sobre "a direção e o método de gestão", já que o britânico
não "conseguiu superar a barreira cultural do Japão".
O próprio Woodford, no entanto, denunciou que sua demissão ocorreu
depois de questionar certos pagamentos relacionados a aquisições
anteriores a sua chegada à presidência.
Woodford foi substituído por Kikukawa, 70, que anunciou sua renúncia em
meio à inquietação da companhia "pelas preocupações e inconvenientes"
causadas aos clientes e acionistas pela mudança na presidência, segundo
um comunicado divulgado no site do jornal econômico "Nikkei".
Entre os pagamentos questionados pelo diretor britânico estão os 690
milhões de euros em aquisições de pequenas empresas, além de uma
exorbitante comissão superior a 490 milhões de euros por uma assessoria
relativa a uma compra em 2008.
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