A falta de ações estruturadas, a escassez de profissionais qualificados e o atraso em marcar presença no mundo das mídias sociais são alguns dos motivos listados pelo consultor em marketing digital Cláudio Torres pelas trapalhadas protagonizadas pelas empresas nos últimos meses.
"Muitas das empresas ainda não entenderam que nas mídias sociais elas devem fazer marketing de relacionamento, e não pensar só em vendas sempre", diz Torres.
Entre os casos mais recentes está o da Locaweb, que acabou demitindo seu diretor comercial, Alex Glikas, por causa de um incidente ocorrido no microblog. A empresa fechou um contrato de patrocínio com o São Paulo Futebol Clube. Gilkas, durante o clássico contra o Corinthians, tuitou mensagens se referindo ao clube do Morumbi como "bambizada".
O diretor apagou rapidamente as mensagens, mas acabou deixando a empresa.
"No Twitter, o perfil corporativo e o pessoal se invadem e as empresas não estão preparadas para lidar com isso", afirma o consultor.
Potencial subaproveitado
Além do uso sem planejamento, um levantamento divulgado no fim do ano passado pela agência Weber Schandwick revela que 76% das contas empresariais criadas no mundo inteiro têm pouca atividade e que 11% delas foram abertas apenas para reservar lugar.
O estudo, que teve como base a lista das 100 maiores da revista "Fortune", mostrou que metade das empresas da lista conquistou menos de 500 seguidores --um número considerado modesto.
Outras 4% foram abandonadas logo após poucos tuítes, publicados durante alguma ação específica.
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