quinta-feira, 3 de junho de 2010

Redes sociais são ferramentas de diplomacia, defende membro de equipe de Hillary Clinton

Adolescentes clicando em seus telefones em um movimentado mercado iraniano. Ignorando o frio, eles trocaram informações sobre festas, datas e colegas em potencial com estranhos, usando a tecnologia Bluetooth.
Nesse simples tipo de adaptação das redes sociais está a chave para os esforços da diplomacia norte-americana, disse Jared Cohen, membro da equipe de planejamento de políticas da secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton.
Cohen lembrou de uma visita ao Irã que fez há cerca de cinco anos enquanto fazia pesquisas para um livro. Ele viu os jovens iranianos na cidade de Shiraz ocupados mandando mensagens de texto entre si. Eles estavam se comunicando, mas ninguém estava propriamente falando.
Diplomatas com décadas de experiência e conhecimento precisam trabalhar com esse grupo de pessoas com menos de 30 anos, defendeu Cohen. Os canais tradicionais de diplomacia estão OK, mas eles precisarão de assistência para o Facebook, o Twitter e outras redes sociais para serem bem sucedidos.
"Elas são uma incrível fonte que precisa ser aproveitada", disse Cohen, em uma conferência patrocinada pela Ogilvy Public Relations.
Cohen deu alguns poderosos exemplos. Depois do terremoto de 12 de janeiro no Haiti, a troca de mensagens de texto foi crucial para juntar doações de emergência. No Afeganistão, afirmou Cohen, ele encontrou presos que usavam celulares para organizar protestos.
O governo norte-americano também deve reconhecer que essas "ferramentas para dar o poder" podem ser usadas com boas e más intenções, afirmou o membro da equipe de Clinton.

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