A polícia no estado alemão da Baixa Saxônia logo começará a usar suas
redes de amigos no site de relações sociais Facebook para encontrar
pessoas desaparecidas e procurar suspeitos, disse o ministro do interior
do estado.
A decisão de usar mídias sociais em investigações se segue à conclusão
de um projeto piloto na cidade de Hannover, no norte do país, no ano
passado, que atraiu críticas ferrenhas de grupos de proteção de dados.
O esquema ajudou a polícia a resolver seis investigações criminais e
dois casos de pessoas desaparecidas após os kits de identificação de
suspeitos e fotos do CCTV (Circuito Fechado de Televisão) circularem na
rede social Facebook.
Os dois casos foram solucionados apenas horas após a informação ter sido enviada ao site.
"Nossos sucessos até agora mostram claramente que a polícia não deve se
isolar desse meio", disse o ministro do interior do estado da Baixa
Saxônia, Uwe Schuenemann, em um pronunciamento.
"O departamento de polícia da Baixa Saxônia pode se adaptar a novas
tendências", disse. "Com uma página para fãs, a polícia está se
mostrando moderna e alcançável".
Grupos de proteção de dados criticaram pesadamente a publicação de fotos
dos suspeitos no Facebook durante o piloto no ano passado, argumentando
que dados pessoais direcionados pelo Facebook poderiam acabar em
servidores dos Estados Unidos, fora da influência das leis de proteção
de dados da UE (União Europeia).
O novo sistema, que será introduzido no futuro próximo, direcionará
usuários do Facebook a um servidor da polícia por meio de um link da
internet, disse Schuenemann.
Mas o comissário de proteção de dados do estado, Joachim Wahlbrink,
disse que isso não é suficiente e que a decisão levaria à circulação de
informações pessoais na internet que nunca poderiam ser completamente
apagadas.
"Uma vez que esses dados estão salvos, aqueles envolvidos sempre serão
colocados na berlinda", disse seu porta-voz, Michael Knaps.
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