Se tudo correr de acordo com os planos da Research in Motion, o tablet
PlayBook vai conseguir barrar a erosão do domínio da companhia sobre o
mercado de celulares inteligentes usados por empresas, oferecendo
controle a uma audiência para qual a segurança é uma preocupação
central.
A RIM, cujo BlackBerry vem sendo há muito um companheiro essencial para
os executivos, aposta no interesse das empresas à medida que se prepara
para distribuir um pequeno número de unidades do tablet a clientes
selecionados, antes do final do ano.
"Quando você está transmitindo informações delicadas sobre os nossos
clientes, a prioridade número um é essa: garantir que tenhamos os
melhores protocolos de segurança", disse Tom Reid, vice-presidente da
Sun Life Financial, que planeja pedido inicial de entre 500 e mil
aparelhos.
A seguradora canadense, que tem US$ 43 bilhões sob gestão, diz que usará
os aparelhos para oferecer um método seguro de inscrever os
funcionários de clientes em seus planos de aposentadoria.
A divisão canadense da ING está desenvolvendo um aplicativo bancário
dirigido a consumidores usuários do PlayBook e considera usar o
aparelho, que tem tela de 7", como substituto de laptops.
"Caso a RIM cumpra o prometido, conexão fácil e imediata à
infraestrutura existente, poderíamos atender a uma necessidade de
negócios com grande rapidez e sem grandes investimentos", disse Charaka
Kithulegoda, vice-presidente de informática da divisão.
A RIM revelou o PlayBook, dotado de tela sensível a toques, em setembro.
Mas o aparelho, possível concorrente do Apple iPad, só chegará às lojas
em 2011 e perderá a movimentada temporada de compras de fim natalinas.
Analistas estimam que a RIM deverá vender entre 2 milhões e 4 milhões de
unidades do PlayBook no ano fiscal de 2012, que começa no final de
fevereiro de 2011.
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