A indústria de jornais em países emergentes como o Brasil vive uma
realidade diferente da de EUA e Europa, onde a circulação dos jornais é
declinante.
"No Brasil a circulação é crescente e vocês vão continuar imprimindo
jornal até 2027, ou um pouco mais, quando ele já não existirá nos países
desenvolvidos", diz Earl Wilkinson, diretor executivo da INMA,
associação internacional de marketing de jornais, citando um estudo de
futurologia do australiano Ross Dawson sobre o futuro dos jornais em
todo o mundo. "Porém, isso não absorve o Brasil de pensar em plataformas
digitais."
Mesmo que 90% da receita dos jornais hoje venha da plataforma impressa,
diz ele, os jornais precisam se transformar em empresas multimídia.
"Você aloca recursos onde você está hoje ou onde você estará dentro de
cinco a seis anos?", disse ele, a uma plateia de executivos de jornais
durante um seminário da INMA realizado ontem em São Paulo.
Wilkinson destacou ainda que é fundamental integrar as vendas de anúncio para as versões digital e papel.
TABLETS
Nos próximos três a quatro anos, surgirá uma nova tecnologia que vai
revolucionar os jornais: a terceira geração de tablets, mais leves e com
muito mais capacidade do que os atuais. "Os jornais precisam estar
preparados para essa nova geração de equipamentos", diz Earl Wilkinson,
presidente da INMA.
"O tablet é uma grande oportunidade para aprender, é um brinquedo que
está ainda na primeira geração. Outras, melhores ainda, virão. O futuro é
digital", diz Wilkinson, que veio ao Brasil participar de um seminário
sobre o futuro dos jornais promovido pela INMA.
O executivo disse que ficou bem impressionado ao ver que os jornais
brasileiros já estão presentes em plataformas de última geração, como os
tablets, mesmo antes da comercialização do produto no Brasil, como é o
caso do iPad, da Apple.
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