A Netflix, serviço de locação on-line de vídeos e DVDs nos Estados
Unidos, elevou projeção sobre número de assinantes, mas entre
investidores as preocupações crescem sobre alta dos tarifas que terá de
pagar aos estúdios para oferecer mais filmes e programas de TV.
A empresa pagou preço elevado para obter conteúdo em recentes parcerias
com o canal de TV paga EPIX, com valor estimado em US$ 1 bilhão, e com a
NBC Universal, subsidiária da General Electric.
A companhia reportou resultados em linha com estimativas do mercado, mas
analistas mostram preocupação sobre a força de crescimento da empresa
no futuro.
"No momento a situação é a melhor possível para a Netflix, que oferece
serviços em múltiplos aparelhos, e em meio ao fechamento de locadoras
físicas de vídeo e a uma escalada do interesse dos consumidores por
vídeos em formato streaming", disse Barton Crockett, analista da Lazard
Capital Markets.
"Eles estão sozinhos, como único serviço de vídeo significativo, mas a
verdadeira questão, considerando o ano que vem, é como continuar nessa
posição se levarmos em conta todas as grandes companhias de Internet que
estão chegando para competir", disse Crockett.
A Netflix concorre com empresas como Hulu Plus; Redbox, da Coinstar, que
deve lançar em breve um serviço de vídeo em formato stream; e Google e
Amazon.com, que também chegaram ao mercado oferecendo serviços de vídeo
por assinatura.
A Netflix elevou sua projeção de número de assinantes e receita no
quarto trimestre. A expectativa é de chegar ao final do trimestre com
entre 19 milhões e 19,7 milhões de assinantes, ante a estimativa
anterior de 17,7 milhões a 18,5 milhões.
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