O Google está negociando ativamente com três redes de TV que bloquearam o
acesso a seus sites pela Google TV, informou uma fonte próxima do
assunto.
Três das maiores redes de TV aberta norte-americanas bloquearam o uso de
seus programas na web por meio do novo serviço de TV on-line do Google,
o que prejudica os planos da companhia para se expandir para além dos
computadores.
Representantes da Walt Disney e da NBC Universal confirmaram na
quinta-feira que suas empresas bloquearam o acesso via Google TV aos
seus programas de TV aberta disponíveis on-line.
A Disney controla a rede ABC e a rede de esportes ESPN na TV a cabo.
A Fox, da News Corp, também está considerando bloquear o acesso aos
programas disponíveis em seu site, mas a decisão ainda não foi tomada,
de acordo com uma fonte.
A CBS bloqueou o acesso às versões integrais de seus programas, entre os
quais seriados populares como "CSI: Crime Scene Investigation", de
acordo com reportagem publicada na quinta-feira pelo "Wall Street
Journal". A CBS se recusou a comentar.
O Google TV, lançado este mês nos Estados Unidos, permite que os usuários tenham acesso à internet na tela de seus televisores.
O serviço está disponível em aparelhos da Sony e Logitech International,
e pode abrir novas oportunidades publicitárias ao Google, que gera a
maior parte de sua receita anual de cerca de US$ 24 bilhões com
publicidade vinculada a buscas na web.
Os planos do Google TV podem ser vistos como ameaça pelas empresas de TV estabelecidas, disse Van Baker, analista do Gartner.
"Todos conhecem o domínio sobre o tráfego de internet que o Google
conquistou em termos de publicidade. Se aquele modelo for estendido à
televisão, o poder do Google repentinamente se tornaria imenso no espaço
publicitário, e as redes de TV aberta não gostam a ideia", disse Baker.
O Google anunciou em comunicado que o Google TV "permite acesso ao
conteúdo de internet que o consumidor já usa em seu celular e
computador, mas os proprietários do conteúdo têm a escolha de impedir os
usuários de acessá-lo nessa nova plataforma".
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