O site da revista MacWorld apontou que aplicativos do site de relacionamentos Facebook estão sendo instalados sem o conhecimento dos usuários, e que interromper isso não é tão fácil quanto checar as funções de privacidade.
Feita na quarta-feira (5), a revelação vem em meio a intensos debates sobre o Facebook e a postura adotada pelo site em relação às configurações de privacidade --um dos grandes interesses do Facebook é vender espaços publicitários de acordo com as preferências do usuário, que seriam coletadas a partir de informações pessoais no perfil.
"Quando uma parte de software é instalada automaticamente no seu computador sem o seu conhecimento, é chamada de malware. Mas como chamar quando aplicativos do Facebook são adicionados ao seu perfil sem o seu conhecimento?", questiona o site.
Ainda segundo os testes feitos pela revista, a partir do momento em que se navega em determinados sites enquanto se está logado no Facebook, um aplicativo é adicionado sem o conhecimento do usuário.
Não é necessário estar com o Facebook aberto, não há sinal de aplicativos desses sites, não há notificação e não existe opção de desativá-los nas configurações de privacidade --classificadas como "bizantinas" pelo site.
A lista de sites inclui a rede de blogs Gawker, o jornal "The Washington Post", o site de tecnologia TechCrunch, o site CNet, a revista "New York Magazine" e o site de perguntas Formspring.
Para checar a lista de aplicativos, informa o site, o usuário deve clicar em "Conta" no canto direito ao topo do Facebook, para então selecionar "Configurações de Aplicativos" no menu. Há a possibilidade de desabilitar atualizações relativas ao aplicativo no mural, e de apagar o aplicativo indesejado na opção X.
Polêmica
Ontem, o site de relacionamentos anunciou uma manutenção polêmica para resolver um problema pelo qual os internautas podiam ver os chats de seus amigos, assim como seus convites para novos amigos durante um tempo, ao mexerem em sua página de perfil. A falha foi alvo de notícia do jornal "The New York Times".
Na semana passada, quatro senadores norte-americanos pediram para que o Facebook torne mais fácil para os mais de 400 milhões de usuários a proteção da sua privacidade, e que o site desenvolva novos meios para compartilhar informações pessoais.

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