O mercado global de e-readers crescerá quase 80% neste ano impulsionado pelo lançamento do iPad pela Apple, mas aparelhos com funções multimídia limitadas permanecerão como um segmento popular graças a consumidores que buscam algo específico para leitura, afirmou a fabricante de telas LG Display na segunda-feira.
Encomendas de telas de "papel eletrônico" --tecnologia que simula papel e que só produz imagens em preto e branco-- saltaram de 1 milhão para 5 milhões de unidades no ano passado devido às boas vendas de e-readers como o Kindle da Amazon e o Sony Reader, segundo pesquisa da DisplaySearch.
Mas o surgimento neste ano do iPad, meio-termo entre um smartphone e um notebook, levantou questões sobre a ameaça que o aparelho multimídia representa ao mercado de e-readers, que também conta com o Nook, da Barnes & Noble, o Que, da Plastic Logic, e o Skiff, da Hearst, lançados nos últimos anos.
"Creio que o iPad não será uma ameaça mas, pelo contrário, terá um impacto positivo sobre o mercado de e-readers", disse o vice-presidente da LG Display, M.B. Choi, que chefia a divisão de telas de papel eletrônico da empresa, durante o Reuters Global Technology Summit em Seul.
"Com o iPad, a Apple fará com que mais consumidores tomem conhecimento de e-readers, além de ajudar a aumentar a produção de conteúdo digital, o que levará ao crescimento do mercado como um todo."
A LG Display, que fabrica telas para o Sony Reader e para o Skiff, prevê que o mercado global de e-readers cresça entre 76 e 78 por cento este ano, para mais de 8 milhões de unidades.
A empresa sul-coreana é a segunda maior fabricante de telas de papel eletrônico do mundo depois da Prime View International, de Taiwan, que conta com uma participação de mercado de 70%.
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