Habituados a demolir mitos em "Mythbusters", Jamie Hyneman e Adam Savage reforçam o do cofundador da Apple em "Steve Jobs: iGenius", que estreia hoje.
Há poucas imagens em movimento do "rock star" Jobs, mas elas ajudam a entender por que os lançamentos da Apple causavam comoção equivalente à provocada por um disco novo do Coldplay.
"Está no DNA da Apple que a tecnologia sozinha não é suficiente. É a tecnologia casada com artes liberais e humanidades que produz o resultado que faz nosso coração cantar", disse Jobs no lançamento do iPad 2, em março.
Sem depoimentos de funcionários atuais da Apple, naturalmente enlutados e imersos na cultura de sigilo instaurada por Jobs, "iGenius" ouve jornalistas, ex-funcionários e o outro fundador da empresa, Steve Wozniak.
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| Steve Jobs apresenta o iCloud em San Francisco, em julho deste ano; ele morreu em 5 de outubro, aos 56 |
Há ainda depoimentos cuja relevância não fica lá muito clara (Pete Wentz, da banda de rock Fall Out Boy?).
Detratores de Jobs gostam de lembrar que ele não inventou o mouse, nem o smartphone, nem o tablet, mas "iGenius" faz bem ao reforçar que é dele o mérito de transformá-los em algo fácil e prazeroso de usar.
Até os críticos mais severos devem se impressionar quando o documentário enfileira as indústrias que Jobs sacudiu: a da música (com o iPod e a loja iTunes), a da animação (com a Pixar) e a da computação (com o Mac, o iPhone, o iPad etc.).
A glorificação tropeça quando o narrador afirma que o iPod, de 2001, "transformou a música numa experiência quase exclusivamente privada", sem mencionar o Walkman, lançado em 1979.
Se não traz nenhuma grande revelação sobre a vida de Jobs, "iGenius" é uma síntese competente de seu legado.
NA TV
Steve Jobs: iGenius
Estreia do documentário
QUANDO hoje, às 22h, no Discovery
CLASSIFICAÇÃO livre
AVALIAÇÃO bom

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