sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Reino Unido quer cooperar com empresas contra ciberataques


O Reino Unido tentará aumentar suas defesas contra ciberataques ao encorajar companhias a superar as relutâncias em admitir falhas de segurança em suas redes, compartilhando, assim, experiências entre elas, informou o governo nesta sexta-feira (25).
Companhias de cinco setores estratégicos --defesa, telecomunicações, finanças, farmacêuticos e energia-- vão participar de um projeto-piloto com o governo a partir de dezembro para compartilhar informações sobre ciberataques e ameaças a seus negócios.
A Grã-Bretanha, onde 6% do Produto Interno Bruto é gerado a partir da internet, diz que os crimes virtuais estão sendo cometidos em uma "escala industrial" e custam à economia £ 27 bilhões (cerca de R$ 79 bilhões) por ano.
Redes do governo estão sob o fogo cruzado de mais de 20 mil e-mails nocivos todos os meses.
O governo espera que esse "hub" de segurança ligando empresas e governo levará a uma maior transparência quanto a ameaças na internet e dará mais eficácia para se proteger delas.
Uma autoridade britânica disse que o envolvimento do governo significaria que as companhias podem relatar ciberataques sem revelar suas identidades, uma preocupação que tem resultado em silêncio de muitas empresas.
O piloto, parte de um projeto de £ 650 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão) com duração de quatro anos, também ajudará a aumentar a proteção para infraestrutura crítica de uma ameaça iminente partindo de grupos militantes, explicou o governo.
O vírus cibernético Stuxnet, por exemplo, atribuído a Israel e aos EUA, atacou o programa nuclear do Irã e mostrou o potencial de se realizar ataques em equipamentos essenciais por meio do ciberespaço.

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