A Sony chocou os investidores na quarta-feira ao alertar sobre um quarto ano consecutivo de prejuízo, o que abalou ainda mais a confiança do mercado quanto a uma companhia que no passado simbolizava o poderio da alta tecnologia japonesa.
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| Visitante usa óculos para visualizar game em TV 3D da Sony na IFA, feira que aconteceu no início do ano em Berlim |
"Depois dos resultados e projeções fracos e diante do impacto das inundações na Tailândia e do iene ainda forte, é impossível ser otimista quanto à Sony no momento, e vender ações da companhia é uma decisão fácil", disse Mitsushige Akino, vice-presidente de investimento da Ichiyoshi Investment Management. "Não existem motivos para comprar ações da Sony, e os motivos para vendê-las são muitos."
Yuji Fujimori, analista do Barclays, adotou recomendação menos positiva quanto às ações da Sony, e reduziu sua projeção de preço de 2,5 mil para 1,6 mil ienes, afirmando que projeções de lucro haviam sofrido corte ainda maior que o esperado e que a reestruturação na divisão de televisores estava atrasada.
As ações da Sony fecharam em queda de 7,9%, cotadas a 1,4 mil ienes, depois de terem chegado a cair em até 8,8% durante o pregão, à sua mais baixa cotação em 30 dias. A quinta-feira foi feriado no Japão.
A Sony reduziu sua projeção de vendas de televisores, câmeras e aparelhos de DVD, na quarta-feira, e anunciou que pode reportar 90 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão) em prejuízo líquido no ano fiscal em curso, revertendo uma projeção anterior que previa lucro de 60 bilhões de ienes.

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