sábado, 28 de agosto de 2010

Fundador da Microsoft era "respondão" e cabeça-dura na juventude

Para o leitor que foi atraído a "Desperte para a Vida" pelo nome do autor --Bill Gates Sr., pai do fundador da Microsoft--, o mais interessante mesmo são as histórias de família. Quem era o pequeno Bill Gates, como ele cresceu para se tornar o dono da Microsoft?
Ainda que não traga o segredo da criação de um multimilionário, Gates Sr. revela momentos da vida da família. Logo no primeiro texto, ele revela que o filho tinha o apelido doméstico de Trey, referência ao número três de seu nome (William Henry Gates III), e era fanático por leituras, mas também apreciava ficar quieto em seu canto, sem ser incomodado.
"Trey, o que você está fazendo aí?", perguntava a mãe quando ele passava muito tempo em seu quarto. Certa vez, provocou: "Estou pensando, mãe. Você nunca pensa?". Essa cena é o mais próximo de algo mais dramático da vida familiar relatada por Gates Sr., que passa ao largo de um episódio menos agradável, citado pelo "Wall Street Journal".
Diz o texto que o garoto Gates era um bom cabeça-dura e respondão. Numa noite, durante o jantar, o menino teve uma discussão mais ácida com a mãe, o que levou o pai, irritado, a atirar um copo d"água gelada no rosto dele. "Obrigado pelo banho", devolveu na lata o jovem Bill.
Em contrapartida, o texto fala bastante dos bons momentos de convívio familiar e lança luz sobre as atividades de duas moças discretas: as irmãs de Gates, Kristianne, a mais velha, e Libby, caçula da família, nascida quando Kristi já tinha dez anos e Trey quase nove.
APRENDIZADO
"Desperte Para a Vida" é feito de pequenos textos, retalhos da vida desse advogado ativista e filantropo. Tanto os capítulos sobre a convivência familiar quanto os que revelam encontros com personalidades como o líder sul-africano Nelson Mandela e o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter sintetizam algum aprendizado.
O trecho em que Gates Sr. narra o fracasso daquela pioneira demonstração feita pelo filho, por exemplo, não abre espaço para a galhofa nem para o desânimo. Ao contrário, conclui que o episódio pode ensinar que "todo sucesso envolve alguns tropeços iniciais". A julgar pela carreira de Trey, está coberto de razão.

Nenhum comentário: