quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Interatividade dos jogos cria tipo único de arte, diz escritor

Ao ver o corpo da personagem Aeris, do jogo Final Fantasy 7, ser atravessado pelos dois metros de metal da espada do vilão Sephiroth, o estudante de engenharia mecânica Marcos Melo, 25, não conseguiu segurar a emoção.
"Chorei mesmo", confessa. "Na época eu tinha 15 anos. Mas até hoje não me lembro de nenhum filme ou música me marcou tanto quanto esse jogo", completa.
Melo foi tomado por remorso com a morte da personagem --sensação que não existiria se ele não controlasse a experiência de jogo. A capacidade única de interagir com a narrativa é um argumento central dos que defendem os games como arte.
"O principal aspecto narrativo dos videogames se dá no nível da mecânica. A interação com o jogo constrói histórias, sensações e experiências que ultrapassam as narrativas visuais e textuais do jogo", diz o escritor Daniel Galera, que publicou longo artigo na revista "Serrote" sobre a série Prince of Persia.
"Podemos ler toda a história [de Prince of Persia] de como o ladrão e a princesa se unem para salvar o reino de forças malignas, mas isso nunca poderá transmitir a construção delicada e complexa de dependência e afeto entre os personagens que só é possível apreender jogando, executando a mecânica de jogo na condução da história", diz.
Gerard Marino, músico que trabalhou nas trilhas do filme "Matrix: Revolutions" e da série de games God of War, complementa: "Games incorporam elementos artísticos clássicos, mas têm interatividade. Isso os transforma em uma mídia única e em arte".

Ao ver o corpo da personagem Aeris, do jogo Final Fantasy 7, ser atravessado pelos dois metros de metal da espada do vilão Sephiroth, o estudante de engenharia mecânica Marcos Melo, 25, não conseguiu segurar a emoção.
"Chorei mesmo", confessa. "Na época eu tinha 15 anos. Mas até hoje não me lembro de nenhum filme ou música me marcou tanto quanto esse jogo", completa.
Melo foi tomado por remorso com a morte da personagem --sensação que não existiria se ele não controlasse a experiência de jogo. A capacidade única de interagir com a narrativa é um argumento central dos que defendem os games como arte.
"O principal aspecto narrativo dos videogames se dá no nível da mecânica. A interação com o jogo constrói histórias, sensações e experiências que ultrapassam as narrativas visuais e textuais do jogo", diz o escritor Daniel Galera, que publicou longo artigo na revista "Serrote" sobre a série Prince of Persia.
"Podemos ler toda a história [de Prince of Persia] de como o ladrão e a princesa se unem para salvar o reino de forças malignas, mas isso nunca poderá transmitir a construção delicada e complexa de dependência e afeto entre os personagens que só é possível apreender jogando, executando a mecânica de jogo na condução da história", diz.
Gerard Marino, músico que trabalhou nas trilhas do filme "Matrix: Revolutions" e da série de games God of War, complementa: "Games incorporam elementos artísticos clássicos, mas têm interatividade. Isso os transforma em uma mídia única e em arte".
A principal voz dissonante dessa teoria é o crítico de cinema americano Roger Ebert. No ano passado, ele escreveu em seu site artigos em que argumentou que videogames não são arte por terem regras e objetivos e por poderem ser vencidos.
Recebeu centenas de mensagens, a maioria em tom crítico, que citavam como exemplo títulos como Flower, game sem vencedor ou vencido, em que o jogador controla a ação do vento sobre flores.
Outro game frequentemente citado é o expoente independente Braid, criado por Jonathan Blow. Tim, o herói de Braid, não morre nem se fere. Para resolver quebra-cabeças, o jogador pode manipular o tempo para rebobinar ações e repensar escolhas.
Tom Bissell, autor do livro "Extra Lives: Why Video Games Matter" (vidas extras: por que videogames importam), dedicou um capítulo inteiro para Braid e comparou seu criador a um mestre do impressionismo: "Blow é espiritualmente o mais próximo de Monet a que se pode chegar".
Imagem do game Braid, que tem versões para Xbox 360, PlayStation 3, Windows, Mac OS X e Linux



Arrasa-quarteirão dos games de tiro chega ao Brasil hoje; saiba mais


A série de game de tiro em primeira pessoa mais vendida de todos os tempos está de volta. Call of Duty: Modern Warfare 3, oitavo jogo da franquia, chega às lojas brasileiras hoje.
A Activision pretende vender 6 milhões de cópias apenas no primeiro dia de vendas --o que é mais do que os 5 milhões que seu principal concorrente, Battlefield 3, conseguiu vender em uma semana.
Call of Duty: MW3 é para PC, Xbox 360, PS3, Wii e Nintendo DS.

Velhos guerrilheiros

Um vírus, como uma ideia, não é necessariamente maligno, nem mesmo subversivo. Seu poder de contágio e destruição está na capacidade que tem de desviar o fluxo de energia de um sistema estabelecido para canais alternativos. Como um atalho, gambiarra ou curto-circuito, a nova proposta pode até dar certo, embora sejam grandes as possibilidades do tiro sair pela culatra. Ou da solução ser temporária.
A Evolução Natural das espécies, religiões, escolas, sistemas de governo, estruturas familiares e tecnologias mostra que, por mais que sejam muitas as possibilidades, contam-se nos dedos as intervenções que sobrevivem ao tempo.
A aparente variedade que se apresenta hoje é só uma pequena amostra do universo de possibilidades que surgiram e foram descartadas por não serem boas, fortes ou adequadas o suficiente. O carro elétrico inventado no começo do século 20 não teria como sobreviver em um mundo sem energia suficiente para abastecê-lo. Os cavalos nas cidades promoveriam uma catástrofe de saúde pública muito antes que a poluição e os atropelamentos chamassem a atenção. A energia nuclear provavelmente será o combustível do futuro, assim que soubermos o que fazer com seu lixo.
Ideias alternativas só se propagam quando há uma estrutura para sustentá-las e uma massa de manobra grande o suficiente para assimilá-las sem questionar, como bons soldados. Por mais que a figura dos milicianos seja glorificada nas notícias que se recebe de lugares tão distantes quanto Trípoli e Oakland, nem todos fazem o bem e são pouquíssimos os que têm verdadeira consciência dos reflexos de seus atos. Boa parte de suas funções é uma simples resposta a solicitações de um grupo, não tão diferente da de um frequentador de uma academia de ginástica ou de uma micareta.
Sejam hackers, estudantes, camponeses, militantes, soldados a serviço de um governo, ideal, general inimigo, senhor feudal, comerciante, mafioso ou narcotraficante, a maior parte dos guerrilheiros costuma ser composta de pessoas bem-intencionadas, usadas como peões a serviço de uma estratégia maior, que os mantém na ignorância para a segurança de todos.
Julien Assange é uma exceção, e não é das boas. Seu comportamento é de um narcisismo e necessidade de atenção dignos de um transtorno de personalidade. Ativistas dedicados e responsáveis costumam ser, como ninjas, invisíveis. Não se vê seu movimento nem é possível prever a direção do golpe. Mais do que tudo, não se sabe quantos eles são, onde estarão e quando atacarão. Desde muito antes de Robin Hood a sombra, os becos e a floresta sempre ocultaram exércitos de anônimos, escondendo seu número e aumentando o terror do seu mito.
Mal se sabem quantos foram integrantes do ETA, da OLP, do IRA ou das Brigadas Vermelhas, quanto mais os seus nomes. Vários Montoneros, Sandinistas, Tupamaros e Zapateros envelheceram tranquilamente no anonimato. Bons guerrilheiros só são identificados quando capturados, mortos ou se, depois de velhos, resolvem se vangloriar do que fizeram - ou seja, quando não são tão bons quanto pregam.
Raramente há um subcomandante Marcos ou outro bode expiatório a chefiar as milícias. Quando seus integrantes não são mais necessários, eles rapidamente se misturam à massa e planejam ações enquanto cortam seu cabelo, varrem sua sala, dirigem seu automóvel e cozinham sua comida.
O disfarce de um guerrilheiro costuma ser impecável porque a maioria não nasceu na luta armada. Muitos eram simples camponeses que, contaminados pelo poder de uma ideia, passaram a agir de forma diferente do que se esperava.
Boa parte das ações é bem intencionada, mas o mundo está pequeno e conectado demais para que uma boa iniciativa seja implementada na marra, à revelia dos outros. Da mesma forma que as intervenções feitas no meio ambiente se tornaram grandes demais para serem absorvidas (e absolvidas) pelo planeta, as novas manifestações precisam ser integradas, hackeadas, sorrateiras.
Não há mais tempo nem espaço para confrontá-las abertamente ou ignorá-las.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Faceboook contrata desenvolvedores de tecnologias móveis

O Facebook contratou uma equipe de desenvolvedores de tecnologias móveis de uma pequena empresa iniciante de San Francisco, nos Estados Unidos. É mais um esforço da gigante das redes sociais para expandir suas ofertas para smartphones e tablets.
O Facebook disse nesta terça-feira que completou uma "aquisição de talentos" da Strobe. O acordo não inclui nenhuma das tecnologias da Strobe, de acordo com o porta-voz do Facebook Jonny Thaw.
Tela do aplicativo do Facebook para iPad
"O fundador e executivo-chefe Charles Jolley vai se juntar à nossa equipe de engenharia móvel, e estamos ansiosos para o grande impacto que a equipe da Strobe vai ter no Facebook, sem dúvida", disse a companhia em comunicado.
Os termos financeiros do acordo não foram revelados, e o Facebook se recusou a comentar sobre quantos funcionários da Strobe estão se juntando à companhia. O site da Strobe lista 15 membros na equipe, incluindo a diretoria.
Rede social número 1 do mundo, com mais de 800 milhões de membros, o Facebook está cada vez mais focado no desenvolvimento de versões móveis de seus serviços.
A Strobe desenvolve tecnologias para ajudar desenvolvedores a criar e distribuir aplicações usando HTML5, que pode rodar em diversos dispositivos, como telefones celulares, tablets e computadores de mesa.

Marvel pretende lançar seus gibis em formato digital em 2012

Homem-Aranha, Hulk, Os Vingadores e outros personagens da Marvel vão entrar de vez no mundo virtual.
A Marvel anunciou que, a partir de abril de 2012, a maior parte de seus títulos também estarão disponíveis em formato digital.
A ideia é que os leitores possam interagir com seus heróis e vilões favoritos no iPad, iPhone ou em aparelhos com sistema Android, já no dia do lançamento.
Mas é claro que a empresa não deixará o bom e velho gibi de papel para trás. Os quadrinhos digitais estarão disponíveis para compra no mesmo dia que a versão impressa chega às bancas.
Aí, é só uma questão de escolha: você prefere ler no iPad ou gosta de ter o gibi físico?
Porém, alguns títulos da Marvel não estarão disponíveis na nova versão. É o caso dos da série Max, destinada ao público adulto, por exemplo.
Capa do quadrinho "Quarteto Fantástico", da Marvel

Falha permite que aplicativo para iPhone tenha código malicioso

Uma falha de software em iPhones e iPads pode permitir que hackers criem aplicativos que instalam silenciosamente programas para roubo de dados, enviar mensagens de texto ou destruir informações. A descoberta foi feita por Charlie Miller, especialista em segurança.
Miller é pesquisador do Accuvant Labs e, após identificar o problema, construiu um protótipo de programa malicioso para testar a brecha. Ele afirma que o sistema de aprovação da App Store, da Apple, falhou em identificar o programa.
Por enquanto não há evidências de que hackers tenham explorado a vulnerabilidade no software iOS, da Apple. Mas a demonstração de Miller indica que é possível que aplicativos maliciosos já estejam na App Store. A falha ocorre desde a versão 4.3 do iOS, que já está em sua quinta versão.
O aplicativo desenvolvido por Miller para provar o caso, o InstaStock, já foi removido da App Store, mas Miller registrou sua ação no vídeo abaixo.
Uma falha de código JavaScript é a brecha para a adição de um malware (software malicioso). Após a instalação do aplicativo, o desenvolvedor pode controlar ações do aparelho ao ativar o código.
A Apple não comentou o caso e baniu a licença de Miller de seu programa de desenvolvedores. Em 2009, o mesmo especialista havia apontado falha no sistema de mensagens de texto do iPhone. Ele promete dar mais detalhes sobre a falha durante o evento de segurança SysCan, que ocorre na próxima semana em Taiwan.

Sony Ericsson diz que falta de peças de celulares afetará vendas Sony Ericsson diz que falta de peças de celulares afetará vendas

A Sony Ericsson afirmou nesta terça-feira (8) que a falta de peças importantes para a fabricação de telefones celulares afetará as vendas de alguns de seus modelos.
Um porta-voz da nona maior fabricante de telefones celulares do mundo não especificou quais peças estavam em falta nem quais modelos serão atingidos.
Xperia Play, smartphone da Sony Ericsson, no Mobile World Congress de 2011, em Barcelona
"Estamos com falta de importantes componentes usados em alguns telefones, o que afetará os volumes desses produtos", disse ele.
No mês passado, a Sony aceitou comprar a parte da Ericsson na joint-venture, que mudou o foco para a fabricação de smartphones, mas os telefones celulares comuns ainda respondem por 20% do volume de vendas.
Analistas disseram que o problema com as peças era específico da Sony Ericsson porque a companhia quer diminuir a produção de celulares normais e que não há falta de componentes na indústria de aparelhos celulares.
"Não ouvimos falar de nenhum problema na rede de fornecimento afetando telefones celulares", afirmou a analista Carolina Milanesi, da Gartner.

Google não favorecerá Motorola, diz Eric Schmidt

O presidente do conselho do Google minimizou a preocupação com a possibilidade de a empresa conferir tratamento preferencial à Motorola Mobility, depois que a aquisição da fabricante de celulares for concluída.
A Ásia é o continente de origem da Samsung Electronics, maior fabricante mundial de aparelhos móveis equipados com o sistema operacional gratuito Google Android. A aquisição da Motorola por US$ 12,5 bilhões, anunciada em agosto, despertou preocupações de que o Google possa se tornar importante rival das empresas que usam o Android sob licença.
Eric Schmidt, presidente do conselho do Google, fala à imprensa durante visita à filial coreana da empresa
"Em termos gerais, com todos os nossos parceiros, gostamos de dizer que a aquisição da Motorola será concretizada e iremos gerir a empresa de maneira independente, sem que a posição do Android como sistema aberto seja prejudicada. Não vamos mudar de qualquer maneira séria a forma pela qual operamos," disse Eric Schmidt a jornalistas em visita à Coreia do Sul, nesta terça-feira (8).
Os comentários foram interpretados como um esforço para reassegurar os aliados do Google entre os fabricantes de celulares, que incluem a Samsung e a HTC. Os dois maiores fabricantes de aparelhos equipados com o Android estão envolvidos em disputas judiciais sobre patentes contra a Apple, que tenta bloquear o forte crescimento do Android, que recentemente se tornou a mais popular plataforma de software para smartphones.
Em resposta a uma pergunta sobre críticas de Steve Jobs, cofundador da Apple, no sentido de que o Android copiava o iPhone, o principal produto de sua companhia, Schmidt disse que "o projeto Android foi iniciado antes do iPhone."
"Decidi não comentar sobre o que saiu publicado em um livro depois da morte dele. Steve era um ser humano fantástico e uma pessoa que me faz muita falta. Como comentário geral, creio que a maioria das pessoas concordaria que o Google é uma empresa muito inovadora, e gostaria de destacar que o projeto do Android começou antes do projeto do iPhone," disse ele.
Segundo uma biografia autorizada, publicada no mês passado, Jobs afirmou: "Vou lutar até o último suspiro, se preciso, para reparar esse erro. Vou destruir o Android porque é um produto roubado. Estou disposto a enfrentar uma guerra termonuclear em nome disso."

Descubra o que tanto ocupa espaço em seu disco rígido

hega uma hora em que o disco rígido do seu computador fica perigosamente lotado. Você elimina alguns programas e arquivos, mas ele insiste em manter-se lotado. O que será que está ocupando seu precioso espaço?
Com o programa 365DiskData, você pode verificar como está a ocupação do espaço dos discos de sua máquina de uma maneira muito simples.
Tela do programa 365DiskData
Baixe o programa em 365freesoft.com/diskdata.html e faça a instalação.
A interface dele é bastante simples. Um painel do lado esquerdo da tela mostra uma árvore de pastas do computador. Clique sobre a letra do drive ou da pasta cujo conteúdo deseja analisar e pressione o botão Run.
O programa faz uma varredura do disco e alguns instantes depois mostra uma tabela com a ocupação das pastas.
Ele mostra uma listagem em ordem decrescente de ocupação de espaço, ou seja, as maiores pastas ocupando o alto da tela. Você verá o tamanho da pasta e um percentual em relação ao espaço total do disco.
Dependendo do tamanho do disco e da quantidade de arquivos, o processo de análise pode demorar alguns minutos.
Se uma pasta tiver subpastas, basta dar um clique no sinal de mais ao lado da pasta para expandi-la e ver o seu conteúdo.
Além do relatório em forma de tabela, exibido como padrão pela guia Report, você pode ter uma representação gráfica do espaço em disco clicando na guia Chart.
Gráfico exibido pelo programa 365DiskData
Com esses dados em mãos você deve analisar quais pastas podem ser eliminadas com segurança. Poderá descobrir, por exemplo, que em vez de mover uma pasta de um drive para outro você a copiou, e com isso acabou deixando duas cópias nos discos.

Call of Duty: Modern Warfare 3 é lançado nos EUA

A série de FPS (tiro em primeira pessoa) mais vendida de todos os tempos está de volta. Call of Duty: Modern Warfare 3, oitavo jogo da franquia, chega às lojas dos EUA nesta terça-feira (8). No Brasil, o evento oficial de lançamento é na quarta-feira (9).
Call of Duty: Modern Warfare 3, jogo de tiro em primeira pessoa
A Activision pretende vender 6 milhões de cópias apenas no primeiro dia de vendas --o que é mais do que os 5 milhões que seu principal concorrente, Battlefield 3, conseguiu vender em uma semana. Previsões da companhia calculam que Modern Warfare 3 deve vender 10% a mais do que os 25 milhões de jogos do lançamento anterior da série, Call of Duty: Black Ops, ambientado na Guerra Fria.
O game é sequência direta de Modern Warfare 2. O ultranacionalista Vladimir Makarov retorna como o antagonista principal e a Rússia continua sua ofensiva contra os Estados Unidos, que é ampliada para outros países, como Inglaterra, França e Alemanha. O continente africano também receberá algumas missões do jogo.
Call of Duty: MW3 é para PC, Xbox 360, PS3, Wii e Nintendo DS.

HP considera vender plataforma webOS, dizem fontes

A Hewlett-Packard estuda vender a plataforma móvel de software webOS, desenvolvida originalmente pela Palm, em um acordo que pode gerar centenas de milhões de dólares, ainda assim ficando abaixo dos US$ 1,2 bilhão pagos pelo programa no ano passado, informaram quatro fontes próximas do assunto.
A HP, que tem o Bank of America Merrill Lynch como consultor, está tentando descobrir como pode compensar seu investimento na Palm, visto por muitos analistas e investidores com uma custosa tentativa inicial de entrar no mercado de smartphones e que ainda não compensou.
Jon Rubinstein, da HP, em demonstração do TouchPad em, tablet com webOS, em fevereiro deste ano
Diversas companhias de tecnologia expressaram interesse em comprar a divisão, considerada atrativa pelas patentes que detém, disseram as fontes.
Amazon, Research In Motion, IBM, Oracle e Intel são companhias que devem se interessar pelo ativo, segundo fontes do setor.
O futuro da unidade, adquirida quando a HP comprou a Palm em 2010, estava em risco depois que a companhia decidiu encerrar a produção de seu tablet TouchPad, que utilizava o sistema operacional webOS, devido às fracas vendas do dispositivo.
Um porta-voz da HP disse que a companhia está "explorando maneiras de otimizar o software webOS", e não quis fazer mais comentários.
A HP ainda está analisando o futuro do programa operacional, incluindo a possibilidade de construir um novo tablet que utilize este software, disse a presidente-executiva da empresa, Meg Whitman, em uma entrevista recente.

Lagarde, do FMI, adota equivalente chinês do Twitter

A francesa Christine Lagarde, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), somou-se a um crescente número de personalidades e celebridades ocidentais, a exemplo de Bill Gates e da atriz Emma Watson, e abriu uma conta na mais popular das plataformas chinesas de microblogs, a Weibo --recebendo resposta calorosa.
"Olá, Sina Weibo. Espero mantê-los informados por aqui. Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI", escreveu ela em inglês na sua primeira mensagem, na segunda-feira. O post recebeu 1,4 mil respostas.
O Weibo, da Sina, se parece com o Twitter, permitindo que os usuários postem mensagens curtas de até 140 caracteres e atraiam seguidores, e a comunidade do Weibo recebeu Lagarde calorosamente.
A China bloqueia o uso de sites estrangeiros como o Facebook, YouTube e Twitter, e usa filtros para monitorar e bloquear conteúdo indesejado nos sites de internet do país.
"Excelente. O WB (Weibo) encurta as distâncias e une as pessoas de todo o mundo", escreveu um usuário, em inglês.
Lagarde já tem 28 mil seguidores. Gates, que estreou no Weibo em setembro de 2010, conta com 2,1 milhões de seguidores, e Watson, estrela da série de cinema Harry Potter, atraiu 510 mil seguidores desde sua primeira mensagem, em julho de 2011.
O Weibo diz ter verificado que as contas em questão são genuínas.
A China anunciou no mês passado que intensificaria seu controle sobre a mídia social on-line e os serviços de mensagens instantâneas, que se tornaram canais populares para disseminação de notícias e opiniões que podem incomodar o governo.
Lagarde foi a Moscou na segunda-feira para pedir à zona do euro que redobre seus esforços de combate à crise da dívida no bloco.

Google+ abre espaço para empresas e amplia disputa com Facebook

Pelo menos quatro empresas que atuam no Brasil começam a divulgar hoje sua entrada no Google+, rede social do Google, que abriu espaço para perfis corporativos, em meio à disputa com o Facebook pela audiência nas redes sociais e na internet.
São elas Guaraná Antarctica, Gol, Unilever e Walmart -que não revelam o valor do investimento realizado.
A permissão para que companhias entrem na rede social, lançada para pessoas físicas há quatro meses, foi dada ontem no fim da tarde.
"Nossa estratégia em mídias sociais no país acontece há três anos. Queremos também essa nova rede", diz Roberto Wajnsztok de Oliveira, diretor de marketing e novos negócios do Walmart Brasil.
A companhia pretende postar ofertas de produtos e "falar com o consumidor".
Uma das ferramentas do Google+ que mais interessam às empresas é o "hangout", que possibilita videoconferências ao vivo conectando um interlocutor (no caso, a companhia) a vários outros (os consumidores).
"Não acreditamos em uma rede social que seja definitiva. Agora, o Google nos oferece boa ferramenta para reforçar a identidade do consumidor com a nossa marca", afirma Roberto Martini, presidente e chefe de criação da agência CuboCC, responsável pela estratégia digital de 11 marcas da Unilever.

Neste primeiro momento, apenas a marca Axe (desodorante), voltada ao público mais jovem, terá página na rede. A Axe também está presente no Facebook e no MSN.
Um dos desafios do Google+ é ganhar seguidores. E a quantidade de usuários tem relação com o sucesso das estratégias de comunicação das empresas nas mídias sociais.
NÚMEROS
Até agora, 40 milhões de pessoas físicas utilizam a nova rede no mundo todo -no Facebook, são quase 770 milhões (veja quadro).
"Apostamos no crescimento da rede, afinal, quem está nisso é o Google, nenhuma "startup" [empresa iniciante]", diz Thiago Hackradt, gerente de marketing digital da Guaraná Antarctica.
"Seja como for, é mais um canal para colocarmos a marca em contato com os viajantes", diz Florence Scappini, diretora de marketing, comunicação e inovação da Gol.
O Google afirma que o aumento do número de usuários "vem com o tempo", inclusive no Brasil.
"É importante aprender com o usuário para que ele se sinta estimulado a participar do que a rede tem a oferecer", afirma Bradley Horowitz, vice-presidente de produtos do Google.

'Entrevista perdida' de Steve Jobs será exibida em cinemas

Fãs de Steve Jobs terão a chance de ver imagens inéditas de uma entrevista do cofundador da Apple quando "Steve Jobs: The Lost Interview" (Steve Jobs: a entrevista perdida) chegar a salas de cinema dos EUA, ainda neste mês.
A entrevista de 70 minutos foi gravada nos anos 90, antes de Jobs retornar à Apple. Ele fundou a empresa em 1976, com Steve Wozniak, e saiu dela em 1985. Voltou à Apple em 1997 e é tido como o responsável pelo resgate financeiro da empresa.
Steve Jobs durante entrevista exibida na minissérie da PBS "Triumph of the Nerds" (triunfo dos nerds), de 1995
Dez minutos da entrevista apareceram na minissérie da PBS "Triumph of the Nerds" (triunfo dos nerds), de 1995. As fitas master desapareceram, mas uma cópia não editada da entrevista foi recentemente encontrada.
A entrevista será exibida nos cinemas Landmark em 19 cidades dos EUA a partir 16 de novembro.
Jobs morreu em 5 de outubro, após uma longa batalha contra o câncer de pâncreas. Ele tinha 56 anos.

EUA revelam novo esforço para desenvolver armas cibernéticas

O braço de pesquisa avançada do Pentágono, que participou do desenvolvimento da internet há 40 anos, afirmou na segunda-feira (7) que impulsionará os esforços para construir braços cibernéticos ofensivos para possíveis ataques na internet contra inimigos.
Os militares norte-americanos precisam de "maiores e melhores opções" para lidar com uma crescente ameaça a sistemas industriais e outros controlados por computadores vulneráveis a invasões, afirmou Regina Dugan, diretora da Darpa (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada em Defesa), em um simpósio.
"A guerra moderna demandará o uso efetivo de meios cibernéticos, meios cinéticos e meios cinéticos e cibernéticos combinados", disse. No vocabulário militar, 'cinéticos' refere-se a meios como bombas, balas e tropas.
O colóquio sobre internet foi o primeiro de seu tipo realizado pela agência, para discutir a segurança da infraestrutura dos EUA e a tentativa de garantir que os militares possam confiar em seus sistemas de redes digitais em conflitos futuros.
A Darpa abriu o evento para o que chamou de "hackers visionários", assim como acadêmicos e profissionais, em um esforço para "mudar a dinâmica da defesa cibernética".

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Google+ começa a permitir páginas oficiais de empresas e marcas

O Google anunciou hoje que sua rede social, o Google+, permitirá a criação de páginas oficiais de empresas, marcas, bandas, times e outros produtos e organizações. Antes, apenas pessoas podiam se cadastrar no site.
O anúncio foi feito no blog oficial da empresa, por Vic Gundotra, vice-presidente de engenharia do Google. No início do Google+, a empresa chegou a deletar páginas de empresas e sites, como a do blog de tecnologia TechCrunch, por desrespeitarem as regras da rede social.
Página oficial do filme "The Muppets", da Disney, na rede social Google+
 Segundo o Google, a ideia é deixar as pessoas mais próximas de suas marcas, bandas e empresas favoritas, que publicarão informações em suas páginas --formato semelhante ao adotado pelo principal concorrente do Google+, o Facebook.

Plano de banda larga popular deverá seguir regras de qualidade

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta segunda-feira que os regulamentos aprovados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de qualidade de banda larga valerão para o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).
Toda conexão, seja de internet popular ou não, terá de obedecer metas de qualidade, velocidade e um mínimo de reclamações dos clientes.
Uma das principais regras define que a velocidade média das conexões deverá ser de, no mínimo, 60% do que o cliente contratou, a partir de 2012. Seguindo o cronograma, a meta será de 70% no ano seguinte, e 80% um ano depois.
Além disso, o cliente deverá ter velocidades mínimas de até 20% do contratado, em 2012, de 30% no ano seguinte, e 40% depois.
O regulamento, que contém outras metas de qualidade da banda larga móvel e fixa, foi aprovado há duas semanas pela agência reguladora.
O ministro afirmou ainda que há interessados europeus no leilão de tecnologia 4G, marcado para abril de 2012. Segundo Bernardo, uma das empresas interessadas na faixa de 2,5 gigahertz é a francesa Vivendi. A minuta do edital do leilão deverá ser publicada até dezembro.

Estúdio de filmes pornográficos lança aplicativo para Google TV

O Vivid, estúdio de filmes pornográficos, anunciou hoje o lançamento de um aplicativo próprio para o Google TV, o serviço de televisão do Google.
Imagem do vídeo de divulgação do aplicativo do Vivid para o Google TV
"É o primeiro aplicativo de TV projetado para tornar conteúdo sexualmente explícito disponível por meio do novo aparelho do Google TV", disse a empresa, que, entre outras coisas, tem em seu portfólio paródias com Hulk e Homem-Aranha.
Para pessoas que já assinam o Vivid, o serviço ficará disponível no Google TV sem custo adicional.
O conteúdo será exibido em alta definição.

Sri Lanka bloqueia 5 sites de notícias por suposta "difamação"

O governo do Sri Lanka bloqueou o acesso a cinco sites de notícias por "difamações" contra líderes políticos, informaram fontes governamentais nesta segunda-feira. Grupos de imprensa criticaram a medida, classificada de antidemocrática, e a embaixada dos EUA no país expressou preocupação com a liberdade de imprensa.
Os sites bloqueados teriam publicado "insultos que violam a privacidade" de líderes do governo, de acordo com o Ministro da Informação, W.B. Ganegala. Segundo ele, várias queixas foram registradas contra os sites -- www.lankaenews.com, srilankamirror.com, srilankaguardian.com, paparacigossip9.com e www.lankawaynews.com-- e, por isso, o governo decidiu bloqueá-los.
O governo não deixou claro qual seria o conteúdo "difamatório" em questão. No entanto, os sites publicaram recentemente reportagens críticas ao governo, que levantavam suspeitas de corrupção.
Kelum Shivantha, editor do srilankanmirror.com, disse que o bloqueio foi uma medida injusta. "Nós apuramos as informações e apresentamos os dois lados da história em todas as nossas reportagens. Ninguém reclamou de nós. Não fomos informados sobre a razão do bloqueio de nosso site".
Para Gnanasiri Kottigoda, presidente da Associação de Jornalistas dos Sri Lanka, o governo está tentando "impedir o direito das pessoas de ter acesso à informação". "
"Isso não é democracia, e é um esforço inútil, já que as novas tecnologias têm a capacidade de burlar esse tipo de censura".
CRÍTICAS E AMEAÇAS
Dos cinco sites bloqueados, o Lanka-e-News (www.lankaenews.com) é o mais crítico ao governo, e já havia sido bloqueado anteriomente. Ameaças e ataques também foram feitos contra o site nos últimos anos.
Um colunista da equipe está desaparecido há mais de um ano. O escritório do site pegou fogo no ano anterior, em um ataque que foi atribuído ao governo.
A Embaixada dos EUA em Colombo disse na semana passada estar "profundamente preocupada".
Em um comunicado, a Embaixada pediu que as autoridades do país "abandonem as atividades que visam bloquear o acesso livre à sites de notícias legítimos, incluindo o Lanka-e-News."

Barnes & Noble lança Nook Tablet, novo rival do Kindle Fire

A Barnes & Noble lançou um novo tablet para competir com a Amazon e a Apple nas vendas de fim de ano.
Ela vai cobrar US$ 249 pelo Nook Tablet, que deve chegar às prateleiras no final da semana que vem. O Kindle Fire, da Amazon, custa US$ 199 e começa a ser enviado em 15 de novembro.
William Lynch, executivo-chefe da Barnes & Noble, apresenta o novo Nook Tablet durante evento em Nova York
O tablet Nook tem tela de sete polegadas, 16 Gbytes de armazenamento e cerca de 400 gramas de peso. Ele aguenta nove horas de reprodução de vídeo e é integrado com as bibliotecas de vídeo do Netflix e com o serviço de streaming Hulu Plus, disse o executivo-chefe da Barnes & Noble, William Lynch.
Lynch disse também que os 8 Gbytes de memória oferecidos pelo Kindle Fire são "insuficientes".
O novo Nook é equipado com processador de duplo núcleo de 1 GHz e 1 Gbyte de RAM.
O Nook Tablet, durante uma demonstração no evento de lançamento do aparelho
 A Barnes & Noble tem enfrentado anos de encolhimento nas vendas de livros, por isso está investindo dezenas de milhões de dólares para desenvolver o Nook, a fim de se reinventar conforme os leitores adotam livros eletrônicos. A empresa afirma deter, no momento, cerca de um quarto do mercado de livros digitais.

Disney deve se associar ao YouTube por audiência

O grupo Disney, que enfrenta uma violenta perda de audiência de seu site, anunciou nesta segunda-feira uma aliança com o YouTube, do grupo Google, para devolver às crianças o gosto de ver seus vídeos on-line.
"Para nós é imperativo ir onde está nossa audiência", admitiu James Pitaro, copresidente da Disney Interactive, citado pelo jornal The New York Times, que revelou a operação com algumas horas de antecipação.
A Disney reconhece assim que seu site não é suficientemente atraente para as crianças, observa The New York Times, que revela que a divisão de internet do grupo californiano perdeu mais de 300 milhões de dólares em um ano.
Segundo a ComScore, citada pelo jornal, o número de visitantes no site caiu de 17,9 milhões em junho a 12,7 milhões em setembro.
O comunicado da Disney e do YouTube não dá praticamente nenhum detalhe das modalidades da aliança.
Segundo The New York Times, Disney e YouTube investirão inicialmente entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões para coproduzir séries que serão colocadas on-line nos dois sites, acessíveis através do Disney.com e YouTube.
Esses vídeos poderão ser vistos de graça a partir de 2012.

YouTube e Disney fazem acordo para conteúdo on-line

O YouTube, do Google, e o braço de conteúdo interativo da Walt Disney formaram uma parceria para levar à web vídeos voltados para a família.
A aliança, anunciada nesta segunda-feira (7), incluirá vídeos das duas marcas produzidos pela Disney tanto no site Disney.com quanto no YouTube, no início do ano que vem.
A Disney fornecerá ainda programas atuais que já foram produzidos.
Esse é o mais novo passo do YouTube para aumentar suas ofertas de conteúdo original. A Disney Interactive, por sua vez, consegue expandir a sua audiência on-line.
"Estamos nos preparando para relançar o Disney.com no outono de 2012 [do hemisfério norte], e o destino Disney/YouTube vai desempenhar um papel crítico na nossa plataforma da próxima geração", disse Jimmy Pitaro, copresidente da Disney Interactive.
A parceria segue o anúncio do YouTube no mês passado, de que planeja lançar canais com outros parceiros de mídia, incluindo a Thomson Reuters, para exibir conteúdo original.

Sites do Exército de Israel e do Mossad ficam fora do ar

Os sites do Exército israelense, da agência de inteligência (Mossad) e da Segurança Interior (Shin Beth) estavam inacessíveis no domingo (6), constataram jornalistas da France-Presse.
Os porta-vozes do exército e do Shin Beth confirmaram à France-Presse um "corte de várias horas" e indicaram que estava "sendo realizada uma investigação para determinar a origem" dessa falha.
O jornal israelense "Haaretz" vinculou a falha ao grupo de hackers Anonymous, que anunciou uma ação após a interceptação de dois barcos na sexta-feira (4), quando tentavam romper o bloqueio marítimo imposto por Israel à Faixa de Gaza.
Comandos da marinha israelense abordaram na sexta-feira o Saoirse ("Liberdade", em gaélico) e o Tahrir ("Libertação", em árabe), com bandeira irlandesa e canadense, respectivamente, quando se dirigiam a Gaza. Os dois barcos foram interceptados e escoltados na sexta-feira à noite ao porto israelense de Ashdood, ao sul de Tel Aviv, e sua tripulação e passageiros foram detidos.
Na terça-feira, toda a rede de internet dos territórios palestinos ficou inacessível por ataques de hackers.
O ministro palestino de Comunicação, Mashur Abu Daqa, anunciou que exigiria uma investigação internacional por esses ataques.

Microsoft lança programa de proteção contra vírus Duqu

A Microsoft começou na sexta-feira (4) a assessorar empresas sobre como se defender contra o ataque do vírus Duqu, um malware (software malicioso) semelhante ao Stuxnet.
A gigante americana lançou seu programa de proteção com informação detalhada para que as empresas de antivírus detectem os ataques do Duqu, que se aproveita das falhas do sistema operacional Windows.
"Para facilitar o trabalho dos clientes, lançamos uma articulação que permitirá a instalação do programa de defesa mediante um único clique, para facilitar o trabalho das empresas", afirmou o diretor do Centro de Respostas de Segurança da Microsoft, Jerry Bryant.
"Nossa equipe de engenheiros determinou a origem desta vulnerabilidade e estamos trabalhando para criar uma atualização de segurança de alta qualidade para saná-la", destacou em um alerta de segurança, publicado na internet.
O Duqu pode infectar os computadores, escondendo-se em um arquivo do processador de texto Word aberto sob a forma de uma extensão de correio eletrônico.
O malware foi detectado em uma dúzia de países, incluindo Irã, França, Reino Unido e Índia, segundo a empresa americana de segurança informática Symantec.
O Stuxnet foi projetado para atacar o sistema de controle de computadores fabricados pela empresa alemã Siemens e costuma ser usado em indústrias, como estações de tratamento de água, plataformas petroleiras, empresas elétricas e outros centros de importância estratégica.
A maioria das infecções por Stuxnet foi descoberta no Irã, elevando as especulações de que se trata de uma sabotagem intencional, voltada para as instalações nucleares do país.

HTC lançará novo tablet em 2012

A HTC, quinta maior fabricante de smartphones do mundo, informou nesta segunda-feira (7) que vai lançar um novo modelo de computador tablet no próximo ano, o primeiro desde a estreia da empresa no segmento em fevereiro.
"É um mercado que gostaríamos de testar para ver se podemos nos diferenciar e evitar um produto 'eu também'", disse o presidente-executivo da HTC, Peter Chou, a jornalistas.
Tablet Flyer, da HTC, é exibido no Mobile World Congress, em Barcelona
Na semana passada, a HTC alertou que suas vendas no quarto trimestre, tradicionalmente forte para o setor de smartphones, cairiam abaixo do esperado por analistas em meio à competição da companhia de Taiwan com rivais maiores.
O executivo comentou ainda que a companhia vai investir igualmente nos Estados Unidos, Europa e mercados emergentes no próximo ano e que está aberta à compra de patentes, mas sem planos específicos no momento.

Marie Curie é homenageada pelo Google nesta segunda-feira

O Google homenageia nesta segunda-feira Marie Curie com um "doodle" (nome dado à ilustração que aparece na página de busca), em lembrança aos 144 anos de seu nascimento, no ano escolhido para marcar o centenário do segundo Prêmio Nobel, o de Química, concedido à cientista polonesa.
A cientista Marie Curie recebeu duas vezes o prêmio Nobel; o de Física em 1903 e o de Química em 1911
Marie Curie, que fez importantes descobertas na área da radioatividade, foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e uma das poucas personalidades a receber duas vezes a distinção instituída pelo inventor da dinamite, Alfred Nobel, em seu testamento.
Seus trabalhos sobre a radioatividade ampliaram os conhecimentos da física nuclear. Ela identificou dois novos elementos químicos, o rádio e o polônio, abrindo as portas para uma nova era da medicina com grandes avanços no tratamento de combate ao câncer.
Em 1903, a cientista recebeu o prêmio Nobel de Física ao lado do marido Pierre Curie e Henri Becquerel. Oito anos mais tarde conquistou sozinha o Nobel de Química.
A Google homenageia nesta segunda o legado de Curie com um "doodle" em estilo pontilhista onde a cientista aparece sentada em frente a uma mesa.

domingo, 6 de novembro de 2011

Site da Adidas segue fora do ar após ataque virtual

O site da fabricante de equipamentos esportivos Adidas permanece fora do ar neste domingo "para proteger os visitantes", segundo o grupo alemão, que denunciou um ataque "sofisticado e criminoso" descoberto na quinta-feira.
"Nossas primeiras investigações não indicam que tenham sido afetados os dados de consumidores", explicou a Adidas em uma mensagem que substitui a página inicial da empresa.
Além do site do grupo Adidas, também foram retiradas do ar as páginas da marca Reebok e de "várias lojas on-line", segundo a empresa.

Novo Batman eleva qualidade dos games de super-heróis

Quem joga videogame sabe que games de super-herói, em geral, são superficiais e ruins. A exceção à regra é Batman, a cargo da Rocksteady Studios: o recém-lançado Arkham City consegue a difícil missão de superar seu antecessor, Arkham Asylum, e proporcionar a experiência de ação definitiva para os fãs do Homem-Morcego.
Cena de Batman: Arkham City, que é lançado no país com legendas em português
 No jogo, parte da cidade de Gotham City é cercada e transformada em um presídio. Como era de esperar, cabe a Batman dar um jeito na situação, não sem antes enfrentar um respeitável plantel de vilões.
É bem verdade que o game não possui modo multijogador, e tal ausência pode ser um pouco frustrante. Porém, campanha principal à parte, há missões e desafios para jogar com outros personagens, como Robin e Mulher-Gato.
Tecnicamente, Batman: Arkham City é um primor: gráficos sombrios e envolventes, trilha sonora à altura da franquia e controles competentes. Para os brasileiros, até a história fica mais interessante, já que a Warner Bros., distribuidora do jogo, colocou legendas no português local, uma adição mais do que bem-vinda à série.
Com tantos predicados, há quem já aposte em Batman: Arkham City como sério candidato a jogo do ano. Ainda há muito o que rolar em 2011, mas ao menos o game já cumpriu sua missão: definir um elevado nível de excelência para jogos de super-heróis.

Documentário faz boa síntese de legado de Steve Jobs

A avalanche de obituários de Steve Jobs, morto no início de outubro, permite chegar a uma síntese precisa, ainda que simplista, do personagem: um sujeito visionário, perfeccionista ao extremo e eventualmente cruel com seus subordinados.
Habituados a demolir mitos em "Mythbusters", Jamie Hyneman e Adam Savage reforçam o do cofundador da Apple em "Steve Jobs: iGenius", que estreia hoje.
Há poucas imagens em movimento do "rock star" Jobs, mas elas ajudam a entender por que os lançamentos da Apple causavam comoção equivalente à provocada por um disco novo do Coldplay.
"Está no DNA da Apple que a tecnologia sozinha não é suficiente. É a tecnologia casada com artes liberais e humanidades que produz o resultado que faz nosso coração cantar", disse Jobs no lançamento do iPad 2, em março.
Sem depoimentos de funcionários atuais da Apple, naturalmente enlutados e imersos na cultura de sigilo instaurada por Jobs, "iGenius" ouve jornalistas, ex-funcionários e o outro fundador da empresa, Steve Wozniak.
Steve Jobs apresenta o iCloud em San Francisco, em julho deste ano; ele morreu em 5 de outubro, aos 56
O entrevistado mais ilustre é Stevie Wonder, que exalta os recursos de acessibilidade do iPhone para cegos.
Há ainda depoimentos cuja relevância não fica lá muito clara (Pete Wentz, da banda de rock Fall Out Boy?).
Detratores de Jobs gostam de lembrar que ele não inventou o mouse, nem o smartphone, nem o tablet, mas "iGenius" faz bem ao reforçar que é dele o mérito de transformá-los em algo fácil e prazeroso de usar.
Até os críticos mais severos devem se impressionar quando o documentário enfileira as indústrias que Jobs sacudiu: a da música (com o iPod e a loja iTunes), a da animação (com a Pixar) e a da computação (com o Mac, o iPhone, o iPad etc.).
A glorificação tropeça quando o narrador afirma que o iPod, de 2001, "transformou a música numa experiência quase exclusivamente privada", sem mencionar o Walkman, lançado em 1979.
Se não traz nenhuma grande revelação sobre a vida de Jobs, "iGenius" é uma síntese competente de seu legado.
NA TV
Steve Jobs: iGenius
Estreia do documentário
QUANDO hoje, às 22h, no Discovery
CLASSIFICAÇÃO livre
AVALIAÇÃO bom

sábado, 5 de novembro de 2011

HTC Ultimate, 1º Windows Phone do Brasil, é grande e rápido

O Windows Phone chegou ao Brasil no mês passado, num aparelho enorme da fabricante taiwanesa HTC.
O HTC Ultimate, chamado de HTC Titan no exterior, tem o Windows Phone 7.5, versão mais nova do sistema para smartphone da Microsoft.
O HTC Ultimate
É rápido e, nos testes da Folha, não travou nenhuma vez nem perdeu muita velocidade ao longo do uso.
O sistema tem pouca coisa voltada para o Brasil, por enquanto. Quem conhece versões de fora vai constatar a ausência de muitos dos 30 mil aplicativos que a Microsoft disponibiliza na Windows Marketplace --que já são poucos em relação às centenas de milhares da App Store e do Android Market.
Quem procurar jogos, especialmente, vai se frustrar. Havia menos de 30, durante os testes da Folha, no acervo brasileiro.
Para quem ainda não conhece o sistema, o mais peculiar da interface são os "azulejos", ícones dinâmicos que mostram, por exemplo, as últimas notícias sem que o usuário saia da tela inicial.
O design dos apps de redes sociais seguem o padrão do Windows Phone. Uma conveniência do sistema é ele reunir mensagens enviadas por uma mesma pessoa em diversos serviços.
O aparelho cabe apertado em bolso de calça --tem 4,7 polegadas- e tem peso suficiente para cansar um pouco a mão depois de muito tempo seguido de uso (23 g a mais que o iPhone 4).
Parece resistente. No lançamento no Brasil, executivos da HTC chegaram a arremessá-lo no chão para mostrar o que ele suportava.
A bateria teve autonomia de aproximadamente 16 horas em uso cotidiano.
O Internet Explorer 9 é rápido e bem adaptado ao contexto da tela. Mas encontrei um erro de português. "A página da web espirou [sic]", dizia uma mensagem do navegador, trocando x por s.



Empresas faturam com aplicativos de paquera via GPS

Christina Wang tem uma rotina bem estabelecida para suas noites de paquera. Escova o cabelo, faz a maquiagem e verifica seu celular, na esperança de encontrar o cara certo, que talvez não ande muito longe e também esteja à procura.
Wang, 20, aluna de psicologia na Universidade St. John's (NY), é parte do grupo de pessoas que usam aplicativos para conseguir encontros românticos instantâneos via celular, com base nas pessoas presentes em determinada área e dispostas a sair para um drinque.
A ideia de encontrar alguém de improviso com a ajuda de um aplicativo para celulares cujo único critério de seleção é a proximidade pode parecer arriscada.
Mas os operadores desse tipo de serviço dizem estar cientes dos potenciais percalços e oferecem aos usuários formas de controlar as informações que divulgam.
E os adeptos dizem que isso representa mais um passo na evolução dos relacionamentos -atividade que sempre acarreta perigos-, dos casamenteiros do passado a anúncios classificados românticos e paquera via web.
Wang e outros usuários desse tipo de serviço -usualmente pessoas na casa dos 20 e 30 anos- dizem que eles representam versão mais atualizada dos serviços de encontros na internet.
Dizem que os serviços permitem que escapem aos rituais de aproximação mais elaborados impostos pelos sites convencionais de encontros, que parecem lentos na era das mensagens instantâneas e das redes sociais.
RAPIDEZ
"Pode demorar até um mês para que você se encontre aquela pessoa que vem trocando mensagens de texto com você", diz Wang. Os serviços para celulares permitem "um salto mais rápido dos encontros virtuais para encontros reais".
Nos aplicativos, que empregam a tecnologia de localização oferecida pelos celulares inteligentes, os usuários postam perfil simples no qual definem sua disponibilidade ou estudam lista de pessoas que tenham feito o mesmo.
Podem trocar mensagens instantaneamente e marcar um encontro real.
Alguns dos aplicativos são produtos independentes, enquanto outros representam recursos novos em sites de encontros estabelecidos.
Há cerca de uma dezena, entre os quais Blendr, OkCupid Locals e HowAboutWe. Tendem a ser gratuitos e faturam com a venda de anúncios ou cobrando pelo acesso a recursos adicionais.

Nokia tenta se reinventar com Windows Phone

A fabricante finlandesa de celulares Nokia lançou recentemente dois celulares inteligentes com Windows Phone, os primeiros frutos de sua aliança com a Microsoft e parte de seu esforço para conter a perda de mercado que a companhia vem sofrendo.
Stephen Elop, o presidente-executivo da Nokia, apresentou o Lumia 800, modelo com touchscreen e preço de € 420 euros (US$ 584) e o Lumia 710, um modelo de € 270, em um evento organizado pela empresa.
Painel exibe o Lumia 800, durante o evento Nokia World, em Londres; ao lado, o novo celular da empresa
Os dois já estão à venda em seis países europeus e mais tarde chegarão aos mercados de alguns países asiáticos. Outros modelos de celular inteligente estão planejados para o mercado dos Estados Unidos, mas não antes do começo de 2012.
Os analistas afirmaram que os celulares inteligentes da Nokia resultam de oito meses de colaboração com a Microsoft, e que também podem ajudar a produtora de software a estender seu negócio dominante de software para computadores ao mercado de celulares e outros aparelhos móveis. O software recebeu críticas favoráveis, mas poucos fabricantes de celulares optaram por adotá-lo até o momento.
A nova linha tem por objetivo recuperar a reputação maculada da Nokia como força inovadora na telefonia móvel, um setor do qual ela foi pioneira e um mercado que dominou até que Apple e Google, beneficiadas por software mais fácil de usar, tomassem o controle do segmento de celulares inteligentes, quatro anos atrás.
DE VOLTA AO JOGO
"A Nokia realmente precisava do que está acontecendo hoje, e isso representa um novo começo para a empresa", disse Peter Cunningham, analista do grupo de pesquisa Canalys, em Londres. "Vai ajudá-los a estancar a hemorragia e a recolocar a Nokia no jogo."
Elop, antigo executivo da Microsoft que tomou a decisão de formar uma aliança de software com seu antigo empregador em fevereiro, disse que os novos modelos Lumia provavam que a Nokia, sediada em Espoo, Finlândia, cumpriria sua promessa de reverter a crise. "Eles sinalizam nossa intenção de tomar a liderança no design e na produção de celulares inteligentes", disse Elop aos 3.000 participantes da conferência Nokia World, em Londres.
Com o Lumia, a Nokia quer derrotar Apple e Google por meio de um celular ainda mais fácil de usar que os dos dois líderes do mercado de celulares inteligentes, o Apple iPhone 4S e o Samsung Galaxy S II, que opera com o software Google Android.
O Nokia Lumia 800, com Windows Phone
MAIS INTERATIVIDADE
A tela inicial do Lumia 800 é uma roda formada por ícones interativos. Ao tocar um dos ícones, o usuário é conduzido diretamente a uma tarefa preferencial --por exemplo, escrever uma mensagem de texto a um amigo, acompanhar os resultados de uma equipe esportiva ou ouvir uma canção, sem ter de abrir ou fechar outros aplicativos.
A interface de uso, criada pela Microsoft e refinada pela Nokia, quer reduzir ao máximo o laborioso processo de controle necessário para operar um celular com touchscreen.
Marko Ahtisaari, diretor de design da Nokia, disse que os novos modelos utilizam lógica de design fluida, e não linear, o que elimina muitos dos passos intermediários necessários quando o aparelho utiliza o método de ícones estáticos para aplicativos adotado por Apple e Google.
Um investidor afirmou que Nokia e Microsoft ainda precisam superar o ceticismo quanto à sua parceria. "Não vi provas de que a Nokia e Microsoft estão de fato no jogo, pelo menos por enquanto", disse Jeffrey Davis, vice-presidente de investimento da Lee Munder Capital, uma administradora de fundos de Boston que tem US$ 5,4 bilhões sob sua administração.
"O Android vem ganhando a liderança na mente dos consumidores. E o mundo empresarial provavelmente acompanhará essa tendência".
Neil Mawston, analista da Strategy Analytics, estimou que a Nokia está pagando à Microsoft US$ 15 por celular inteligente produzido, abaixo dos US$ 20 estimados como custo para outros fabricantes. A nova linha de celulares equipados com o Windows, disse, tem o potencial de restaurar a posição da Nokia no mercado de celulares inteligentes.
"Uma coisa que aprendi nesse mercado é a nunca dizer nunca", afirmou Mawston.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
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BRASIL
BRASIL
Os dois principais lançamentos do evento Nokia World, o Lumia 800 e o Lumia 710, equipados com Windows Phone, têm lançamento no Brasil previsto para o primeiro trimestre de 2012, segundo a filial da empresa no país.
A Nokia, porém, não soube informar quais serão os preços dos modelos no país nem por quais operadoras eles estarão disponíveis.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vendas de smartphones somarão US$ 6 bi na América Latina em 2011

A venda de smartphones na América Latina deve gerar receitas de US$ 6 bilhões em 2011, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Pyramid. A expectativa é que sejam vendidas 31 milhões de unidades desse tipo de equipamento no acumulado do ano.
O crescimento da categoria no "mercado popular" e os esforços das operadoras de telecomunicações para expandir sua base instalada de smartphones devem guiar o crescimento da categoria neste ano, segundo a empresa de pesquisa.
A Pyramid espera que a venda de smartphones na América Latina avance a uma média de 30% ao ano nos próximos cinco anos.
"Esse crescimento vai ser impulsionado pelos esforços das operadoras em aumentar receitas, além da queda no preço dos aparelhos e da necessidade cada vez maior dos consumidores de estarem conectados", disse a analista Juliana Gomez, da Pyramid.
De acordo com a empresa de pesquisa, o mercado de smartphones cresceu 117% na América Latina em 2010, enquanto o segmento de dispositivos móveis como um todo cresceu 17%.

Hackers ativistas ameaçam atacar Facebook neste sábado

Depois de atacar sites institucionais de todo o mundo, causar problemas em grandes empresas, como Sony e MasterCard, e serem rotulados como os ciberdefensores da consciência global, os "hacktivistas" podem fazer uma nova vítima neste sábado: o Facebook.
No início de agosto, um grupo de hackers que diziam pertencer à organização de ativistas Anonymous publicou um vídeo prometendo "aniquilar" o Facebook no dia 5 de novembro. O argumento dos hackers era simples: a rede social criada por Mark Zuckerberg "viola a privacidade" de seus usuários.
Os "meios oficiais" do Anonymous (uma conta no Twitter e um site) desmentiram ser os responsáveis pela ameaça, porém a notícia demonstrou que a semente do hacktivismo está semeada há muito tempo, e agora cada planta cresce em uma direção.
Manuel Vázquez López, chefe da BIT (Brigada de Investigação Tecnológica) espanhola, explicou à Efe que o fenômeno dos hackers, "como qualquer atividade que requer uma alta inteligência", produz "fascinação", principalmente pelo fato de "suas ações apoiarem causas consideradas justas pela opinião pública".
No entanto, Vázquez destacou que, com o trabalho da polícia --que na Espanha acabou com a prisão de três integrantes dos Anonymous no mês de junho--, "muitas pessoas que participam dos ataques vão deixar essas organizações".
A partir desse episódio, muito se falou sobre a responsabilidade penal dessas ações. Vázquez, por exemplo, citou dois artigos do Código Penal, o 197 (para os delitos de descoberta e revelação de segredos) e o 264 (para danos nos sistemas e dados informáticos), que estipulam um limite legal para essas iniciativas.
"A capacidade final de decidir quem são os alvos que serão atacados recai sobre um grupo muito reduzido de pessoas", comentou Vázquez, ressaltando "que a internet se difere do mundo físico porque conecta pessoas que não se conhecem e estão a milhares de quilômetros de distância, mas que defendem causas comuns".
Vázquez lidera uma equipe de policiais para apurar esses casos e, desde outubro de 2010, analisou mais de 2 milhões de linhas de registro de chats e sites usados pelos Anonymous.
Os cibercriminosos também são acompanhados por Ricardo Hernández, responsável de investigação da empresa de segurança Kaspersky, que adverte que na Espanha "há muitos grupos ativos de hacktivistas mobilizados".
Seu trabalho consiste em analisar quais serão as tendências que os hackers seguirão no futuro. "Veremos surgir novos grupos de forma espontânea, mas não podemos saber se seguirão os mesmos moldes do hacktivismo puro, de protesto social", comentou.
O perfil dos hackers evoluiu, os protagonistas de crimes na internet já não são mais jovens com profundos conhecimentos informáticos na busca de notoriedade, mas de coletivos, que, embora tenham o pretexto de uma boa ação, buscam lucro econômico.
No entanto, as ações desses grupos continuam sendo criminosas, concordam os especialistas, que não sabem ao certo o que irá ocorrer com o Facebook neste sábado.
Se o especialista da Kaspersky diz que não "dá credibilidade" às ameaças, o chefe da BIT adverte que "certamente, eles vão tentar articular algo".
Porém, só o tempo dirá se o dia 5 de novembro de 2011 será uma data para marcar em vermelho no calendário dos grandes incidentes da internet.

Próximo Kindle Fire terá tela de 8,9 polegadas, diz jornal

Apesar de o primeiro Kindle Fire, tablet da Amazon, ainda não ter chegado ao mercado, o jornal taiwanês DigiTimes indica que a segunda versão do aparelho terá 8,9 polegadas.
Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire
O primeiro modelo do tablet terá tela de sete polegadas e chega ao mercado americano no dia 15 de novembro por US$ 199. A expectativa é de que a Amazon lance novos modelos em 2012.
Segundo o DigiTimes, as fornecedoras de telas da Amazon --LG Display e Chunghwa Picture Tubes-- já estão preparando a produção de telas de 8,9 polegadas. O jornal também diz que fontes indicam o possível lançamento de modelos de 9,7 a 10,1 polegadas no próximo ano.

Barnes & Noble vai lançar modelo de tablet no dia 16/11

A rede de livrarias americana Barnes & Noble vai lançar um tablet no dia 16 de novembro, segundo o Engadget. O modelo seria o primeiro tablet a fazer parte da linha Nook, composta hoje só por leitores eletrônicos.
Recentemente, a Amazon.com, que fabrica o leitor eletrônico Kindle, um dos principais rivais do Nook, inseriu um tablet nessa linha, o Kindle Fire. O novo Nook seria a resposta da Barnes & Noble a esse lançamento.
O tablet da Barnes & Noble será semelhante ao leitor eletrônico Nook Color, diz o Engadget, com tela sensível ao toque de 7 polegadas.
Mulher experimenta o Nook Color em uma loja da Barnes & Noble
O preço do tablet Nook vai ser US$ 249, US$ 50 mais alto que o do Kindle Fire.
Em compensação, o tablet da Barnes & Noble terá memória duas vezes maior e espaço interno também duas vezes maior que o do Fire, afirma o Engadget.
As pré-vendas começam na próxima segunda-feira (7).

Comissão Europeia investiga Samsung e Apple sobre patentes

Órgãos reguladores da União Europeia estão investigando se a Samsung e a Apple poderiam ter violado leis antitruste do bloco com alegações de quebra de patentes em sua batalha jurídica global sobre o lucrativo mercado de smartphones e tablets.
As duas empresas de tecnologia estão envolvidas em mais de 20 disputas legais em dez países.
"A Comissão (Europeia) tem de fato enviado pedidos de informação à Apple e Samsung relativos a 'padrões essenciais` de patentes no setor de telefonia móvel", disse a Comissão Europeia em comunicado nesta sexta-feira.
"Esses pedidos de informações são um procedimento padrão em investigações antitruste, para que a Comissão possa apurar os fatos relevantes em um caso. Não temos outros comentários neste momento", acrescentou.
O termo "padrões essenciais" (ou standards-essencial, em inglês) de patentes quer dizer que elas foram incorporadas em padrões tecnológicos internacionalmente aceitos, que, no caso da Samsung e da Apple, refere-se às tecnologias 3G e UMTS.
A Samsung afirmou em um comunicado que "continua empenhada em condições justas, razoáveis e não discriminatórias de licenciamento" para suas patentes sobre padrões de telecomunicações wireless.
"Recebemos um pedido de informação da Comissão Europeia e estamos cooperando plenamente", afirmou.
A Apple não quis comentar o assunto.

Canon lança câmera para cineastas de Hollywood

Quatro décadas depois de ganhar o Oscar por suas lentes de cinema, a Canon voltou a Hollywood nesta quinta-feira (3), revelando uma nova câmera de vídeo digital de alta tecnologia a uma plateia composta por alguns dos cineastas mais famosos do mundo.
Fujio Mitarai, executivo-chefe da gigante japonesa de câmeras e de equipamento de escritório, apresentou a câmera de vídeo, chamada Cinema EOS, em um teatro lotado da Paramount Pictures.
Fujio Mitarai, executivo-chefe da Canon, exibe a Cinema EOS durante evento para cineastas em Hollywood
A US$ 20 mil apenas pelo corpo, a Cinema EOS não é barata para o padrão dos consumidores comuns, mas está na extremidade de baixo das câmeras digitais profissionais de filme, cujos preços podem chegar aos seis dígitos. Duas lentes de zoom para filmagem custarão entre US$ 45 mil e US$ 47 mil.
Produzir câmeras tão caras para usuários profissionais é uma espécie de mudança de rota para a Canon, que obtém mais de um terço de sua receita com eletrônicos de consumo e mais da metade com equipamento de escritório, como máquinas tudo-em-um de impressão, fotocópia e fax.
A câmera se baseia na popularidade da Canon EOS 5D Mark II, uma SLR (single-lens reflex) que a empresa introduziu em 2008 e que foi amplamente adotada por cineastas independentes por sua capacidade de gravar vídeos em alta definição, com resolução de 1.920x1.080 pixels, conhecida como Full HD.
Não demorou para que a sua popularidade chegasse a Hollywood. A Mark II foi usada no episódio final da última temporada de "House", nas cenas de corrida de carro em "Homem de Ferro 2" e em algumas cenas de "Capitão América: O Primeiro Vingador", filmes distribuídos pela Paramount.
A Cinema EOS tem formato similar ao de uma câmera fotográfica tradicional, mas funciona com uma variedade de suportes.
Mitarai afirmou que as imagens digitais da câmera têm a vivacidade do filme e reproduzem bem tons de pele. A empresa exibiu alguns vídeos curtos para mostrar como ela funciona em sequências de ação, especialmente em áreas estreitas, que se beneficiam de seu tamanho compacto.
Cineastas como Jon Favreau, Ron Howard e Martin Scorsese estavam na plateia.
"Senhor Mitarai, seja bem-vindo a Hollywood", disse Scorsese.

CIA monitora até 5 milhões de tuítes por dia

Em um parque industrial anônimo na Virgínia, em um prédio de concreto insuspeito, a CIA monitora tuítes --até 5 milhões deles por dia.
No Centro de Código Aberto da agência, uma equipe conhecida carinhosamente por "bibliotecários vingadores" olha para o Facebook, jornais, canais de notícias na TV, estações locais de rádio e salas de bate-papo --tudo que qualquer pessoa possa acessar e contribuir de forma aberta.
Do árabe ao mandarim, de tuítes nervosos a um blog profundo, os analistas reúnem as informações, muitas vezes em sua língua nativa. Eles cruzam as referências com os jornais locais ou com uma ligação telefônica clandestina interceptada. A partir daí, eles constroem uma imagem entregue aos nomes mais importantes da Casa Branca, oferecendo dados em tempo real sobre, por exemplo, os ânimos em uma região após o ataque do exército que matou Osama bin Laden, ou talvez até prever qual nação do Oriente Médio parece mais propensa a uma revolta popular.
Sim, eles já sabiam que a revolta no Egito iria acontecer; eles só não sabiam exatamente quando a revolução começaria, diz o diretor do centro, Doug Naquin.
O centro já previu que "as mídias sociais em locais como o Egito poderiam ser um fator decisivo de mudança e uma ameaça aos regimes locais", ele relata em entrevista recente para a Associated Press.
O local foi criado como resposta às recomendações da Comissão do 9/11, com foco inicial em contra-ataque ao terrorismo. Mas as centenas de analistas --o número exato não é revelado-- monitoram uma gama mais ampla, desde o acesso à internet na China até os ânimos nas ruas do Paquistão.
Os analistas mais bem sucedidos, diz Naquin, são semelhantes à heroína do livro "Os Homens que não Amavam as Mulheres", uma hacker evasiva, irreverente e que "sabe como encontrar coisas que as pessoas não sabem que existe".
Estudante de arte da Universidade de Helwan, no Egito, pinta logo do Facebook
O centro começou a se focar nas mídias sociais após acompanhar o Twitter derrubar o regime iraniano durante a Revolução Verde de 2009, quando milhares protestaram após o resultado das eleições que colocou o presidente Mahmoud Ahmadinejad no poder novamente. "A língua persa é a terceira mais presente em redes sociais e blogs em toda a web", diz Naquin.
As análises do centro invariavelmente acabam nas mãos da equipe de inteligência do presidente americano Barack Obama, quase todos os dias. Após bin Laden ser morto no Paquistão em maio, a CIA monitorou o Twitter para dar um registro mais preciso da opinião pública mundial para a Casa Branca.
Poucas semanas atrás, quando Obama fez um discurso sobre os problemas no Oriente Médio, a resposta do Twitter nas 24 horas seguintes veio de forma negativa da Turquia, Egito, Iêmen, Argélia, do Golfo Persa e de Israel, com usuários de língua árabe e turca acusando o presidente de favorecer Israel, enquanto os tuítes em hebreu denunciavam o discurso como pró-árabe.
Nos dias após o discurso, os principais conglomerados de mídia chegaram a mesma conclusão, assim como analistas da inteligência americana, baseado em dados coletados na região.
"Fazemos o máximo para ressaltar que podemos estar colhendo uma representação apenas da elite urbana", diz Naquin, mostrando saber que apenas uma pequena fatia da população em grandes áreas monitoradas tem acesso à internet. Mas ele diz que o acesso às mídias sociais por meio do celular tem aumentado em locais como a Africa, o que indica que uma "porção bem maior da população do que você imagina está colocando sua voz para fora".

Livro expõe 'táticas brutais' de Jeff Bezos, fundador da Amazon

Primeiras impressões duram muito. Por isso muita gente ainda pensa na Amazon como uma loja online de livros, a forma em que ela chegou ao conhecimento dos consumidores no final dos anos 90.
Mas de lá para cá a companhia vem realizando aquisições e se expandindo e diversificando em velocidade estonteante. Jeff Bezos, seu fundador e presidente-executivo, detentor de uma risada capaz de sacudir as paredes, levou o site ao comércio de sapatos, fraldas e televisores, bem como para a computação em nuvem e os leitores eletrônicos, com o Kindle.
Jeff Bezos, sócio-fundador da Amazon, durante o lançamento do Kindle Fire, em setembro, em Nova York
A destreza da Amazon fora do varejo atingiu novo patamar no mês passado quando a companhia sediada em Seattle revelou um tablet, o Kindle Fire, para concorrer com o iPad.
O lançamento sublinhou sua transformação em um conglomerado de tecnologia que tem menos em comum com a cadeia de livrarias Barnes & Noble do que com a Apple e Google, seus rivais na batalha pelo controle do mercado de vídeos, música e livros digitais.
Como disse um parceiro de negócios a Richard Brandt, o autor de "One Click", perfil da Amazon e de seu fundador, Bezos emprega "táticas brutais". O empresário de Internet também costuma "conduzir seu pessoal com a finesse de um mestre de escravos em uma galera", afirma Brandt, um jornalista veterano do Vale do Silício.
Bezos não decidiu criar a maior loja de livros do planeta por conta de um afeto nostálgico por velhos livros. Na verdade, o fez ao criar um "fluxograma de transações" que permitia avaliar quais, entre 20 categorias de produtos, seriam mais adequadas para o comércio online. Os livros receberam a melhor classificação.
Por isso não deveria causar surpresa, escreve Brandt, que uma década depois Bezos aderisse aos leitores e livros eletrônicos e "rejeitasse com tamanha facilidade o produto em papel que serviu de base à sua companhia".
O título do livro deriva de uma notória patente obtida pela Amazon para um sistema de compras "com um clique" --o processo que permite que as pessoas comprem online clicando apenas uma vez com seus mouses.
A ideia é simples. Tão simples que muita gente no Vale do Silício alegou que não atende aos requisitos usuais de inovação e inventividade que justificam uma patente.
Mas ao patenteá-la, a Amazon impediu os concorrentes de usar recurso semelhante em seus sites (ainda que eles possam oferecer compras com dois cliques).
Foi um exemplo precoce da impiedosa astúcia de Bezos --mas também de seu instinto quanto ao que funcionará na Internet. Ele percebeu que os usuários desejavam um processo de compra simples e "sem atrito", exatamente as qualidades sobre as quais Apple e Google construíram seu sucesso.
E é preciso recordar que Bezos já estava recolhendo informações sobre as preferências e idiossincrasias de seus compradores antes que o Facebook gerasse controvérsia ao fazer o mesmo.
O livro de Brandt não representa nem um ataque e nem um elogio. O autor retrata Bezos como um inventor brilhante e dedicado, e também como um nerd que oferece a rara combinação de know how técnico e atenção ao detalhe, de um lado, e capacidade de aceitar risco e ideias visionárias, do outro.
PARA O INFINITO E ALÉM
Brandt revela muitas informações biográficas sobre Bezos nos anos anteriores à Amazon, bem como um divertido relato sobre a paixão paralela de Bezos, a exploração comercial de voos espaciais. Mas não consegue capturar a essência da visão central do empresário.
O livro delineia a "filosofia" de Bezos, composta por quatro elementos: preocupação obsessiva quanto aos clientes; agir sempre "como se fosse o primeiro dia"; inventar e reinventar até chegar à solução perfeita; e manter o foco no longo prazo.
Mas isso não nos informa para onde Bezos conduzirá a Amazon, e Brandt não pôde fazer a pergunta diretamente ao empresário, que raramente concede entrevistas. Boa parte do material provém de subordinados e concorrentes.
Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em coletiva de imprensa em Nova York

Uma visão quanto ao futuro teria ajudado em dar ao livro a mensagem e estrutura narrativa que lhe falta. Mas talvez o lançamento do Kindle Fire ofereça essa visão.
Além disso, o trabalho sofre de distorção cronológica. Na página 133 das 191 do texto, ainda estamos em janeiro de 2002, o ano em que Bezos anunciou o primeiro lucro líquido da Amazon. Mas em seguida vem um salto de cinco anos, que desconsidera a rápida expansão internacional da Amazon e leva a história diretamente ao lançamento do Kindle, em 2007.
No entanto, isso não diminui o valor das percepções que o autor oferece sobre Bezos, que merece reconhecimento como um dos poucos empresários de Internet dos anos 90 a ter sobrevivido no topo do mercado até hoje.
Tradução de PAULO MIGLIACCI

OBRA CHEGA AO BRASIL NESTE MÊS
A editora Saraiva lançará o livro no Brasil ainda neste mês, dentro da coleção Nos Bastidores.
Com o título "Nos Bastidores da Amazon: O Jeito Jeff Bezos de Revolucionar Mercados com Apenas um Clique", a obra, traduzida por Silvio Floreal de Jesus Antunha, custará R$ 49 e terá 176 páginas.

JEFF BEZOS
  • Nascido em 1964
  • Formado em engenharia elétrica e ciência da computação pela Universidade de Princeton
  • Eleito pela revista "Time" o homem do ano em 1999
  • Fundou, em 2004, uma empresa de viagens espaciais, a Blue Origin
AMAZON
  • Fundada por Bezos em 1994 como loja on-line de livros
  • Maior loja on-line do mundo
  • Adicionou o formato de compra por um clique
  • Em 2007, iniciou a venda do Kindle, seu leitor de livros digitais
  • É avaliada em mais de US$ 100 bilhões

Portaria da Anatel reduz custo de chamadas de fixo para celular

O Diário Oficial da União publica nesta sexta-feira a resolução da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que reduz a tarifa das chamadas feitas de telefone fixo para celular.
Em 80 dias, a agência publicará um ato com os novos valores. Até 2014, a medida fará com que os usuários tenham ganhos de cerca de 45%.
Na prática, segundo a Anatel, a queda será de aproximadamente 10% no valor de cada ligação. Mas, aos poucos, os usuários vão pagar cada vez menos. O objetivo é que o próximo reajuste chegue a 12%. A Anatel pretende promover a redução em três etapas. A última deve ficar em 7%.
No total, a aplicação desses redutores deve diminuir o valor de comunicação de R$ 0,54, que é o atual, para R$ 0,425 em 2014.
A Anatel publicará o ato de homologação das novas tarifas em até 80 dias. A partir daí, as empresas terão 20 dias para apresentar instrumento de pactuação.

Smartphone Motorola Razr, com Android, chega no dia 16 a R$ 1.999

A Motorola vai começar a vender no Brasil seu novo celular com Android, o Razr, em 16 de novembro, anunciou a empresa nesta quinta-feira (3). O preço sugerido é de R$ 1.999.
Com Android 2.3.5, tela de 4,3 polegadas, processador de núcleo duplo de 1,2 GHz e 1 Gbyte de RAM, o aparelho tem espessura de 7,1 mm.
Razr, novo celular da Motorola
A câmera traseira tira fotos de 8 Mpixels e faz vídeos em Full HD (1.080p). Há ainda uma câmera frontal, de 1,3 Mpixel.
O Razr inclui o serviço MotoCast, que permite exibir no celular conteúdo armazenado no computador do usuário, como músicas, fotos e vídeos.
A empresa apresentou ainda o MotoActv, pequeno aparelho semelhante ao iPod nano, voltado a praticantes de exercício físico, como corrida.

Ações da Sony despencam e investidores questionam divisão de TVs

As ações da Sony caíram quase 10% nesta sexta-feira (4), devido ao questionamento dos investidores sobre a capacidade da companhia japonesa de reverter a crise em sua deficitária divisão de televisores. A Sony anunciou que a divisão deve sofrer um prejuízo de US$ 2,2 bilhões.
A Sony chocou os investidores na quarta-feira ao alertar sobre um quarto ano consecutivo de prejuízo, o que abalou ainda mais a confiança do mercado quanto a uma companhia que no passado simbolizava o poderio da alta tecnologia japonesa.
Visitante usa óculos para visualizar game em TV 3D da Sony na IFA, feira que aconteceu no início do ano em Berlim
A Sony não ofereceu muitos detalhes sobre seu plano para reduzir à metade o prejuízo da divisão de televisores, que está a caminho de seu oitavo ano consecutivo no vermelho. A Sony espera conseguir reduzir o prejuízo no ano que vem e sair do vermelho no ano fiscal que se encerra em março de 2014.
"Depois dos resultados e projeções fracos e diante do impacto das inundações na Tailândia e do iene ainda forte, é impossível ser otimista quanto à Sony no momento, e vender ações da companhia é uma decisão fácil", disse Mitsushige Akino, vice-presidente de investimento da Ichiyoshi Investment Management. "Não existem motivos para comprar ações da Sony, e os motivos para vendê-las são muitos."
Yuji Fujimori, analista do Barclays, adotou recomendação menos positiva quanto às ações da Sony, e reduziu sua projeção de preço de 2,5 mil para 1,6 mil ienes, afirmando que projeções de lucro haviam sofrido corte ainda maior que o esperado e que a reestruturação na divisão de televisores estava atrasada.
As ações da Sony fecharam em queda de 7,9%, cotadas a 1,4 mil ienes, depois de terem chegado a cair em até 8,8% durante o pregão, à sua mais baixa cotação em 30 dias. A quinta-feira foi feriado no Japão.
A Sony reduziu sua projeção de vendas de televisores, câmeras e aparelhos de DVD, na quarta-feira, e anunciou que pode reportar 90 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão) em prejuízo líquido no ano fiscal em curso, revertendo uma projeção anterior que previa lucro de 60 bilhões de ienes.

Google muda seu algoritmo para dar prioridade às informações recentes

O Google modificou seu algorítmo de buscas para oferecer como resultados informações mais recentes, uma mudança que afetará cerca de 35% das buscas.
O Google garante que esta melhora do algoritmo foi criada para que o buscador "entenda" melhor quando é preciso oferecer resultados com conteúdos mais recentes.
"Dado o ritmo incrivelmente rápido com o qual se movimenta a informação hoje em dia (...), o algoritmo precisa ser capaz de entender se o resultado de busca sobre um programa de televisão de uma semana atrás é recente ou se o resultado sobre uma notícia publicada há uma semana é muito velho", informou a companhia.

LinkedIn tem prejuízo no 3º tri, mas eleva previsões para 2011

O LinkedIn, rede social para contatos profissionais, registrou prejuízo de US$ 1,6 milhão (US$ 0,02 por ação) no terceiro trimestre, mas elevou suas previsões para o ano após um aumento de 126% na sua receita do período.
A receita do site ficou em US$ 139,5 milhões, acima da previsão do mercado, que era de US$ 127,6 milhões segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.
A companhia, que abriu capital em maio, anunciou na noite de quinta-feira que espera Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre US$ 83 milhões e US$ 85 milhões e receita entre US$ 508 milhões e US$ 512 milhões no balanço anual.
A estimativa anterior era de Ebitda ajustado no ano entre US$ 65 milhões e US$ 70 milhões e receita entre US$ 475 milhões e US$ 485 milhões.
O desempenho do LinkedIn é acompanhado pelo mercado como um indicador do desempenho de outras empresas de internet.

Cresce número de sebos virtuais no país

Aos 73 anos e hoje sócio de um tradicional sebo no Rio em que começou a trabalhar como faxineiro aos 13, José Germano da Silva resistiu o quanto pôde a digitalizar o acervo e vender pela internet.
"Não queria computador aqui dentro", diz o livreiro. "Tenho todo o arquivo na memória, 50 mil volumes. Mas minha filha me convenceu. A internet traz novos clientes."
São consumidores que querem comprar o livro usado, em busca de raridades e preços baixos, mas não têm tempo ou disposição para garimpar nos sebos.
A Livraria São José, de Germano, manteve a loja física mesmo depois de registrar 6.000 volumes para venda no portal Estante Virtual, que reúne 1.935 sebos no Brasil.
Mas muitos têm optado por fechar as portas e ficar só na web. Na Estante, que tem cerca de metade dos cadastrados operando somente na internet, 35 sebos migraram da venda física para a on-line neste ano. Em 2010, foram oito.
Ivanete Caires, 42, dona do sebo (agora virtual) Arquipélago, em São Paulo, fez esse caminho no ano passado. "Entre aluguel e despesas com a loja eram R$ 7.000 por mês. Com o baixo movimento, o custo ficava pesado."
Hoje, a livreira mantém, com R$ 800 mensais, uma sala comercial na zona oeste da capital para guardar o acervo de cerca de 15 mil volumes.
José Germano da Silva, sócio, e a filha, Edna Germano, no sebo Livraria São José, que passou a usar a internet
Mas as vendas são fechadas somente pela internet: 350 livros por mês, em média -a mesma quantidade comercializada nos bons tempos da loja no centro.
"O sebo físico faz um pouco de falta na hora de captar os livros, pois é um ponto de referência para pessoas que querem vender os exemplares. Mas para nós, que temos estoque, isso não é um problema por enquanto," diz.
"Acredito que as vendas via internet sejam a nova cultura de consumo", afirma.
O Sebo do Messias, no centro de São Paulo, um dos mais tradicionais da capital paulista, também abriu um portal para vendas via internet.
O site próprio, com 200 mil títulos cadastrados, não substituiu a loja física (com aproximadamente 300 mil títulos), mas aumentou as vendas totais do sebo em 30%.
Hoje, o comércio eletrônico representa 25% do faturamento -valor que não é revelado. Cerca de 70% das transações on-line são com clientes de fora de São Paulo.
"O site é complemento; ajuda a divulgar a loja", diz Cleber Aquino, gerente de e-commerce do Messias. "Sem a loja, o sebo perde a alma."