O presidente-executivo da Sony, Howard Stringer, pediu desculpas aos
usuários da PlayStation Network e de outros serviços online, rompendo
seu silêncio quanto a uma das maiores violações de segurança já
registradas na internet.
Os comentários de Stringer, que não especificaram quando os serviços
serão retomados, surgiram depois de críticas à sua liderança desde que a
Sony revelou que hackers haviam comprometido dados de mais de 100
milhões de contas usadas para acesso a videogames e música on-line.
"A Sony, e eu pessoalmente, pedimos desculpas pelas inconveniências e
preocupações causadas pelo ataque", afirmou Stringer no blog
norte-americano do PlayStation, na noite de quinta-feira (5).
O incidente pode se provar um revés grave para a empresa, que tenta se
recuperar depois de sofrer derrota para a Apple no segmento de música
móvel e para a Samsung nos televisores de telas planas, e diante da
séria concorrência contra a Nintendo e a Microsoft nos videogames.
Um analista afirmou que as preocupações de segurança podem afetar as
vendas de aparelhos da Sony e prejudicar as perspectivas de crescimento
de seus serviços de rede.
"Existe verdadeira preocupação com uma perda de confiança nos negócios
da Sony", afirmou Kota Ezawa, analista da Citigroup Global Markets
Japan, em nota divulgada antes da declaração de Stringer.
"O negócio de redes em si oferece contribuição apenas modesta aos
resultados, por enquanto, mas existe o potencial de uma queda nas vendas
de hardware devido à preocupação", escreveu.
Mas Peter Walshe, diretor sênior da Millward Brown, uma agência mundial
de pesquisa sobre marcas, disse que a marca principal da Sony se
recuperaria, ainda que o PlayStation especificamente possa sofrer.
"A marca básica deve mostrar mais resistência", disse à Reuters em
entrevista telefônica. "A Sony é uma das marcas de maior confiança em
todo o mundo, enquanto a Sony PlayStation já começa com um referencial
baixo de confiabilidade."
"As pessoas podem até dizer que nunca mais comprarão produtos Sony, mas em nossa experiência isso tende a não acontecer", disse.
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