Duas grandes potências da internet estão se enfrentando pelo direito de
formar uma parceria com o Skype, mas o Facebook parece um candidato mais
agressivo que o Google, e a maior rede social do mundo pode de fato ser
o parceiro mais apropriado.
A Reuters reportou na quarta-feira que Facebook e Google estão
separadamente buscando parcerias com o Skype, o popular serviço de
videotelefonia usado por milhões de pessoas em todo o mundo.
As conversações com o Facebook e o Google continuam em estágio
preliminar, mas qualquer acordo poderia envolver aquisição direta ou
parceria em forma de joint venture, disseram duas fontes à Reuters.
Um acordo com o Skype, que está preparando sua oferta pública inicial de
ações, deve ter valor da ordem de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões,
segundo a fonte. A oferta de ações do Skype deve ser da ordem de US$ 1
bilhão, disseram diversas outras fontes.
Analistas e observadores do setor de tecnologia estão apostando no
Facebook, por acreditarem que existe mais compatibilidade entre as duas
empresas e que o Skype complementa o Facebook ao oferecer ativos de que
este não dispõe.
"Não me surpreende que ambas as empresas estejam interessadas", disse
Eric Jackson, fundador e administrador do grupo de investimento Ironfire
Capital. "Trata-se de um ativo muito mais valioso para o Facebook do
que para o Google."
O Google já dispõe de capacidades de chat por voz e vídeo, ainda que o
produto do Skype seja mais robusto, disse Rory Maher, analista da Hudson
Square Research,
A empresa poderia incorporar o Skype ao Google Voice e até conseguir
alguma credibilidade nas mídias sociais, depois de fracassar em sua
tentativa de fazê-lo com o projeto Buzz.
"Existem benefícios para o Google em uma combinação com o Skype, mas
creio que menos claros do que no caso do Facebook", disse Maher.
Para o Facebook, o incentivo por uma parceria com o Skype é maior porque
encorajaria as pessoas a passarem mais tempo no site do que já fazem
--e essa é a razão de ser de uma rede social.
"Comunicação é essencial ao que os usuários do Facebook fazem", disse Mo
Koyfman, sócio do grupo de investimento Spark Capital. "Controlar essa
plataforma seria muito interessante."
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