Lucas Radaelli, 19, não consegue ver se uma camiseta é feia e que por
isso deve deixar de comprá-la. Ele também não pode identificar se uma
lata que está na geladeira é de cerveja ou refrigerante. Mas, com seu
iPhone em mãos e o poder das redes sociais, ele ganhou ajuda para tomar
essas decisões.
Cego desde os quatro anos, ele diz que começou a usar computadores aos
sete. Hoje, contabiliza mais de 3.000 seguidores do seu perfil no
Twitter (@lucasradaelli).
"Encaro como se fossem todos os meus amigos comigo ao mesmo tempo." Ele
conta que tira fotos de coisas que quer comprar (como camisetas ou
tênis) e pergunta a opinião de seus amigos de rede social. "Por eu ser
cego, tenho a noção se algo é confortável, mas também tenho que me
preocupar com a estética. Por isso, a opinião deles é importante para
mim", afirma.
A situação se repete em restaurantes que não trazem menu em braile. "Já
passei por uma situação em que estava com um amigo que tem baixa visão, e
ele não conseguia ler o cardápio. Tiramos uma foto e enviamos para que
nossos amigos sugerissem algo para a gente comer", conta. "É uma falha
dos restaurantes não ter cardápio em braile, mas a gente continua
tentando dar um jeito."
Radaelli também mantém um site (www.acessibilidadeapple.com) no qual fala sobre como deficientes visuais podem usar o iPhone.

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