Por que o Foursquare não embala no Brasil? Geolocalização é o tema da
vez no mundo, mas será que ele já é um negócio de verdade, ou ainda
apenas potencial, a modinha da vez?
Os convidados Juliana Lima (Apontador), Patrick Estrabom (It's Digital),
João Carvalho (PontoMobi) e Gabriel Jacob (EBP/FischerFala)
participaram de uma conversa sobre o tema no úlimo dia de Social Media
Week, fórum de discussão sobre mídias sociais que acontece durante toda a
semana na faculdade FAAP, em São Paulo.
Um dos possíveis motivos é a pouca atenção que os serviços baseados em
geolocalização dão ao Brasil. O Foursquare, por exemplo, nega sempre
parcerias propostas por brasileiros por "não ter tempo de realizar ações
fora dos EUA".
Segundo Juliana, outras ferramentas com a tecnologia pecam na falta de
simplicidade: "o Google é incrível, mas tem a tendência de não ter
ferramentas fáceis de usar, caso do Google Latitude", criticou.
Patrick comentou que "o medo de usar Foursquare, com relação a
privacidade, é o mesmo que no início do Orkut --e que mesmo assim
vingou. Regra da internet: se você não quer algo on-line, não coloque no
on-line".
O Foursquare cresceu 3.400% no ano passado, sendo o blog oficial do serviço.
Mas mesmo globalmente, o investimento em plataformas de geolocalização
(incluindo o Gowalla e outros) é ínfimo: são cerca de 3% de todo o
investimento concentrado em mídias sociais (US$ 1,7 bilhões), como
Facebook, Twitter, MySpace e outros.
Em sua segunda edição, o Social Media Week acontece em São Paulo até o
fim desta sexta-feira (11). O evento é realizado simultaneamente em
outras oito cidades, nos EUA, Europa e Ásia. A transmissão ao vivo das
palestras, que acontecem até 21h, pode ser acompanhada no site oficial do evento.
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