As gigantes Nokia e Microsoft resolveram se unir para enfrentar Google e
Apple na guerra pelos usuários de smartphones (celulares que navegam na
internet).
Com isso, a Nokia praticamente desiste de um sistema operacional próprio
para adotar o Windows Phone 7, desenvolvido pela Microsoft.
O anúncio, feito ontem em Londres pelos presidentes das duas companhias,
Steve Ballmer (Microsoft) e Stephen Elop (Nokia), foi visto por
analistas como uma tentativa quase desesperada da Nokia de se manter
líder no mercado de celulares.
A empresa detinha 36,6% das vendas de aparelhos em 2009, participação que caiu para 27,1% no final de 2010.
Ela tem enfrentado forte concorrência dos baratos produtos chineses
(telefones comuns, que não acessam a internet) e também de smartphones
como o iPhone.
"A Nokia está num momento crítico, no qual as mudanças são necessárias e
inevitáveis", afirmou Elop, que deixou a Microsoft no ano passado para
presidir a empresa finlandesa.
Como resultado da operação, alguns setores de desenvolvimento da Nokia
serão reduzidos e haverá demissões. A empresa tem hoje 132 mil
empregados.
A Microsoft, por sua vez, ainda lidera o mercado de desktops e laptops,
mas precisa ampliar sua participação no mundo dos smartphones porque a
previsão é que ainda neste ano haja mais acessos à web por celulares do
que por computadores.
A empresa lançou o Windows Phone 7 em 2010, mas o produto não conseguiu conquistar muitos consumidores --tem só 2% do mercado.
A Nokia afirma que continuará a vender telefones com o Symbian, seu
próprio sistema operacional, e a desenvolver o MeeGo, em parceria com a
Intel. Mas afirma que dará prioridade total ao produto da Microsoft.
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