Libertado após 12 dias de detenção no Egito, o jovem executivo da
gigante da internet Google Wael Ghonim afirmou que beijou os soldados
que vendaram seus olhos e o agrediram durante o período que ficou preso.
"Tirei a venda dos olhos e disse 'olá', e beijei cada um deles", disse o
diretor de marketing da Google para o Oriente Médio e a África do Norte
em uma entrevista ao programa "60 Minutes" do canal americano CBS,
exibida no domingo (13).
Ghonim ganhou destaque ao se tornar um porta-voz das manifestações que exigiam a renúncia do presidente Hosni Mubarak.
"Estava enviando uma mensagem", disse.
O executivo de 30 anos explicou que as agressões não foram sistemáticas.
"Eu os perdoei, devo dizer. Eu os perdoo porque que eles estavam convencidos de que eu estava prejudicando o país", destacou.
Ghonim revelou que estava por trás da página do Facebook "Todos somos
Khaled Said", a qual se atribui parte da responsabilidade nas
mobilizações pela democracia que dominaram o país.
A Google fez uma grande campanha pela libertação de Ghonim, quando ele desapareceu no Cairo em 27 de janeiro.
Quando o regime do Egito cortou o acesso à internet no fim de janeiro
para tentar sufocar as manifestações contra o governo, o Google uniu
forças com o Twitter para criar uma ferramenta que permitia aos egípcios
tuitarem por telefone.
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