A Apple encontrou 91 crianças trabalhando em fábricas de fornecedores no
ano passado, nove vezes mais do que no ano anterior, de acordo com seu
relatório anual sobre responsabilidade social (que narra as condições de
trabalho de seus funcionários nas fábricas da empresa).
As informações são do jornal "The Guardian" desta terça-feira (15).
O documento diz que a Apple encontrou as 91 crianças trabalhando em 10
fábricas diferentes. No ano anterior, encontrou 11 em apenas três locais
de trabalho.
A empresa norte-americana também reconheceu pela primeira vez que, no
ano passado, 137 trabalhadores foram envenenados em uma empresa chinesa
enquanto fabricavam eletrônicos da companhia. Os funcionários se
intoxicaram com hexano-n, substância utilizada como produto de limpeza.
Após o caso, a Apple parou de usar o produto em suas fábricas e instalou
um novo sistema de ventilação para prevenir novos casos.
A Apple geralmente se recusa a comentar sobre as condições das empresas
que fabricam seus bens, mas sofreu grande pressão para se pronunciar
após vários casos de suicídio na fábrica Foxconn, uma das maiores da
China, que produz para várias empresas de tecnologia --dentre elas, a
Apple.
Foram auditadas 127 fábricas, a maior parte pela primeira vez. O
relatório também mostra uma diminuição no cumprimento de horas máximas
semanais de trabalho permitidas: de 60 horas, com um dia de folga. Em
2009, apenas 46% cumpriram a norma. Já no ano passado esse número caiu
para 32%.
No mês passado, a Apple informou um lucro recorde de US $ 6 bilhões para o quarto trimestre de 2010. O relatório completo pode ser lido no site da Apple (em inglês).
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