A Visa, maior rede mundial de processamento de cartões de crédito e
débito, está criando um sistema digital de pagamento que as pessoas
poderão usar para pagar compras online ou com seus celulares, em lugar
de utilizarem os cartões tradicionais.
A empresa anunciou na quarta-feira que está trabalhando com diversos
grandes bancos norte-americanos e internacionais para desenvolver o
sistema. Os parceiros incluem US Bancorp, PNC Financial Services,
Regions Financial, BB&T, TD Bank e a divisão norte-americana do
banco Barclays.
A "carteira digital" armazenará informações de contas de cartões de
débito e crédito de um cliente e as pessoas poderão usá-lo para pagar
por compras online ou em lojas, segundo a Visa.
A rede terá de convencer os comerciantes a instalar um novo botão de
"compra com um clique" em seus sites, para que os clientes possam usar o
sistema digital, em lugar de inserirem manualmente todas as informações
de suas contas toda a vez que estão concluindo um pedido.
Bancos, operadoras de telefonia móvel e redes como a Visa estão todos
tentando conquistar espaço no mercado norte-americano de pagamentos
móveis, ainda pequeno mas de alto potencial. Na semana passada, a Isis,
uma joint venture de pagamentos móveis criada por três das quatro
maiores operadoras de telefonia móvel norte-americanas, anunciou que
mudou seus objetivos iniciais e que está trabalhando com a Visa e a
MasterCard para introduzir um sistema de pagamentos móveis.
Jim McCarthy, diretor mundial de produtos da Visa, disse em entrevista à
Reuters na quarta-feira que os pagamentos móveis nos EUA "decolarão com
mais facilidade" junto a pessoas que usam navegadores de Internet no
celular para comprar produtos online.
Mas a Visa e rivais como MasterCard, American Express e Discover
Financial Services estão também tentando descobrir maneiras de permitir
que as pessoas paguem com seus celulares por compras em lojas físicas.
McCarthy disse que um sistema de pagamentos com celulares inteligentes
testado em separado pela Visa, Bank of America e outros bancos
norte-americanos estará disponível comercialmente a partir da metade do
ano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário