Formuladores de políticas dos Estados Unidos que estão considerando
novas leis sobre privacidade repreenderam o Google e a Apple nesta
terça-feira (10) por não fazerem o necessário para resguardar dados de
usuários de aparelhos móveis, apesar de afirmações categóricas de seus
executivos de que as empresas não usam as informações para fins
impróprios.
"Tenho sérias dúvidas se esses direitos (dos consumidores) estão sendo
respeitados na lei ou na prática", disse o senador democrata Al Franken
em uma audiência de um novo subcomitê sobre privacidade, tecnologia e
leis.
Senadores acusaram o setor de tecnologia de explorar dados de
geolocalização para fins de marketing --um setor potencialmente
multibilionário-- sem ter o consentimento apropriado de milhões de
norte-americanos.
Os formuladores de políticas, no entanto, afirmaram que seriam
cautelosos com o estabelecimento de leis sobre privacidade que possam
coibir a inovação. Informações pessoais dos usuários desses aparelhos
ajudam as companhias a direcionar ofertas, publicidade e informações
sobre o tempo, assim como outros conteúdos.
"Não me entenda mal. A existência desse modelo de negócio não é algo
negativo. Adoro usar o Google Maps gratuitamente", disse Franken.
Pelo menos quatro projetos de leis foram apresentados nessa sessão
legislativa. Eles incluem propostas de que as empresas informem os
consumidores sobre que dados são coletados, com quem são compartilhados e
como são protegidos.
Ainda é cedo para dizer quais poderão se tornar leis.
O senador Sheldon Whitehouse, democrata de Rhode Island, afirmou estar
frustrado por nenhuma empresa aceitar responsabilidades por garantir a
segurança de dados de usuários --citando especificamente a preferência
do Google por um sistema aberto.
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