Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) solicitou nesta
terça-feira aos fabricantes de novas tecnologias que se somem aos
esforços para protegerem as crianças de possíveis abusos na internet.
Bruxelas lembra que uma a cada três crianças se conecta à rede de
telefones celulares e uma a cada quatro por meio de seus consoles de
jogos. Além disso, alerta que a metade dos adolescentes de 13 a 16 anos
acessam à internet de seus quartos, o que dificulta o controle dos pais.
"É difícil para os pais vigiarem seus filhos", declarou a comissária europeia de Agenda Digital, Neelie Kroes.
Esta realidade requer, segundo Kroes, "uma maior responsabilidade do
setor das tecnologias da informação e da comunicação no momento de
oferecer produtos e serviços".
O Executivo da UE abordou o assunto por causa do Dia Internacional por
uma Internet Mais Segura, realizado nesta terça-feira em mais 65 países
com o lema "Internet é mais que um jogo, é sua vida".
A Comissão se compromete a revisar as recomendações comunitárias sobre
proteção ao menor em meios audiovisuais e internet e sobre conteúdos
prejudiciais nos videogames.
"A solução não é bloquear a internet, mas ajudar os usuários a utilizar a
rede devidamente, algo que é uma responsabilidade dos pais professores e
das próprias crianças", assinalou Kroes nesta terça-feira em seu
discurso durante um seminário organizado em Bruxelas.
A comissária recomendou, por exemplo, máxima segurança ao criar contas
nas redes sociais, dado que 59% das crianças e adolescentes entre 9 e 16
anos têm algum perfil em uma rede social e 26% têm perfis completamente
públicos, enquanto 14% deles publicam endereço e número de telefone em
seus perfis.
A Organização Europeia de Operadores de Telecomunicações (ETNO) anunciou
nesta terça-feira a criação de um site com informações e recomendações
para elevar o nível de conscientização dos usuários.
"Já que as crianças que usam internet são cada vez mais jovens, nossa
missão é fazer a rede mais segura e incluir ferramentas de controle dos
pais e oferecer serviços especificamente projetados para crianças",
destacou em comunicado o presidente da divisão de proteção da infância
de ETNO, Pedro Gonçalves.
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