O presidente da TIM Participações, Luca Luciani, reuniu-se na
terça-feira (8) com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para
apresentar um estudo em que a operadora de telefonia defende o
compartilhamento da infraestrutura de redes para fomentar o uso da banda
larga no Brasil.
Segundo a TIM, a universalização da banda larga no país esbarra em uma
"falta de compartilhamento da infraestrutura... devido ao mercado de
atacado concentrado nas mãos das empresas concessionárias de telefonia".
As maiores concessionárias de telecomunicações do país são os grupos Telefônica e Oi.
"Há uma demanda reprimida por serviços de banda larga, cuja penetração
não aumenta com maior rapidez primeiramente pelas dificuldades que a
oferta enfrenta para a compra e compartilhamento de capacidade de rede
no atacado", afirmou Luciani em comunicado à imprensa.
Na reunião com o ministro, o presidente da TIM, que em telefonia móvel
está atrás da Vivo e da Claro no país, defendeu ainda o uso dos fundos
de recursos setoriais para que a massificação da banda larga seja
atingida.
"Ao lado da necessária abertura do mercado de atacado e de um esforço
conjunto para o fortalecimento da infraestrutura no interior, a TIM
levanta outros dois eixos de estímulo que são a desoneração tributária e
a disponibilização de mais espectro de radiofrequências", afirma a
empresa no comunicado.
Na segunda-feira, Bernardo anunciou que decreto da presidente Dilma
Rousseff deverá ser publicado esta semana permitindo a criação da
Secretaria de Inclusão Digital.
O Brasil tem meta de massificar o acesso rápido à internet até 2014,
projeto que inclui levar banda larga a 100% das mais de 10 mil
bibliotecas do país. A expectativa com o Plano Nacional de Banda Larga
(PNBL) é elevar a quantidade as linhas de banda larga para cerca de 30
milhões de acessos fixos e ao redor de 60 milhões de dispositivos
móveis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário