A palestra "Social Games - Quem está Jogando esse Jogo?", no terceiro
dia do Social Media Week, fórum de discussão sobre mídias sociais que
acontece durante toda a semana na faculdade FAAP, em São Paulo, começou
colocando em questão justamente o termo "jogos sociais". Participaram da
mesa Andrew de Andrade (Social Games Specialist), Heloísa Lima (Dentsu
Latin America), Cauã Taborda (Revista Info), com moderação da Renata
Honorato (Expert Games/ Revista Veja).
"Rótulo de jogo social me incomoda um pouco porque todo jogo é social, o
jogo de tabuleiro é social", disse Renata. "Estamos falando de jogos
casuais, que funcionam dentro de redes sociais", completou.
Os palestrantes tentaram explicar o êxito dessa verdadeira febre mundial
--o game Cityville, do Facebook, tem mais de 100 milhões de usuários.
"O segredo desses jogos é que eles são simples, permitem a interação com
outras pessoas e oferece desafio --princípios básicos para qualquer
game funcionar", disse Cauã.
"Esses jogos funcionam porque levam a interação para fora do ambiente
virtual. As pessoas comentam umas com as outras sobre ações realizadas
no universo do game", disse Andrew. "É uma plataforma que você consegue
monitorar e ajustar conforme você percebe falhas, algo bem diferente dos
games de console", comentou Heloísa.
Sobre o lucro dos joguinhos, Andrew foi enfático: "eles dão dinheiro,
sim. Pense que cerca de 3% dos usuários gastam de R$ 15 a R$ 30 nesses
jogos. A porcentagem parece pouca, mas são dezenas de milhões usuários
ativos".
Em sua segunda edição, o Social Media Week acontece em São Paulo até o
dia 11 de fevereiro. O evento é realizado simultaneamente em outras oito
cidades, nos EUA, Europa e Ásia. A transmissão ao vivo das palestras da
SMW pode ser acompanhada no site oficial do evento.
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