O Ministério Público Federal no Acre instaurou procedimento
administrativo para investigar as interrupções constantes que têm
ocorrido no acesso à internet no Estado.
A Oi, responsável pelos cabos de fibra ótica que permitem acesso à rede
no Acre, e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) terão que
explicar as causas das falhas e apontar possíveis soluções numa reunião
com o Ministério Público marcada para sexta-feira (11).
Na semana passada, houve ao menos três quedas na internet no Acre,
segundo o Ministério Público, que aguarda informações detalhadas da Oi e
da Anatel sobre horários e locais em que os problemas ocorreram. As
interrupções também afetaram o Estado de Rondônia.
'Pelo que apuramos, diversos serviços de saúde pública não puderam
funcionar [com a queda da internet no Acre], porque funcionam em sistema
integrado de rede. Lojas tiveram dificuldades para operar, houve
problemas com uso de cartão de crédito. Vários serviços que a internet
hoje viabiliza foram prejudicados', disse o procurador Regional dos
Direitos do Cidadão no Acre, Ricardo Gralha Massia.
Segundo Massia, os consumidores afetados pelas interrupções têm direito a
ressarcimento automático pelo tempo de internet pago e não provido. Nos
casos de outros tipos de danos, será preciso acionar o Procon ou a
Justiça.
O dono do provedor de internet Megalink, João Erelith, de Epitaciolândia
(227 km de Rio Branco), disse que chegou a ficar quase três dias sem
internet na semana passada, entre a tarde de domingo (30) e a manhã de
terça (1º). A causa para a queda teria sido a ruptura de cabos de fibra
ótica.
A assessoria de imprensa da Anatel informou que técnicos da agência
estão trabalhando para apurar o que provocou as interrupções. A
assessoria da Oi disse que a empresa ainda não foi notificada e que, por
isso, não vai comentar o assunto.
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