Um diretor egípcio do Google baseado em Dubai e que tinha sido detido
durante as manifestações que ocorrem no Egito há cerca de duas semanas,
foi libertado nesta segunda-feira.
Wael Ghoneim, chefe de mercado do Google para o Oriente Médio e África,
segundo seu perfil na rede social para profissionais LinkedIn, não havia
dado notícias desde 28 de janeiro, depois de uma gigantesca
manifestação no Cairo, declarou seu irmão ao jornal "Wall Street
Journal".
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI)
expressou no domingo sua preocupação com a possibilidade de que Ghoneim
fosse torturado durante sua prisão.
Segundo a ONG, que citava testemunhos oculares, Wael Ghoneim foi detido
por homens à paisana, provavelmente membros dos serviços de segurança
egípcios, durante as manifestações.
RISCO DE TORTURA
Mais cedo nesta segunda-feira a AI alertara sobre o risco de tortura e
maus tratos contra o funcionário do Google detido no Egito, Wael
Ghuneim.
O diretor havia saído de Dubai ao Egito para uma viagem de negócios e
chegou a presenciar as manifestações na praça Tahrir. A família do
funcionário passou a desconfiar do seu desaparecimento depois que ele
faltou a uma reunião com o irmão. Eles tentaram contato, mas perceberam
que os telefones estavam desconectados.
"As autoridades egípcias devem informar o paradeiro de Wael Ghuneim e
devem libertá-lo ou acusá-lo de um crime reconhecido", declarou mais
cedo em comunicado o subdiretor da ONG para o Oriente Médio e norte da
África, Hadj Sahraoui.
JORNALISTAS
Neste domingo, as forças de segurança detiveram mais um jornalista da TV
Al Jazeera. O norte-americano, Ayman Mohyeldin, foi levado da praça
Tahir onde os manifestantes se reúnem pelo 13º dia seguido.


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