A Audaces, fabricante catarinense de software, é a primeira empresa
brasileira a entrar para a Business Software Alliance (BSA), associação
de produtores de software para proteção contra a pirataria.
O principal produto da Audaces é um software para a indústria têxtil
confeccionar modelos e controlar máquinas de corte de tecidos.
Entre seus clientes estão Lojas Renner, C&A, Zara e Cavalera, de
acordo com o diretor de Negócios da Audaces e também sócio da empresa,
Cláudio Grando.
O executivo calcula que a pirataria representa cerca de 10% da base de
total de usuários do software para o setor de vestuário no mercado
brasileiro.
A partir do acordo com a BSA, a associação buscará descobrir focos de
uso ilegal do software da Audaces em empresas, lançando mão de
notificações extrajudiciais ou processos. A BSA também fará trabalhos
educativos dentro das empresas.
Presente há dez anos no Brasil, a BSA já fazia o serviço para seus
clientes internacionais. Alguns dos membros mais conhecidos da entidade
são Microsoft, Adobe e Symantec.
O diretor da BSA no Brasil, Frank Caramuru, explicou que a associação
demorou para ter um membro nacional porque era relativamente
desconhecida para o mercado brasileiro.
A BSA divulga estudos anuais sobre o nível de pirataria em diversos países.
O último levantamento sobre o Brasil, divulgado em maio do ano passado e
feito em parceria com o IDC, revelou que o país tem o menor nível de
pirataria dentro do bloco dos chamados BRIC, que inclui ainda Rússia,
Índia e China.
O uso de software pirata no país vem caindo, mas ainda responde por mais
da metade dos programas de informática nos computadores. O índice de
pirataria passou de 58% em 2008 para 56% em 2009.
Para Grando, da Audaces, as produtoras nacionais de software, no geral, ainda encaram o problema de forma passiva.
"Existe a consciência de que a pirataria prejudica o desenvolvimento da
indústria e de novos softwares, mas há pouco investimento para
combatê-la."
A Audaces também enfrenta pirataria nos países para os quais exporta
seus produtos, e terá assessoria da BSA na Colômbia e Argentina, onde o
uso ilegal estimado dos softwares da companhia é de ao redor de 5%.
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