terça-feira, 7 de setembro de 2010

Portuguesa ONI estuda aquisições de teles brasileiras

A portuguesa do setor de telecom ONI, focada em mercados corporativos, está olhando oportunidades de aquisição de operadoras no Brasil para acelerar o seu crescimento, visando elevar a atual participação de 30% das receitas provenientes do exterior, disse o presidente da companhia.
'(No Brasil) temos estado permanentemente em conversas, mas não temos fechado acordos porque não tem havido convergência, o perfil que procuramos são empresas do segmento 'corporate', muito direcionadas ao IP (Internet Protocol), com receitas entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões', disse Xavier Rodríguez-Martín, presidente da ONI.
As receitas vindas do negócio internacional, organizado no modelo "operador exportador", representam 30% das receitas do grupo, e o presidente explicou que a forma de prosseguir com a internacionalização irá variar conforme o mercado, sendo que na Espanha o crescimento será orgânico, enquanto no Brasil virá via fusões e aquisições.
A ONI anunciou nesta terça-feira que teve um lucro anual de 6 milhões de euros entre julho de 2009 e junho de 2010, contra ganhos de 7 milhões de euros um ano antes, resultado de maiores custos financeiros. Além disso, em 2008 e 2009 a empresa se beneficiou de ganhos extraordinários, explicou o executivo em entrevista à Reuters.
Neste período, a empresa aumentou a sua cota de mercado no setor 'corporate' de Portugal de 21,6% para 23%. 'Acho que vamos chegar até os 25% no âmbito do nosso 'business plan' até o ano fiscal de 2012', sublinhou o presidente da ONI, acrescentando que, embora não seja estruturalmente fácil chegar aos 30% de participação de mercado, é possível que isso aconteça num horizonte de cinco anos.
Segundo o presidente, a operadora de telecomunicações tem dois futuros possíveis, um de 'independência', após expansão para um mercado de grande potencial como o Brasil ou a participação em uma operação de fusão ou aquisição em Portugal, num movimento de convergência fixo-móvel ou proporcionando a criação de um segundo grande operador.
Xavier Rodríguez-Martin salientou ainda que, olhando para os resultados consolidados, a ONI está preparada para um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), sendo possível que a entrada em bolsa ocorra já em 2011, se for verificada uma menor incerteza macro-econômica e se for essa a vontade dos acionistas.

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