terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pentágono proíbe em bases militares jogo que mostra ataque Taleban contra EUA

O Pentágono proibiu em todas as bases militares norte-americanas o uso do jogo de videogame "Medal of Honor", que permite que um dos jogadores ataque as tropas americanas virtuais, informaram meios de comunicação locais.
Segundo a revista PC Magazine, o comandante das Tendas do Exército e Força Aérea, general Bruce Casella, explicou que o jogo foi proibido por "consideração aos soldados e às suas famílias no mundo todo".
Por sua parte, de acordo com a publicação, a cadeia Gamestop --que vende jogos nas bases militares-- informou em um comunicado que "apoia plenamente a decisão" e "compreende que na modalidade de jogadores múltiplos uma das partes tomará o papel de um combatente taleban".
A nova versão do jogo, produzido pela Electronic Arts, adiciona "novos personagens e cenários" à série lançada em 2002, que foi amplamente elogiada nos meios militares.
Na versão proibida, um dos jogadores pode ocupar a posição de um militante taleban, e ataques virtuais são lançados contra soldados americanos e da coalizão. Isso ofendeu e irritou muitos soldados que participam de combates reais, além de famílias que sofreram baixas na guerra.
Karen Meredith, cujo filho era tenente do Exército e morreu no Iraque em 2004, disse ao jornal "San Jose Mercury" que "não entende como disparar contra soldados que representam os americanos possa ser uma diversão, enquanto tanta gente morre todos os dias pelo país".
A proibição não se restringe aos EUA. No final de agosto, o secretário de Defesa do Reino Unido, Liam Fox, pediu que comerciantes britânicos não comercializem o jogo, levando em conta que muitos soldados britânicos morreram nos conflitos no Iraque e no Afeganistão.

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