O Pentágono proibiu em todas as bases militares norte-americanas o uso
do jogo de videogame "Medal of Honor", que permite que um dos jogadores
ataque as tropas americanas virtuais, informaram meios de comunicação
locais.
Segundo a revista PC Magazine, o comandante das Tendas do Exército e
Força Aérea, general Bruce Casella, explicou que o jogo foi proibido por
"consideração aos soldados e às suas famílias no mundo todo".
Por sua parte, de acordo com a publicação, a cadeia Gamestop --que vende
jogos nas bases militares-- informou em um comunicado que "apoia
plenamente a decisão" e "compreende que na modalidade de jogadores
múltiplos uma das partes tomará o papel de um combatente taleban".
A nova versão do jogo, produzido pela Electronic Arts, adiciona "novos
personagens e cenários" à série lançada em 2002, que foi amplamente
elogiada nos meios militares.
Na versão proibida, um dos jogadores pode ocupar a posição de um
militante taleban, e ataques virtuais são lançados contra soldados
americanos e da coalizão. Isso ofendeu e irritou muitos soldados que
participam de combates reais, além de famílias que sofreram baixas na
guerra.
Karen Meredith, cujo filho era tenente do Exército e morreu no Iraque em
2004, disse ao jornal "San Jose Mercury" que "não entende como disparar
contra soldados que representam os americanos possa ser uma diversão,
enquanto tanta gente morre todos os dias pelo país".
A proibição não se restringe aos EUA. No final de agosto, o secretário
de Defesa do Reino Unido, Liam Fox, pediu que comerciantes britânicos
não comercializem o jogo, levando em conta que muitos soldados
britânicos morreram nos conflitos no Iraque e no Afeganistão.
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