Autoridades de 14 países derrubaram sites de compartilhamento de
arquivos na Europa durante a última segunda-feira (6), em uma operação
cujo início foi desencadeado há dois anos, segundo informações dadas
pela polícia da Suécia.
Segundo o site Read Write Web,
a investigação merece atenção especial porque um dos alvos hospeda
partes do site WikiLeaks
--responsável pela publicação de documentos sigilosos de governos.
Autoridades, contudo, rechaçam que o site seja o real alvo da
investigação, alegando que ela se debruça sobre uma rede pirata
conhecida como The Scene or Warez Scene, que agrega 48 sites.
Não se trata do primeiro imbróglio envolvendo o WikiLeaks no país: em
agosto, a justiça sueca reabriu uma investigação sobre uma acusação de
estupro contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
A decisão revertia sentença da procuradora-geral em Estocolmo, Eva
Finné, que fechou o caso de estupro pro falta de indícios, mantendo
apenas uma denúncia, por outra vítima, de assédio. Finné, por sua vez,
havia revertido a decisão de uma instância inferior de investigar a
denúncia.
O caso chegou a render uma ordem de prisão contra Assange no último dia
21, retirada pouco depois.
Assange se declara inocente, e diz que a operação foi orquestrada pelos
Estados Unidos, em decorrência da divulgação dos documentos sigilosos do
país sobre a Guerra do Afeganistão.
CAÇA AOS SITES
Apenas na Suécia, sete locais passaram por buscas policiais (o que
incluiu uma universidade). Outras buscas ocorreram na Holanda, Noruega,
Alemanha, Reino Unido, República Tcheca, Hungria e Bélgica.
Muitos sites de compartilhamento de arquivos --como o Pirate Bay--
ficaram fora do ar ontem para usuários de alguns países.
Embora tenha sido descartada como alvo principal da investigação, o
WikiLeaks não se pronunciou sobre a ação da polícia europeia.
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