Um estudo holandês vinculou o uso de redes sociais como o Facebook a um
desempenho acadêmico inferior.
O efeito seria consequência da forma como sites de redes sociais são
usados: o usuário fica permanentemente conectado ou faz várias visitas
diárias ao site enquanto realiza, simultaneamente, outras atividades.
A pesquisa, feita por Paul Kirschner, da Open University, na Holanda,
foi publicada na revista científica Computers in Human Behaviour.
Ela questiona teorias atuais de que o cérebro do jovem moderno, moldado
pela era digital, estaria adaptado a processar simultaneamente canais
múltiplos de informação.
Kirschner sugere que, em comparação com estudantes que realizam uma
tarefa de cada vez, os adeptos do multitasking (fazer várias atividades
ao mesmo tempo) precisam de mais tempo para o aprendizado e cometem mais
erros no processamento da informação.
Ele explica que o estudo é preliminar e precisa ser aprofundado.
O pesquisador entrevistou 219 estudantes de uma universidade pública
holandesa.
A análise dos dados revelou que usuários do Facebook apresentaram, em
uma escala de um a quatro, uma nota média de 3,06. Os que não usavam a
rede social tiveram desempenho 20% melhor, alcançando em média 3,82
pontos.
O estudo também concluiu que usuários do Facebook estudaram menos horas:
entre uma e cinco horas por semana, em comparação com não usuários, que
disseram estudar entre 11 e 15 horas por semana.
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