Os sistemas operacionais Android, do Google, e iOS, da Apple, devem
repetir entre os tablets a acirrada batalha que já disputam entre os
smartphones.
O Android, utilizado em boa parte dos tablets apresentados na IFA,
evento em Berlim que termina hoje, e em smartphones como o Motorola
Milestone e o Samsung Galaxy S, tem como um de seus pontos fortes
justamente a variedade de modelos.
É uma vantagem para o consumidor, que pode escolher entre diversos
produtos geralmente compatíveis com os mesmos aplicativos, e para o
desenvolvedor, que pode criar um programa e oferecê-lo a vários usuários
de diferentes aparelhos. Os fabricantes ganham ao poder personalizar o
sistema e lançar modelos que atendem a diferentes perfis de usuário.
O iOS, por outro lado, aparece apenas em aparelhos da Apple: iPad,
iPhone e iPod touch. O consumidor é atraído principalmente pela
qualidade desses produtos, e o grande sucesso comercial incentiva o
desenvolvedor a criar aplicativos para eles.
Outra diferença entre os sistemas está nas lojas de aplicativos. Para um
programa aparecer na App Store, ele precisa ser aprovado pela Apple -um
trâmite criticado por ser algo lento e incoerente. O Android Market não
exige esse processo, mas isso potencializa o oferecimento de
aplicativos maliciosos.
COADJUVANTES
Há outros sistemas na batalha. O MeeGo, por exemplo, deve aparecer
principalmente em aparelhos da Nokia, que desenvolve o sistema junto com
a Intel.
A HP lançará produtos com o seu webOS, usado nos últimos smartphones da
Palm, e com o Windows 7, em modelos voltados ao público corporativo.
O sistema da Microsoft tem como grande vantagem a familiaridade do
usuário com sua interface e seus aplicativos, mas não é compatível com a
arquitetura ARM, usada em muitos tablets novos. Por isso, os modelos
com Windows 7 devem ter hardware mais poderoso, semelhante ao de
netbooks.
A Microsoft ainda oferece o Windows Compact Embedded 7, um sistema mais
leve que o Windows 7 e compatível com a arquitetura ARM.
A maior dificuldade dos concorrentes do Android e do iOS (com exceção do
Windows 7) será convencer os usuários a adotar um sistema com menor
oferta de aplicativos e os desenvolvedores a criar programas para uma
base menor de usuários.
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