terça-feira, 29 de maio de 2012

Detector de explosivos imita antena de borboleta noturna

Uma equipe de cientistas franceses criou um detector de explosivos que melhora notavelmente a sensibilidade dos já existentes, baseado no modo de funcionamento das antenas de uma espécie de borboleta noturna.
informou o CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) da França.
O aparelho é capaz de detectar concentrações de componentes de dinamite volatilizados no ar em quantidades muito inferiores às obtidas até o momento por qualquer outro dispositivo eletrônico. O nível de confiabilidade se aproxima dos cães treinados.
Pesquisadores do CNRS e do Instituto Franco-Alemão de Saint-Louis desenvolveram o dispositivo, que concentra meio milhão de minúsculos filamentos de dióxido de titânio que imitam o sistema de detecção do inseto voador, cujas antenas estão infestadas de sensores conectados diretamente aos seus neurônios.
Os cientistas trabalham agora no projeto de um aparelho de fácil manejo que incorpore o sistema criado e que no futuro seja capaz de reconhecer, de forma específica, vários tipos de explosivos.
Além disso, o instrumento abre a possibilidade de localizar outras substâncias, como algumas drogas e agentes tóxicos e poluentes que, da mesma forma que os explosivos, são pouco voláteis e, portanto, difíceis de detectar a certa distância.
Segundo seus criadores, o aparelho terá múltiplas utilidades em vários campos, desde a segurança aeroportuária até o controle ambiental, já que permite medir a qualidade do ar.

Ações do Facebook têm maior queda desde estreia em Bolsa

Depois de uma estreia decepcionante e sucessivas quedas, as ações do Facebook têm sua pior performance neste terça-feira desde o IPO (oferta pública de ações, na sigla em inglês), no dia 18.

Por volta das 14h30, os papéis da rede social de Mark Zuckerberg caíam 8,08% e valiam US$ 29,32. É a maior que desde a estreia.
No mesmo horário, a Bolsa de tecnologia Nasdaq, onde estão listadas as ações do Facebook, subia 0,48%.
O maior valor alcançado hoje foi de US$ 31,69, bem inferior ao preço mínimo estipulado para a estreia da companhia na Bolsa, de US$ 38.
No primeiro dia de negociação, as ações do Facebook tiveram alta de 0,6%, e desde então enfrentam sucessivas quedas.
REPERCUSSÃO
A entrada do Facebook foi um dos eventos mais aguardados por investidores em todo o mundo. As especulações sobre uma oferta inicial de ações começaram há mais de um ano.
A repercussão do negócio contribuiu para criar uma forte demanda pelos papéis da empresa na reta final do processo de abertura de capital. Diante da procura, o Facebook elevou o número de ações oferecidas e definiu o preço máximo do intervalo previsto no prospecto.
A oferta foi uma das maiores já registradas nos EUA e rendeu à empresa mais de US$ 16 bilhões. O negócio elevou para mais de US$ 100 bilhões o valor de mercado da rede social.
O Facebook tem hoje mais de 900 milhões de usuários e, embora já tenha demonstrado sua capacidade em gerar receitas, levantou dúvidas sobre a manutenção do ritmo do crescimento no último trimestre. No período, o lucro recuou 12% em relação ao ano anterior.
A empresa surpreendeu investidores ao revelar, dias antes da estreia na Bolsa, que sua receita pode ser prejudicada com mais usuários migrando para dispositivos móveis, onde anúncios publicitários enfrentam mais resistência.

HP chega a acordo com Multilaser sobre violação de patentes

A Hewlett-Packard anunciou nesta terça-feira que fechou acordo para resolver um processo contra a companhia brasileira Multilaser relacionado a patentes de cartuchos de tinta de impressão.
O processo foi aberto em 2011 em São Paulo, acusando a Multilaser de importar e vender no Brasil cartuchos de tinta compatíveis com equipamentos da HP que violavam patentes da companhia norte-americana.
Impressora HP Photosmart D110a, da Hewlett-Packard
Em comunicado à imprensa, a HP informou que encerrou o processo amigavelmente e, como parte do acordo a Multilaser, reconheceu que as patentes da companhia norte-americana são válidas e que foram infringidas.
A Multilaser, segundo a HP, concordou em parar de vender cartuchos de tinta relacionados às patentes no Brasil e em outros países onde a HP tem direitos intelectuais sobre a tecnologia de cabeça de impressão integrada de cartuchos.

Samsung lança serviço de streaming de música na Europa

A Samsung aproveitou o lançamento europeu do Galaxy S3, nesta terça-feira (29), para anunciar também um serviço de straming de música.
O Music Hub será inicialmente lançado apenas na Europa, nos países Alemanha, França, Espanha, Itália e Reino Unido.
O serviço será oferecido em duas versões: gratuita e premium (por 9,99 euros por mês). A primeira dá direito a comprar canções separadamente enquanto a segunda dá acesso a todas as mais de 19 milhões de músicas do Music Hub, por streaming.
A empresa também afirmou que o Music Hub estará disponível em todos os aparelhos Galaxy lançados posteriormente. Por enquanto, não há previsão para a disponibilidade do serviço para os modelos antigos de smartphones e tablets da Samsung e nem de lançamento do serviço do Brasil.

HP lança seu primeiro ultrabook no Brasil a R$ 3.599

A HP lançou, nesta terça-feira (29), seu primeiro ultrabook a chegar no Brasil, o Folio 13, que tem processador Core i5 de segunda geração e tela de 13 polegadas, a R$ 3.599.
O computador concorre diretamente com o Dell XPS 13 (R$ 3.900) lançado no país em maio, o Samsung NP900X3A (por volta de R$ 4.499) e o Macbook Air de 13 polegadas (R$ 3.799).
O processador Core i5-2467M que possui o Folio 13 é da família dos chips Sandy Bridge (a segunda geração dos processadores Core) e roda a 1,6 GHz.
O ultrabook da HP tem 4 Gbytes de memória RAM, placa de vídeo integrada Intel HD 3000 e bateria de seis células -a empresa afirma que o PC aguenta até 9,5 horas longe da tomada.
Ultrabook Folio 13, da HP, lançado no Brasil em 29 de maio de 2012, tem processador Core i5 de segunda geração (Sandy Bdridge), tela de 13,3 polegadas e SSD de 128 Gbytes
O Folio 13, que é chamado de ultrabook por alegadamente ter o mesmo desempenho de uma máquina muito mais parruda, é construído em chassi metálico e pesa 1,5 kg.
Os rivais Macbook Air e Dell XPS 13, com o mesmo tamanho de tela, pesam 1,35 kg e 1,36 kg, respectivamente. O Asus Zenbook, mais caro (custa R$ 5.999), pesa 1,1 kg.
Assim como os produtos com que compete, o Folio 13 não tem um HD convencional, mas sim um SSD (disco de estado sólido), com 128 Gbytes de capacidade, o que propicia um tempo de inicialização mais curto.
O computador tem conector para rede cabeada (Ethernet RJ-45), uma raridade entre ultrabooks, o que pode ter limitado uma redução maior da espessura do PC, que é de 18mm (a mesma do rival da Dell e 1 mm superior à do da Apple).
O Folio 13 foi anunciado em novembro do ano passado e chegou às prateleiras dos EUA no mês seguinte, custando US$ 900.


China age para reprimir uso de microblogs no país

A operadora chinesa de microblogs Sina adotou, em meio a acusações de censura, um código de conduta para os usuários de uma espécie de Twitter chinês para reprimir um fórum on-line que se tornou veículo de críticas políticas e sociais ferrenhas.
O código de conduta, anunciado alguns dias atrás, estipula que os usuários dos microblogs da Sina não podem postar informações que contrariem os princípios constitucionais, violem a unidade a nacional, revelem segredos de Estado ou representem falsa informação, entre outras regras.
Muitos usuários afirmaram que as restrições têm por objetivo amordaçar o diálogo on-line muitas vezes mordaz e anônimo, em um país onde a internet representa uma das raras oportunidades de discussão aberta.
A decisão, a mais recente em uma série de medidas tomadas para controlar o debate nos microblogs, surge enquanto a China se prepara para uma mudança na liderança do país, algo que acontece uma vez por década. A expectativa é que a transição seja durante um congresso do Partido Comunista antes do fim do ano.
A Sina, a maior dos operadores de microblogs na China, também introduziu um sistema de pontuação em que um usuário começa com 80 pontos e vai perdendo status a cada violação. Caso chegue ao zero, terá a conta cancelada. O usuário pode ganhar pontos caso confirme a verdadeira identidade.
""Isso oferece à empresa uma capacidade mais firme para expandir a censura de notícias vistas como delicadas", disse um conhecido usuário de microblogs que pediu anonimato.
"A definição do que é "delicado sempre foi imprecisa e está mudando o tempo todo. É claro que, no momento, eles estão preocupados devido aos escândalos e aos boatos sobre o 18º Congresso", acrescentou.
Em um sinal da delicadeza da questão para o Partido Comunista, censores bloquearam todas as buscas on-line pelo nome de Bo Xilai, antigo líder do partido na cidade de Chongqing que foi expulso do comitê central da organização algumas semanas atrás.

Samsung lança Galaxy S3 na Europa; aparelho chega no Brasil no início de junho

A Samsung Electronics lançou seu celular inteligente topo de linha Galaxy S3 nesta terça-feira na Europa, com o objetivo superar as vendas do modelo anterior do aparelho, que levaram a companhia sul-coreana a ultrapassar a Apple na primeira posição entre os fabricantes mundiais de smartphones.
O Galaxy S3, que acompanha os movimentos dos olhos do usuário para evitar que a iluminação da tela se apague ou atenue enquanto o usuário está usando o aparelho, chegou às lojas de 28 países da Europa e Oriente Médio, como parte do esforço da Samsung para ampliar sua vantagem diante da Apple nos meses que separam a rival do lançamento de um novo iPhone, previsto para o terceiro trimestre. No Brasil, o aparelho será lançado no início de junho.
Imagem do novo smartphone topo de linha da Samsung, o Galaxy S 3; aparelho também terá acabamento branco
Revelando expectativa semelhante à que se tornou comum nos lançamentos de aparelhos da Apple, havia cerca de 50 compradores em fila diante da BASE, uma loja de celulares de Berlim, na noite da segunda-feira, ansiosos para serem os primeiros a adquirir o S3.
O celular inteligente da Samsung, que opera com o sistema operacional Google Android, tem tela de 4,8 polegadas (12,2 cm), uma das maiores já instaladas em um celular inteligente e muito maior que a tela de 3,5 polegadas do iPhone 4S.
Grandes operadoras mundiais de telefonia móvel --da Vodafone, no Reino Unido, à SingTel, de Cingapura-- começaram a promover o S3 agressivamente, alimentando especulações de que o modelo possa superar o predecessor, o Galaxy S2, que vendeu 20 milhões de unidades em todo o mundo.
"Nos dois anos em que temos oferecido pré-encomendas, é o aparelho Android mais pedido", disse um porta-voz da Vodafone no Reino Unido, se recusando a revelar números exatos. "Está caminhando para cumprir, se não exceder, o número de encomendas prévias que projetávamos."
O primeiro Galaxy foi lançado em 2010, três anos depois do lançamento do iPhone, para competir com o grande sucesso da Apple no segmento de smartphones em um momento no qual a queda de rivais maiores, Nokia e Research In Motion, fabricante do BlackBerry, já estava começando.

Facebook pode pagar mais de US$ 1 bi por Opera

As ações da Opera Software dispararam em mais de 20% na terça-feira, com os rumores de que o Facebook está negociando para adquirir a empresa. Analistas dizem que a concorrência do Google e outros interessados pode elevar o preço de uma transação a mais de US$ 1 bilhão.
A tecnologia da Opera, acompanhada por sua base de 170 milhões de usuários do navegador Opera Mini, propicia à empresa um forte relacionamento com fabricantes de celulares e operadoras de telefonia móvel.
O Facebook vem enfrentando dificuldade para gerar receita com o crescente tráfego que recebe de aparelhos móveis, e adquirir a Opera poderia ser uma solução mais rápida do que criar plataforma própria ou desenvolver um navegador, acrescentaram os analistas.
"Adquirir a Opera seria sensato para o Facebook de muitas maneiras. Isso ampliaria a limitada experiência da empresa no campo dos aparelhos móveis, ajudaria com seu problema de monetização, permitiria que retivesse os criadores de jogos que vêm deixando a rede social devido à falta de uma plataforma para software móvel e aumentaria a capacidade do Facebook para direcionar publicidade", avaliou a Arctic Securities.
A empresa complementaria o Facebook de forma tão perfeita que os analistas consideram que isso o forçaria a pagar um considerável ágio.
O DNB, maior banco norueguês, estima que o valor de aquisição teria de ser duas vezes mais alto que o fechamento de 68,6 coroas das ações da Opera na sexta-feira, o que avalia a companhia em US$ 1,35 bilhão, enquanto o Danske Bank prevê preço de entre 50 e 60 coroas por ação, ou entre US$ 1 bilhão e 1,2 bilhão.
Às 7h21min, horário de Brasília, as ações da Opera estavam sendo negociadas a 40,1 coroas, com alta de 16,9%, o que implica em valor de mercado de US$ 800 milhões para a companhia.
Os executivos da Opera se recusaram a comentar.

Cientistas da USP conseguem financiar projeto com 'vaquinha virtual'

O financiamento colaborativo de projetos de ciência ainda engatinha no Brasil, mas um grupo de pesquisadores da USP já está tirando proveito da ferramenta.
Sem dinheiro para ir a uma das maiores competições de biologia sintética do mundo, a iGEM (Competição Internacional de Máquinas Geneticamente Modificadas, em inglês), que acontece nos EUA, a equipe decidiu apelar para o "crowdfunding" (uma vaquinha virtual para arrecadar dinheiro).
Equipe de biologia sintética da USP usou "vaquinha" na internet para obter dinheiro para ocmpetição no exterior
Em pouco mais de um mês, eles conseguiram quase US$ 3.000 para custear a inscrição da equipe no evento. E a maior parte das doações veio de pessoas sem nenhum contato com o grupo.
"O 'crowdfunding' é meio que uma nova versão da rifa para arrecadar dinheiro", brinca Carlos Hotta, professor do Instituto de Química e líder da equipe brasileira na competição. Foi dele a ideia de usar a ferramenta para financiar o projeto.
"A maior inspiração foi o desespero. Nosso plano A, que era conseguir dinheiro com empresas, não deu certo. Tivemos de buscar alternativas", explica Hotta.
SEM BUROCRACIA
Segundo ele, o "crowdfunding" foi também uma boa opção para lidar com um problema burocrático. Apesar de seu caráter de pesquisa e desenvolvimento científico, a iGEM é uma competição, uma modalidade que, ao contrário de congressos e simpósios, não está descrita nos editais de pesquisa e outras regras das universidades.
O grupo usou o site RocketHub, o qual, embora não seja exclusivo para ciência, tem vários projetos da área.
"Nas primeiras duas semanas, as doações eram só de conhecidos. Foi quando nós fizemos o vídeo que as contribuições dispararam", explica Otto Heringer, estudante de química, membro da equipe e autor do roteiro engraçadinho do filme, que se espalhou pela USP.
E ter um bom vídeo de apresentação é considerado um do trunfos de quem busca financiamento. Os próprios sites recomendam caprichar nesse quesito.
NOVO DESAFIO
Mas, apesar do sucesso da iniciativa, o desafio da equipe --um projeto multidisciplinar que reúne professores e alunos de graduação e pós em várias áreas-- ainda não acabou.
Agora, eles precisam de dinheiro para pagar as passagens e a estadia das pessoas na competição, que será dividida em duas etapas: uma regional classificatória na Colômbia e outra geral nos EUA.
A equipe quer apresentar projetos como uma espécie de tela touchscreen feita com bactérias e uma rede de comunicação também com bactéria.

'Vaquinha virtual' ajuda a financiar pesquisas científicas na web

Em tempos de verbas de pesquisa cada vez mais magras, cientistas estão apelando para uma espécie de "vaquinha" virtual --o "crowdfunding", em que usuários contribuem com pequenas parcelas para financiar um projeto-- para dar continuidade a seus experimentos.
O movimento ganhou força há cerca de dois meses, com o lançamento do Petridish, uma plataforma específica para financiar ciência. Com ar descolado e fácil de usar, o site já atraiu dezenas de pesquisadores.

O Petridish --ou placa de Petri, instrumento comum nos laboratórios-- é voltado só para ciência, mas há outros para tecnologia e inovação, além dos mais gerais.
Depois do cadastro, cria-se uma página com a descrição do projeto, a metodologia de pesquisa, os objetivos e, claro, o valor pretendido.
Os pedidos de financiamento são ecléticos, assim como a experiência acadêmica dos cientistas.
Tem gente pedindo dinheiro para descobrir por que as zebras têm listras, querendo encontrar uma lua fora do Sistema Solar e até tentando aprender a linguagem dos bonobos, promíscuos primatas primos dos chimpanzés.
Cada projeto costuma ter as chamadas recompensas: brindes em troca da doação. Quanto maior o valor, melhor a recompensa.
As estratégias para convencer o internauta são muitas: vídeos, brindes e até menções nas publicações. Dependendo da doação, dá até para batizar uma espécie.
Em alguns sites o projeto passa por uma curadoria, que verifica as referências dos cientistas. Porém, como isso não é regra, vale conferir as referências e publicações dos pesquisadores antes de doar.
As campanhas em geral têm 45 dias. Se o total for alcançado, as doações são cobradas no último dia, e o valor é creditado na conta dos responsáveis. Há uma taxa de comissão sobre esse valor.
Se a campanha não der certo, o dinheiro não é cobrado dos participantes. E os organizadores, muitas vezes, precisam pagar uma taxa de uso ao site escolhido.

Em Recife, criação de empregos, inovação e design

EM RECIFE - O Porto Digital, instalado no coração histórico de uma das mais antigas cidades das Américas, Recife, fez desta metrópole do Nordeste brasileiro o terceiro polo de informática e comunicação do país, atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro. Fruto de uma iniciativa criada em 1996 por um grupo de professores de informática fartos de ver seus alunos partindo para os quatro cantos do Brasil e do mundo, o projeto agora enfrenta o desafio da aceleração digital e precisa responder à difícil questão da geração de inovações "em nível mundial".
Os professores em questão lecionavam na Universidade Federal de Pernambuco (Estado do qual Recife é capital), e formavam excelentes engenheiros que se deparavam com sérias dificuldades para encontrar empregos em sua cidade. E os dispostos a abrir companhias próprias eram rapidamente recrutados e transferidos para outras regiões.
Cansados de perder esses profissionais, os professores criaram o Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR), uma instituição privada cujo objetivo era mudar a dinâmica entre a universidade e as empresas. Convencido pelo êxito obtido, o governador de Pernambuco decidiu em 2000 criar um polo de desenvolvimento de software, o Porto Digital, que conta com apoio municipal, estadual e federal.
O aspecto mais surpreendente da decisão é que o polo foi estabelecido no centro histórico da cidade, uma ilha carcomida pelo sol, o mar e o abandono. Membro do grupo fundador de professores e hoje presidente do conselho executivo do CESAR, Silvio Meira queria instalar o centro perto da universidade, que a ditadura militar instalou precavidamente distante do centro. Mas Claudio Marinho, então secretário da Ciência e Tecnologia de Pernambuco, lutou para convertê-lo em elemento de renovação urbana. Meira se deu por vencido depois de vários meses de hesitação, e de não conseguir encontrar nem mesmo um restaurante decente perto da universidade. A classe criativa também carece de certas comodidades.
O saldo positivo é que o Porto Digital agrupa 200 empresas, com 6,5 mil empregados. Os programadores agora ficam em Recife. Grandes empresas, como a Accenture e a Nokia, procuram a cidade. Mas passar da criação de empregos à inovação requer numerosos saltos qualitativos.
O Porto Digital aposta na "indústria da criação", dos videogames à arte digital, passando pelo cinema e publicidade, sem esquecer os meios de comunicação. O CESAR acentua a pesquisa e desenvolvimento e opera diversos "Labs" (especialmente de sistemas embarcados e TV digital), bem como um programa centrado no processo de inovação.
Silvio Meira tem como preocupação pessoal o aspecto do design, principalmente o de modelos de negócios. E não é porque isso esteja na moda, afirma. No ano passado, ele me disse que as companhias do Vale do Silício se equivocam quando apostam seu futuro nisso, enquanto terceirizam a produção para empresas estrangeiras. "O 'brainware' e os cérebros brasileiros são tão bons quanto quaisquer outros", foi o que me disse então. E esse campo é mais barato que o desenvolvimento de uma indústria automobilística.
"Vamos tentar criar empresas de nível mundial, que algoritmos que mantenham a rota em nível mundial", diz Meira. "Mas os do Skype, Google ou Facebook são inacessíveis para as instituições educativas da maioria dos países. São precisos decênios para chegar a esse nível".
Falta o "desenho", que ele vê como um processo em quatro etapas. As três primeiras são conhecidas de todos: conhecimento (resultado da educação); espírito empresarial e investimento. A isso ele acrescenta o conceito de "compreensão da complexidade dos problemas de corte mundial e capacidade de gerar respostas". É um conceito um tanto abstrato, mas ninguém sabe dizer com certeza se esta porta poderá ou não ser aberta. Em Recife e em outros lugares.

Jogo on-line usa estratégia para explicar a conferência ambiental Rio+20

Imagine-se como economista-chefe da ONU, responsável por escolher estratégias para criar empregos, combater a fome aumentando a produção de alimentos e proteger o ambiente.
É o papel do jogador de "Game Change Rio", lançado há duas semanas para despertar o interesse de jovens pela conferência Rio+20.
Tela inicial do jogo on-line "Game Change Rio", que explica a conferência ambiental Rio+20
"Todos podem experimentar brincando e criar suas próprias estratégias", disse à Folha o alemão Sebastian Stier, um dos criadores do jogo.
"Game Change Rio" inclui todos os setores relevantes da economia mundial e os recursos naturais disponíveis, dizem os desenvolvedores.
O jogador deve optar entre 125 políticas diferentes, como incentivar o uso de biocombustível, investir no combate de pragas em lavouras ou diminuir o uso de caminhões para reduzir a poluição. E tudo com orçamento limitado.
O participante com a pontuação mais alta até quinta-feira ganhará uma viagem para a Rio+20, que acontece de 13 a 22 de junho.

Sucesso na TV, série "The Walking Dead" vira game

Sucesso na TV dos EUA e com fãs também no Brasil, a série de zumbis "The Walking Dead" rendeu um bom fruto para o mundo dos games. "The Walking Dead: a New Day", para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, tem na história o seu maior trunfo.
O roteiro é de Robert Kirkman, criador da HQ que também serviu de base para a série de televisão. Em "A New Day", capítulo inicial de um total de cinco, o jogador é Lee Everet, um ex-detento que, com a garotinha Clementine, luta para sobreviver nos arredores de Atlanta.
A jornada, que dura cerca de duas horas, faz diversas referências ao seriado e passa por locações familiares.
Um dos maiores trunfos do jogo é ir além de colocar o jogador para "apenas" matar zumbis. "A New Day" é um game de escolhas, em que frequentemente o jogador é colocado em posições difíceis, como escolher a quem salvar numa situação extrema.
O game é uma combinação de sequências de ação, quebra-cabeças e exploração do cenário. Há também um foco nos diálogos, momentos nos quais o jogador é confrontado com várias alternativas de perguntas ou respostas.
CÂMERA BIZARRA
A "New Day" não escapa de alguns probleminhas, especialmente em relação à câmera, que às vezes escolhe ângulos improváveis e até confusos, limitando a visão do cenário e dificultando a movimentação do personagem principal.
"The Walking Dead: a New Day" é comercializado apenas via download, seja no site oficial, no caso da versão para PC, ou nas redes on-line de PlayStation 3 e de Xbox 360. O preço pelo pacote de cinco capítulos é de, em média, US$ 25.

Em SP, "Max Payne" volta com mais estratégia

"Vou enfiar uma bala na sua cabeça, seu vacilão!"
Dita assim, em bom português, a frase de um dos bandidos de "Max Payne 3" sintetiza o jogo: são cerca de 15 horas de perseguições e tiroteios na capital paulista.
Após atacar a máfia de Nova York para se vingar das mortes da mulher e da filha nos primeiros capítulos da série, o anti-herói Max Payne agora está em São Paulo, como guarda-costas de um milionário. Mais velho, viciou-se em remédios e álcool.
Não foi só o cenário que mudou. O agora ex-policial ganhou um sistema de cobertura para se proteger dos tiros, típicos de séries como "Gears of War" e "Mass Effect". Sobra um pouco mais de tempo para se esconder atrás de móveis e paredes para recarregar armas e escolher em qual bandido atirar.
Max Payne 3, de costas, em tiroteio na fictícia favela da Esperança
Os combates se tornaram um pouco mais estratégicos, mas o terceiro "Max Payne" continua com foco na pancadaria, como os jogos anteriores, em que o objetivo do jogador era atirar em tudo e atropelar qualquer um que cruzasse seu caminho, se possível com uma arma diferente em cada mão.
O "bullet time", modo de câmera lenta que consagrou a série, foi repaginado. Ao toque de um botão, o mundo se desacelera, e, quando o último inimigo de um grupo é morto, a câmera acompanha a trajetória da bala, cortando o ar e rasgando o alvo.
Os gráficos aproveitam ao máximo os recursos da atual geração de consoles, abusando dos efeitos e da quadrinização de cenas.
O menu de escolha de armas não pausa o game, como em outros títulos do gênero, o que obriga o jogador a ser rápido quando quiser trocar o arsenal.
"MAX PAYNE 3"
Plataforma: Xbox, PlayStation 3 e PC
Produtora: Rockstar
Onde: bit.ly/paynemax3
Quanto: US$ 199,90 (Xbox 360 e PlayStation 3) e US$ 99 (PC)
Avaliação: ótimo

Game "Max Payne 3" usa São Paulo como cenário

Max Payne é um ex-policial de Nova York que teve sua família assassinada pela máfia.
Doze anos depois, viciado em álcool e pílulas, ele vai parar em uma cidade cinzenta, conhecida pelo alto índice de criminalidade e por engarrafamentos quilométricos, com áreas de extrema pobreza e onde os muito ricos andam de helicópteros e carros blindados. Soa familiar?

A trama do game "Max Payne 3", lançado no último dia 15 no exterior e que chega ao Brasil na próxima quinta-feira, passa-se em São Paulo, onde Max trabalha como segurança pessoal do milionário Ricardo Branco.
"Max Payne 3", para Xbox 360 e PS3, já vendeu mais de 3 milhões de cópias até o último dia 22 -em alguns países, o título ultrapassou os números de "Diablo 3", da Blizzard. A versão para PC sai em 1º de junho. O jogo é sequência de "Max Payne" (2001) e "Max Payne 2 - The Fall of Max Payne" (2003).
Imagem do jogo da produtora Rockstar; ao fundo, é possível ver a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira
A Rockstar, produtora do jogo e responsável pelos bem-sucedidos "GTA" e "Red Dead Redemption", realizou uma pesquisa de dois anos para reproduzir e recriar o ambiente urbano da maior capital do Brasil, segundo informações e documentos de pesquisa cedidos pela empresa.
Desenvolvedores e designers fizeram uma série de viagens a São Paulo durante o desenvolvimento do jogo.
"Documentamos tudo, desde o glamour e a exclusividade de áreas chiques, como Morumbi, av. Paulista e Jardins, até locais de alta criminalidade, como a favela Japiaçu (favela do Nove) e o edifício São Vito, o 'Treme Treme' [demolido em 2011]", descreve um trecho da pesquisa da empresa.
ESQUADRÃO DE ELITE
A UFE (Unidade de Forças Especiais), esquadrão de polícia de elite, foi inspirada no Garra, no GOE e no Gate, unidades reais da polícia paulista, e no Bope, do Rio.
"Tivemos muito cuidado na pesquisa de uniformes, equipamentos e armamento disponibilizados por estes policiais", diz a Rockstar.
Além do UFE, a produtora formulou o Comando Sombra, organização criminosa do jogo, e o Crachá Preto, milícia de policiais. O nome é uma referência a policiais que escondem seus crachás e identificações de nome em operações ilegais.
REPRODUÇÃO NÃO MUITO FIEL
Pontos importantes de São Paulo podem ser vistos no game, como o edifício Copan, no centro da cidade, a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira e a marginal Pinheiros, ambas na zona sul da capital.
A representação de São Paulo não é totalmente fiel. Parte da metrópole foi criada livremente, dando espaço a cenários como as docas do Tietê, ponto de partida de uma perseguição de lanchas em uma das missões do jogo.
Cena do jogo "Max Payne 3"; ao fundo, logo de time de futebol baseado no Corinthians
Há até um time de futebol fictício, inspirado principalmente no Corinthians --uma das fases do game se passa em um estádio.
Apesar de o idioma original ser o inglês, vários dos bandidos e alguns dos personagens falam português. A dublagem é correta na maioria dos diálogos, embora em alguns trechos a pronúncia pareça meio estranha, com sotaque estrangeiro.
SOTAQUE CARIOCA
Em setembro de 2011, quando a Rockstar liberou os primeiros trailers de "Max Payne 3", São Paulo tinha mais cara de Rio: com gente dançando funk em morros com favelas. Um bandido usava uma camisa que parecia a do Fluminense. A produtora do game mudou o trailer alguns dias depois.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Microsoft confirma integração do Xbox com o Skype

A próxima geração do console de videogame Xbox, da Microsoft, ainda sem nome divulgado, terá integração com o Skype, serviço de chamadas telefônicas e videoconferências comprado pela empresa em maio de 2011.
Já havia especulações sobre o assunto, mas um anúncio de vaga de emprego no site da Microsoft, apontado pelo This Is Xbox, confirmou o rumor.
Segundo o anúncio, a Microsoft está procurando um gerente para o projeto do Skype para Xbox. O candidato escolhido vai liderar uma equipe em Londres.
O anúncio também afirma que o Xbox é essencial na estratégia do Skype de invadir a sala de estar dos usuários.

Fabricante chinesa Lenovo quer produzir computadores no Brasil

A Lenovo, fabricante chinesa de PCs, tablets e outros produtos de computação pessoal, quer se instalar no Brasil e produzir suas mercadorias no país, diz o MarketWatch, do "Wall Street Journal".
Além disso, a Lenovo também tem interesse em adquirir empresas brasileiras, de acordo com a reportagem.
Loja da Lenovo em Xangai, na China
Segundo o MarketWatch, a Lenovo está se esforçando para crescer em mercados emergentes como Brasil, Índia, Indonésia, Argentina e México.
O presidente da Lenovo para a América Latina e para a região Ásia-Pacífico, Milko Van Dujil, destacou a necessidade de evitar as altas tarifas de importação como motivo do interesse de instalar uma filial no Brasil.
Atualmente, de acordo com o MarketWatch, a Lenovo é a nona empresa com maior participação no mercado de computação pessoal no Brasil --obteve uma parcela de 3,6% do mercado em março deste ano.

Mega-ataque virtual foi criado por governos, diz empresa

A criação do vírus de espionagem Flame e sua recém-descoberta difusão em países como Israel, Irã, Síria e Egito foram bancadas por governos, disse a empresa de segurança digital Kaspersky Labs à BBC.
A inciativa foi considerada "uma das ameaças mais complexas já descobertas" e já teria atingido mais de 600 alvos naqueles países, entre computadores pessoais e sistemas governamentais e comerciais.
Representada por seu especialista sênior em ameaças virtuais, Vitaly Kamluk, a Kaspersky afirmou à rede britânica que o Flame, que teve sua primeira atividade registrada em 2010, coleta informações como capturas de tela, tráfego de rede, conversas em áudio e teclas pressionadas.
"É basicamente um aspirador industrial de informações-chave", disse Kamluk.
O especialista diz que há três personagens principais na criação de um código malicioso: criminosos virtuais, hackers ativistas e governos.
Por conta da sofisticação, do tamanho e da disposição geográfica dos alvos do ataque em questão, Kamluk disse que "não restam dúvidas" sobre a existência de um agente governamental por trás da criação do Flame.
O mesmo tipo de vírus, que tem como objetivo espionagem direcionada, já foi utilizado contra a infraestrutura nuclear do Irã, com código malicioso que foi chamado de Stuxnet.
Por ser um "toolkit", conjunto de pequenos programas, o Flame é mais difícil de ser estudado que ameaças comuns, disse Kamluk --e pode levar anos para ser completamente desvendado.

Facebook quer comprar serviço de reconhecimento facial, diz site

O Facebook demonstrou interesse em comprar o serviço de reconhecimento facial Face.com, afirma uma reportagem do site Venture Beat.
A ferramenta, uma das maiores do mundo em reconhecimento facial, já tem um aplicativo para Facebook, o PhotoTagger, que permite a marcação automática de amigos em fotos postadas.
Site do serviço de reconhecimento facial Face.com
Segundo o site israelita Newsgeek, o valor da possível transação é estimado em algo entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões.
O Face.com, que tem sede em Israel, foi fundado em 2007.

LG anuncia tela para smartphone com resolução 1.080p

A LG anunciou nesta segunda (28) que está desenvolvendo a primeira tela voltada para smartphones dotada de 1.920 x 1.080 pixels de resolução.
O monitor tem cinco polegadas de diagonal e deve ser lançado entre julho e dezembro deste ano, segundo a empresa.
Tela para smartphone anunciada pela LG, que tem cinco polegadas e resolução de 1.920 x 1.080 pixels
O painel, de tecnologia IPS, é de cristal líquido --assim como o iPhone, mas diferentemente do Samsung Galaxy S 3, que usa tela AMOLED.
Sua densidade de pixels, que dá nitidez à imagem, será de 440 ppp (pontos por polegada), 35% maior que os 326 ppp dos iPhone 4 e 4S (tela Retina ).
MELHOR QUE O IPHONE
Durante a apresentação da tela Retina, quando do lançamento do iPhone 4, o então executivo-chefe da Apple Steve Jobs afirmou que os 326 ppp do seu aparelho eram mais que o distinguível pelo olho humano.
A afirmação foi, mais tarde, desmentida por uma especialista, que disse ser impossível medir, em pixels, a capacidade de resolução da visão humana.
A especialista, estudiosa de física teórica, afirmou ainda que uma "verdadeira" tela Retina deveria ter 477 pixels por polegada --taxa a que a nova tela da LG chegará mais perto.
O padrão 1.080p é comercialmente chamado de "Full HD" e é empregado em difusão de TV digital e discos blu-ray, por exemplo. A proporção é chamada 1.080p por apresentar imagem com tal número de linhas progressivamente --e não de maneira entrelaçada, como no 1.080i.

Bilhete escrito por Steve Jobs aos 19 tem valor estimado em US$ 15 mil

A casa de leilões Sotheby's estimou entre US$ 10 mil e US$ 15 mil o valor de uma nota manuscrita pelo fundador da Apple Steve Jobs aos 19 anos.
A anotação, que data de 1976 (dois anos antes da Apple ser fundada), contém um adendo que Jobs fez a um jogo de futebol da Atari, onde trabalhava à época e, segundo o site "Gizmodo", era odiado pelos colegas.
As observações sugeridas por Jobs são mudanças em programação para alterar o comportamento dos jogadores dentro do game, os quais ele chama de "raquetes".
Ao final da nota, Jobs assina a caneta preta a folha, pautada.
Manuscrito de Steve Jobs para a Atari será levado a leilão; notas são sobre game de futebol de 1974
O leilão acontecerá no dia 15 de junho, em Nova York, junto com outros manuscritos de autoria diversa e livros raros. Interessados podem se cadastrar no site da Sotheby's.

Facebook está mais próximo de lançar smartphone, diz jornal

O que seria o terceiro projeto de um "Facebook phone" parece estar cada vez mais sólido.
Segundo o jornal "The New York Times", a empresa contratou quase uma dezena de ex-funcionários da Apple que trabalharam no desenvolvimento do iPhone --e um outro que trabalhou no do iPad.
Esta seria a terceira tentativa de o site lançar um telefone com sua própria marca, dizem as fontes não identificadas da publicação.
Um projeto, que foi relatado pelo site "TechCrunch" em 2010, teria fracassado face as dificuldades encontradas pela companhia para desenvolver hardware.
Diferentes dispositivos acessam o Facebook; rede social estaria cada vez mais perto de lançar seu smartphone
Contudo, as fontes da reportagem do jornal americano confirmam os mais recentes rumores sobre um telefone de codinome Buffy, desenvolvido em parceria com a taiwanesa HTC.
O Facebook não confirmou --"e tampouco negou"-- a existência dos projetos, diz a reportagem.
Um ex-funcionário do Facebook, citado pela reportagem, diz que o projeto de um smartphone da rede social foi reiniciado diversas vezes.
Inicialmente, a empresa teria planos de desenvolver por conta própria o hardware, mas não teria tardado para perceber que seria necessária mão-de-obra especializada --daí as contratações oriundas da Apple.
O foco de um telefone com sistema operacional e hardware do Facebook seriam os smartphones de menor preço, nicho hoje dominado por aparelhos com Android.
A reportagem pondera sobre a possibilidade de a companhia adquirir uma fabricante de valor relativamente baixo, como a HTC (avaliada em US$ 11,8 bilhões) ou a RIM (US$ 6 bilhões).
O Facebook conseguiu US$ 16 bilhões na sua oferta pública inicial de ações, que aconteceu neste mês.

Fabricante do BlackBerry deve cortar 2.000 funcionários, diz jornal

A Research In Motion (RIM) está se preparando para uma reestruturação radical que começará nas próximas semanas, em um movimento que eliminará pelo menos 2.000 empregos em todo o mundo, informou "Globe and Mail no sábado", citando fontes anônimas.
O jornal canadense, citando várias fontes próximas à empresa, informou que a próxima rodada de demissões está prevista para perto de 1º de junho, um dia antes do final do primeiro trimestre fiscal da fabricante dos smartphones BlackBerry.
Uma fonte próxima à empresa disse que as demissões poderiam afetar até 6.000 pessoas de diversas divisões, entre elas, das áreas jurídicas, marketing, vendas, operações e recursos humanos.
Um porta-voz da RIM contatado pela Reuters se recusou a comentar a reportagem.
No entanto, ele observou as declarações feitas pelo presidente Thorsten Heins, e o diretor financeiro da empresa, Brian Bidulka, durante a última conferência de resultados, em que eles falaram sobre um plano para aumentar a eficiência e economizar US$ 1 bilhão no ano fiscal.
Ela disse que a RIM tem atualmente cerca de 16.500 funcionários em todo o mundo.
Em março, a RIM relatou uma perda para o quarto trimestre, quando o novo presidente anunciou as medidas de reformulação estratégica.
Depois de ser dominante no mercado de e-mail por wireless, a RIM perdeu mercado para a concorrência implacável da Apple, com o iPhone, e para os telefones usando o software Android, do Google.
A RIM já passou por uma rodada de reestruturação. Em julho do ano passado anunciou planos de eliminar cerca de 11% de sua força de trabalho, ou cerca de 2.000 postos de trabalho

iPhone acoplado a guitarra ensina a usuário quais notas tocar

Uma guitarra que ensina quais notas tocar quando um iPhone é acoplado ao corpo está sendo vendida pelo site de financiamento coletivo Kickstarter.
Em apenas 12 horas, a startup Incident conseguiu US$ 100 mil, valor pedido para desenvolver o aparelho.
Batizado de gTar, ele ensina o usuário a reproduzir diversas músicas.
Com um aplicativo desenvolvido pela startup, o iPhone transmite à guitarra quais notas devem ser tocadas. Ao receber a informação, o instrumento acende pequenas luzes LED, posicionadas abaixo de cada casa musical, indicando onde e como o usuário deve tocar a música.
O aplicativo funciona com três níveis de dificuldade.
Batizada de gTar, guitarra funciona com um iPhone acoplado ao corpo e ensina ao usuário quais notas tocar
A guitarra, que não precisa de cabos para funcionar, reproduz o som de diferentes instrumentos.
Apesar de ter as cordas feitas do mesmo material que as de uma guitarra comum, o equipamento não necessita de afinação, já que seu som é eletrônico.
FINANCIAMENTO COLETIVO
Por enquanto, as vendas da gTar estão sendo feitas apenas pelo Kickstarter. Para adquirir um modelo, é necessário desembolsar US$ 400 (R$ 800).
Ainda faltam 30 dias para encerrar o financiamento do projeto no site.
Até a noite de sexta-feira, foram arrecadados mais de US$ 225 mil --mais que o dobro do necessário.

Google mostra novo motor de mapas em evento em São Paulo

O Google vai aproveitar o maior evento corporativo de geotecnologia da América Latina para anunciar seu mais novo produto ao mercado local: o Google Maps Engine.
"O Google Maps Engine é a combinação de vários serviços", diz Francisco Gioielli, gerente de vendas dos produtos de geolocalização da empresa para o Mercosul.
"Ele permite, de uma maneira muito simples, armazenar mapas e arquivos cartográficos na nuvem", diz Gioielli. "Além de armazenar arquivos, ele permite visualizá-los em camadas e compartilhá-los em tempo real."
Imagem da avenida Paulista, em São Paulo, no Google Street View
Para falar sobre o potencial da ferramenta, ele cita dois acordos fechados recentemente pelo Google com empresas brasileiras. "Acabamos de assinar [contrato] com a Petrobras e a Light."
Ele diz que a Light foi a primeira empresa a aproveitar o serviço no país. "Ela colocou toda a sua rede na plataforma. Agora, os funcionários podem 'levá-la' a campo, com auxílio de tablets e smartphones, e atualizar as mudanças direto da rua."
A empresa vai apresentar seu case durante o evento.
INVESTIMENTO
Para aproveitar o crescimento do mercado latino de geotecnologia, e estimulado pelo desempenho dos países da região acima da média mundial, o Google decidiu participar em peso do MundoGEO Connect Latin America 2012, que acontece de amanhã a quinta no shopping Frei Caneca, em São Paulo.
"Estaremos de forma bastante agressiva no MundoGEO", diz Francisco. "Seremos oito pessoas, sendo três estrangeiros, e teremos três iniciativas: um estande, um seminário e um workshop para desenvolvedores."
Entre os presentes, estará Clinton Libbey, diretor de mapas do Google nos EUA.
O workshop para desenvolvedores será ministrado por dois funcionários da empresa nos EUA, que virão ao Brasil só para o evento. Eles ensinarão como trabalhar com os serviços de geolocalização da empresa -Maps, Street View e Earth.
São 200 vagas, ainda não preenchidas, e a palestra terá tradução simultânea. "Dependendo da demanda, vamos tentar disponibilizar mais espaço", diz Gioielli.
COMO PARTICIPAR
A inscrição é gratuita para os workshops e para visitar a exposição de produtos e serviços do MundoGEO Connect LatinAmerica 2012.
Para participar de seminários, fóruns e cursos, a inscrição custa de R$ 500 a R$ 980.
A programação pode ser vista em aqui.

'Smartphone é acordo com o diabo', diz super-hacker

Ele foi chamado de "a peste que envergonha as empresas para que corrijam falhas de segurança", em perfil da revista "Wired", e foi listado como um dos "dez manipuladores da internet" pela "PC World", graças à influência de suas ações na rede.
O americano Christopher Soghoian, 30, construiu essa reputação --e uma carreira-- denunciando brechas em sistemas de companhias, como Google, Facebook e AT&T, que levavam à exposição dos dados de seus usuários.
Ele virá pela primeira vez ao Brasil nesta semana para participar da conferência de direitos humanos e tecnologia RightsCon, que acontece nas próximas quinta e sexta, no Rio.
"MODELO TÓXICO"
Ele participará do painel "O Futuro do Modelo de Negócios On-line", na sexta, às 11h45. Sua visão sobre o tema: o atual modelo de negócios na rede não combina com privacidade e, portanto, não deveria ter futuro.
Christopher Soghoian, 30, hacker que vem ao Brasil
"Esse modelo apoiado em publicidade, no qual recebemos serviços de graça em troca de nossos dados, é tóxico e fundamentalmente incompatível com a proteção da nossa privacidade", diz Soghoian à Folha por telefone, de Washington, onde mora.
"Apesar de estarmos todos usando serviços gratuitos, é um mau negócio, e deveríamos considerar pagar por e-mails da mesma forma que pagamos por ligações."
Com os usuários pagando, crê o americano, as empresas poderiam (se quisessem) deixar de armazenar dados privados, pois não precisariam mais deles para lucrar.
Com isso, deixariam de ser as fontes às quais os governos recorrem regularmente para vigiar seus cidadãos.
"Nossos dados pessoais estão cada vez mais nas mãos de empresas, e elas ajudam governos na vigilância. Seus papéis como facilitadoras não são bem conhecidos. Meu foco tem sido explorar e expor esse relacionamento."
LEVE PARANOIA
Autor do blog Slight Paranoia ("leve paranoia", em inglês; paranoia.dubfire.net), Soghoian se descreve como "basicamente um hippie".
"É o que a maioria das pessoas pensa quando me vê. Sou vegetariano, tenho cabelo comprido, barba, me desloco de bicicleta e sou o único de camiseta e bermuda em todas as minhas reuniões."
O interesse por aspectos legais da privacidade on-line emergiu em 2006, após ter a casa invadida pelo FBI -ele ensinara, num site, a driblar o controle de segurança nos aeroportos, com cartões de embarque falsos; queria expor a fragilidade do sistema. "Sempre tive problemas com autoridades. Não gosto que me digam o que fazer."

ESPIONAR É BARATO
Soghoian diz que a vigilância governamental ficou mais barata e eficiente com o avanço tecnológico e graças ao apoio das empresas privadas.
Até poucos anos atrás, ter um aparato de vigilância era complexo e caro, o que forçava o governo a limitar os alvos. Hoje, todo mundo pode ser alvo, porque é barato vigiar todos -afinal, boa parte de nós leva um "agente secreto" no próprio bolso: o smartphone.
"Eles são um acordo com o diabo. Ganhamos esses aparelhos extremamente convenientes, mas eles não trabalham em nosso benefício. Aplicativos podem vasculhar dados e enviá-los sem nos consultar. As empresas podem pedir para nossos telefones indicarem onde estamos. O smartphone é como um agente secreto do governo, pelo qual pagamos."



domingo, 27 de maio de 2012

Groupon testa sistema de pagamento para competir com Paypal

O Groupon está testando um sistema de pagamento que permitiria aos vendedores aceitarem cartões de crédito, o que diminuiria os preços, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto.
Isso coloca o maior site de compras coletivas do mundo em competição direta com o PayPal, do eBay, e com o Square, no qual a Visa tem participação.
Escritório do site de descontos Groupon, em Chicago, nos Estados Unidos
O Groupon começou em 2008, oferecendo grandes descontos em bens e serviços locais. No entanto, o executivo-chefe Andrew Mason e o vice-presidente financeiro Jason Child tinham planos de tornar a companhia um "sistema operacional" para o comércio local, como Mason recentemente revelou.
Apesar de analistas de Wall Street terem recebido os planos do Groupon com ceticismo, a companhia recentemente apresentou uma nova gama de produtos e serviços para vendedores locais, incluindo um sistema de agendamento e um programa de fidelização.
DIVERSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS
O novo sistema de pagamento do Groupon vem com um Apple iPod Touch e um adaptador na parte posterior para o vendedor passar o cartão de crédito, disseram as fontes, que pediram anonimato porque o serviço ainda está nas fases iniciais de teste com alguns vendedores.
PayPal, Square e outras companhias de pagamento como a VeriFone Systems oferecem um acessório para plugar em aparelhos como iPhones e iPads.
O Groupon, no entanto, testa um modelo que encaixa em volta do aparelho, o que diminui o risco de se soltar.
A companhia quer cobrar taxas que sejam competitivas com as de PayPal e Square, mas ainda não concluiu uma estrutura de tarifas.
Um porta-voz do Groupon se negou a comentar o assunto.

Na Iogurtistan, uma moeda válida online e offline

Cemil Turun é sem dúvida o mais ambicioso dos empreendedores que entrevistei até agora. Quer inventar uma moeda que funcione tão bem online quanto offline. Diante do ceticismo deste jornalista, ele se apressa a acrescentar que sua empresa, a Yogurt Technologies (yogurt.com.tr) foi uma das primeiras seis de seu país a receber investimento dos grupos internacionais de capital para empreendimentos. Portanto, há pessoas que o levam a sério. Vamos falar de seu plano.
A primeira etapa foi criar o Yogurtistan.com, "um mundo em 3D muito diferente do Second Life. Baseado no Adobe Air, opera em todos os navegadores. Nele, é possível acessar a iTunes, ler livros ou assistir programas de TV em tela cheia".
Assim como passamos de loja em loja ao caminhar pela rua, no Yogurtistan "o visitante passa do site da Migros ao site da Quick Silver (duas empresas turcas conhecidas) sem precisar nem clicar". Isso supõe uma "nova Web", capaz de imitar melhor o comportamento das pessoas offline. "Quando assistimos a um filme no cinema ou compramos jeans, criamos dados sobre nossos gostos. Hoje em dia, esses dados não estão conectados de maneira útil às redes sociais".
A etapa seguinte será criar uma moeda que sirva tanto para realizar transações online quanto para "pagar a conta deste restaurante em que estamos jantando", ele me explicou durante um jantar em Istambul. A ideia dele é acrescentar "uma quarta dimensão: nosso envolvimento com o mundo online. Os lucros virtuais auferidos nas últimas horas não permitem comprar um copo de vinho". E é isso que a equipe da Yogurtistan deseja mudar.
"Trabalhamos na criação de uma moeda especial que valha para ambos os mundos", explica Turun. O nome é kayme, uma antiga palavra turca usada quando as cédulas bancárias começaram a ser utilizadas.
Na Turquia, Turun está baseando seu projeto em programas que geram pontos de fidelidade. "Estabelecemos acordos com a maioria dessas empresas, para permitir a conversão de seus pontos de fidelidade à nossa moeda", disse.
E é quanto a isso que o projeto ganha dimensões enormes. "Um dia, quando você voltar a este restaurante, poderá perguntar se eles aceitam créditos do Facebook. A amizade é linda... mas gastar dinheiro é uma parte essencial da vida. Precisamos de uma moeda conversível em ambas as direções", a virtual e a física.
Turun tem entre seus clientes a Coca-Cola e a Turkcell --a maior operadora de telefonia móvel da Turquia. Os comerciantes estão interessados nos dados recolhidos. "Contatarão seus clientes graças aos apps da Yogurtistan. Os usuários (que participarão apenas se desejarem) serão pagos pelas empresas em kayme, e a moeda virtual se sustentará com os orçamentos publicitários já existentes".
Parece insano, mas... apropriado, com o ar da era atual.
Mark Andreessen, criador do Netscape, o primeiro navegador para a Web, e grande investidor no Vale do Silício, está convencido de que o "software está devorando o mundo". E Reid Hoffman, co-fundador do PayPal e do LinkedIn, publicou recentemente um artigo na revista "Forbes" no qual afirma: "Estamos no início de uma imensa onda de inovação no setor de pagamentos". Os programadores não demorarão a acrescentar funcionalidades aos cartões de crédito, para conectar certas operações a aplicativos online.
Turun não é o único interessado em inovar nessa área, mas será que ele conseguirá sucesso? Eis sua resposta, enviada por e-mail: "Uma empresa como o Facebook poderia estar em melhor posição para isso, mas é grande demais para mudar de rumo. E essa é a essência das start-ups. Tudo que temos é a vontade de realizar esse projeto. Se conseguirmos será porque sou suficientemente louco para acreditar que podemos :-)".

sábado, 26 de maio de 2012

Brasileiro cofundador do Facebook diz que não gosta de exibir sua privacidade

Em entrevista à revista "Veja" desta semana, o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, revela o desejo de investir no Brasil e dá detalhes sobre a fundação da rede social.
Avesso à badalação, segundo a revista, Saverin, 30, disse não gosta de exibir sua privacidade no Facebook. O que contradiz reportagem do "Wall Street Journal", publicada no começo de mês, que traçou o perfil do brasileiro de 'boêmio', que adora festas regadas a champagne e mulheres.
Vivendo em Cingapura desde 2009, Saverin dividia até pouco tempo atrás apartamento com um amigo.
Com um patrimônio estimado em mais de US$ 3 bilhões após a abertura de capital do Facebbok, Eduardo Saverin disse que pretende investir no Brasil e que chegou a trocar e-mails com o empresário Eike Batista, dono do Grupo EBX, "mas que ainda não descobriu uma porta de entrada no país".
Sobre "A Rede Social", filme que conta a origem do Facebook, Saverin disse à revista que é um amontoado de ficções. Nega que tenha arremessado um notebook em cima de Mark Zuckerberg e diz que não tem ressentimento do ex-amigo.

Trocar a tela do iPhone pode custar até 1/3 de um novo

Um dos problemas mais comuns dos usuários de produtos da Apple, a quebra de tela de iPhone e iPad pode obrigar o consumidor a desembolsar pelo conserto o equivalente a um terço do preço do aparelho novo.
O serviço de troca da peça do telefone celular da Apple chega a custar R$ 500 --um iPhone 4, de 8 GB e desbloqueado, é vendido por R$ 1.499 na loja virtual da fabricante norte-americana.
Sem direito ao serviço gratuito, já que a garantia oferecida pela Apple não cobre danos causados por queda ou mau uso dos aparelhos, o usuário com o problema se depara com variação de até 250% no valor do reparo.
A Folha consultou 13 companhias de assistência técnica na capital paulista nesta semana --todas não autorizadas.
As oficiais, relacionadas no site da Apple, informaram não fazer esse tipo de serviço.
Para o iPhone 4, o valor da troca oscila de R$ 200, em estandes do comércio popular de eletrônicos da Santa Ifigênia, a R$ 500 em quiosques de shopping centers.
Já para a troca de tela do iPad 2, em alguns casos, o orçamento supera R$ 700. O mínimo encontrado foi de R$ 420, no comércio popular.
Todos os valores incluem a peça nova --mas não original, já que a Apple não vende peças para reposição-- e a mão de obra do serviço, bastante minucioso. São mais de 20 pequenos parafusos.
Segundo Tiago Bagetti, dono da Brasiphone, que faz os reparos na região central de São Paulo, são realizadas cerca de 90 trocas de iPhone e dez de iPad por mês. É oferecida garantia de seis meses.
PERDA DE GARANTIA
"Temos técnicos treinados. Mas vale lembrar que o reparo implica a perda da garantia oficial da fabricante."
A executiva de contas Pollyanna Almeida, 25, desistiu de trocar a tela do iPhone 3G, que rachou. Ao descobrir que a garantia não cobria o problema, procurou duas empresas de serviços.
Entre orçamentos de R$ 220 e R$ 400, preferiu comprar um novo aparelho, o iPhone 4G S, por R$ 1.900.
"Tive medo de gastar esse dinheiro todo e ainda dar outro tipo de problema."

Google divulga fotos e vídeo feitos com óculos de realidade aumentada

Em um evento chamado "Google+ Photographer's Conference", diversos fotógrafos e funcionários do Google (incluindo Sergey Brin, cofundador da empresa) saíram às ruas de San Francisco para testar protótipos dos óculos de realidade aumentada da companhia.
Na última quarta-feira (23), os participantes disponibilizaram uma galeria de fotos e o primeiro vídeo na rede social Google+. Segundo o Google, todos feitos apenas com o Google Glass, seu novo projeto de realidade aumentada.
Com apenas 15 segundos, o vídeo é a primeira filmagem do protótipo disponível no YouTube. Captado em 720p de qualidade, ele é feito por uma pessoa pulando em uma cama elástica.
O fotógrafo Jim Goldstein, um dos participantes do evento, escreveu suas impressões sobre o Google Glass em seu blog.
"Eles não são muito pesados e são muito fáceis de usar. Considerando tudo que está comprimido nessa pequena forma, é difícil acreditar quantas funcionalidades você consegue deles."
OUTRAS FUNÇÕES
Goldstein disse que, no evento, outras funções de realidade aumentada estavam desabilitadas.
No "Google+ Photographer's Conference", Sergey Brin disse que os óculos "não são nem beta, nem alfa", e ainda estão mais para um experimento de laboratório.
Em outro evento nesta semana, Larry Page, cofundador e atual presidente-executivo do Google, disse que o produto está em fase "muito incipiente". "Mas estou muito feliz por ter um e por fazê-lo funcionar."

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mulher que enviou SMS a motorista é processada por atropelamento

Uma americana que trocava mensagens de texto com seu namorado pelo celular enquanto ele dirigia foi processada por um acidente que ele causou.
Hoje, no entanto, o juiz responsável pelo caso determinou que ela não pode ser considerada culpada.
As informações são do "USA Today" e da "CBS".
Em setembro de 2009, em Nova Jersey, David e Linda Kubert foram atropelados por um caminhão enquanto andavam na mesma moto. Cada um perdeu uma perna no acidente.
O motorista do caminhão, Kyle Best, trocou 62 mensagens com sua namorada no dia do acidente, segundo a "CBS", algumas delas pouco antes do atropelamento.
Stephen Weinstein, advogado dos Kubert, resolveu fazer um adendo à ação judicial movida pelo casal, incluindo Shannon Colonna, namorada de Best, como culpada pelo acidente.
PRESENÇA ELETRÔNICA
"Ela podia não estar presente fisicamente, mas estava presente eletronicamente", disse Weinstein, ao "USA Today", para justificar a decisão.
"Acho que se ela sabia que ele estava dirigindo e respondendo às mensagens, ela é parcialmente responsável", disse Linda Kubert à "CBS".
O juiz do caso, no entanto, invalidou a acusação contra Shannon nesta sexta-feira (25).
PUNIÇÃO AO MOTORISTA
Por outro lado, Kyle Best já foi punido: recebeu multa de US$ 775 e foi obrigado a falar em 14 colégios sobre os perigos de mandar SMS e dirigir ao mesmo tempo.
O advogado de Shannon, Joseph McGlone, afirmou ao "USA Today" que "quem envia o texto tem o direito de presumir que quem recebe as mensagens vai lê-las num momento seguro".

Presidente da Apple, Tim Cook rejeita pagamento de R$ 150 mi

Tim Cook, presidente-executivo da Apple, abriu mão de cerca de US$ 75 milhões (R$ 150 milhões) que receberia da empresa que dirige ao longo da próxima década. O motivo da rejeição do pagamento não foi divulgado.
A cessão da quantia se tornou pública nesta quinta (24), dois meses após a Apple anunciar que pagará a seus acionistas o dividendo trimestral de US$ 2,65 por papel, ao longo do período de dez anos que se iniciará em julho.
"Atendendo a um pedido do Sr. Cook, nenhuma de suas ações participará nos equivalentes em dividendos", lê-se no formulário que documenta a transação, disponível no site da SEC (Security and Exchange Comission, que regula o mercado de capitais americano).
O executivo Tim Cook durante evento da Apple nos EUA
"Considerando-se o 1,125 milhão de ações que são de sua posse e o dividendo trimestral de US$ 2,65, isso significa que o Sr. Cook cederá o valor aproximado de US$ 75 milhões", segue a declaração oficial, expedida nesta quinta.
É a primeira vez em 17 anos que a Apple declara que pagará dividendos a seus acionistas. O documento não detalha o que teria levado Cook a desistir da quantia.
Segundo o jornal "The Washington Post", o comportamento é pouco recorrente: menos que metade das empresas do índice Nasdaq-100 paga dividendos.
O salário do executivo é de aproximadamente US$ 75 mil, segundo a reportagem do periódico americano. Contudo, suas ações lhe valeram por volta de US$ 378 milhões somente no ano passado.
Steve Jobs, predecessor no cargo de Cook, recebia o famoso pagamento anual da Apple de mero US$ 1, como pontua a BBC nesta reportagem.
Formulário que documenta o pagamento de dividendos por parte da Apple e a cessão de US$ 75 milhões por Cook
Segundo a rede britânica, a Apple tem aproximadamente US$ 110 bilhões em dinheiro, dos quais US$ 45 serão usados ao longo dos próximos três anos.
O valor de mercado da Apple, a empresa mais valiosa do mundo, é de cerca de US$ 525 bilhões.

Unidade do Citi perde US$ 20 mi com oferta de ações do Facebook, diz agência

A unidade de operações automáticas do Citigroup teve perdas de cerca de US$ 20 milhões com a decepcionante oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) do Facebook na Nasdaq, informou a agência de notícias "Reuters", citando uma fonte com conhecimento da situação.

As perdas da unidade acrescentam-se as de Knight Capital Group Inc e Citadel Securities, que tiveram prejuízos entre US$ 30 milhões e US$ 35 milhões cada uma.
O UBS AG, outra instituição envolvida no IPO, ainda não divulgou nenhuma perda.
A Nasdaq pediu às empresas estimativas detalhadas das perdas até a noite da próxima segunda-feira. Depois disso, a Autoridade Regulatória da Indústria Financeira irá avaliar os registros e divulgar um relatório sobre o assunto em cerca de quatro semanas, segundo disseram duas fontes.
As ações do Facebook fecharam a US$ 32 na quarta-feira, 16% abaixo do preço de oferta inicial (US$ 38), em 18 de maio. O lançamento foi prejudicado por problemas nos computadores da Nasdaq e demanda baixa dos investidores.
O Facebook e o Morgan Stanley, banco organizador da subscrição, são alvo de um processo aberto na quarta-feira por investidores que alegam que a companhia escondeu suas projeções de lucro enfraquecidas antes da abertura de capital.

Loja de aplicativos da Apple oferece programas de graça

Agora é possível baixar gratuitamente um aplicativo pago por semana na App Store, loja de aplicativos da Apple, na seção "App da semana". O anúncio foi feito nesta quinta-feira (24).
Para inaugurar a seção, o aplicativo gratuito da semana é o "Cut the Rope: Experiments", famoso jogo para celulares.
Tela da App Store, loja de aplicativos da Apple, com as novas seções: "App da semana" e "Escolha dos editores"
Além de oferecer um aplicativo de graça por semana, agora há também a seção "Escolha dos editores", que sugere novos apps.
No momento, a empresa sugere os aplicativos "Dora, a Aventureira" e "Extreme Skater".

Empresa enganava usuários no Reino Unido com falsos apps para Android

Fraudadores que enganavam internautas com versões falsas de populares aplicativos para Android foram descobertos.
Os criminosos criavam cópias de apps famosos para smartphones --como os games "Angry Birds", "Assassin's Creed" e "Cut The Rope"-- que se espalharam pelo Reino Unido, mas não funcionavam.
Sequência de Angry Birds, famosa série criada pela Rovio, um dos famosos jogos fraudados
As vítimas que os baixavam recebiam três mensagens de texto que lhes custavam cinco libras (cerca de R$ 16). O dinheiro ia para a empresa A1Agregator, responsável pelos falsos aplicativos.
O esquema foi descoberto pela PhonePayPlus, que verifica falhas em sistemas de telefones.
Ordem judicial estipulou multa de 50 mil libras (R$ 160 mil) para a empresa, além da devolução do dinheiro a todas as vítimas britânicas.

Novo software pode ajudar a encontrar crianças desaparecidas em SP

A Polícia Civil de São Paulo apresentou nesta sexta-feira um novo programa de computação que pode ajudar a diminuir o número de crianças desaparecidas no Estado.
O programa utiliza fotografias convencionas e desenha rostos em 3D de alta definição. Técnicas de estudos de hereditariedade e a comparação com parentes da vítima permitem fazer uma projeção de como o rosto da criança muda de acordo com o tempo.
"Entre as crianças que desaparecem, 5% são adotadas e por isso não podemos usar o DNA para ajudar nas buscas. A foto continua sendo uma ferramenta fundamental, por isso, precisamos de imagens atualizadas", afirmou Linamara Rizzo Battistella, secretária dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
De janeiro a abril deste ano, 3.529 crianças e adolescentes desapareceram no Estado. Deste total, 2.766 (78%) foram reencontrados.
Segundo o governo, o programa vai manter o banco de crianças desaparecidas atualizado mesmo que as imagens sejam antigas.
O novo software foi apresentado no lançamento do programa "São Paulo em Busca das Crianças e dos Adolescentes Desaparecidos", que também foi marcado pela criação do Dia Estadual da Criança Desaparecida. A data faz referência ao caso Etan Patz, garoto de seis anos que desapareceu no dia 25 de maio de 1979 em Nova York a caminho da escola, e nunca foi encontrado.
Também hoje foi criada a Comissão Permanente da Criança e Adolescente Desaparecidos, envolvendo as secretarias da Segurança Pública, Justiça, Pessoas com Deficiência, Desenvolvimento Social, Educação e Saúde.
A primeira iniciativa da comissão é uma campanha de conscientização com cartazes que serão colocados em estações de metrô e trem, delegacias, escolas etc. O objetivo é informar a população como agir quando uma criança conhecida desaparece.
A campanha tenta esclarecer alguns mitos, como a suposta necessidade de esperar 24 horas para avisar a polícia sobre um desaparecimento. A recomendação é denunciar, pessoalmente ou pelo telefone 190, no momento em que se nota o desaparecimento.
Em todas as escolas estaduais, do ensino básico ao técnico, as aulas de hoje começaram com a leitura de materiais da campanha.

Telas interativas em forma de 'papel de parede' são o futuro da TV

Você acha que seu televisor de tela plana é grande? Pois ainda não viu nada.
A maneira pela qual assistimos TV deve mudar significativamente no futuro. Um "papel de parede" modular, com funções de TV, dominará a sala de estar com telas que circundam o espectador e utilizam sua visão periférica para criar uma experiência de verdadeira imersão. Além disso, será possível usar parte da tela para programas, filmes, páginas da web ou mensagens no Twitter.
Como o telespectador poderá organizar tudo isso em sua gigantesca tela de imersão?
É o tipo de pergunta que a NDS (New Digital Systems), criadora de tecnologia de transmissão para TV paga, diz que as redes de mídia eletrônica precisarão se perguntar na próxima década --quando os televisores do tamanho da parede se tornarem realidade prática, que vá além das imagens de baixa resolução oferecidas pelos projetores ou das grandes telas planas de alto consumo de eletricidade.
"É espantosa a precisão com que a ficção científica previu o avanço da tecnologia televisiva", diz Simon Parnall, vice-presidente de tecnologia da NDS, em Staines, Reino Unido.
OLED VS. LCD
A mais recente ideia da companhia, Surfaces, toma por base o fato que a próxima geração de televisores de telas planas, baseados em OLED (diodos orgânicos emissores de luz), vai baixar de preço consideravelmente nos próximos cinco a dez anos.
As telas OLED tem uma grande vantagem: diferentemente das telas LCD, não precisam de iluminação lateral, e por isso a área de imagem pode se estender até a borda da tela. Isso significa que podem ser montadas lado a lado para criar uma superfície de exibição contínua.
"A tecnologia de telas OLED poderá ser modular, e os módulos poderão ser montados em qualquer formato desejado, não apenas em formações retangulares", disse Parnall, durante o Future World Symposium, realizado em abril em Londres.
DE R$ 25 MIL A R$ 3 MIL
Os primeiros televisores OLED, com tela de 1,4 metro, chegarão ao mercado ainda este ano pelas sulcoreanas LG Electronics e Samsung. É provável que seu preço inicial seja de oito mil libras (cerca de R$ 25 mil), diz John Kempner, comprador de TV e vídeo da cadeia de varejo britânica John Lewis Partnership.
Ele também acredita que a tendência seja de "deflação bastante rápida de preços", e antecipa que o custo deve cair abaixo das três mil libras (menos de R$ 10 mil) em dois anos. Modelos custando mil libras ou menos (aproximadamente R$ 3 mil) devem estar disponíveis dentro de cinco a dez anos.
PAPEL DE PAREDE
Usando seis painéis OLED, a NDS construiu um protótipo de tela de 3,6 metros por 1,4 metro, que quando não está em uso exibe a imagem da parede por trás dela. "É ambiente", diz Parnall.
Um servidor de vídeo encaminha conteúdo à tela sob o controle de um navegador comum no celular inteligente ou computador do usuário, e também permite que este selecione em que porção da tela deseja ver seus vídeos, a web, páginas de mídia social ou Skype. Alguns televisores atuais já podem ser controlados por meio de um aplicativo, e não só de um controle remoto, segundo Kempner.
O protótipo está exibindo o programa de talentos "X Factor" no centro da tela, com conteúdo de internet sobre os participantes na direita, um widget para votação abaixo e páginas de Twitter mostrando a reação dos espectadores à esquerda.
GRAU DE IMERSÃO
Um aspecto central da experiência está em determinar o grau de imersão que os usuários desejam. Uma família que esteja assistindo a um filme pode optar por imersão profunda, e fazer com que o filme cubra a maior parte da tela --talvez apenas com uma faixa para comentários de mídia social, abaixo.
Para menor imersão, notícias podem ser exibidas no centro, em companhia de notificações no Skype ou nas redes sociais, com conteúdo da web na periferia. Canais de som separados podem ser transmitidos ao celular ou fone de ouvido de cada usuário.
INFINITO LATERAL
Não é só a NDS que está trabalhando para mudar a maneira pela qual assistimos TV. Daniel Novy e Michael Bove, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), estão desenvolvendo um sistema de imersão chamado Infinity-by-Nine --uma referência ao formato de tela 16:9 que se tornou padrão nos televisores modernos.
"Tiramos vantagem de alguns truques de percepção", disse Bove. "A visão periférica não é sensível a detalhes, mas o é a movimentos, e o cérebro realmente deseja criar uma explicação coerente sobre aquilo que sua visão periférica e sua visão central, ou foveal, veem".
Eles empregam software de visão mecânica para analisar um filme, por exemplo, e depois gerar em tempo real um padrão móvel, de baixa resolução, que se assemelha à imagem da tela. O padrão é projetado nas paredes adjacentes e no teto.
"O espectador não contempla diretamente as imagens adicionais, mas sua presença aprofunda o senso de imersão naquilo que a tela oferece", diz Bove.
O método funciona porque, embora a percepção de cores e detalhes seja menor em nossa visão periférica, a sensibilidade a movimentos nessas fímbrias visuais continua forte.
Assim, o Infinity-by-Nine precisa apenas mover o padrão de baixa resolução com a mesma velocidade da imagem principal, a fim de reforçar a sensação de imersão espacial dos espectadores.
"Embora o efeito possa ser mais forte para aqueles que ocupam uma posição central ao assistir, também é poderoso para os ocupantes de outras posições. Temos diversos sofás na sala de teste e, quando deixamos um filme passando muitos vezes, voltamos e encontramos todos eles ocupados --e pessoas sentadas até no chão", diz Bove.
DISPERSÃO E CONTROLE
Mas o excesso de informação pode distrair --e até incomodar-- alguns espectadores. É por isso que Valentin Heun, também do MIT, está experimentando um sistema chamado FocalSpace, que usa as câmeras de profundidade do Microsoft Kinect.
O sistema usa o aparelho da Microsoft para perceber em que direção o espectador está olhando e reforçar dinamicamente o contraste e a cor das imagens nesse ponto, tornando aquela porção da tela mais clara e facilitando a concentração.
O Kinect e outros sistemas parecidos também poderiam controlar o sistema NDS, talvez oferecendo grau de controle superior ao de um aplicativo. A Samsung já permite controle de gestos e voz no seu modelo inteligente ES8000, recém-lançado.
"Os gestos são uma forma mais natural de fazer esse tipo de coisa", diz Chris Wild, vice-presidente de tecnologia na produtora de software interativo Altran Praxis, de Bath, Reino Unido. "Movimentos de mão e olhos oferecem escopo mais amplo e uma gramática mais completa para o controle fino de telas grandes, se comparados aos controles de tela de um celular inteligente."

Especialista critica pais que deixam filhos se viciarem em TV

Gerações de crianças correm o risco de ficar viciadas em TV, computador e outros aparelhos eletrônicos, alertou um especialista britânico.
Durante uma conferência do Royal College of Paediatrics and Child Health que aconteceu nesta semana em Glasgow, na Escócia, o psicólogo Aric Sigman pediu aos pais que retomem o controle de seus lares.
Ele recomendou que a idade mínima para a primeira exposição da criança a uma tela seja de três anos de idade.
"Ser um pai passivo em relação às novas mídias é uma forma de negligência e não atende aos interesses das crianças."
Em sua pesquisa, Sigman coletou e analisou resultados de estudos em áreas como cardiologia, neurofarmacologia e obesidade infantil.
Segundo o especialista, quando completar sete anos, uma criança nascida hoje terá passado o equivalente a um ano inteiro, 24 horas por dia, em frente a alguma tela.
Altos índices de exposição às telas quando a criança é pequena tendem a resultar em um estilo de vida com maior exposição às telas na vida adulta, disse.
Sigman citou também estudos que associaram o hábito de ver TV ou de outras telas a riscos maiores de a pessoa desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares.
Enfermidades que, por sua vez, estão relacionadas a maiores índices de mortalidade.
ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS
Durante a palestra, Sigman citou estudos demonstrando que os estímulos enviados pela tela levam à liberação do neurotransmissor dopamina no cérebro da pessoa que a assiste.
Sabe-se, por exemplo, que os índices da substância sobem rapidamente no cérebro de pessoas que jogam videogames.
"A dopamina está fortemente associada à sensação de prazer e tem papel fundamental na formação e manutenção de vícios", disse Sigman.
Ele explicou que a herança genética de um indivíduo influencia a forma como a dopamina é produzida e usada em seu organismo.
Portanto, a suscetibilidade de uma pessoa à dependência e a vícios também tem um componente genético.
Por outro lado, disse Sigman, períodos prolongados jogando games podem produzir alterações neurológicas de longo prazo nos cérebros das crianças. Essas alterações se assemelham aos efeitos da dependência por substâncias.
"Aumentar a liberação diária de dopamina em reação a horas na frente de jogos de computador e outras telas está se tornando uma possibilidade real, com consequências sérias", alertou.
PAPEL PATERNO
Estudos europeus revelaram que muitos pais com crianças pequenas não têm regras formais sobre a quantidade de horas que os filhos podem passar em frente à TV ou no computador.
No Reino Unido, adolescentes passam hoje em média 6,1 horas por dia em frente a uma tela. Este índice está subindo.
Crianças britânicas entre 10 e 11 anos têm hoje acesso a cerca de cinco telas em suas casas, e com frequência assistem a duas ou mais telas simultaneamente.
De acordo com as estatísticas, pais que mantêm altos índices de interação com telas (como iPads e iPhones) na presença de seus filhos tendem a influenciá-los a adotar comportamentos semelhantes.
RECOMENDAÇÕES
Para evitar os riscos de uso excessivo de telas e dependência, Sigman e seus colegas sugerem que a idade mínima para a primeira exposição da criança às telas seja aos três anos.
Os especialistas recomendam ainda diminuir a frequência e duração dos períodos de exposição e reduzir a disponibilidade das telas, especialmente no quarto.
Os pais também devem ficar conscientes de que seus próprios hábitos vão influenciar os hábitos de seus filhos.

Bing mostra links que Google retirou a pedido da Microsoft

A Microsoft foi flagrada num paradoxo que evidencia uma provável falha de comunicação interna na empresa.
Desde esta quinta (24), o Google passou a divulgar dados números sobre os pedidos de remoção de conteúdo por infração de direito autoral que recebe. A Microsoft lidera a lista entre as empresas requerentes, mas, seu buscador, o Bing, não parece estar de acordo com o setor jurídico da companhia.
Em uma busca no Google por este endereço, que leva a um torrent do game "Dirt 2" para o console da Microsoft Xbox 360, os resultados omitem qualquer link que não o próprio relatório que justifica a remoção.
Por outro lado, quando se busca o mesmo termo no Bing, o resultado "proibido" aparece --o que permite chegar até o download alegadamente ilegal do jogo.
Como pontua o site "The Verge", é possível que a Microsoft esteja se esforçando em evitar que os internautas cheguem ao download por meio do Google do que pelo Bing, já que a preferência pelo primeiro buscador é evidente. Ou é só uma maneira de alfinetar o concorrente.
Google omite resultado cuja remoção foi solicitada pela Microsoft, enquanto o Bing o exibe

Sony lança tablet e linha de smartphones no Brasil

A Sony lançou no Brasil o Sony Tablet, dispositivo de 9,4 polegadas com Android 4.0 (Ice Cream Sandwich), nesta sexta-feira (25). O preço sugerido é de R$ 1.649.
Sony Tablet S, lançado nesta sexta (25) no Brasil, a R$ 1.649
No mesmo evento, a empresa também lançou três smartphones da linha Xperia, o P, o S e o U, todos com Android 2.3. Há uma previsão de que eles recebam atualização para o Ice Cream Sandwich em breve.
Smartphone Sony Xperia S: Android 2.3 a R$ 1.799
Eles chegam ao mercado brasileiro em junho. O Xperia S tem preço sugerido de R$ 1.799, o P, de R$ 1.399, e o U, de R$ 899.
No evento de lançamento dos produtos no Brasil, que ocorreu em São Paulo, o presidente-executivo da Sony Corporation, Kazuo Hirai, ressaltou a importância dos mercados emergentes para a empresa.
"Nossas vendas estão crescendo mais no Brasil do que em qualquer outro lugar do mundo", disse Hirai.
Em 2010, as vendas da Sony cresceram 65% no país, segundo a empresa. Em 2011, houve um crescimento de 24%.
O Sony Tablet, que chega ao Brasil oito meses depois de ter sido lançado nos Estados Unidos --onde é chamado de Sony Tablet S--, tem design peculiar. Com uma curva na parte traseira, ele se assemelha a uma revista dobrada.
O espaço interno é de 32 Gbytes. O processador, que roda a 1 GHz, é de núcleo duplo. O dispositivo não tem conexão 3G --só Wi-Fi. Sua câmera tem 5,1 Mpixels e filma em 720p.
O tablet tem forte integração com as opções de entretenimento da Sony, que acontece por meio de aplicativos para acessar a rede de músicas e vídeos da empresa. Além disso, o aparelho roda jogos da loja digital do PlayStation e serve como um controlador do PS3.
O Tablet S foi o primeiro tablet lançado pela Sony no mundo. A empresa não tem planos de lançar no Brasil seu outro tablet, o P.
Os aparelhos Xperia lançados hoje no Brasil têm telas que usam a mesma tecnologia dos televisores da linha Bravia.
O Xperia U, mais básico e com tela de 3,5 polegadas, tem processador de núcleo duplo a 1GHz e câmera de 5 Mpixels. Seu espaço interno é de 8 Gbytes.
O Xperia P tem processador equivalente, tela de 4 polegadas, grava vídeos em HD e tem câmera de 8 Mpixels. Seu espaço interno é de 16 Gbytes.
O Xperia S tem tela de 4,3 polegadas, também filma em HD e tem câmera de 12,1 Mpixels. Tem espaço interno de 32 Gbytes.
ESTRATÉGIA
Carlos Paschoal, gerente de marketing da Sony Brasil, afirma que a empresa inaugurou uma nova estratégia de marketing no ano passado.
"Pretendemos nos aproximar do consumidor da classe C e mostrar que a Sony é uma marca para todos."
Segundo ele, aumentar as vendas não é o principal objetivo da Sony no país atualmente. A empresa quer, antes, fidelizar o consumidor.
Outra intenção da empresa é "se reposicionar como uma marca jovem".

Microsoft é a empresa que mais pediu para Google remover conteúdo

A Microsoft está no topo da lista de empresas que solicitaram remoção de conteúdo dos resultados do Google com a alegação de danos à propriedade intelectual, com duas vezes e meia o número de solicitações feitas pela segunda colocada, a NBC Universal.
No período contabilizado --entre julho do ano passado e abril deste ano-- a companhia pediu que mais de 2,5 milhões de links que levavam a páginas de download de produtos seus, como Windows e Office, fossem tirados do ar.
Os dados foram divulgados pelo Google nesta quinta (24) e fazem parte do "Transparency Report", projeto do gigante das buscas que, até então, publicava somente os pedidos de remoção feitos por governos.
As novas estatísticas representam somente os pedidos que foram feitos diretamente ao Google a partir de julho do ano passado e com a alegação de infração do direito autoral.
A fabricante do Windows solicitou mais de 536 mil remoções só no mês de abril e se colocou à frente da indústria fonográfica, representada por, entre outros, EMI, Sony, Universal Music e Warner Music.
Trabalhador prepara logo da Microsoft antes de evento em Hanover (Alemanha)
A decisão do Google de divulgar dados não só de solicitações feitas por governos, mas também por empresas, foi divulgada por Fred von Lohmann, analista de direito autoral do Google, no blog do projeto.
Os dados serão atualizados diariamente, escreveu Lohmann, e a intenção do Google em torná-los públicos é "ajudar na discussão sobre os direitos autorais".
"Não queremos que nossa busca leve a material que viola a lei. Ao mesmo tempo, contudo, queremos ser transparentes para os usuários saberem que tipo de conteúdo foi removido e por que."
"VISTA GROSSA"
Geoff Taylor, executivo-chefe da BPI (Indústria Fonográfica Britânica), diz que o Google faz "vista grossa" ao mostrar resultados que levam a conteúdo compartilhado ilegalmente, segundo a BBC.
"Se já disseram ao Google 100 mil vezes que beemp3 e The Pirate Bay distribuem música ilegalmente, por que eles aparecem [nos resultados de uma busca por música] acima de iTunes e de Amazon?", diz Taylor à reportagem.
A BPI é uma associação de gravadoras da qual fazem parte EMI, Sony, Universal e Warner no Reino Unido. Ela aparece em quarto lugar na lista dos requerentes de remoção de links.
Até abril, os três sites que mais continham conteúdo ilegal com links solicitados para remoção foram filestube.com, torrentz.eu e 4shared.com. O Pirate Bay aparece na 15ª posição.