domingo, 5 de fevereiro de 2012

Empresas miram público da Campus Party

Considerada a versão tecnológica do festival Woodstock, que marcou a era hippie pela liberdade de expressão dos participantes, a Campus Party começa a despontar como um grande laboratório para empresas estudarem o comportamento de seus potenciais clientes.
Até pouco tempo os participantes do maior evento de inovação do Brasil -que começa amanhã em São Paulo- não eram interpretados como algo além de "nerds" fascinados por internet, dispostos a varar madrugadas em frente aos computadores. Hoje são vistos como fontes de inspiração para novos produtos e tendências.

Serão cerca de 7.000 participantes, sendo 5.000 acampados. Outras 200 mil pessoas são aguardadas na área expo (grátis e aberta ao público). Do total, 80% têm entre 18 e 29 anos, e 55,3% deles moram em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
"O evento foi descoberto como um lugar para conhecer o perfil dos jovens conectados, entender como, o que e onde consomem", diz Mário Teza, da Futura Networks, organizadora do evento.
Cerca de 50 empresas patrocinam o evento e adotam o marketing interativo de relacionamento que demandou R$ 50 milhões, o triplo dos investimentos diretos feitos pela organização.
A Telefônica/Vivo é a responsável por fornecer a conexão de alta velocidade, de 20 gigabits por segundo, o dobro do volume do ano passado. Além da infraestrutura, terá um espaço na área de exposições com palestras, bate-papo e até culinária.
Também na área de tecnologia, a HP será responsável por fornecer a infraestrutura de redes com e sem fio que dá suporte ao evento, e terá mais de dez profissionais dispostos a falar em bom "tecniquês" para os interessados em saber os bastidores da comunicação no evento.
Do setor de varejo está o Walmart, disposto a entregar produtos comprados em seu site até mesmo para o consumidor que estiver acampado na Campus Party.
"Dá para testar o serviço e ainda captar as tendências que não necessariamente observamos nas pesquisas tradicionais com consumidores", diz Roberto Oliveira, diretor de marketing de comércio eletrônico.
ANTROPOLOGIA
Participante desde a primeira edição da Campus Party, em 2008, a Intel usou dois antropólogos para pesquisar como vivem, do que falam e como os "campuseiros" interagem com a tecnologia.
O diretor Cassio Tietê chegou até a acampar no evento e levou de volta aos laboratórios de pesquisa da Intel ideias dos participantes.
Neste ano, a empresa terá em seu espaço de mais de mil metros quadrados um campeonato de games, onde vai ouvir as percepções dos jogadores e possivelmente incorporar as reivindicações em seus futuros chips.
"A era em que a Campus Party era vista somente como um espaço de diversão ficou para trás. A vocação de negócios cresceu", diz Teza.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Gene Simmons negocia game "Angry Birds" inspirado na banda Kiss

Sucesso mundial, o jogo "Angry Birds" deve ganhar uma versão baseada na banda Kiss. A informação é do site "Industry Gamers".
O vocalista do grupo, Gene Simmons, contou que está trabalhando com a empresa Rovio para criar uma versão metaleira do game.
"Estamos ocupados em levar a nossa marca a lugares em que nenhuma banda havia estado. Fizemos a Hello Kitty Kiss [versão da bonequinha japonesa], lançada em 90 países. O 'Kiss Angry Birds' será um grande negócio", disse Simmons.
O "Angry Birds" foi desenvolvido para celulares e tablets e, agora, tem também versão online para computadores comuns. É um dos aplicativos mais populares do iTunes.
O objetivo do jogo é exterminar porcos verdes, usando passarinhos de vários tipos que são arremessados por um estilingue gigante.
Há várias versões sazonais do game, além de uma inspirada no filme "Rio".
Outras celebridades estariam negociando com a Rovio, entre elas, o ícone do hip hop Kanye West.

Companhia aérea integra voos a redes sociais

A KLM acaba de lançar o serviço online Meet & Seat, que integra o uso de redes sociais aos seus voos. Os passageiros da companhia poderão linkar sua reserva de viagem aos seus perfis individuais no Facebook ou LinkedIn e identificar quem mais estará presente no mesmo avião.
"Com o Meet & Seat a KLM dá um passo à frente no uso das redes sociais para construção de novas oportunidades de negócios. Esse novo serviço conecta passageiros e propõe uma viagem mais inspiradora", afirma Erik Varwijk, diretor-geral da KLM.
KLM integra voos intercontinentais a redes sociais
De acordo com a companhia, com o novo serviço será possível descobrir não só conhecidos que viajarão no mesmo voo, como também participantes de uma mesma conferência, por exemplo. Ou, ainda, agendar uma reunião ou café antes do voo, selecionar assentos próximos ou combinar o uso compartilhado de táxi.
Os passageiros só poderão visualizar as informações de outros viajantes ao optarem por linkar seus próprios perfis ao Meet & Seat e terão a opção de selecionar as informações pessoais de seus perfis no Facebook ou no LinkedIn que desejam compartilhar com os demais clientes.
O Meet & Seat da KLM está disponível apenas na ferramenta "Gerenciar minhas reservas" no site da KLM para voos intercontinentais.
Inicialmente o serviço funcionará nos voos de Amsterdã para São Paulo, Nova York e São Francisco.

FBI investiga gravação de telefonema divulgada por Anonymous

O FBI (a polícia federal americana) anunciou que está investigando como ativistas ligados ao grupo Anonymous conseguiram interceptar uma conferência telefônica entre os americanos e a Scotland Yard, em que discutiam ações legais contra os hackers.
O Anonymous divulgou uma gravação da conversa, em que detetives dão detalhes do monitoramento de possíveis hackers. O FBI disse que a informação foi obtida ilegalmente.
Horas depois, foi revelado que o Anonymous também invadiu os sites da polícia americana e do Ministério da Justiça grego.
"Uma investigação criminal está sendo feita para identificar e exigir explicações dos responsáveis."
A unidade central de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres disse que o assunto está sendo investigado, mas que a interceptação da chamada não causou riscos à operação.
Também nesta sexta-feira, o grupo Anonymous Brasil atacou o site do Banco Central e as páginas dos bancos BMG, Citibank e PanAmericano, que ficaram temporariamente instáveis.
O grupo também assumiu a autoria de ataques aos sites dos bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC, que aconteceram durante a semana.
"ALTAMENTE VERGONHOSO"
O Anonymous é um coletivo descentralizado de "hacktivistas" que foi responsável por ciberataques a diversas empresas, governos e indivíduos nos últimos anos.
A gravação da conferência telefônica --que teria acontecido no dia 17 de janeiro-- foi colocada no YouTube, com o texto de um e-mail que teria sido enviado pelo FBI para agências de segurança em diversos países dando detalhes sobre como participar da chamada.
O e-mail convidava os policiais a "discutir as investigações em curso relacionadas ao Anonymous, ao Lulzsec, ao Antisec e a outros grupos relacionados".
Não está claro o modo como o Anonymous obteve a gravação, mas o advogado de um dos suspeitos mencionados na conferência disse à BBC que ela aparentemente foi retirada de um arquivo de áudio em um e-mail interceptado, ao invés de ter sido ouvida por hackers.
Um comentário em um dos perfis de Twitter ligados ao Anonymous, o "AnonymousIRC", disse que "o FBI deve estar curioso sobre como temos conseguido ler os comunicados deles há algum tempo".
A gravação tem cerca de cinco homens falando do Reino Unido, de Los Angeles e de Washington, que discutem as investigações sobre próprio Anonymous e outros grupos similares, além de citar planos para prisões de suspeitos.
Entre os suspeitos estão diversos britânicos acusados de estarem por trás de ciberataques nos dois países.
A polícia diz os pseudônimos que os homens usam online, mas seus nomes reais foram apagados da gravação.
Quando os detetives britânicos discutem o adiamento de algumas prisões enquanto as investigações americanas estão acontecendo, os agentes do FBI agradecem pela cooperação deles.
"Estamos aqui para ajudar. Nós já estragamos as coisas no passado, sabemos disso", diz um dos britânicos.
O correspondente de segurança da BBC, Frank Gardner, diz que a gravação é altamente vergonhosa para os detetives.
"MAIS DESORDEM"
Horas depois da divulgação da chamada, o Anonymous assumiu estar por trás de um ataque a um site da polícia de Boston, nos Estados Unidos.
Uma mensagem colocada no site antes que ele ficasse fora do ar disse que o ataque foi uma resposta à "brutalidade policial" em relação aos ativistas do movimento Occupy Wall Street e avisou que haveria "mais desordem por acontecer".
A polícia de Salt Lake City, no Estado de Utah, também está investigando um ciberataque que aconteceu na última terça-feira, em um site usado por moradores para denunciar crimes.
Hackers operando em nome do Anonymous também invadiram o site do Ministério da Justiça da Grécia nesta sexta-feira em um protesto contra a assinatura do país em um tratado global de direitos autorais e contra o modo como o governo está lidando com a crise econômica.
O site foi substituído por um vídeo com uma figura usando a máscara branca que é símbolo do grupo dizendo: "A democracia nasceu no nosso país, mas vocês a mataram."

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Aplicativo facilita busca de promoções para passagens aéreas

O aplicativo de busca de passagens do site Skyscanner, lançou uma nova função através de um globo terrestre que ajuda a "explorar" novos destinos.
O globo interativo permite aos usuários pesquisar diferentes regiões do mundo em busca de passagens aéreas promocionais. Basta girar o globo e pesquisar as passagens aéreas para qualquer país a partir de sua localização, ampliando a imagem através do zoom, com opções de aeroportos e cidades e os melhores preços.
Outra funcionalidade do aplicativo é mostrar os dias mais baratos para viajar, em qualquer mês do ano, o que facilita encontrar promoções-relâmpago em companhias aéreas no mundo inteiro. O aplicativo Skyscanner para iPhone e iPad está disponível para download gratuito no iTunes ou pelo site www.skyscanner.com.br. Para o Windows Phone, está disponível no site Marketplace Windows Phone.

Campus Party já recebeu pai da web, cofundador da Apple e Al Gore

A primeira Campus Party ocorreu em Málaga (Espanha), em 1997, e teve 250 participantes.
O evento foi concebido pela Associação Juvenil EnRED como uma versão maior das LAN parties (festas com computadores ligados em rede) que o grupo promovia.
Vista do Centro de Exposições Imigrantes, onde ocorreu a segunda edição da Campus Party, em 2009
Realizada em 2008, a primeira edição brasileira reuniu 3.300 pessoas na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.
Naquele ano, o evento teve como destaque a apresentação do guru do software livre Jon "Maddog" Hall.
Em 2009, a Campus Party brasileira migrou para o Centro de Exposições Imigrantes, e o número de inscritos duplicou: foram 6.655 pessoas.
A atração principal no segundo ano do evento foi Tim Berners-Lee, um dos criadores da World Wide Web.
O ex-hacker Kevin Mitnick, hoje consultor de segurança, foi o grande nome da edição de 2010, que teve 6.000 participantes e recebeu visita das então candidatas à Presidência Dilma Rousseff e Marina Silva.
Marcelo Branco, que foi o diretor-geral das três primeiras edições, abandonou a função em 2010 para coordenar a campanha de Dilma nas redes sociais.
A partir de 2011, o evento passou a ser coordenado por Mario Teza, diretor-geral da Futura Networks.
No ano passado, os 6.500 campuseiros puderam ver Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, e Steve Wozniak, cofundador da Apple.
Neste ano, a Campus Party será realizada pela primeira vez no pavilhão de exposições do Anhembi, onde são esperadas 7.000 pessoas.
Atualmente há edições do evento em países como Colômbia, México e Equador. Neste ano, a Campus Party chegará também aos EUA e ao Peru.

Apple retira alguns itens de loja on-line alemã por patentes


A Apple parou de oferecer os modelos mais antigos do iPhone e do iPad 3G em sua loja virtual na Alemanha nesta sexta-feira, em resposta a uma liminar vencida pela Motorola Mobility em dezembro.
"Embora alguns modelos do iPad e do iPhone não estejam disponíveis na loja online da Apple na Alemanha neste momento, clientes não tiveram problenas em encontrá-los em nossas lojas de varejo ou revendedores autorisados", disse um porta-voz da Apple.


Sul-coreano manuseia iPad 1
Na loja alemã on-line da Apple, tentativas de encomendar os modelos iPhone 3G e 4 constavam como "produto não disponível". A mais recente versão 4S e iPads apenas com Wi-Fi, contudo, continuavam disponíveis no site.
Uma corte regional alemã em Mannheim decidiu, em 9 de dezembro, que a Apple Sales International --subisidiária europeia de vendas da Apple, localizada em Cork, Irlanda-- deve parar de vender ou distribuir dispositivos móveis que infringem certas patentes da Motorola.
A Apple atualmente trava uma dura batalha com diversas companhias, incluindo a Samsung e a HTC, em diversos países.


Apple retira alguns itens de loja online alemã por patentes

A Apple parou de oferecer os modelos mais antigos do iPhone e do iPad 3G em sua loja virtual na Alemanha nesta sexta-feira, em resposta a uma liminar vencida pela Motorola Mobility em dezembro.
"Embora alguns modelos do iPad e do iPhone não estejam disponíveis na loja online da Apple na Alemanha neste momento, clientes não tiveram problenas em encontrá-los em nossas lojas de varejo ou revendedores autorisados", disse um porta-voz da Apple.
Sul-coreano manuseia iPad 1
Na loja alemã on-line da Apple, tentativas de encomendar os modelos iPhone 3G e 4 constavam como "produto não disponível". A mais recente versão 4S e iPads apenas com Wi-Fi, contudo, continuavam disponíveis no site.
Uma corte regional alemã em Mannheim decidiu, em 9 de dezembro, que a Apple Sales International --subisidiária europeia de vendas da Apple, localizada em Cork, Irlanda-- deve parar de vender ou distribuir dispositivos móveis que infringem certas patentes da Motorola.
A Apple atualmente trava uma dura batalha com diversas companhias, incluindo a Samsung e a HTC, em diversos países.

Hackers interceptaram sites do FBI e da Scotland Yard, diz agência

Um grupo de hackers interceptou nesta sexta-feira as páginas do FBI e da Scotland Yard na internet, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Segundo a notícia, o Anonymous revelou uma gravação de 15 minutos em que aparece uma teleconferência das entidades dedicada a processar os membros de um grupo de piratas da internet.
A autenticidade da gravação não pôde ser verificada e há suspeitas de que foi editada para retirar os nomes de alguns suspeitos em discussão. Também não foi revelado o modo como os hackers conseguiram gravar a chamada, mas o grupo publicou um e-mail supostamente enviado por um agente do FBI que deu detalhes e uma senha para acessar a ligação.
A Scotland Yard prepara um comunicado a ser divulgado nesta sexta-feira. Em nota, o FBI afirmou que a gravação da teleconferência entre agentes do órgão e da Scotland Yard "foi destinada apenas a policiais e foi obtida ilegalmente". O departamento está buscando os responsáveis pelo grampo.
Manifestante veste máscara de Guy Fawkes, usada pelo grupo Anonymous, em protesto nos EUA, em 2011
ANONYMOUS
Nos últimos meses, o grupo Anonymous faz ataques a páginas de governos, instituições financeiras e órgãos públicos de diversos países, inclusive o Brasil.
O site do Banco Central brasileiro foi a última vítima da versão brasileira do grupo, nesta sexta-feira. Os ataques sucederam uma série de outras ações contra bancos do país esta semana.
Por volta das 10h10 o grupo colocou no Twitter que o site do BC seria alvo de um ataque de "teste para calibrar as nossas armas". Logo em seguida, a página não carregava. Pouco depois, voltou a carregar normalmente.
Procurado, o BC ainda não tem uma posição oficial. Desde a segunda-feira o mesmo grupo tem clamado a autoria de ataques a páginas de bancos.
Na segunda-feira foi o site do Itaú, e, nos dias seguintes, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC sofreram problemas, este último inclusive com sua página global.


Arnaldo Antunes e Naná Vasconcelos levam música à Campus Party

Abram alas que o "Bloco do Guri" vai fazer samba entre megabytes.
Pela primeira vez, os alunos do Projeto Guri, que ensina música para crianças e adolescentes, vão participar da Campus Party, maior evento brasileiro de tecnologia e internet.
Na segunda-feira (6), o grupo participa da abertura da Campus com seu samba enredo. Além disso, mais de mil alunos foram inscritos nas oficinas de inclusão digital.
Os "guris" estarão presentes também no estande Mixer Guri, que divulga o site de mesmo nome (www.mixerguri.org.br ). Nele os visitantes podem misturar diversos ritmos e criar suas próprias músicas, além de colaborar com o Projeto Guri.
Músico Naná Vasconcelos grava canção para Projeto Guri
E estarão acompanhados de artistas como Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Naná Vasconcelos, que ajudaram a gravar as bases disponíveis para as canções.
No estande do Guri na Campus, dá para conhecer melhor o site e criar suas músicas.
O Projeto Guri participa ainda da mesa "Música Colaborativa", no dia 11, às 14h15, para falar sobre a experiência do site Mixer.
A Campus Party acontece de 6 a 11 de fevereiro, no parque Anhembi, em São Paulo. A Folha é um dos patrocinadores do evento.
Arnaldo Antunes canta música para site Mixer Guri

Google reforça segurança em loja de aplicativos Android

O Google vem policiando discretamente a sua loja on-line já há alguns meses, em reconhecimento à crescente possibilidade de ameaças ao seu sistema operacional Android, cuja popularidade cresce cada vez mais.
O novo xerife é o Bouncer, um serviço de segurança que o Google desenvolveu para avaliar novos aplicativos carregados pelos seus programadores no Market, a loja de aplicativos do Android.
Lista de aplicativos recomendados no Android Market
O Bouncer faz uma busca em softwares procurando por comportamentos potencialmente nocivos e analisa as contas de novos programadores a fim de impedir que "reincidentes" distribuam seus produtos, informou o Google, acrescentando que esse esforço intensificado vem dando frutos.
"Embora não seja possível impedir que más pessoas criem malware, o indicador que mais importa é determinar se esses maus aplicativos estão sendo baixados do Android Market --e sabemos que o volume vem caindo significativamente", afirmou Hiroshi Lockheimer, vice-presidente de engenharia na divisão Google Android, em um post no blog da empresa quinta-feira.
Com a implementação do Bouncer, o Google registrou queda de 40% no número de "downloads potencialmente nocivos" no Android Market, em um momento no qual a proliferação de malware estava começando a se tornar um problema, de acordo com o executivo.
A Lookout, uma empresa de pesquisa sobre segurança na computação, publicou um relatório em dezembro no qual estimava que mais de US$ 1 milhão haviam sido roubados de usuários do Android em 2011 como resultado do download de software nocivo, e alertou que o montante cresceria dramaticamente.
Kevin Mahaffey, cofundador da Lookout, elogiou as ações do Google.
"É excelente que o Google esteja trabalhando com a comunidade do Android a fim de oferecer uma alternativa a um processo manual de avaliação, porque isso permite que os programadores inovem rapidamente e ao mesmo tempo reforça a segurança básica dos usuários do Android", disse Mahaffey.
O Bouncer representa uma atitude nova para o Google, que até recentemente alardeava sua postura de não intervenção no mercado de aplicativos --distinta da adotada pela Apple, que é notória por submeter os aplicativos a um rigoroso processo de seleção antes de permitir que sejam baixados.

Criadora do FarmVille rendeu US$ 445 mi para o Facebook

A Zynga, criadora do jogo FarmVille, gerou ao Facebook uma receita de US$ 445,2 milhões no ano passado. O número representa cerca de 12% do faturamento total da rede social em 2011.

As cifras foram apresentadas na quarta-feira no registro oficial da oferta inicial de ações do Facebook e mostram que a rede social também obtém um significante benefício da parceria.
A dependência da desenvolvedora de games sociais com o Facebook foi um dos principais alvos de questionamentos dos investidores na abertura de capital da Zynga, no final do ano passado.
Praticamente toda a receita da empresa, de US$ 828 milhões nos noves primeiros meses de 2011, advém da parceria com a rede social. Já o Facebook retém uma comissão de 30% nas compras de bens virtuais feitas para os jogos. A parceria entre as duas empresas dura até 2015.
Como o Facebook é a sua maior fonte de receitas, a Zynga investe ainda em publicidade na rede social. A cifra de anúncios está incluída na conta dos US$ 445,2 milhões.
O sucesso de acordos semelhantes ao da Zynga abre caminho para uma nova frente de ganhos e reduz a dependência da rede social com anúncios. Em 2011, a publicidade representou 85% da receita total da companhia, de US$ 3,7 bilhões.
O percentual mostra avanço nessa relação com anunciantes. Em 2009, a cifra representava 98% do faturamento.
RENTABILIDADE
A possibilidade de usar inúmeros dados dos usuários como forma de atrair anúncios de marcas e empresas é uma das principais razões que explicam as altas cifras envolvidas na oferta da companhia.
Com cerca de 845 milhões de usuários, o Facebook pretende levantar US$ 5 bilhões com a abertura de seu capital em Bolsa e pode ser avaliado em até US$ 100 bilhões.
O nível de interação dos usuários na rede social pode ser medido pelo número de comentários e cliques no botão "curtir", que somados chegaram a quase 3 bilhões por dia. São cerca de 250 milhões de fotos postadas por dia.

Site do Banco Central é alvo de ataque de hackers

O site do Banco Central foi escolhido como alvo para os ataques do grupo de hackers "Anonymous Brasil" nesta sexta-feira.

O grupo é o mesmo que assume a autoria de uma série de ataques a sites de bancos que aconteceram ao longo desta semana.
Por volta das 10h10 o grupo colocou no Twitter que o site do BC seria alvo de um ataque de "teste para calibrar as nossas armas". Logo em seguida, a página não carregava. Pouco depois, voltou a carregar normalmente.
Procurado, o BC ainda não tem uma posição oficial. Desde a segunda-feira o mesmo grupo tem clamado a autoria de ataques a páginas de bancos.
Na segunda-feira foi o site do Itaú, e, nos dias seguintes, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC sofreram problemas, este último inclusive com sua página global.

Facebook cita Brasil 8 vezes a investidor em oferta de ações

O Facebook deixou claro na apresentação de seu IPO (oferta inicial de ações, em inglês) que a fórmula de crescimento da rede social passa pelo Brasil. O país é citado oito vezes no documento, informa reportagem de Verena Fornetti, Gabriel Baldocchi e Helton Simões Gomes publicada na Folha desta sexta-feira.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Ao considerar o avanço internacional relevante oportunidade de mercado, a empresa inclui o Brasil num grupo de seis destaques.
Ao lado da Índia, o país desponta como líder no ritmo de crescimento. O número de indianos na rede social chegou a 46 milhões em 2011 --avanço de 132%.
No Brasil, a alta foi de 236% no período, para 37 milhões de usuários. "Usuários nesses países são importante fonte de crescimento."
Alex Banks, diretor-executivo da comScore no Brasil, afirma que o Facebook tem espaço para crescer no país.
"Estamos falando de um país com quase 200 milhões de pessoas, e a penetração da web não chega a 50% da população." Segundo a consultoria, a rede tomou a liderança do Orkut, em dezembro.



Valor do Facebook na Bolsa pode chegar a US$ 100 bi

O lançamento de ações do Facebook, o mais aguardado no setor de tecnologia desde a operação do Google, em 2004, pode elevar a US$ 100 bilhões (R$ 172 bilhões) o valor da empresa, segundo as altas expectativas que o mercado mantém em relação à oferta pública acionária, informa reportagem de Verena Fornetti publicada na Folha desta sexta-feira.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

"É inteiramente plausível que o Facebook alcance US$ 100 bilhões ou mais. O Facebook e outras mídias sociais são muito populares", analisa Laura DiDio, da consultoria Itic.
Caso a cifra seja alcançada, o Facebook seria maior que gigantes como a Ford.
Mesmo com tanto otimismo, a rede social parece consciente dos desafios pela frente. A empresa fala em levantar US$ 5 bilhões com o ingresso na Bolsa e é cautelosa em relação à possibilidade de repetir o resultado de 2011.

Sistema iOS 5 só funciona bem no iPhone 4S e no iPad 2, dizem técnicos

Especialistas e técnicos são unânimes ao afirmar que o iOS 5 só funciona em sua completude nos dispositivos iPhone 4S e iPad 2, que possuem processadores com dois núcleos, mais potentes.
Mas há formas de aprimorar o uso do novo sistema em dispositivos mais antigos, além da opção de não atualizar (veja abaixo).
"Isso acontece há tempos. Por exemplo, o iPhone 3G foi atualizado até o iOS 4.2, mas o melhor sistema para ele é o iOS 3", diz César Ghiotto, técnico da iSolution, loja especializada em aparelhos Apple. "A partir da versão 4, ele já fica lento", completa.
Uma das táticas sugeridas é a atualização via "restore", e não apenas por upgrade simples. "O 'restore' faz uma limpeza do aparelho, restaura padrões de fábrica e tira tudo o que está guardado na memória, por isso diminui a chance de travamentos", diz Bruno Fernandes, técnico da Br4 iPhone, outra loja especializada em Apple.
Foi o que fez a publicitária Flavia Borba, 25, para resolver problemas de seu iPhone 4, que, apesar da pouca idade, já havia começado a dar sinais de caduquice.
"A tela demorava um pouco para reagir ao toque, e alguns aplicativos às vezes fechavam sem motivo", diz.
Flavia Borba, 25, publicitária que teve problemas com seu iPhone 4 depois da instalação do iOS 5
Flavia pediu ajuda à operadora contratada, mas, segundo a empresa, o hardware do iPhone estava normal -nenhum problema na tela ou nos botões.
Depois de pesquisar na internet, o diagnóstico: o telefone sofria de rejeição ao iOS 5, versão mais recente do sistema móvel da Apple, projetado para rodar melhor no iPhone 4S. "Ele ainda está meio lerdinho após o restore, mas pelo menos parou de travar", diz. "Nunca mais vou atualizar, dá muito trabalho".
SEM GARANTIA
Mas a tática não funciona para todos. "Fiz o 'restore' em meu iPad 1. Não funcionou nada. Com certeza é parte da conspiração da Apple para me obrigar a comprar o iPad 3", postou o usuário Hans Derycke em um fórum de discussões do site de tecnologia "Ars Technica".
A tradutora Nathália Rio Preto, 27, tem um iPhone 3GS há mais de dois anos. Decidiu restaurar e atualizar o aparelho para consertar falhas causadas pelo jailbreak, mas o resultado não foi animador.
"Ele está mais lento ainda com o iOS 5", afirma. "Estou pensando em fazer o downgrade. Mas ainda não tenho certeza, porque gosto muito do iMessage", completa.
SAIBA COMO RESTAURAR SEU DISPOSITIVO
1. Baixe e instale a última versão do programa iTunes em apple.com/br/itunes.
2. Abra o programa e conecte seu dispositivo (iPhone, iPad ou iPod touch) na entrada USB de seu PC.
3. Selecione o aparelho na aba Dispositivos, no menu que fica à esquerda.
4. Na tela que surgir, clique na aba Sumário e depois clique em Restore.
5. Atenção: o iTunes perguntará se você deseja fazer o backup do seus arquivos. É importante executar o procedimento para que você não perca todos os seus dados (fotos, músicas e aplicativos). Não há como salvar algumas coisas, como senha de Wi-Fi, e-mails e personalizações.
6. Após o backup, basta clicar em Restore. O processo demora alguns minutos. Depois de restaurar o seu dispositivo, o iTunes vai instalar a última versão do iOS disponível.
7. O fim da operação pode demorar minutos ou até algumas horas, dependendo da quantidade de arquivos que você tinha em seu iPad.
*
GLOSSÁRIO
CRASH - Palavra usada para descrever falhas como travamento do sistema ou fechamento inesperado de um aplicativo.
DOWNGRADE - Ato de instalar uma versão anterior de um sistema operacional. A prática não é permitida pela Apple, portanto são necessários conhecimentos de informática para "driblar", com ajuda de programas, os servidores da empresa.
JAILBREAK - Ato de habilitar a instalação de programas não oficiais e desbloquear algumas funções no aparelho. É diferente do Unlock, o desbloqueio do iPhone para operadora
RESTORE - Restauração do dispositivo, reiniciando as configurações para o padrão de fábrica. Fotos, vídeos e aplicativos podem ser reinstalados via backup, mas o aparelho se "esquece" de senhas gravadas, sites visitados e papéis de parede.
UPGRADE - Apenas atualiza o sistema operacional, sem restaurar o dispositivo. É mais rápido e menos trabalhoso, mas mais propenso a falhas.

Donos de iPhone e iPad antigos reclamam de lentidão com novo sistema da Apple

"Meu iPad virou uma verdadeira carroça digital!"
A constatação é do designer Leandro Souza, 31, dono da primeira versão do tablet. Leandro comprou o aparelho justamente pelo elogio de blogs e amigos sobre rapidez e navegação fluida do gadget.
Mas, depois da atualização para o iOS 5, versão mais recente do sistema móvel da Apple, ele não conseguia visualizar fotos no Facebook.
"Travava todas as vezes, sem exceção, quando eu tentava abrir uma imagem", diz.
Após conversar com um colega de trabalho com o mesmo problema, ele pesquisou sobre o assunto na internet e ficou surpreso ao descobrir milhares de reclamações e dúvidas, em inglês e português, sobre a instalação do iOS 5 em aparelhos antigos.
As observações dos internautas são sobre aplicativos que fecham inexplicavelmente, lentidão geral e bateria que acaba em menos tempo.
A explicação é simples: as versões mais antigas de iPad, iPhone e iPod touch não são tão rápidas ao executar o novo iOS quanto os modelos mais recentes disponíveis no mercado.
"O processador do iPhone 3GS não é o mesmo do iPhone 4, que não é o mesmo do iPhone 4S. Dentre esses, o iOS 5 só roda 100% no iPhone 4S. Nos [aparelhos] mais velhos, ele fica um pouco mais lento, sim, é fato", diz Bruno Fernandes, da Br4 iPhone, loja especializada em conserto de aparelhos da Apple.
Em um tópico no fórum oficial da Apple em inglês, um cliente diz estar usando novamente seu iPod touch 2 por não suportar a lentidão do iPod touch 4, causada pelo iOS 5.
"Quando alguém chega aqui [à loja] para atualizar, eu sempre deixo claro que não há somente vantagens", diz Fernandes. "O que podemos dizer com certeza, seja sobre o iPhone 4, o iPod touch 4, o iPhone 3GS ou o iPad 1, é que os aparelhos ficam mais lentos e que a sua bateria termina mais rápido."
Mesmo assim, ainda segundo Fernandes, a cada 10, 8 optam por atualizar. "Ninguém quer ficar para trás", completa o técnico.
DOIS GUMES
Casamento entre sistema e aparelho é, atualmente, um dos trunfos da Apple.
Steve Jobs nunca licenciou alguns programas da Apple (como o sistema operacional Mac OS) para outras plataformas porque hardware e software, segundo ele, devem ser desenvolvidos juntos, como um ecossistema.
Mas a filosofia máxima de Jobs serve para seus próprios dispositivos: ao instalar sistemas novos em aparelhos antigos, o "encaixe" entre software e hardware não é uma simbiose perfeita.

Hackers fazem iOS antigo funcionar com recursos do novo

Quem tem um modelo "jurássico" da Apple, como um iPhone 2G ou um iPod touch de primeira geração, não precisa deixar o aparelho enterrado como um fóssil, no fundo do armário.
Há duas semanas, hackers liberaram a versão 5.1 do software whited00r, que turbina o iOS 3, presente em aparelhos mais antigos, com o visual e com características do iOS 5.
O sistema conta com uma versão improvisada da Newsstand, a banca de jornais e revistas digitais da Apple, e até mesmo com uma espécie de iCloud simplificado, que usa o serviço Dropbox como base para armazenar arquivos.
O aplicativo teve 20 mil downloads em 48 horas e funciona apenas nos iPods touch 1 e 2 e nos iPhones 2G e 3G --todos precisam ter jailbreak (desbloqueio que habilita a instalação de aplicativos não autorizados pela Apple e outras funções extras).
Outro grupo hacker, o Chronic Dev-Team, liberou há uma semana o primeiro jailbreak completo de iPhone 4S e de iPad 2. O aplicativo chama-se Absinthe.
Tela do site do whited00r, programa que "turbina" o iOS 3

Como os EUA perderam as vagas de emprego do iPhone

Não faz muito tempo, a Apple se gabava de seus produtos serem fabricados nos Estados Unidos. Hoje quase todos os 70 milhões de iPhones, 30 milhões de iPads e 59 milhões de outros produtos que a Apple vendeu no ano passado foram montados em outros países.
Em um jantar na Califórnia em fevereiro do ano passado, o presidente Obama perguntou a Steve Jobs, da Apple, por que esses empregos não poderiam voltar para os EUA. "Esses empregos não vão retornar", Jobs teria respondido.
Não é apenas uma questão de os salários fora dos Estados Unidos serem mais baixos. Os executivos da Apple acreditam que a enorme escala das fábricas no exterior, além da flexibilidade, diligência e habilidade industrial dos operários estrangeiros, já superaram tanto suas contrapartes americanas que "made in the USA" deixou de ser uma opção viável para a maioria dos produtos da Apple.
Desempregados disputam espaço em uma feira de trabalho em Pequim
Um ex-executivo descreveu como a Apple pediu para uma fábrica chinesa modificar a produção do iPhone semanas antes de o aparelho chegar às lojas. A Apple tinha modificado a tela do iPhone no último minuto, exigindo uma revisão geral na linha de montagem. Novas telas começaram a chegar na fábrica à meia-noite.
Um chefe de seção acordou 8.000 operários nos alojamentos da companhia, de acordo com o executivo. Cada operário recebeu uma bolacha e uma xícara de chá e, meia hora depois, iniciou um turno de trabalho de 12 horas, encaixando telas de vidro em molduras chanfradas.
"Não existe fábrica americana capaz de fazer algo semelhante", disse o executivo.
A Apple emprega 43 mil pessoas nos Estados Unidos e 20 mil em outros países. Muito mais pessoas trabalham para as empresas para as quais a Apple terceiriza funções: outras 700 mil pessoas trabalham como engenheiras e na fabricação e montagem de iPads, iPhones e de outros produtos da Apple. Mas quase todas elas trabalham para empresas com sede na Ásia, Europa e outros lugares, em plantas das quais todas as companhias de eletrônicos dependem para fabricar seus produtos.
"A Apple é um exemplo da razão pela qual é tão difícil gerar empregos para a classe média nos EUA hoje", disse Jared Bernstein, que até 2011 era assessor econômico da Casa Branca. "Se ela representa o pico mais alto do capitalismo, precisamos nos preocupar."
Histórias semelhantes poderiam ser contadas sobre outras companhias nos Estados Unidos, na Europa e em outras regiões. A terceirização tornou-se comum em centenas de setores, incluindo a contabilidade, os serviços jurídicos, o setor dos bancos, têxteis e farmacêuticos. Mas, embora a Apple esteja longe de estar isolada nessa tendência, ela oferece uma visão da razão pela qual o sucesso de algumas grandes empresas não vem se traduzindo em número expressivo de empregos no país de origem dessas companhias.
"Antigamente as empresas sentiam a obrigação moral de apoiar os trabalhadores americanos, mesmo quando isso não era a opção financeira mais acertada", comentou Betsey Stevenson, que até setembro passado foi economista do Departamento do Trabalho dos EUA. "Isso deixou de existir. Os lucros e a eficiência falam mais alto que a generosidade."
Executivos da Apple dizem que o sucesso da empresa beneficiou a economia americana, por capacitar empreendedores e gerar empregos. "Não temos a obrigação de resolver os problemas dos EUA", disse um executivo da Apple. "Nossa única obrigação é criar o melhor produto possível."
Trabalhadores manuseiam componentes eletrônicos em fábrica da Foxconn, em Shenzhen, na China
CONSEGUINDO OS EMPREGOS
Alguns anos depois de a Apple ter começado a produzir o Macintosh, em 1983, Steve Jobs afirmou que ele era "uma máquina fabricada na América". Mas, em 2004, quase todas as operações da Apple eram feitas fora do país.
A Ásia era atraente porque sua mão de obra semiqualificada era barata. Mas não foi isso que levou a Apple a apostar na Ásia.
O foco sobre a Ásia "deveu-se a duas coisas", disse um ex-executivo da Apple. As fábricas na Ásia "conseguem aumentar ou diminuir a escala de produção em menos tempo" e "as cadeias de fornecimento asiáticas já superaram o que existe nos Estados Unidos".
Essas vantagens ficaram evidentes em 2007, assim que Jobs, insatisfeito com o fato de as telas de plástico do iPhone ficarem riscadas, exigiu telas de vidro.
Há anos, os fabricantes de celulares vinham evitando usar vidro, pois ele requer grande precisão no corte e na moagem, algo extremamente difícil de conseguir. A Apple já tinha escolhido uma companhia americana, a Corning Inc., para manufaturar vidro reforçado. Mas, para descobrir uma maneira de recortar as chapas de vidro em milhões de telas de iPhones, seria preciso encontrar uma planta de corte de vidro desocupada, centenas de chapas de vidro para usar em experimentos e um exército de engenheiros de nível médio.
Então uma fábrica chinesa se candidatou a fazer o trabalho.
Quando uma equipe da Apple visitou a fábrica chinesa, seus proprietários já estavam construindo uma nova ala, "caso vocês nos deem o contrato", disse o gerente. O governo chinês tinha concordado em subsidiar custos de muitas indústrias, incluindo os dessa fábrica de corte de vidro. Ela tinha um galpão cheio de amostras de vidro disponíveis gratuitamente para a Apple. Os donos disponibilizaram engenheiros a custo quase zero. Eles já tinham construído até dormitórios no local.
A fábrica chinesa ficou com o contrato.
Eric Saragoza entrou na Apple em 1995, mas perdeu o emprego com a migração do trabalho para outros países
VANTAGENS CHINESAS
A oito horas de carro da fábrica de vidro fica um complexo, conhecido como Foxconn City, onde o iPhone é montado. O lugar tem 230 mil empregados, muitos dos quais trabalham seis dias por semana, 12 horas por dia. Mais de um quarto da força de trabalho da Foxconn vive em alojamentos coletivos da empresa, e muitos operários recebem menos de US$ 17 por dia.
Em meados de 2007, segundo o ex-executivo da Apple, depois de os engenheiros da Apple terem aperfeiçoado um método de corte de vidro reforçado para que ele pudesse ser usado na tela do iPhone, os primeiros caminhões carregados com o vidro chegaram à Foxconn City no meio da noite. Foi quando os gerentes acordaram milhares de operários para que montassem os celulares.
Em comunicado à imprensa, a Foxconn Technology contestou o relato do ex-executivo e escreveu que um turno que começasse à meia-noite seria impossível, "porque temos regulamentos rígidos relativos aos horários de trabalho de nossos funcionários". A Foxconn disse que os turnos começam ou às 7h ou às 19h e que os empregados são avisados com pelo menos 12 horas de antecedência sobre quaisquer mudanças na programação. Empregados da Foxconn contestaram essa declaração.
A Foxconn possui dezenas de fábricas na Ásia, no leste da Europa, no México e no Brasil. Ela monta estimados 40% dos eletrônicos para consumidores de todo o mundo e tem clientes como as gigantes Amazon, Dell, Hewlett-Packard, Motorola, Nintendo, Nokia, Samsung e Sony.
Os executivos da Apple tinham estimado que precisariam de cerca de 8.700 engenheiros industriais para o projeto do iPhone. Os analistas da empresa tinham previsto levar até nove meses para encontrar tantos engenheiros nos EUA. Na China, levou 15 dias.
Vários analistas estimam que, se fossem pagos salários americanos, o custo de cada iPhone aumentaria em US$ 65. Mas fabricar o iPhone no país exigiria muito mais que apenas a contratação de americanos: exigiria transformar as economias nacional e global. Os executivos da Apple acreditam que os EUA não possuem as fábricas e os operários que seriam necessários.
Lina Lin é gerente de projeto da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios
EMPREGOS PARA A CLASSE MÉDIA MINGUAM
Eric Saragoza entrou na unidade manufatureira da Apple em Elk Grove, Califórnia, pela primeira vez em 1995, e a fábrica perto de Sacramento empregava mais de 1.500 trabalhadores. Saragoza, que é engenheiro, integrou uma equipe de elite de diagnóstico. Seu salário subiu para US$ 50 mil ao ano.
Alguns anos depois de Saragoza começar no emprego, seus patrões explicaram que o custo de fabricação de um computador de US$ 1.500 em Elk Grove era de US$ 22 por aparelho. Em Cingapura, era de US$ 6. Em Taiwan, US$ 4,85.
Algumas das tarefas realizadas em Elk Grove foram transferidas para o exterior. Depois disso, foi a vez de Saragoza. Um dia em 2002, depois de concluir seu turno, ele foi convocado para uma salinha, demitido e escoltado para fora do prédio da empresa.
Depois de alguns meses, procurando trabalho para sustentar sua família de sete pessoas, Saragoza começou a se desesperar. Então aceitou um emprego para verificar iPhones e iPads devolvidos. Por US$ 10 a hora, sem benefícios, esfregava milhares de telas de vidro. Depois de dois meses ele se demitiu. O salário era tão baixo que valia mais procurar outros empregos.
Uma noite, enquanto Saragoza enviava currículos on-line, do outro lado do mundo uma mulher chegava ao escritório. A funcionária, Lina Lin, é gerente de projeto em Shenzhen, China, da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios, como os estojos que protegem as telas de vidro do iPad.
Lin ganha um pouco menos do que a Apple pagava a Saragoza. Todos os meses ela e seu marido colocam um quarto de seus salários no banco. "Empregos não faltam em Shenzhen", disse Lin.
Segundo economistas, uma economia em dificuldade pode ser transformada por fatos inesperados. Por exemplo, a última vez em que analistas arrancaram seus cabelos por causa do desemprego nos EUA foi nos anos 1980, e a internet mal existia. O que ainda não se sabe é se os EUA serão capazes de aproveitar as inovações do futuro para gerar milhões de empregos.

Justiça neozelandesa volta a negar liberdade condicional a Dotcom

O Alto Tribunal da cidade neozelandesa de Auckland negou novamente nesta sexta-feira a liberdade condicional ao fundador do site de downloads Megaupload, Kim Schmitz, mais conhecido pelo apelido Dotcom, cuja extradição é requisitada pelos Estados Unidos por suposta pirataria virtual.
Veja casa do dono do Megaupload

Segundo a televisão neozelandesa, Dotcom compareceu nesta sexta-feira ao Alto Tribunal da cidade de Auckland para apelar contra a decisão de um juiz do tribunal do distrito de North Shore, que negou na semana passada seu pedido de liberdade condicional por considerar que existia um grande risco de fuga.
O alemão, de 38 anos, deverá permanecer preso até 22 de fevereiro, data prevista para a audiência sobre sua extradição.
Kim "Dotcom" Schmitz (à direita) e os três funcionários do Megaupload presos em sua mansão na Nova Zelândia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pequena empresa francesa consegue condenar Google por posição dominante

A filial francesa do Google Maps foi condenada pelo Tribunal de Comércio de Paris por abuso de posição dominante, após a denúncia apresentada por uma pequena sociedade de cartografia situada nos arredores da capital francesa, informaram nesta quarta-feira fontes judiciais.
A empresa Bottin Cartographes, situada na cidade de Suresnes, apresentou no final de 2009 a denúncia por considerar abusivos os serviços gratuitos de cartografia que o Google Maps oferece às empresas.
O tribunal, que publicou ontem sua sentença, condenou à empresa americana a pagar 500 mil euros por danos e prejuízos e 15 mil euros de multa.
Cidade de Suresnes, na França, em imagem do Google Maps
O Google anunciou em comunicado que recorrerá da sentença, e detalhou que considera sua ferramenta de cartografia gratuita como "de alta qualidade e benéfica tanto para os internautas como para os proprietários de sites".
"A concorrência no setor é a cada dia mais real, tanto na França como em nível internacional", destacou um porta-voz da companhia.
Segundo a Bottin Cartographes, o gigante da internet oferece gratuitamente esses serviços com o objetivo de eliminar os demais concorrentes do mercado.
O presidente da Bottin, que emprega 22 trabalhadores, Michel Mani, garantiu que a sentença "é um marco" e que recebeu felicitações de muitos colegas europeus.
"Quando, há três anos, uma pequena empresa como a nossa denunciou um gigante como Google muitos riram de nós", lembrou o diretor, ressaltando que "o importante não é o dinheiro, mas que se deixe de impedir a livre concorrência".
Mani frisou que "os internautas individuais poderão continuar utilizando Google Maps" já que sua denúncia se refere exclusivamente aos serviços a empresas.
"Se propusessem esses serviços gratuitamente, mas incluindo publicidade, não haveria problema", acrescentou.
O pequeno empresário salientou a importância que a sentença do Tribunal de Comércio seja condenatória para o gigante americano, "o que prova que os juízes não levaram em consideração os argumentos do Google" que os apresentou, segundo ele, "com uma atitude muito arrogante".

Fundador do Megaupload apelará por libertação sob fiança

O fundador do site Megaupload apelará da decisão da justiça neozelandesa de mantê-lo detido à espera da análise do pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos, onde é acusado de pirataria.
Veja casa do dono do Megaupload
Na semana passada, um juiz neozelandês rejeitou o pedido de libertação sob fiança de Kim Schmitz, conhecido como "Kim Dotcom", um alemão de 38 anos, detido em 20 de janeiro em Auckland ao lado de três diretores do Megaupload.
A apelação será apresentada na sexta-feira na Alta Corte de Auckland.
Kim "Dotcom" Schmitz (à direita) e os três funcionários do Megaupload presos em sua mansão na Nova Zelândia

Oi lança serviço corporativo de computação em nuvem

A Oi anunciou nesta quarta-feira (1º) o lançamento do serviço de computação em nuvem destinado ao segmento corporativo, o que significa uma "nova estratégia de atuação" no mercado direcionado às empresas.
"O país vive um crescimento econômico sustentado e é natural que a demanda por [computação em] nuvem cresça. É importante ressaltar que uma operadora de telecomunicações como a Oi tenha vantagens significativas para oferecer o serviço, já que conta com rede própria e centros de dados de alto nível", disse o diretor da unidade de negócios corporativos da empresa, Mauricio Vergani.
Conforme o comunicado, a Oi é a primeira companhia de grande porte no país a lançar o serviço, o Oi Smart Cloud, que representa a infraestrutura para o processamento e armazenamento de informação com garantia de segurança para os clientes.
O novo serviço oferecido "marca uma nova estratégia da atuação da Oi no segmento, que inclui a evolução no pacote de produtos de tecnologia da informação e comunicação e novo posicionamento comercial", acrescentou a nota.
A Oi detalhou que vai cobrar pelo serviço de acordo com o consumo, como funciona habitualmente nas contas de telefone.
De acordo com dados da empresa de consultoria IDC, citados pela Oi, o mercado brasileiro de computação em nuvem movimentará R$ 1 bilhão até 2014, com aumento anual de quase 70%.

Empresas invadidas por hackers não revelam ataques a investidores

Pelo menos meia dúzia de grandes companhias norte-americanas cujos computadores sofreram invasão de criminosos cibernéticos ou espiões internacionais não admitiram os incidentes, apesar das autoridades regulatórias agora recomendarem que esse tipo de ataque seja revelado.
Importantes funcionários do setor de segurança de computação do governo norte-americano acreditam que os ataques de hackers a empresas sejam muito frequentes, e a SEC (Securities and Exchange Commission) divulgou um extenso documento de "orientação", em 13 de outubro, delineando como e quando empresas de capital aberto deveriam reportar ataques de hackers e riscos de segurança na computação.
Mas passado um trimestre dessa orientação pela SEC, algumas grandes empresas que tiveram violações sérias em sua segurança digital continuam a manter os incidentes sob sigilo, e não os reportaram às autoridades e investidores.
A Lockheed Martin, uma companhia de defesa, por exemplo, anunciou em maio passado que havia conseguido resistir a um ataque "significativo e tenaz" de hackers às suas redes. Mas o recente relatório trimestral 10-Q que a empresa submeteu às autoridades sobre o período que inclui o ataque não menciona hackers nem entre os riscos genéricos, quanto mais admite o ataque.
Uma revisão pela Reuters de mais de 2.000 relatórios apresentados por empresas desde que a SEC divulgou sua nova orientação constatou que algumas companhias, entre as quais a VeriSign, que oferece serviços de infraestrutura de internet, e a VeriFone Systems, operadora de cartões de débito, revelaram dados novos e significativos sobre ataques de hackers.
RISCO GENÉRICO
Mas a vasta maioria das empresas que consideraram a questão em seus documentos se limitou a empregar uma nova terminologia padronizada para descrever uma situação de risco genérico. E algumas vítimas de ataques de hackers nem isso fizeram.
"Não entendo porque as empresas não reportam os riscos cibernéticos, nem que apenas para evitar ações disciplinares da SEC ou processos privados", disse Jacob Olcott, antigo assessor jurídico do comitê de comércio do Senado dos EUA.
Stewart Baker, advogado e antigo secretário assistente do Departamento de Segurança Interna norte-americano, disse que a orientação da SEC era detalhada a ponto de forçar as empresas que sabem ter sido atacadas por hackers a "trabalhar muito para não revelar coisa alguma sobre o escopo e risco das intrusões".
"De outra forma, elas simplesmente estarão dando de bandeja uma oportunidade para intervenção da SEC", acrescentou.
O porta-voz da Lockheed, Chris Williams, afirmou que o ataque de maio "não causou efeito material sobre nossos negócios".
Ele afirmou ainda que atividade hacker foi coberta no mais recente relatório anual da empresa, que a classifica como um de muitos fatores de risco "incluindo ameaça a nossa infraestrutura de tecnologia da informação, tentativas de acesso não autorizado a informação secreta ou proprietária, ameaça à segurança física de nossas instalações e funcionários e atos terroristas."
A cibersegurança tem sido uma preocupação crescente em Washington e Obama cobrou durante discurso do Estado da Nação por ação em termos de ações de propostas legislativas. Especialistas de segurança acreditam que hackers frequentemente têm como alvo informações valiosas como planos estratégicos, cópias de projetos e fórmulas secretas.

China diz que bloqueio de conteúdo pelo Twitter aproxima a empresa do país

A decisão do Twitter de bloquear mensagens de usuários nos países que o solicitarem pode ajudar a rede social a entrar na China, o maior mercado da internet do mundo, mas também um dos mais limitados pela censura oficial.
Assim indicou nesta quarta-feira o portal oficial "China.org.cn" ao considerar que a empresa americana provavelmente encontrará as portas do mercado chinês abertas pela boa aceitação que teve o anúncio dessa resolução na imprensa oficial.
Na semana passada, a rede social anunciou que eliminará os tuítes e as contas de usuários nos países onde o Twitter receber ordem da censura afirmando que os conteúdos são ilegais, apesar de os dados eliminados continuarem acessíveis em outros países.
A imprensa oficial chinesa aplaudiu a medida, assim como o jornal "Global Times", que considerou "importante que o Twitter respeite as culturas e ideias dos países para se integrar ao meio local de forma harmoniosa".
O jornal criticou a postura de "ativistas políticos e dissidentes" contrários à iniciativa da rede e defendeu a decisão do Twitter por "ter escolhido ser uma ferramenta política idealista, como muitos esperam, e seguir regras comerciais práticas como empresa".
A China, que superou os 500 milhões de internautas em 2011, é um dos países com aparelho de censura mais sofisticados do planeta, conforme relatórios de grupos de liberdade de imprensa e direitos humanos, no qual o Twitter, o Facebook e até o YouTube só podem ser acessados por VPN (servidor externo).
Por meio desse esquema, os dissidentes chineses, entre eles o polêmico artista Ai Weiwei, encontraram no Twitter uma forma de divulgar suas opiniões e expressar seu descontentamento com a decisão dessa rede social.
Como lembrou o "Global Times", tanto o Twitter quanto o Facebook "tiveram papel fundamental na promoção da Primavera Árabe e os conflitos em Londres no ano passado, mas também há um debate sobre os limites da liberdade de expressão".
Por causa da Primavera Árabe, Pequim aumentou sua repressão contra a dissidência e centenas de ativistas e intelectuais, incluindo Ai Weiwei, que foram perseguidos, detidos e em alguns casos torturados, de acordo com várias ONGs.
A China atingiu a marca de 300 milhões usuários de microblogs em 2011 com empresas locais como Weibo (similar ao Twitter), controlada por Pequim.

Tumblr quer abrir escritório no Brasil

Dois bilhões de visitas vindas do Brasil por mês chamaram a atenção de Josh Nguyen e Mark Coatney, diretores do Tumblr --um meio termo entre blog e Twitter. O número deixa o Brasil com a segunda colocação no ranking de países que mais têm usuários na rede --cerca de 12% do total.
Josh e Mark estão em São Paulo para encontrar alguém que represente a marca. Os diretores pretendem concentrar as atenções no Brasil em 2012 e querem abrir um escritório aqui ainda no primeiro semestre, o primeiro fora dos EUA.
Tumblr, rede social que é um meio termo entre Twitter e blog
"Estamos aqui primeiro para entender como o Tumblr funciona no Brasil. Nos EUA o uso profissional em geral é muito grande. Aqui parece que o foco é o humor", comenta Coatney, que saiu da revista "Newsweek" para trabalhar no Tumblr. "Pretendemos voltar mais vezes nos próximos meses."
"Também queremos traduzir a ferramenta totalmente para o português, já temos alguém trabalhando nisso", completa Josh.
Apesar de ser o segundo país em número de usuários, o Brasil ocupa a primeira posição quando o assunto é tempo gasto. O brasileiro passa, em média, 30 minutos por visita. É mais do que qualquer país, ainda segundo os executivos.
O serviço de blogs Tumblr atingiu a marca de 15 bilhões de pageviews por mês e cerca de 120 milhões de visitantes únicos neste início de 2012.

Quadrinhos buscam inovações no universo digital contra pirataria


A adaptação da história em quadrinhos para formatos digitais e a transformação das tirinhas em direção à linguagem multimídia abrem novas perspectivas para o setor editorial mais atingido pelos downloads piratas.
"A história em quadrinhos vai ser digital no futuro, porque novos aparelhos como os tablets são ideais para as HQs", explica à Agência Efe Álvaro Pons, curador da mostra "Comics. A História em Quadrinhos Espanhola", que será exibida até o domingo no Festival Internacional da História em Quadrinhos de Angulema (França).
"Essa reconversão obrigará os autores a mudarem a linguagem e a maneira de fazer histórias em quadrinhos, embora essa transição não aconteça de forma violenta pela própria natureza da história em quadrinhos, a base de muito desenho e textos curtos", acrescenta Pons, que também é responsável pelo site lacarceldepapel.



HQ "The Walking Dead", publicada no Brasil como "Os Mortos Vivos", pode ser encontrada facilmente na internet

No entanto, grande parte da oferta digital de histórias em quadrinhos se limita a oferecer uma cópia digital do formato impresso, que, por sinal, não é muito mais econômica do que a versão em papel.
O autor e editor Joaquim Aubert Puigarnau, conhecido como Kim, (Prêmio Nacional da História em Quadrinhos em 2010) propõe que os preços sejam adaptados em relação à edição digital ou que sejam criadas tarifas fixas para os usuários acessar o conteúdo exclusivo das editoras.
Aliás, algumas editoras já se lançaram na conquista deste novo mercado, como a Panini, Hachette e Inzeo. Esta última oferece aos leitores a possibilidade de ler até 15 obras ao mês em "streaming", custando 15 euros.
"O que não faz sentido é que as pessoas fiquem multimilionária, como os da Megaupload, e você deixa isso passar para vender histórias em quadrinhos dois euros abaixo do preço da edição de papel", assinala Kim.
Segundo um recente estudo publicado pelo observatório francês Le Motif, a história em quadrinhos é "a categoria editorial mais pirateada na internet", com uma oferta global de entre 35 mil e 40 mil títulos na rede, sendo que 8 mil e 10 mil volumes são de fácil acesso.
O relatório também mostra que existem "equipes" de piratas que publicam na rede "pacotes" inteiros com a coleção completa de Asterix ou de Tintim, por exemplo.
Embora não seja alarmante, trata-se de uma preocupação crescente no setor e, por isso, o Festival de Angulema apresenta dois debates específicos neste tema.
Segundo um estudo do instituto de marketing Ipsos, em 2011 foi vendido aproximadamente 33 milhões de quadrinhos na França, dos 4.663 títulos que foram publicados. Este número representa um novo recorde, já que o índice espanhol, registrado em 2008, apresentava a publicação de 3.115 volumes.
O Agrupamento de Livrarias Especializadas em História em quadrinhos da França se mostra sensível ao problema e entendem que a "fraqueza do mercado" se deve a "a ausência de uma oferta editorial verdadeiramente atrativa e adaptada".
"O futuro está aí, nos tablets. Poderia até dizer que eles foram fabricados para nós. Mas, a solução é buscar algo mais que uma simples mudança, como a criação de desenhos mais interativos", acrescenta Kim, que destaca o trabalho de Jorge González em "Dear Patagonia", um quadrinho que conta com uma versão para tablets com informações extras e músicas.
É uma proposta que segue a mesma linha de Art Spiegelman, uma das referências do mundo da história em quadrinhos e autor do romance gráfico sobre o Holocausto ("Maus"), que resultou no prêmio Pulitzer em 1992.
Em seu novo livro "MetaMaus", onde analisa o processo criativo de sua obra, o americano e presidente do júri de Angulema inclui uma versão digital e interativa de "Maus" para tablets, a qual inclui entrevistas, cadernos especiais e outros elementos pelo mesmo preço da edição física.
"Evidentemente o futuro da história em quadrinhos passa pelo digital e não podemos ser contra a tecnologia e essa nova realidade", define Pons.

Oferta pública do Facebook testa suposição de crescimento fácil

No momento em que o Facebook dispara na direção de uma das maiores ofertas públicas iniciais de ações na história dos Estados Unidos, a lua de mel entre a companhia e os investidores pode já ter acabado.

O projeto iniciado por Mark Zuckerberg, 27, quando ele ainda era aluno da Universidade Harvard pode se tornar uma das companhias de internet com maior valor de mercado quando começar a vender ações ao público. A expectativa é de que o valor de mercado da companhia possa atingir os US$ 100 bilhões.
Mas os dias relativamente tranquilos de crescimento vertiginoso no número de usuários podem ser coisa do passado no Facebook, dizem analistas, já que agora a companhia está iniciando a difícil tarefa de cumprir as elevadas expectativas de Wall Street, e operará sob intenso escrutínio público.
O prospecto do Facebook para sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), encaminhado às autoridades regulatórias dos EUA na quarta-feira, revela um negócio lucrativo e de rápido crescimento, que tem por base a receita publicitária e de transações online.
Mas os US$ 3,7 bilhões em faturamento que o grupo obteve no ano passado ficam perto do extremo mais baixo das expectativas dos analistas e ressaltam a imensa distância que separa suas operações concretas atuais e as esperanças mais otimistas de muitos investidores quanto aos seus resultados.
"Dada a avaliação que as pessoas associam ao nome Facebook, é provável que elas venham a pagar um terço a mais do que deveriam simplesmente por causa do otimismo relacionado ao nome", disse Michael Yoshikami, presidente-executivo da YCMNET Advisors, uma empresa de gestão de patrimônio da Califórnia.
"Os números só justificam uma avaliação de US$ 50 bilhões", ele disse, em referência à capitalização de mercado do Facebook.
O ritmo de crescimento do faturamento do Facebook --que foi de cerca de 88% em 2011-- justificaria uma avaliação de US$ 65 bilhões, apontou Yoshikami, o que fica bem abaixo das avaliações entre os US$ 75 bilhões e os US$ 100 bilhões que a empresa estaria buscando, de acordo com fontes.
O explosivo crescimento do Facebook veio de usuários que entraram na rede pela primeira vez em grupo, e que depois recomendaram que mais pessoas participassem da rede social, que agora tem 845 milhões de membros em mais de 70 línguas.
Mas com sinais de que a entrada de novos usuários está desacelerando, analistas dizem que o Facebook precisa fazer com que usuários existentes gastem mais tempo no site, e que anunciantes gastem mais dinheiro. Nos últimos três meses de 2011, o total mensal de usuários ativos do site cresceu 5,6%, ante 10,5% no mesmo período de 2010.
O Facebook também sabe que precisa diversificar seus canais de receita. O site tem um bem-sucedido ramo de jogos online que abocanha 30% da receita das vendas de bens virtuais em jogos como o Farmville, da Zynga.
Mesmo assim, a companhia quer encorajar usuários a consumirem serviços de mídia, competindo contra Apple e Google. Assim, a rede social recelou uma série de novos recursos e capacidades, como bate-papo por vídeo e aplicativos móveis, o que parece ter efeito na retenção de usuários.
Mas ainda é preciso ver os novos planos da empresa e seus resultados.
"Para que investidores paguem o preço deste negócio, eles vão ter que ser extremamente confiantes de que o Facebook será capaz de desenvolver novos canais de receita significantes", disse Ryan Jacob, da Jacob Funds.
"As oportunidades para eles são quase infindáveis se eles entregarem isso", acrescentou.

Folha lança aplicativo exclusivo para a Campus Party

A Folha.com lança nesta quinta-feira (2) um aplicativo exclusivo para acompanhar a Campus Party 2012, que acontece de segunda a domingo no Parque Anhembi, em São Paulo.
O app da Folha na Campus Party trará toda a cobertura do evento, com reportagens, entrevistas e galerias de fotos da quinta edição da feira de tecnologia.
O aplicativo também trará a agenda completa da Campus Party, com recurso interativo: o usuário poderá clicar nos debates e nas palestras que quer acompanhar e, assim, montar uma agenda personalizada, dividida por dia e horário.
O leitor também poderá acompanhar as principais notícias do "Tec", o caderno de tecnologia da Folha, por meio do perfil da editoria no Twitter, cujos tuítes aparecerão na página inicial do aplicativo.
Desenvolvido na nova tecnologia HTML5, o aplicativo é projetado para tablets com telas de cerca de dez polegadas, como o iPad, da Apple, e o Galaxy Tab 10.1, da Samsung.
Para acessá-lo, basta entrar em http://folha.com/cpbr5.
A Folha é um dos patrocinadores da Campus Party 2012.

Aprenda a transformar seu smartphone em um roteador

Há duas semanas, publiquei no caderno "Tec" um roteiro para quem deseja usar o telefone celular como um roteador e, por meio dele, conectar um notebook ou um tablet à internet.
Em resposta àquela coluna, vários leitores escreveram pedindo orientações específicas sobre como fazer essa adaptação em seus modelos.
Atendendo aos pedidos, o "Atalho" traz, no infográfico abaixo, um passo a passo para fazer a operação em aparelhos de cinco fabricantes: Apple, HTC, Motorola, Nokia e Samsung.



Para transformar o celular em um roteador, é recomendável ter um smartphone com plano de dados 3G.
Tablets e notebooks que possuem conexão Wi-Fi permitem acessar a internet por meio de um roteador caseiro ou de um hotspot público.
Quem precisa estar conectado à internet a qualquer momento normalmente opta por um tablet já com o recurso 3G, mais caro, ou compra um minimodem 3G de uma operadora e o espeta numa entrada do notebook.
O uso do smartphone com plano de dados como roteador permite evitar essas despesas extras.
Mas, antes de adotar o celular como roteador, verifique com sua operadora a configuração de seu plano de dados 3G. Assim, você não terá uma surpresa quando receber a conta mensal.
Se seu plano for ilimitado, não há problemas. Você pode navegar na web no notebook ou no tablet, via smartphone, sem riscos.
Nas operadoras de São Paulo, os planos que têm limite mensal de uso variam de 10 Mbytes a 2 Gbytes e custam de R$ 9,90 a R$ 99,90.
Para os usuários que ultrapassam o limite, as operadoras adotam duas políticas: ou cobram do usuário por Mbyte excedido ou reduzem a velocidade da conexão.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Facebook oficializa oferta para Bolsa e espera levantar US$ 5 bi

O Facebook pretende levantar cerca de US$ 5 bilhões com a abertura de seu capital na Bolsa de Nova York.
A empresa apresentou nesta quarta-feira o registro oficial da oferta às autoridades norte-americanas. A operação avalia a companhia em cerca de US$ 75 bilhões.
Analistas estimam que a oferta inicial de ações possa alcançar até US$ 10 bilhões, o que elevaria para algo perto de US$ 100 bilhões o valor de mercado da companhia.
A oferta pública de ações é a mais aguardada desde a do Google, em 2004. Na época, o gigante da internet levantou US$ 1,9 bilhão, atingindo US$ 23 bilhões em valor de mercado.
O banco que comandará a estreia do Facebook no mercado será o Morgan Stanley.
Os subscritores da operação serão os bancos Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Goldman Sachs, Bank of American-Merrill Lynch, Barclays Capital e Allen & Company.
Os números apresentados no registro sugerem um rápido crescimento da rede social. O total de usuários ativos saltou de 197 milhões em março de 2009 para 845 milhões em dezembro do ano passado.
A receita cresceu 88% só no último ano, para US$ 3,7 bilhões. Já o lucro passou de US$ 607 milhões em 2010 para US$ 1 bilhão no ano passado.
O nível de interação dos usuários na rede social pode ser medido pelo número de comentários e cliques no botão "curtir", que somados chegaram a quase 3 bilhões por dia. São cerca de 250 milhões de fotos postadas por dia.
Dados dos usuários coletados a partir dessas interações são uma das razões que justificam as altas cifras envolvidas na oferta. A companhia pretende usar essas informações para vender anúncios direcionados, com base em costumes e preferências de clientes potenciais.
Em carta enviada aos potenciais acionistas, entretanto, o chefe-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que prefere continuar a desenvolver melhores serviços do que trabalhar para aumentar as receitas.
"Nós não construímos serviços para ganhar dinheiro, nós fazemos dinheiro para construir melhores serviços."

Saiba como criar uma revista on-line multimídia

Se você quer compartilhar informações com outras pessoas de uma maneira mais estruturada e atraente considere o uso do site TheMeefy. Por meio dele é possível criar uma revista on-line com conteúdo formado por informações que estão em outras páginas da web ou com conteúdo próprio.
Para usar o serviço é necessário se cadastrar gratuitamente.
O site permite adicionar fotos e textos pessoais ao conteúdo da revista. Mas permite também adicionar o conteúdo já disponível na web de forma a tornar o conteúdo mais profundo ou amplo. Da mesma forma, conteúdo de redes sociais como twitter e facebook podem se trazidos para a revista.
Depois de se conectar ao site crie um novo tema, ou seja uma nova revista. Informe o nome e uma descrição da revista.
A partir desse instante você pode pesquisar e adicionar conteúdo da web à revista. O site se encarrega de fazer a menção da fonte da informação e cria um índice no final da revista com todas as referências.
Na parte esquerda da janela se encontram pequenos ícones das principais redes sociais. Selecione um deles e digite as palavras que deseja pesquistar. Na lista que for exibida, selecione um link para ver o conteúdo no centro da página.
Programa themefy, que ajuda você criar sua própria revista on-line
Se o assunto interessar clique em "Add to Book".
Para ver a aparência da página da revista clique no ícone do olho na parte direita da tela.
Para alterar o conteúdo de uma página você deve clicar no item Edit & Customize. Voce poderá alterar a ordem das páginas clicando no item Reorder.
Ao final da montagem você deve clicar no item 3, "Themeefy", para fazer a publicação. Na página que se abre é possível compartilhar a publicação nas redes sociais, obter um código html para embutir num blog ou o link final da revista para ser enviado por e-mail.
No site você poderá ver diversas revistas feitas com os recursos oferecidos.

Conheça os finalistas do "Oscar" dos brinquedos, na Alemanha

Uma patinete que cresce com o seu dono; uma miniatura de carrinho que acende os faróis e desliza sobre a tela do iPad; uma charmosa casinha de bonecas com mil e um acessórios e um jogo de tabuleiro que mistura estratégia e geometria.
São esses os finalistas do ToyAward 2012, o mais importante prêmio da indústria mundial de brinquedos, anunciados nesta terça (31/1) na abertura da Spielwarenmesse --Feira Internacional de Brinquedos de Nuremberg, na Alemanha.
Menino brinca com Appmates, um dos finalistas do ToyAward
O vencedor será eleito no dia 6. Será escolhido pelos 80 mil visitantes de mais de cem países que passeiam pela feira.
São 2.776 estandes espalhados por 160 mil metros quadrados --o equivalente a 22 campos de futebol!. Ao longo do evento, serão exibidos um milhão de produtos.
Na categoria bebê/infantil, o indicado a Brinquedo do Ano é a patinete Minimicro, para crianças a partir de um ano, fabricado pela suíça Micro Mobility Systems.
Na Pré-Escolar, o Appmates, produzido pela alemã Spin Masters International. Na Escolar, a Friends Traumhaus, da dinamarquesa Lego.
Por fim, na categoria Teen/Família, está na disputa o jogo Talat, da alemã Huch!.
Patinete Minimicro, que cresce com o dono

'Atuais métodos de ensino on-line deixam a desejar', diz pesquisador

Professor da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, o indiano Sugata Mitra ficou famoso pelo experimento conhecido como "buraco na parede". Funciona da seguinte maneira: um computador com acesso à internet é colocado em uma localidade pobre --no início, uma periferia da Índia. A partir daí, as crianças aprendem a mexer sozinhas no PC e a acessar a internet.
Os dois princípios que regem a experiência são a auto-organização, porque uma criança ensina à outra, e a tecnologia ajudando a educação. O pesquisador fala sobre os dois assuntos em palestra na Campus Party, na terça-feira (7), às 19h, no palco principal do evento.
O pesquisador indiano Sugata Mitra, que faz palestra na terça-feira (7), no palco principal da Campus Party 2012
Em entrevista por e-mail à Folha, Sugata Mitra diz que, apesar de acreditar que a tecnologia ajuda o processo educativo, as maneiras como ela é utilizada atualmente são falhas. "Os atuais métodos de ensino on-line deixam a desejar", exemplifica.
Para o indiano, o processo de aprendizado não é neutro --de mão única, do professor ao aluno--, e prova disso é a negociação entre crianças e pais. Além disso, a auto-organização, diz Mitra, também é uma forma de negociação entre pares.
"De alguns pontos de vista, a comunidade de software livre e a Wikipedia são exemplos de auto-organização", diz. Mesmo assim, o pesquisador ressalva que a auto-organização física tem aspectos únicos, principalmente entre crianças.
Apesar de ser um defensor da educação on-line, Sugata Mitra acredita que a ida de estudantes de países menos desenvolvidos, como Brasil, China e Índia, a universidades europeias e americanas não é um problema. "Estudantes devem estar onde podem produzir melhor", diz. "A humanidade é maior que países."

Operadoras tentam atrelar venda de chip micro-SIM a planos pós-pagos

Comprar um chip para celular do tipo micro-SIM em planos pré-pagos é tarefa árdua. Em São Paulo, lojas das principais operadoras tentam forçar o cliente a assinar um plano pós-pago na hora de comprar o chip, que é menor e funciona com smartphones mais novos, como o iPhone 4S e o Lumia 800.

A prática vai contra as regras da Anatel, que diz que as operadoras não podem fazer discriminação na oferta de seus planos de serviço.
Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon-SP, diz que vincular o micro-SIM aos serviços pós-pagos pode ser considerado prática abusiva -lojas ou operadoras podem ser multadas.
Chip comum recortado para caber em entrada de micro-SIM; operadoras tentam atrelar venda a planos pós-pagos
"Os clientes interessados devem exigir a venda do micro-SIM em planos pré-pagos. Se isso não ocorrer, devem procurar o Procon", diz ela.
Nas dez lojas da Oi contatadas não foi possível comprar o micro-SIM em planos pré-pagos. Vendedores só o ofertavam em pós-pago.
O problema se repetiu com a TIM. De dez lojas procuradas, só uma vendia o chip em pré-pago, mas desde que o cliente levasse R$ 17 em crédito, além dos R$ 10 do chip.
Na Claro, o chip podia ser comprado em pré-pago em duas lojas (de seis ouvidas), mas a venda também era ligada à compra de crédito.
Essa prática, segundo a diretora do Procon, pode ser vista como venda casada, o que é irregular.
A Vivo foi a única operadora que não dificultou a venda do micro-SIM em pré-pago.
Em nota, a Oi disse que não vende o micro-SIM no pré-pago por avaliar que não há demanda de mercado.
A TIM afirmou que comercializa o micro-SIM em suas lojas e que não faz distinção entre clientes de pré e de pós-pago. Prometeu apurar os relatos da Folha e tomar "medidas cabíveis" se as irregularidades forem confirmadas.
A Claro também disse que vende o micro-SIM pré-pago em suas lojas e que não é obrigatório comprar crédito extra ao adquirir o chip. Segundo a operadora, o vendedor apenas orienta o cliente a fazer a recarga para sair da loja já acessando seus serviços.

Tecnologia e humor podem salvar o mundo, diz fundadora do festival ROFLCon

Tecnologia e humor podem salvar o mundo? A chinesa radicada nos Estados Unidos Christina Xu, 23, acha que sim e fará uma palestra na Campus Party tendo a pergunta como tema principal.
"A tecnologia é menos importante para salvar o mundo do que as pessoas pensam", diz ela. "E o humor é mais importante para salvar o mundo do que imaginam."
Nascida em Fuzhou, cidade com 7 milhões de habitantes --"pequena para padrões chineses"--, Christina mora nos EUA desde criança. Em 2005, foi a Harvard estudar história da ciência.
Christina Xu, da ROFLCon, conferência sobre cultura de internet, estará na Campus Party em São Paulo
Lá, pesquisou como as tecnologias da comunicação se desenvolveram e foram apropriadas pelas pessoas.
"Humor é muito importante para camuflar mensagens", diz, citando a censura em seu país natal. "Tecnologia é como um sabre de luz: uma ferramenta usada pelos dois lados da força."
Christina é uma das fundadoras da ROFLCon, conferência sobre cultura de internet que acontece no MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A sigla ROFL significa, em inglês, "rolando no chão de rir".
"É a versão americana do YouPix", define ela, citando o evento brasileiro que discute fenômenos on-line.
A parte mais interessante da ROFLCon, diz, é conhecer as pessoas que criaram piadas famosas na internet. "Porque você pode ter visto o vídeo cem vezes e não saber quem é o criador dele."
Na última edição, em 2010, cerca de mil pessoas compareceram. O terceiro encontro está marcado para maio e deve reunir, entre outros, o verdadeiro "Scumbag Steve" e o criador do "Nyan Cat" --ambas piadas nascidas on-line.
MUNDO MENOS RUIM
Com piadas ao redor, Christina as incorporou no dia a dia. Em sua assinatura de e-mail, por exemplo, há um link para fotos de "bichos fofos". "Deixo lá porque, quando você trabalha para fazer do mundo um lugar melhor, como amigos meus, pode ficar um pouco deprimido."
Recém-saída da faculdade, ela começou a trabalhar na BreadPig, uma organização sem fins lucrativos que pretende tornar o mundo um lugar "menos ruim".
No site, são vendidos produtos engraçadinhos com temas de cultura on-line --de biscoitos a livros. O lucro é repassado a instituições filantrópicas. "Nós nos focamos em entidades eficientes, transparentes e que tenham apelo junto aos geeks."
Criada por Alexis Ohanian, cofundador do Reddit, a BreadPig diz ter arrecadado pouco mais de US$ 190 mil em três anos de existência.
Com ingressos esgotados para o acampamento, a Campus Party acontece de 6 a 12 de fevereiro no Anhembi Parque, em São Paulo, e tem entrada grátis para a área de exposição. Trechos dos debates e palestras serão transmitidos ao vivo pelo site oficial.
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HUMOR NA CAMPUS PARTY
7/2, às 11h: Papo de arroba com @nairbello
Entrevista com os criadores do canal do YouTube "Desce a Letra" e do site de notícias falsas O Bairrista
7/2, às 20h: Stand-up Twitter
Criadores dos sites Kibe Loco e Jacaré Banguela discutem como o Twitter se tornou fonte de novos comediantes para outras mídias
8/2, às 11h15: O fim da blogosfera moleque?
Comunicadores debatem sobre as mudanças pelas quais a blogosfera brasileira passou nos últimos anos
8/2, às 14h15: Desafio aceito: como espalhar um hoax na internet?
Criadores dos sites de humor Bobagento, Edu Testosterona, Não Salvo e Sensacionalista explicam como criar e espalhar notícias falsas
9/2, às 14h15: Como se preparar pra uma invasão zumbi
Fundadores do site de humor Jovem Nerd explicam de maneira bem-humorada como sobreviver a um apocalipse zumbi
10/2, às 14h15: Tecnologia e humor podem salvar o mundo?
Christina Xu conta, a partir da experiência da ROFLCon, como e por que a tecnologia e o humor podem salvar o mundo