terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nintendo perde espaço para tablets e smartphones


Pela primeira vez na história, a Nintendo deve fechar um ano fiscal no vermelho. E uma das causas para o prejuízo pode ser o crescimento do Android e do iOS no gosto dos jogadores de videogame.
A projeção foi feita pela própria empresa japonesa, no fim de outubro. Na ocasião, a Nintendo anunciou os resultados de seu primeiro semestre fiscal com prejuízo líquido de US$ 925,4 milhões.
Para o segundo semestre fiscal, que termina em março, a expectativa de perda é de US$ 264 milhões. Total do rombo: US$ 1,19 bilhão.
Satoru Iwata, presidente da Nintendo, apresenta o controle do Wii U durante a feira E3, em Los Angeles
Foram apontadas duas causas para o primeiro ano vermelho em 30 anos da criadora de Mario Bros. Uma é a apreciação do yen diante do dólar, que neste ano atingiu níveis históricos, o que forçou o governo japonês a intervir na economia do país no começo de novembro para salvar as suas exportações.
O outro fator foram as fracas vendas de consoles e seus títulos. O Nintendo 3DS, grande aposta da empresa para 2011, teve uma recepção fria em seu lançamento, em fevereiro. Foi considerado caro demais pelos jogadores, o que forçou a companhia a cortar preços globalmente.
Em julho, por exemplo, a empresa derrubou os preços do 3DS nos EUA de US$ 249,99 para US$ 169,99, o que ajudou a levantar as vendas. No semestre fiscal, foram 3,07 milhões de unidades vendidas do 3DS no mundo.
Na última quinta, a Nintendo anunciou que os primeiros oito meses de venda do 3DS nos EUA já superaram o primeiro ano de vendas do DS original no país, que foi de 2,37 milhões de unidades. Mas o estrago já estava feito.
ANDROID E IOS
Enquanto a Nintendo patinava, smartphones e tablets com Android e iOS avançavam no mercado de consoles portáteis. Segundo a consultoria Flurry, os sistemas operacionais de Google e Apple devem ficar juntos com 58% da receita do mercado móvel de games nos EUA. A Nintendo, com a linha DS, deve ter 36%, e a Sony, 6%.
Em 2009, Android e iOS dividiam 19% desse mercado, enquanto a Nintendo engolia 70% dele. Naquele ano, nem iPad ou smartphones potentes com Android haviam sido lançados. E o iPhone 3GS só chegou às lojas em junho.
O crescimento da presença de Android e iOS no mercado móvel, portanto, acompanhou as melhorias e lançamentos de aparelhos com os sistemas operacionais.
Nos rankings da App Store da Apple, a presença de jogos entre os aplicativos mais populares é grande. E uma pesquisa da GfK publicada em outubro mostrou que donos de tablets tendem a jogar menos em consoles e mais em suas pranchetas digitais.
Dos entrevistados, 59% disseram que não jogam mais em consoles com a mesma frequência de antes.
Um sinal de que a Nintendo está incomodada com o que vem do mundo móvel é o Wii U, console da empresa que deve chegar às lojas no segundo semestre de 2012.
O joystick tem jeitão de tablet, e sua conexão à TV lembra a do iPad via AirPlay. A empresa nega a inspiração.

FIRMES E FORTES
De San Francisco, nos EUA, Bill Van Zyll, gerente-geral para América Latina da Nintendo of America, conversou com a Folha por telefone. O ano ruim da empresa e a ameaça do mundo móvel foram os principais pontos da entrevista.
*
Folha - A Nintendo teve um ano ruim e houve um avanço do Android e do iOS. Como a companhia planeja reconquistar o território?
Bill Van Zyll - Continuamos focados em levar ótimas experiências aos consumidores. Para os portáteis, vemos um momento de grandes oportunidades. Nossas pesquisas internas demonstram que eles não estão sendo muito afetados pelos smartphones.
Mas pesquisas mostram que a Nintendo perdeu receita no mercado móvel de games...
Nossos portáteis continuam fortes. Os primeiros oito meses de vendas do 3DS superaram o primeiro ano de vendas do DS original. E nem chegamos às compras de Natal, responsáveis por grande parte das vendas.
Ainda assim, a Nintendo não esperava um começo melhor para o 3DS?
Sim, você está correto. Há algumas razões para isso. Só agora estamos vendo títulos fortes, como Super Mario 3D, chegarem ao mercado. O outro problema foi o preço. Era muito alto. Tivemos que reduzir. Vemos agora as vendas se ajustando.
A Nintendo planeja fabricar smartphones e tablets?
Não. Somos muito focados no que fazemos. Nossa força está em games.
O joystick do Wii U parece um tablet. Foi coincidência?
Houve uma convergência. Às vezes, nossos designers têm ideias de produtos, mas a tecnologia não está pronta para isso. Novas tecnologias criam oportunidades. O novo joystick não foi guiado pelos tablets.
A Nintendo sempre disse que nunca licenciaria personagens e marcas para outras plataformas de outras empresas. Isso pode mudar?
Não existem planos para isso. A Nintendo tem marcas muito fortes e é bem protetora. Temos muita preocupação com a qualidade de como outros aparelhos usariam esses personagens.
Mas a Nintendo é completamente rígida? Nunca?
É perigoso dizer a palavra "nunca", porque ela é tão absoluta [risos]... Mas, conhecendo a Nintendo, diria que isso é bem pouco provável.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Uso excessivo de aparelhos tecnológicos leva a lesões


Usuários de telefones inteligentes e tablets começam a sofrer no corpo os efeitos do uso excessivo de aparelhos de alta tecnologia. Eles se manifestam em lesões relacionadas a longos períodos de exposição a telas pequenas e à digitação em teclados minúsculos, alertam especialistas em saúde.
Segundo os médicos, estas lesões estão se tornando mais comuns à medida que os aparelhos tecnológicos vão se popularizando.
No Reino Unido, cada vez mais pessoas usam seus telefones inteligentes --na verdade, minúsculos computadores pessoais que cabem no bolso-- para acessar a internet ao invés de fazer telefonemas.
De acordo com uma pesquisa recente YouGov, 44% dos britânicos usam seus celulares para atividades diferentes de telefonar entre 30 minutos e duas horas por dia. A pesquisa foi realizada em setembro com 2.034 adultos.
"Eu tenho um paciente que desenvolveu inflamação nos tendões de seu polegar por usar seu 'smartphone' e ficou impossibilitado de usar a mão durante semanas por causa da dor", disse Tim Hutchful, da Associação Britânica de Quiropráticos.
PEQUENOS DEMAIS
Sammy Margo, da Sociedade de Fisioterapia, explicou que os corpos das pessoas "não são projetados para ser usados desta forma".
"Os telefones são pequenos demais e têm teclados pequenos demais", acrescentou, observando que a dor nos membros superiores forçou um de seus pacientes a parar de enviar mensagens de textos e passar a utilizar um programa de reconhecimento de voz.
Além de lesões na mão, especialistas mencionam problemas entre usuários de celulares inteligentes e tablets devido à quantidade de tempo gasto com a cabeça inclinada sobre telas minúsculas.
"O peso médio da cabeça humana varia entre 4,5 kg e 5,5 kg", afirmou Hutchful.
Em uma postura ideal, na qual é possível desenhar uma linha vertical das orelhas até os ombros, quadris, joelhos e tornozelos, "o peso é distribuído de forma eficiente", explicou.
Mas se a cabeça permanece constantemente inclinada à frente para ver a tela, esta postura incomum faz a cabeça parecer cinco vezes mais pesada, aumentando a pressão em todo o corpo, afirmou.
Uma nova condição denominada "text neck" (algo como pescoço de texto, em alusão à dor provocada pela má postura ocasionada pela inclinação do pescoço por tempo prolongado) é a última manifestação de ler (lesão por esforço repetitivo), que afeta um em cada 50 trabalhadores no Reino Unido.
LER é o nome dado ao grupo de lesões que afetam músculos, tendões e nervos, sobretudo do pescoço e nos membros superiores. É particularmente prevalente entre trabalhadores que passam longos períodos usando computadores e mouses.
Embora seja tratável, especialistas alertam que é essencial não ignorar os sinais precoces de manifestação da doença.
Na França, a LER é a principal causa de afastamento do trabalho.
Emmanuelle Rivoal, fisioterapeuta e osteopata radicado em Paris, contou ter visto um aumento no número de pacientes paralisados de dor "porque passam mais de cinco horas por dia em frente a uma tela".
Reforçando que não quer "demonizar os 'smartphones'", Hutchful deu algumas dicas para que os aficionados por tecnologia evitem lesões, como manter o uso de celulares inteligentes abaixo de 40 minutos.
"Reduza seu uso ao mínimo, faça pausas regulares e analise formas diferentes de interação", como programas de reconhecimento de voz para enviar mensagens de texto, afirmou.
No Reino Unido, Margo destacou que o grupo em maior risco são as crianças e os adolescentes, que são usuários pesados dos últimos computadores e telefones.
"Conheço famílias nas quais as pessoas se comunicam umas com as outras por mensagens de texto", disse. "Precisamos por um limite nisso", acrescentou.

Facebook contrata equipe da Gowalla, mas não compra tecnologia


O Facebook contratou os cofundadores da Gowalla, uma das empresas pioneiras no desenvolvimento do conceito de "check-in" em locais do mundo real com telefones celulares.
O Facebook, que possui seus próprios recursos de localização embutidos na rede social, não vai adquirir a tecnologia da empresa. E o serviço da Gowalla será desativado no fim de janeiro.
"Ao conversar com a equipe da Gowalla, percebemos que compartilhamos muitas metas: desenvolver ótimos produtos que atingem milhões de pessoas, gerando um grande impacto rapidamente e criando novas formas de as pessoas se conectarem e compartilharem o que acontece em suas vidas", disse o Facebook em comunicado nesta segunda-feira.
"Embora o Facebook não esteja adquirindo o serviço da Gowalla ou sua tecnologia, estamos certos de que a inspiração por trás da Gowalla chegará ao Facebook com o tempo", disse a companhia.
O porta-voz da popular rede social se recusou a especificar em qual produto ou serviço a equipe da Gowalla irá trabalhar no Facebook, além de afirmar que a equipe se juntará às equipes de design e engenharia da empresa.
O Gowalla foi lançado na mesma semana de 2009 que o Foursquare, start-up rival de serviços de localização. Mas o Foursquare obteve maior crescimento de usuários que o Gowalla, que nunca conseguiu alcançá-lo.

TIM faz parceria com Sky para oferecer telefone, internet e TV


A TIM decidiu não ingressar no mercado de TV por assinatura e firmar parceria comercial com a Sky a fim de suprir tal carência e pode oferecer pacotes que juntem os serviços de voz, dados e TV.
Segundo Rogério Takayanay, presidente da subsidiária TIM Fiber, os exemplos, ao redor do mundo, de operadoras de telefonia que entraram em TV por assinatura não são positivas por conta da "falta de experiência" no segmento.
"Quase todas tiveram problemas", disse.
Para o executivo, a Sky, que não oferece serviços de voz e dados, é a parceira "ideal". A perspectiva é oferecer os pacotes integrados no primeiro semestre de 2012.
"Trata-se inicialmente de uma parceria comercial que pode avançar."
Segundo Takayanagy, a TIM definiu como foco os serviços de voz e dados e não estuda o mercado de TV por assinatura.
EXPANSÃO
Adquirida pela TIM no final de outubro, a antiga AES Atimus será a base de expansão da operadora no Rio e em São Paulo e a porta de acesso aos mercados corporativo e residencial de transmissão de dados e acesso à internet em banda larga por meio de fibra óptica.
Até agora, a atuação da companhia estava focada no acesso via wi-fi, compatível com a sua rede móvel. Com esse novo filão, a companhia espera faturar R$ 1 bilhão até 2016.
A nova subsidiária vai agregar R$ 2,5 bilhões ao valor de mercado atual da TIM Brasil, cotado em cerca de R$ 2,5 bilhões.
A TIM pagou à AES R$ 1,5 bilhão pelo controle da Atimus, que nasceu com a criação de uma rede de fibra óptica lançada por sobre a rede de energia da Eletropaulo e da Light, ex-controlada da empresa norte-americana de energia.
A TIM Fiber terá atuação em 21 cidades das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo, com uma rede de fibra óptica de 5,5 mil km.
Segundo Luca Luciani, presidente da TIM, a empresa negocia com outras operadoras trocas de trechos de rede de fibra para ampliar a rede da companhia no país, sem custo de ampliação de infraestrutura ou aquisições.
Tal estratégia já permitiu à companhia aumentar a rede da subsidiária Intelig de 15 mil km para 25 mil km.
A previsão é intensificar essas trocas e construir novos trechos de rede a fim de atingir 40 mil km. Uma nova linha ligará Belém a Manaus.

Skype pode expor origem do usuário, indica estudo


Você se lembra da época em que moleques ligavam para sua casa e rapidamente batiam o telefone na sua cara?
No Skype, o popular serviço de telefonia via internet, um trote pode ser bem mais que irritante. Um usuário logado ao Skype pode ter sua localização rastreada pelo engraçadinho que passa o trote --ou por um espião ou ladrão.
Em certas circunstâncias também é possível descobrir o que os usuários fazem on-line e até o que andam baixando na rede.
Tudo isso segundo uma experiência comandada recentemente por Keith Ross, professor de ciência da computação no Instituto Politécnico da Universidade Nova York, no Brooklyn.
O professor Ross, com a colaboração de pesquisadores do instituto francês de computação Inria, acompanhou 10 mil usuários do Skype selecionados aleatoriamente, ao longo de 16 dias.
CHAMADA DISCRETA
Se o aplicativo Skype do usuário estivesse ativo, os pesquisadores americanos e franceses faziam um telefonema discreto a ele e, durante a chamada, extraíam o endereço IP do assinante.
A cada hora da experiência, os pesquisadores registraram um endereço IP para cada um dos usuários.
Os endereços podiam ser utilizados para determinar a localização geográfica dos assinantes -em certos casos, com precisão da ordem de poucos quarteirões.
Os pesquisadores em seguida reduziram essa imensa amostra e selecionaram alguns poucos usuários a quem solicitaram autorização para continuar a rastreá-los.
PEGADAS DIGITAIS
Em um dos exemplos, um usuário do Skype se conectou à rede do serviço em quatro momentos: primeiro, na Universidade Nova York; depois, durante uma visita a Chicago; em seguida, no retorno à universidade; e, por fim, na viagem de retorno à sua casa, na França.
As pessoas que adotam seus nomes ou variações próximas deles como identidade no Skype ficam muito mais visíveis. Os pesquisadores poderiam ter obtido muito mais informações sobre elas em diversas redes sociais.
"Se tivéssemos acompanhado a mobilidade dos amigos do usuário no Facebook, teríamos podido determinar quem o estava visitando e quando", afirmou o professor Keith Ross.
É SÓ SE CONECTAR
Não basta recusar ligações via Skype vindas de origem desconhecida. Em uma rede peer-to-peer, como a do Skype, o estabelecimento de uma conexão entre dois usuários basta para revelar um endereço IP.
Esse endereço pode ser usado para determinar, por exemplo, que grandes arquivos foram baixados para o aparelho em questão via BitTorrent, o serviço de compartilhamento de arquivos que costuma ser utilizado ilegalmente para a troca de filmes, séries de TV e músicas.
É uma exposição muito maior do que se imagina de conversas telefônicas.
'VAMOS MELHORAR'
Questionado sobre a pesquisa de Keith Ross, o Skype, propriedade da Microsoft, se declarou ciente da questão da exposição dos usuários.
"Prezamos a privacidade dos usuários e temos o compromisso de oferecer a máxima segurança possível em nossos produtos", disse Adrian Asher, vice-presidente de segurança de informações da companhia.
"Como é comum no caso de software de comunicação via internet, usuários do Sky-pe que estabeleçam conexões poderão descobrir o endereço IP das pessoas com quem conversam. Nossa pesquisa e desenvolvimento continuará a realizar avanços nessa área e melhoraremos nosso software continuamente."
O professor Ross sugere precauções aos usuários: "É melhor não manter o Skype ativo o tempo todo. Ligá-lo só na hora de fazer ou receber chamadas". Também é recomendável escolher nome de login diferente do nome real.

TIM prevê ter 1 mi de clientes de banda larga fixa até 2016


A TIM pretende adicionar 1 milhão de novos clientes residenciais até 2016 pela rede da TIM Fiber, que deve gerar R$ 1 bilhão em receitas nos próximos cinco anos, disseram executivos da operadora nesta segunda-feira.
Os novos serviços serão oferecidos a partir do segundo trimestre de 2012 inicialmente em alguns bairros do Rio de Janeiro e São Paulo, informou o presidente da unidade, Rogerio Takayanagi.
A TIM Fiber, ex-AES Atimus, que foi adquirida da AES Brasil em julho deste ano por R$ 1,6 bilhão, deve ter ganhos de sinergia de cerca de R$ 5 bilhões no longo prazo, a partir de 2014, de acordo com Takayanagi.
"Serão R$ 1,1 bilhão em redução de custos e de investimentos, R$ 800 milhões com a aceleração da Internet móvel, R$ 400 milhões serão adicionados à Intelig e R$ 2,5 bilhões à internet residencial", disse o executivo a jornalistas.
Segundo ele, a rede da TIM Fiber foi construída pela Light no Rio de Janeiro e pela AES em São Paulo e foi instalada nos postes de eletricidade. "Onde tem luz elétrica, tem fio da Fiber", afirmou.
Os novos serviços terão preços próximos da concorrência, mas, segundo Takayanagi, com o atrativo da velocidade. A intenção é vender planos de pelo menos 20 Mbits por segundo (Mbps).
Já o presidente da TIM, Luca Luciani, afirmou que a TIM Fiber deverá ter receitas de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos.
No lado da banda larga móvel, Luciani disse nesta segunda-feira que a empresa ainda não tem proposta definida para o para o leilão de frequências 4G.
"Até agora não temos propostas", disse. "Estamos conversando com o Ministério das Telecomunicações", afirmou.
Em 2011, a TIM deve investir cerca de R$ 2,9 bilhões no Brasil, dos quais sendo R$ 2,7 bilhões em rede.
Às 13h44, as ações da TIM exibiam alta de 3,14%, após terem subido mais de 4%, enquanto o Ibovespa mostrava ganho de 1,73%.
ROCINHA
Luciani lançou nesta segunda-feira projeto na favela da Rocinha, maior comunidade do Brasil, que proverá acesso rápido à Internet a clientes da TIM. A companhia também pretende instalar uma rede pública em toda a comunidade e para isso deverá utilizar a rede da TIM Fiber.
A TIM instalou antenas na Rocinha que funcionarão como ponto de acesso para conexão sem fio à internet (hotspots) e informou que planeja ampliar o serviço Wi-Fi a outras áreas onde há grande concentração populacional, como universidades e aeroportos.
O serviço deverá ser lançado na Rocinha ainda este ano e também será oferecido a clientes pré-pagos. Luciani não revelou os investimentos feitos no projeto, que segundo ele não são materiais para o tamanho da companhia. "O grande investimento foi a compra da Atimus, por R$ 1,6 bilhão", disse nesta segunda-feira a jornalistas.

Justiça dos EUA rejeita pedido da Apple contra Samsung Galaxy


A Apple não conseguiu convencer a justiça norte-americana de proibir a Samsung Electronics de vender celulares inteligentes e computadores tablets Galaxy nos Estados Unidos, o que tirou da fabricante do iPhone e do iPad uma vitória crucial na briga por patentes entre as duas companhias.
Modelo exibe Galaxy Tab 10.1 durante evento em Tóquio
Em decisão anunciada na noite de sexta-feira, a juíza Lucy Koh, de San José (Califórnia), recusou o pedido da Apple contra a Samsung.
As duas companhias travam uma batalha legal em dez países em nome do controle do mercado de smartphones e tablets.
Na sexta-feira, mais cedo, uma corte australiana tinha estendido por uma semana a proibição das vendas do mais novo tablet Galaxy no país.
A Apple processou a Samsung nos EUA em abril, afirmando que a linha Galaxy da companhia sul-coreana era uma cópia da linha de aparelhos iPhone e iPad, da empresa.

Além da imaginação


O Facebook armazena dez mil vezes mais fotografias do que a biblioteca do Congresso dos EUA, o maior acervo físico do mundo. O Flickr guarda cerca de 6,5 bilhões de fotos, e recebe quase dez mil novas contribuições por dia. Qualquer telefone celular vem com câmera. Máquinas portáteis e baratas já armazenam mais de 10 megapixels por imagem. Equipamentos semiprofissionais, custando pouco mais de mil dólares, fazem até vídeo de qualidade em alta definição. No iPhone, comunidades como o Instagram e aplicativos como o Hipstamatic embelezam praticamente qualquer foto, transformando qualquer assunto, registrado por qualquer pessoa, em uma visuais interessantes. Não há dúvida: a fotografia se democratizou além dos sonhos mais delirantes de Louis Daguerre, William Fox Talbot e George Eastman.
Há quem diga que ela, por esses mesmos motivos, tenha morrido. Agora que a alquimia do laboratório foi substituída pelo photoshop, que o fetiche da Hasselblad foi transferido para o Macintosh e que o glamour dos grandes estúdios e suas verbas astronômicas foi substituído por novos profissionais de talento e experiência variados, que enfrentam a concorrência feroz de autodidatas, diletantes e amadores.
Não há como negar que o comércio de imagens criativas esteja em crise, com orçamentos e prazos cada vez menores, e que o cenário não deva mudar tão cedo --se é que mudará. Como se a situação não fosse grave o suficiente para os profissionais da área, a Internet (sempre ela) contribui para acelerar o processo ao facilitar o acesso a programas de edição, cursos on-line e livros diversos.
A mesma rede que ajuda a identificar novos talentos ao conectar profissionais e estúdios remotos também questiona o trabalho de fotógrafos profissionais ao dar acesso a grandes bancos de imagens que vendem belos retratos a menos de cinquenta dólares. Isso, naturalmente, sem contar a gigantesca biblioteca de referência (e pirataria) que se tem a partir de uma busca no Google Imagens.
Por mais que não faltem críticas de puristas com relação à "nova" fotografia (muitas delas com razão, levado em conta o exagero indiscriminado de efeitos e retoques), o fato é que a transformação veio para ficar. Não é mais possível imaginar um futuro em que imagens voltem a ser caras, trabalhosas, químicas e restritas a um grupo limitado que tenha acesso a equipamentos sofisticados de captação e reprodução.
Apesar de todos os exageros cometidos, acredito que a transformação seja benéfica. A começar pelo fato de estimular a produção de imagens. A fotografia é uma importante introdução para a comunicação visual, cada vez mais relevante em ambientes repletos de imagens, ícones e símbolos. À medida que a informação presente na rede é amplificada e enriquecida, a alfabetização Visual tende a ser cada vez mais importante. Imagens, ao contrário de textos, são absorvidas instantaneamente, e podem facilitar a tomada de decisões rápidas.
Por falta de uma educação visual, a maioria das pessoas se vira com o que tem, e sai fazendo o equivalente visual do portunhol sempre que tira uma foto. Enquanto isso designers, ilustradores, fotógrafos, decoradores e publicitários em geral reclamam pelos cantos que seus clientes são incapazes de compreender o trabalho que fazem e curadores escrevem textos impenetráveis nas paredes e programas de museus e galerias, citando referências obscuras e se queixando da ignorância e desinteresse do povaréu.
Não é tão simples. Muitos dos críticos na verdade têm medo de se tornarem obsoletos, por isso pregam a velha ladainha e não fazem nada para evoluir ou popularizar a educação. Enquanto isso, videogames, câmeras e aplicativos gráficos estimulam a atenção de seus usuários para o registro e a identificação de parâmetros, bem como para prestar atenção a qualquer mudança ocorrida neles. Essa habilidade é cada vez mais útil para físicos, pilotos, estatísticos, políticos, desenvolvedores, profissionais de logística e analistas de segurança, profissões que, embora pareçam distantes das Artes, dependem cada vez mais da capacidade de reconhecimento de padrões.
A imagem "estilizada" por aplicativos como o Instagram é um tipo diferente de fotografia, que deve ser encarada como uma nova expressão. Da mesma forma que a popularização das câmeras promoveu o fim de muitas pinturas de retratos e estimulou o surgimento de gênios como Monet e Van Gogh, bons fotógrafos não devem se intimidar. Devem, sim, procurar novas linguagens que transcendam as câmeras e estúdios.
A exposição "Imaginário", do fotógrafo Rafael Costa na galeria Contraponto na Vila Madalena, é um bom exemplo do que se pode esperar da nova fotografia artística. Suas imagens, saturadas e disformes, parecem pinturas impressionistas. A técnica para produzi-las, no entanto, não tem nada de photoshop: elas são impressas no verso do papel fotográfico, o que faz a tinta borrar aleatoriamente até chegar ao ponto desejado, quando são fotografadas novamente. É uma técnica parecida com a de Andy Warhol, que desenhava em papéis porosos e entregava a imagem que ficava registrada no mata-borrão. O resultado, no entanto, é muito diferente do que se espera da Fotografia.
Uma das maiores contribuições da Internet para o desenvolvimento da Arte e da Ciência foi a de demolir as barreiras erguidas por privilegiados que tinham acesso a algum equipamento ou conhecimento para se defender daqueles que estavam do lado "de fora". Boa parte das conquistas das mídias sociais é um bom reflexo disso. Como dizia a minha avó, quem não tem competência, não se estabelece.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Bancos terão novo endereço eletrônico em janeiro


Correntistas que usam a internet para fazer transações financeiras serão orientados, a partir de janeiro, a usar um novo endereço eletrônico para acessar a página dos seus bancos em todo o país, informa reportagem de André Caramante publicada na Folha deste sábado.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Em vez do tradicional www.nomedobanco.com.br, os correntistas digitarãowww.nomedobanco.b.br, ou seja, o "com.br" deverá ser trocado pelo "b.br".
A alteração nos endereços dos sites dos bancos visa criar o que os técnicos em informática chamam de "nova camada de segurança" para proteger os sistemas de transações financeiras online e combater o phishing (furto de dados pessoais pela internet).
A criação do domínio com o "b" é uma iniciativa entre o CGI.br (Comitê Gestor da Internet), que regula a internet no país, e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
Para usar um eletrônico com o domínio "b.br", a instituição financeira terá de comprovar sua atividade junto ao CGI e junto ao NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR).
De acordo com levantamentos da Safernet, ONG que investiga crimes cibernético no Brasil, prejuízos causados por fraudes em páginas de instituições bancárias causam, todo ano, um prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão.

Game infantil Mais Divertido ganha aplicativo gratuito

Aplicativo do game Mais Divertido

A rede social Mais Divertido, famosa na internet, entrou para o mundo dos iPhones e iPads.
No novo aplicativo, o jogador participa de uma competição de corrida contra dois adversários. O game já pode ser baixado gratuitamente na AppStore (loja oficial da Apple).
Mais para frente, squash, beisebol e outros esportes também estarão disponíveis.
Na internet, o Mais Divertido permite que várias crianças se encontrem e joguem ao mesmo tempo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Google é autorizado a comprar empresa de anúncios online


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deu nesta sexta-feira a permissão para o Google comprar a empresa de anúncios online Admeld.
A divisão de antimonopólio do Departamento afirmou que após revisar o caso não considera que a operação "prejudicará substancialmente a concorrência na venda e publicação de anúncios online", embora tenha dito que vigiará para que o mesmo não venha a acontecer futuramente.
Desta forma, o Google, que anunciou a operação em junho, recebe assim sinal verde para adquirir por US$ 400 milhões a empresa Admeld, fundada em 2007, e um dos principais operadores de anúncios na internet.
As autoridades americanas determinaram que após a integração da Admeld à empresa, os anunciantes poderão recorrer a um amplo número de plataformas para a publicação de um anúncio na web.
A empresa, que gerencia o maior buscador da internet, conseguiria com esta compra diversificar os serviços que oferece a anunciantes e novos clientes.
Em comunicado em seu blog, o gigante tecnológico se mostrou satisfeito com a decisão do Departamento de Justiça e informou que concluirão a transação nos próximos dias para começar a melhorar os produtos e serviços oferecidos a seus clientes.
Segundo analistas, a publicidade na internet está superando em importância à convencional, enquanto serviços como Facebook, Yahoo! e Google competem para ganhar uma fração maior do mercado.
O Google já investiu na compra de um grande número de pequenas empresas dedicadas à internet e telefonia celular com a intenção de aumentar sua presença no emergente mercado dos conteúdos multimídia e banda larga móvel.
Atualmente, tem pendente a autorização para adquirir o fabricante de celulares Motorola, por US$ 12,5 bilhões.

Oi atenderá mais 100 cidades em plano de banda larga do governo


A Oi iniciou a oferta de internet rápida dentro do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) em mais 100 municípios, informou a companhia nesta sexta-feira.
Com a entrada nas novas localidades, a operadora agora oferece acesso à Internet pelo PNBL a 300 municípios em 24 Estados, segundo comunicado.
"No primeiro semestre de 2012, mais 900 municípios serão beneficiados e, até o fim de 2014, as ofertas estarão disponíveis em todos os 4.800 municípios da área de atuação da Oi", disse nota enviada à imprensa.
Em meados deste ano, o governo lançou oficialmente o PNBL, que será operado pela Telebrás e já conta com a participação de outras grandes operadoras de telefonia, Telefônica, TIM e Claro, seja por acordos com a estatal ou com o Ministério das Comunicações.
A meta do governo é levar o acesso à internet rápida a baixos custos em todo o Brasil até 2014, buscando preços por 1 mbps (megabit por segundo) entre R$ 29,90 (onde há isenção estadual de ICMS) e R$ 35.

YouTube muda para design 'mais limpo e simples'


O YouTube apresenta nesta sexta-feira um novo design "mais limpo e simples" para facilitar a busca e a inscrição em canais temáticos, além de intensificar seu caráter social e oferecer mais opções de personalização, informa a companhia em seu blog oficial.
A nova aparência da página principal agora tem um menu personalizado com os canais assinados pelo usuário, janelas que mostram os vídeos mais populares e também opções para compartilhar materiais nas redes sociais Google+ e Facebook.
O YouTube explica que os canais também foram redesenhados para deixar a busca de vídeos mais simples e precisa.
"Como muitas pessoas fazem uploads de conteúdos no site de forma diferente, criamos novos modelos de canais para responder às suas necessidades, tanto daqueles que postam um vídeo por semana quanto dos que têm que procurar entre milhares de vídeos", informa a empresa no blog.

Hackers invadem site da Prefeitura de Piracicaba (SP)


O site oficial da Prefeitura de Piracicaba (160 km de São Paulo) foi invadido por hackers na noite de quinta-feira (1). Mensagens irônicas e imagens pornográficas chegaram a ser postadas no setor de notícias.
O site foi retirado do ar, e a administração informou que ainda apura quem pode ter sido responsável. Até o final do dia, a prefeitura deve divulgar uma nota com medidas a serem tomadas para evitar que a situação se repita.
As mensagens foram assinadas como "Anonymous", nome de um grupo internacional de piratas da internet, que já assumiu a autoria de ataques a outros sites de governos e empresas.
Ao menos cinco notícias falsas foram postadas, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura. Uma delas fazia exigências para o setor de educação e outra continha críticas sobre o asfalto esburacado na região central da cidade.
No início deste ano, o site já havia sido invadido por um grupo francês. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, provavelmente são grupos diferentes, já que as mensagens da primeira invasão eram mais agressivas e menos específicas sobre situações da cidade.

Google negocia lançar serviço para competir com Amazon


O Google está considerando lançar um serviço para ajudar os consumidores a fazer compras on-line com entrega de um dia, na tentativa de frear a perda de tráfego de internautas para o site da Amazon, publicou o "Wall Street Journal".
O Google está negociando com grandes varejistas e companhias de logística, entre eles Macy's, Gap e OfficeMax, disse o jornal, citando fontes familiarizadas com o assunto.
O Google não comentou o assunto e a Amazon não retornou ligações. Uma porta-voz da Gap não quis se pronunciar, e os representantes de Macy's e OfficeMax não estavam disponíveis imediatamente para falar.
Cerca de 40% da receita do Google vêm de fontes de varejo, de acordo o presidente-executivo da companhia de comércio eletrônico ChannelAdvisor, Scot Wingo.
O serviço Amazon Prime --que oferece envio gratuito de produtos em dois dias nos Estados Unidos por US$ 79 dólares por ano-- tem feito tanto sucesso nos últimos anos que começou a ameaçar a receita do Google vinda do varejo, disse Wingo.
"Quando um consumidor se junta à Amazon Prime, as buscas dele por produtos no Google caem abruptamente", disse Wingo, que possui ações do Google e da Amazon.
"Como usuário Prime, eu somente busco por produtos no Google ou em outros canais se não puder encontrá-los na Amazon", acrescentou. "A Amazon tem o melhor mecanismo de busca por produtos do mundo. Isso é 40% da Internet que o Google não pode bancar perder."
O plano do Google para pouco antes da venda direta aos consumidores, publicou o jornal, citando uma fonte próxima do assunto. Em vez disso, o Google quer trabalhar com os sites dos varejistas, combinando um recurso existente de busca que direciona os compradores a esses sites com um novo serviço de entrega que a empresa pretende criar e supervisionar, segundo o jornal.
Esse novo recurso é projetado para determinar se uma loja física próxima do consumidor tem o produto que ele quer em estoque. Com isso, o Google poderia então oferecer ao consumidor uma opção para receber a encomenda num prazo de um dia ou dois, mediante o pagamento de uma taxa, afirma o jornal.
O Google planeja testar o serviço na região da baía de San Francisco. A iniciativa pode envolver também a UPS, segundo o diário.

Zynga quer levantar US$ 925 milhões em oferta de ações


A Zynga pode levantar US$ 925 milhões, menos do que o planejado anteriormente, no que ainda pode ser uma das maiores e mais esperadas ofertas iniciais de ações de empresa de Internet dos últimos anos.
A produtora de jogos para redes sociais planeja vender 100 milhões de ações, ou 14,3% da empresa, a preço entre US$ 8,50 e US$ 10 por papel, segundo documentos encaminhados nesta sexta-feira a autoridades dos Estados Unidos.
A estreia da Zynga na Bolsa segue ao início das operações com ações do Groupon e da LinkedIn neste ano, que ajudaram a reanimar o mercado de IPOs.
Segundo o ponto médio da faixa de preço estimada pelos coordenadores da oferta da Zynga, a companhia poderá levantar US$ 925 milhões. A empresa tinha estimado anteriormente, em julho, possibilidade de levantar até US$ 1 bilhão.
O IPO deve avaliar a companhia de cinco anos de existência como valendo entre US$ 7,7 bilhões e US$ 9,04 bilhões, levando a empresa produtora de atividades on-line como FarmVille ao topo da indústria norte-americana de videogames.
Excluindo opções de ações e baseado em 699 milhões de papeis, a companhia afirma que vale US$ 7,1 bilhões.
A Electronic Arts tem valor de mercado de US$ 7,73 bilhões, enquanto a Activision Blizzard vale US$ 14,21 bilhões.
Mark Pincus, empresário que criou a Zynga, vai deter uma classe de ação com 70 vezes mais poder de voto que a ação que a empresa vai vender na oferta pública inicial.

Google negocia lançar serviço para competir com Amazon


O Google está considerando lançar um serviço para ajudar os consumidores a fazer compras on-line com entrega de um dia, na tentativa de frear a perda de tráfego de internautas para o site da Amazon.com, publicou o "Wall Street Journal".
O Google está negociando com grandes varejistas e companhias de logística, entre eles Macy's, Gap e OfficeMax, disse o jornal, citando fontes familiarizadas com o assunto.
O Google não comentou o assunto e a Amazon não retornou as ligações. Uma porta-voz da Gap não quis se pronunciar e os representantes de Macy's e OfficeMax não estavam disponíveis imediatamente para falar.
Cerca de 40% da receita do Google vêm de fontes de varejo, de acordo o presidente-executivo da companhia de comércio eletrônico ChannelAdvisor, Scot Wingo.
O serviço Amazon Prime --que oferece envio gratuito de produtos em dois dias nos Estados Unidos por US$ 79 por ano-- tem feito tanto sucesso nos últimos anos que começou a ameaçar a receita do Google vinda do varejo, disse Wingo.
"Quando um consumidor se junta à Amazon Prime, as buscas dele por produtos no Google caem abruptamente", disse Wingo, que possui ações do Google e da Amazon.
"Como usuário Prime, eu somente busco por produtos no Google ou em outros canais se não puder encontrá-los na Amazon", acrescentou. "A Amazon tem o melhor mecanismo de busca por produtos do mundo. Isso é 40% da internet que o Google não pode bancar perder."
O plano do Google para pouco antes da venda direta aos consumidores, publicou o jornal, citando uma fonte próxima do assunto. Em vez disso, o Google quer trabalhar com os sites dos varejistas, combinando um recurso existente de busca que direciona os compradores a esses sites com um novo serviço de entrega que a empresa pretende criar e supervisionar, segundo o jornal.
Esse novo recurso é projetado para determinar se uma loja física próxima do consumidor tem o produto que ele quer em estoque. Com isso, o Google poderia então oferecer ao consumidor uma opção para receber a encomenda num prazo de um dia ou dois, mediante o pagamento de uma taxa, afirma o jornal.
O Google planeja testar o serviço na região da baía de São Francisco. A iniciativa pode envolver também a UPS, segundo o diário.

Sites de compra coletiva viram 'desova' de pirataria


Depois da onda de venda de serviços em gastronomia, turismo e estética, os sites de compra coletiva começam a dar vazão a produtos de consumo, entre eles eletrônicos e acessórios pirateados, informa reportagem de Camila Fuscopublicada na Folha desta sexta-feira.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Em levantamento feito nesta semana pela Folha com 700 ofertas veiculadas pelos principais agregadores de sites do gênero do país SaveMe e ApontaOfertas, foram encontrados cerca de 180 anúncios com indícios de venda irregular.
Os campeões são tablets, notebooks, netbooks e celulares. Os principais problemas são equipamentos falsificados, sem marca e até aparelhos originais que sequer foram lançados no Brasil.
Acessórios pirateados como bolsas, óculos e perfumes de marcas internacionais também entram na lista.
Entre as ofertas encontradas estava o iPhone 4S, de 16GB, vendido pelo site Tripular com 32% de desconto, de R$ 2.500 por R$ 1.699. Até ontem, 264 unidades tinham sido comercializadas.
Outro caso é do tablet TouchPad, da HP, com 32 GB de capacidade, à venda no site Descontos Urbanos por R$ 869,90, que vendeu cupons a 66 compradores.
Em nenhum dos dois casos os produtos estão à venda oficialmente no Brasil.
Os portais negam responsabilidade sobre as ofertas, dizendo que são apenas intermediários entre fornecedores e compradores e que não têm autonomia sobre os produtos.

Blogueira tunisiana espelha a gênese da Primavera Árabe


Ela sentiu a fumaça ardida do gás lacrimogêneo pairando nas ruas e viu policiais atirando em manifestantes. Assistiu a famílias chorando sobre os corpos ensanguentados dos seus entes queridos.
Dez meses atrás, a violência na Tunísia, em vez de calar Lina Ben Mhenni, a fez falar em tom mais alto e claro.
"Era perigosíssimo ser blogueira sob [o governo de Zine el Abidine] Ben Ali", disse a blogueira e ativista Ben Mhenni, 27. A rebelião popular contra o regime foi o estopim da chamada Primavera Árabe.
"É claro que eu tinha medo, mas quando eu vi gente sendo morta pela polícia eu esqueci o medo, e ele me deu força para fazer meu trabalho."
A tunisiana Lina Ben Mhenni durante abertura de conferência de blogueiros árabes em Túnis
Ben Mhenni é um exemplo de como os manifestantes ajudaram a acabar com o estrangulamento do regime sobre os meios de comunicação e a acelerar a revolução que derrubou uma ditadura de 23 anos.
A blogueira, hoje professora de linguística na Universidade de Túnis, começou a escrever seu blog em 2007, ano em que sua mãe lhe doou um rim para substituir o que havia sofrido falência dois anos antes. Seis meses depois daquela cirurgia, ela competiu nos Jogos Mundiais para Transplantados. (Voltaria a competir em 2009, quando ganhou duas pratas na marcha atlética.)
No blog A Tunisian Girl (uma garota tunisiana), ela escrevia sobre censura, direitos femininos, direitos humanos e liberdade de expressão. Logo se viu em atrito com o governo, que bloqueou seu site. Usou proxies para acessar suas páginas, até que em abril de 2010, segundo ela, a polícia fez buscas na casa da sua família.
"Levaram meu computador, minhas câmeras, tudo o que era meu", disse ela.
Em 17 de dezembro de 2010, ela soube que um vendedor de frutas em Sidi Bouzid, chamado Mohamed Bouazizi, havia se imolado num protesto contra o confisco das suas mercadorias e as constantes intimidações por parte de autoridades e policiais. Ben Mhenni contou isso no blog, no Facebook e no Twitter.
Em 25 de dezembro, ela participou da uma manifestação realizada na capital após a morte de Bouazizi e colocou artigos e fotos nas mídias sociais.
No começo de janeiro, Ben Mhenni foi às cidades de Sidi Bouzid, Regueb e Kasserine, onde a reação das forças de segurança aos protestos havia sido violenta. Ela tirou fotos dos mortos e feridos e as colocou na internet.
Estava claro que os protestos não iriam parar. "O movimento social foi espontâneo", disse Ben Mhenni. "Não havia nenhum partido político. Eram só tunisianos. As pessoas estavam com raiva." Ben Ali fugiu da Tunísia em 14 de janeiro. A censura foi suspensa.
Ben Mhenni ajudou a acabar com o estrangulamento do regime de Ben Ali sobre os meios de comunicação

Thameur Mekki, jornalista do site Tekiano que foi colega de Ben Mhenni em uma campanha anterior contra a censura, disse: "O que ela fez foi romper com o apagão midiático que a imprensa alinhada a Ben Ali havia imposto durante a revolução".
Laetitia Matiatos, diretora de novas mídias da organização Repórteres sem Fronteiras, afirmou que "blogueiros como Lina Ben Mhenni e Astrubal, do blog Nawaat, tiveram durante a revolta tunisiana um papel importante em difundir a informação para o mundo, usando VPNs e proxies".
Ben Mhenni ressaltou, no entanto, que as mídias sociais tiveram um papel importante na revolução tunisiana, mas não a desencadearam. "Talvez no Egito o chamado tenha começado nas mídias sociais", disse ela.
"Mas aqui tudo começou no terreno. Mohamed Bouazizi ateou fogo ao seu corpo e todos começaram a se manifestar. As mídias sociais não iniciaram a revolução. Foram apenas uma ferramenta que ajudou."
"O movimento social foi espontâneo. Eram só tunisianos. As pessoas tinham raiva."



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Hungria emite selo e cartão em homenagem a Steve Jobs


O serviço postal da Hungria anunciou a emissão de uma folha numerada comemorativa que inclui um selo com a imagem de Steve Jobs, em memória do cofundador da Apple, que morreu em outubro.
O Magyar Posta disse na quarta-feira (30) que 5.000 cópias do conjunto memorial foram emitidas, e cada uma está à venda por mil florins (cerca de R$ 8).
Folha comemorativa que inclui selo com imagem de Steve Jobs, emitida pelo serviço postal da Hungria
A folha inclui um selo perfurado com o retrato de Jobs e vem com um cartão que traz silhuetas de algumas de suas poses características e uma citação de Erno Rubik, o arquiteto húngaro que inventou o cubo mágico e outros quebra-cabeças mecânicos, sobre o cofundador da Apple.
Uma empresa de software de Budapeste planeja revelar uma estátua de Jobs em dezembro.
Jobs morreu aos 56 anos de idade, em 5 de outubro, após uma longa batalha contra o câncer de pâncreas.
A folha comemorativa não pode ser usada para pagar por postagem.

Venda do iPhone 4S no Brasil começa em 16 de dezembro

As operadoras TIM, Claro, Vivo e Oi confirmaram hoje que as vendas do smartphone iPhone 4S, da Apple, começam à zero hora do dia 16 de dezembro. Procuradas pela Folha, as empresas disseram que ainda não podem divulgar o preço do aparelho.
Phil Schiller, vice-presidente-sênior de marketing de produto no mundo, fala sobre o iPhone 4S

O iPhone 4S mantém o mesmo design de seu antecessor, mas ganhou processador de núcleo duplo e o assistente de voz Siri. Ainda não há informações se o sistema será traduzido para a língua portuguesa. Veja abaixo um resumo das novidades do iPhone 4S.
  • Inclui o Siri, assistente que entende o que o usuário fala e pode conversar com ele. Entre outras coisas, é possível ditar mensagens e e-mails, programar alarmes, procurar contatos, criar anotações, fazer buscas e procurar na Wikipédia com o Siri.
  • Terá o chip A5, o mesmo do iPad 2. A Apple promete desempenho gráfico sete vezes melhor.
  • Sua câmera terá resolução de 8 Mpixels e gravará vídeos em Full HD (1.080p).
  • Sua bateria vai durar mais que a do iPhone 4: para conversas, no 3G, até oito horas; para navegação Wi-Fi, até nove horas; para vídeos, até dez horas.
  • Qualquer iPhone 4S funcionará tanto em redes GSM quanto em CDMA, o que significa maior abrangência geográfica de funcionamento.
  • O novo smartphone da Apple fará downloads a até 14,4 Mbps.
  • Preços nos EUA: iPhone 3GS será gratuito com contrato de dois anos; iPhone 4 custará US$ 99; iPhone 4S sairá por US$ 199 na versão de 16 Gbytes, US$ 299 na de 32 Gbytes e US$ 399 na de 64 Gbytes.

Sharapova lidera buscas on-line, diz pesquisa do Bing


A russa Maria Sharapova liderou a lista de atletas mais procurados no ano, segundo levantamento feito pelo site de procuras Bing.
A tenista de 24 anos, que terminou o ano na quarta colocação do ranking mundial, teve uma temporada regular. Apesar de não ter conquistado um Grand Slam e sofrido com uma lesão no tornozelo, ganhou dois torneios (Roma e Cincinnati), além de ter sido vice em Miami e Wimbledon.
Segundo o Bing, a segunda posição ficou com o golfista americano Tiger Woods.

A goleira americana Hope Solo
Entre os top 10, há ainda mais duas tenistas: a americana Serena Williams (3ª), que está em 12º na classificação da WTA (Associação das Tenistas Profissionais) e a dinamarquesa Caroline Wozniacki (5ª), líder do ranking.
Veja abaixo a lista dos dez mais, conforme o Bing:
1. Maria Sharapova - Rússia - tenista
2. Tiger Woods - EUA - golfista
3. Serena Williams - EUA - golfista
4. Brett Favre - EUA - ex-jogador de futebol americano
5. Caroline Wozniacki - Dinamarca - tenista
6. Kobe Bryant - EUA - jogador da NBA
7. LeBron James - EUA - jogador da NBA
8. Lamar Odom - EUA - jogador da NBA
9. Hope Solo - EUA - goleira da seleção de futebol dos EUA
10. Carmelo Anthony - EUA - jogador da NBA

Best Buy faz recall de 32 mil tampas de bateria para iPhone


A varejista norte-americana de produtos eletrônicos Best Buy está fazendo o recall de 32 mil tampas de bateria para iPhone por causa do perigo de o aparelho da Apple pegar fogo, disse nesta quinta-feira a agência governamental norte-americana CPSC (Consumer Product Safety Commission).
As tampas, fabricadas na China, são feitas para abrigar o iPhone e manter as baterias carregadas.
Best Buy e CPSC receberam cerca de 14 registros nos Estados Unidos de que o modelo de tampa de bateria RF-KL12 superaquecia durante o recarregamento, disse a agência em seu site.
Três registros que pequenas queimaduras e quatro de danos materiais foram recebidos.
O recall envolve cerca de 31 mil capas de bateria nos Estados Unidos e 1.000 no Canadá.

Google Chrome é o browser mais popular do Brasil, diz pesquisa


O Google Chrome ultrapassou o Internet Explorer e já é o navegador mais popular do Brasil. O browser do Google chegou a 39,81% de participação no mercado, contra 34,43% do navegador da Microsoft. O Mozilla Firefox, em queda, está na terceira posição com 23,83%.
No ranking mundial o Chrome superou o rival Firefox pela primeira vez em novembro e continua a diminuir a distância que o separa do líder do mercado Internet Explorer, informou a empresa de análises StatCounter nesta quinta-feira.
"Podemos esperar por uma fascinante batalha entre a Microsoft e o Google na medida em que o crescimento do Chrome sugere que o navegador se tornará um verdadeiro rival para o Internet Explorer globalmente", disse opresidente-executivo da StatCounter, Aodhan Cullen, em comunicado.
Em novembro, o Chrome viu sua participação de mercado global quase dobrar frente a um ano atrás, para 25,7% enquanto o market share do Explorer caiu para 40,6% --ante 48,2% na comparação anual.
A participação do Firefox --que é popular na Europa-- caiu globalmente para 25,2%, ante 31,2% em novembro de 2010.
O Safari, da Apple, fica com a distante quarta posição do mercado, com 5,9% de market share, enquanto o Opera, quinto colocado, tem 1,8% do mercado.
As estatísticas da StatCounter são baseadas em dados agregados de mais de 3 milhões de websites, com uma amostragem de mais de 15 bilhões de visualizações de páginas por mês.

Barnes & Noble registra grandes vendas do leitor digital Nook


A Barnes & Noble registrou grandes vendas trimestrais do leitor Nook e se beneficiou com a liquidação final da concorrente Borders, mas a maior rede de livrarias dos Estados Unidos alertou que os esforços para promover o produto podem pesar nos ganhos.
A companhia, que apostou seu futuro na capacidade do Nook de competir com o Kindle, do Amazon.com, disse que as vendas de aparelhos eletrônicos, incluindo e-books, cresceram 85%, para US$ 220 milhões, no segundo trimestre fiscal terminado em 29 de outubro.
O Nook Tablet, durante uma demonstração no evento de lançamento do aparelho
Mas desenvolver e promover o dispositivo em uma campanha nacional pesou nos resultados.
"A Barnes & Noble realmente tem que investir mais do que havia planejado para acompanhar o Kindle", disse o analista Peter Wahlstrom, da Morningstar.
A Barnes & Noble, que lançou o novo Nook no mês passado, disse que o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) do fechado do ano deve ficar no piso da previsão anterior --de US$ 210 milhões a 250 milhões, e que a rede "planeja investir mais pesado" na divulgação do Nook.
A rede teve um prejuízo líquido de 6,6 milhões de dólares no segundo trimestre fiscal, ou US$ 0,17 por ação, comparado com uma perda de US$ 12,6 milhões, ou US$ 0,22 por ação, um ano antes.
Entre o lançamento do Nook, em 7 de novembro, e o fechamento dos mercados na última quarta-feira, as ações da empresa subiram 50% na crença de que a companhia conseguirá manter o ritmo da Amazon na batalha dos leitores digitais (os chamados e-readers) e tablets.
Segundo a empresa de pesquisa Forrester Research, a Barnes & Noble está em segundo lugar no mercado de leitores digitais, perdendo apenas para a Amazon.

Campus Party chega aos EUA e mira 10 mil


A feira de inovação e tecnologia Campus Party, que acontece em seis países entre eles o Brasil, vai estrear nos Estados Unidos em 2012.
A intenção, segundo os organizadores, é reunir 10 mil pessoas em um hangar da Nasa em São Francisco em agosto. Esta deve ser uma das maiores edições globais da feira em número de participantes.
Realizada em São Paulo em janeiro, a edição brasileira reuniu 6.800 pessoas em 2011 e poderá chegar a 7.500 já em fevereiro do próximo ano, quando acontece o evento nacional.
Jovens internautas no evento Campus Party 2011, em São Paulo
"Nos Estados Unidos queremos aproximar principalmente jovens empreendedores do setor de tecnologia e fundos de investimento do Vale do Silício", diz Mário Teza, presidente da Futura Networks Brasil, organizadora da edição nacional.
A parceria com a Nasa está relacionada a uma das áreas de estudo da feira, a tecnologia espacial.
Segundo o executivo, a escolha do local também ajudará a aproximar empresas como Google, Apple, entre outras empresas Califórnia, dos participantes do evento, principalmente jovens universitários que estudam tecnologia.
No Brasil, entre as empresas que buscaram jovens funcionários na Campus Party deste ano estiveram Vivo, Totvs e Telefônica.
REDE DE INOVAÇÃO
Com a edição americana, o faturamento de todas as unidades regionais da feira deverá chegar a 20 milhões de euros.
"O impacto do evento na economia das regiões onde é realizado, porém, é estimado em 60 milhões de euros, incluindo hotéis, transporte e alimentação", afirma Teza.
Os recursos são arrecadados com patrocínios, inscrições e com o pagamento de empresas pelo acesso aos registros dos participantes que fora dos dias da feira participam de uma rede de inovação.
São cerca de 43 mil brasileiros entre 150 mil participantes globais que fora da Campus Party continuam interagindo por fóruns para inovação aberta na internet. No Brasil, entre as organizações interessadas em aproveitar os "cérebros" dos aficionados por tecnologia que participam do evento está a prefeitura de Porto Alegre, que buscou na rede boas ideias para resolver problemas urbanos.
Em troca das boas ideias, estão notebooks e R$ 15 mil em dinheiro para os primeiros colocados. Até agora cerca de 400 pessoas participaram do processo de inovação gaúcho.
"A inovação aberta permite que a empresa ou órgão público consiga captar o melhor da inteligência coletiva", diz o executivo.
A edição norte-americana da feira é apenas a primeira parte da expansão prevista para a Campus Party ao longo dos próximos dois anos. Também em 2012 devem acontecer eventos em Berlim, Alemanha, em Londres, na Inglaterra.
A previsão é que em 2013 o evento de tecnologia chegue também à Ásia.

Spotify adiciona aplicativos ao serviço de streaming de música


O serviço de streaming de música Spotify anunciou, nesta quarta-feira (30), a adição de aplicativos gratuitos para ampliar seu alcance e expandir o que as pessoas podem fazer com o seu vasto acervo de canções digitais.
O Spotify disse que está acrescentando aplicações de revistas como "Rolling Stone" e "Billboard", do serviço de rádio on-line e rede social Last.fm, além de uma série de outros. A empresa sueca, que lançou seu serviço nos EUA em julho, também está deixando desenvolvedores independentes a criar aplicativos novos.
Martin Lorentzon (esq.) e Daniel Ek (dir.), fundadores do serviço de música on-line Spotify
No evento de lançamento em Nova York, Jann Wenner, editor da Rolling Stone, chamou o Spotify de "jukebox definitiva".
Com os aplicativos, o Spotify pode estar apostando que ele vai ser mais do que isso. Ou seja, uma plataforma de música que faz as pessoas voltarem para que possam compartilhar informações com os amigos, ler artigos ou encontrar shows de música nas proximidades.
O Spotify tem 10 milhões de usuários ativos. Cerca de 2,5 milhões pagam pelo serviço.

Empresas de games se inspiram em TV a cabo e querem assinantes


As companhias de videogames querem vender assinaturas de seus jogos, em lugar de compras diretas, de olho em receita firme e previsível que poderá estimular os negócios e proteger as empresas contra incertezas econômicas.
Foi essa a mensagem dos principais executivos do setor de videogames, entre os quais Bobby Kotick, presidente-executivo da Activision Blizzard; Strauss Zelnick, presidente-executivo da Take Two Interactive; e Brian Farrell, presidente-executivo da THQ, que falaram durante a Reuters Global Media Summit esta semana.
Guerra urbana em Paris, no novo Call of Duty: Modern Warfare 3
Apesar da projeção de crescimento de 5%, para US$ 67,2 bilhões em 2012, o mercado de videogames tem registrado queda nas vendas dos principais produtos para consoles, enquanto companhias de jogos sociais como Zynga atraem a atenção dos investidores com seu ritmo fervilhante de crescimento.
Tentando aproveitar o modelo do setor de TV a cabo, as companhias tradicionais de videogames querem se proteger contra períodos de dificuldades econômicas por meio de formas atraentes de convencer usuários a pagarem assinaturas mensais de videogames.
"A grande vitória seria ter uma base de consumidores que pagasse assinaturas mensais. Ter essa receita mensal de assinatura, em lugar das compras diretas, seria um modelo de receita muito diferente para uma companhia de videogames", disse Farrell, da THQ.
O conceito de assinaturas não é uma completa novidade nos videogames. Há anos, jogadores vêm desembolsando dinheiro todos os meses para jogar World of Warcraft, da Activision, e outros jogos para múltiplos jogadores que podem ser utilizados por milhares de usuários simultaneamente.
A novidade, porém, é que pela primeira vez as companhias estão usando esse modelo para outros tipos de jogos, como videogames de combate e de esportes.
A Activision revelou um serviço de assinatura anual, ao custo de US$ 50, para sua série Call of Duty, oferecendo atrativos como novo conteúdo de jogo a cada mês.
O serviço, chamado Call of Duty: Elite, já atraiu 1 milhão de assinantes pagantes, desde seu lançamento em 8 de novembro.
Algumas semanas antes, a Electronic Arts lançou um programa de assinatura anual de US$ 25 que dá acesso a cinco jogos de esportes e oferece descontos sobre o conteúdo novo.

Blackstone e Bain querem comprar Yahoo por US$ 25 bi


O Blackstone Group e a Bain Capital estão preparando, com sócios asiáticos, uma oferta de compra integral do Yahoo, em uma transação que avalia o site em cerca de US$ 25 bilhões, informou uma fonte próxima da situação, no final da quarta-feira.
A potencial oferta do consórcio, que incluiria o chinês Alibaba Group, e a japonesa Softbank, ainda não está finalizada, disseram a fonte e duas outras pessoas que conhecem o assunto.
O Alibaba, gigante chinês do comércio eletrônico cujo interesse primordial é a recompra dos 40% de participação acionária que o Yahoo detém em seu capital, está mantendo suas opções em aberto e disse que não decidiu ainda se participará de uma oferta pela aquisição integral do Yahoo.
"O Alibaba Group não tomou ainda qualquer decisão de participar de uma oferta pela íntegra do Yahoo", afirmou o porta-voz da companhia, John Spelich, em comunicado distribuído via email.
As ações do Yahoo, que fecharam em US$ 15,71 na Bolsa de Nova York quarta-feira, subiram em 6,4%, para US$ 16,72, depois do fechamento do pregão, o que confere à empresa valor de mercado superior a US$ 20 bilhões.
"O Alibaba definitivamente deseja recomprar a participação que o Yahoo detém na empresa, e portanto o que quer que permita que eles o façam será algo que tentarão", disse Dick Wei, analista do JPMorgan em Hong Kong, acrescentando que o Alibaba pode financiar a transação assumindo maiores dívidas ou encontrando um comprador estratégico.
O Alibaba, dirigido pelo bilionário Jack Ma, fundador e presidente-executivo do site, tem ligações com alguns dos mais conhecidos fundos mundiais de capital privado, e um grupo de investidores que inclui o fundo Silver Lake adquiriu participação acionária de 5% na companhia em novembro, por US$ 1,6 bilhão.
Uma oferta de mais de US$ 20 por ação do Yahoo significaria valor de transação de US$ 25 bilhões, tomando por base o 1,24 bilhão de ações em circulação, o que faria da transação a maior aquisição alavancada dos últimos anos.
Blackstone, Bain e Softbank não quiseram comentar, e não foram localizados representantes do Yahoo para comentário imediato.

Festival propõe conexão entre tecnologia, cultura e política


O raciocínio é química pura: junte os elementos certos no mesmo espaço e eles vão reagir uns com os outros de forma espontânea, gerando novos produtos, quiçá algo revolucionário.
É essa mentalidade que move o Festival de Cultura Digital.Br, que acontece no Rio de sexta a domingo (2 a 4/12).
Em sua terceira edição, a primeira fora de São Paulo, o evento pretende reunir uma tribo criativa, idealista e que entende (ou pelo menos gosta muito) de tecnologia para trocar ideias, criar projetos e se divertir, tendo como pano de fundo a ambição de mudar a sociedade.
Os organizadores esperam reproduzir, em um cenário real, aberto e com acesso livre e gratuito (os jardins do Museu de Arte Moderna do Rio), o mesmo ambiente de criatividade e interatividade fervilhante dos fóruns, blogs e sites de trocas da internet.
"A ideia é mostrar como pode funcionar um laboratório experimental de cultura digital, que é um ambiente propício à inovação", diz Rodrigo Savazoni, 31, diretor-geral do festival.
É um cenário criado para que as coisas aconteçam "de forma espontânea", mas a escolha dos elementos participantes mostra uma clara preocupação com a dimensão política das transformações tecnológicas atuais.
Boa parte dos 83 projetos, oficinas e performances selecionados a partir de uma chamada pública, que teve 358 inscritos, trata de transparência de dados, inclusão digital, softwares e trocas livres.
EM DEFESA DO P2P
Os palestrantes convidados também estão afinados com a mentalidade do festival. Dentre eles destaca-se o belga Michel Bauwens, criador da P2P Foundation e teórico das trocas peer-to-peer.
Pela primeira vez no país, ele defende a importância de eventos como o Cultura Digital.Br. "Esses encontros são vitais. Uma vez que você conhece as pessoas cara a cara, cria uma outra relação com elas", diz à Folha por telefone, da Tailândia, onde vive.
"Foi assim que tivemos o Occupy Wall Street, a interação entre as pessoas fez tudo mudar. Temos de combinar esses movimentos emergentes com alternativas construtivas, e é disso que trata o P2P: viver de outro modo."
MOMENTO DE TENSÃO
Bauwens sabe, porém, que as relações entre as corporações tradicionais e as trocas livres da internet são tensas, como mostram projetos feito o Sopa (Lei para Parar com a Pirataria On-line, em inglês), proposto nos EUA.
"O 'mainstream' vê que suas velhas regras não se aplicam mais e não aceita isso. Então ataca em duas frentes: cria leis repressivas e influencia a tecnologia para minimizar a liberdade dos usuários."
Ao mesmo tempo, como reação a isso, ele vê ativistas da cultura livre se organizando para defender seus interesses, seja em eventos como o festival brasileiro, seja em organizações políticas formais.
"Um exemplo é o Partido Pirata, que surgiu a partir da comunidade sueca de troca de arquivos e acabou de ganhar uma cadeira no parlamento alemão, com a maioria dos votos de jovens entre 18 e 35 anos", afirma.
Ativistas do Transparência Hacker pintam o 'ônibus hacker', com o qual pretendem passar por pequenas cidades

CARAVANA HACKER
Dentre os diversos projetos que participam do Festival Cultura Digital.Br, um dos que pretende levar mais longe --literalmente-- a filosofia do evento é o "ônibus hacker".
Criação do coletivo Transparência Hacker, o ônibus surgiu a partir da vontade do grupo de levar a pequenas cidades fora do eixo Rio-SP novas formas de participação política por meio da internet.
Para conseguir o veículo, apostaram no financiamento coletivo (usando o site Catarse.me) e arrecadaram até mais do que os R$ 40 mil necessários para comprar e reformar um "busão" usado.
Agora, uma trupe de 30 pessoas embarca em São Paulo na próxima quinta para a viagem inaugural, rumo ao festival, no Rio.
"A ideia é parar com o ônibus no MAM, abrir umas tendas em volta dele e, a partir daí, fazer uma programação emergente", diz Daniela Silva, uma das integrantes do grupo.
O objetivo é que o ônibus seja um embrião de projetos, aproveitando a experiência dos tripulantes (programadores, designers, jornalistas) e a interação com a população para criar ferramentas para ações políticas.
MINISTÉRIO DA CULTURA
"O Brasil ganhou uma reputação de país onde a cultura livre está florescendo, e isso vem desde que Gilberto Gil era ministro. Mas houve uma espécie de contrarrevolução conduzida pela nova ministra da Cultura, que parece ser mais favorável aos monopólios do copyright."
É assim que o belga Michel Bauwens, criador da P2P Foundation e um dos palestrantes convidados do Festival Cultura Digital.Br, apresenta a atual discussão política sobre as ações do Ministério da Cultura em torno da internet e do direito autoral.
Seu ponto de vista coincide com o do festival -que foi autorizado a captar cerca de R$ 1,2 milhão via Lei Rouanet- e com o dos ativistas da rede em geral.
Todos reagiram ouriçados quando a ministra Ana de Hollanda travou o andamento do projeto de reforma da lei dos direitos autorais, que já havia sido enviado à Casa Civil após quatro anos de discussão e uma consulta pública na internet que recebeu mais de 8.000 contribuições.
A ministra afirmou que pretendia analisar melhor a nova proposta de lei, mas sua decisão foi vista pelos detratores como um recuo em favor das grandes corporações donas de direitos autorais (gravadoras, estúdios de cinema, editoras etc.).
A isso se somou a retirada do selo do Creative Commons, que permitia o uso livre do conteúdo do site do ministério, e a posição contra a fiscalização estatal do Ecad, que recolhe e distribui os direitos de todas as músicas executadas no país.
A Folha procurou o Ministério da Cultura para comentar as acusações, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Com relação à reforma da lei do direito autoral, a ministra disse à "Ilustrada", na semana passada, que já há "um consenso sobre uma proposta", atualmente na Casa Civil.