sábado, 4 de junho de 2011

Estudo vê novo modo de combater spam

Durante anos, uma equipe de cientistas da computação, em dois campi da Universidade da Califórnia, tem analisado detalhadamente a natureza do spam --os milhões de mensagens de e-mail indesejadas geradas por redes de computadores zumbis controladas por programas nocivos chamados botnets.
Durante três meses, eles se dispuseram a receber todos os spams que podiam (sem a necessidade de instalar quarentenas ou filtros) e, então, fizeram sistematicamente compras em sites anunciados nas mensagens.
A esperança, disseram os cientistas, era encontrar um "ponto de estrangulamento" capaz de reduzir significativamente o fluxo de spam. E, em um trabalho apresentado no Simpósio de Segurança e Privacidade IEEE, em Oakland (Califórnia), eles anunciaram que acreditam tê-lo encontrado.
A descoberta é que 95% das transações de cartão de crédito nas compras feitas por eles de remédios e fitoterápicos anunciados por spam foram administradas por apenas três empresas financeiras --uma sediada no Azerbaijão, uma na Dinamarca e uma em São Cristóvão e Névis, no Caribe.
Os cientistas analisaram aproximadamente 1 bilhão de mensagens e gastaram vários milhares de dólares em cerca de 120 compras.
Se algumas empresas como essas se recusassem a autorizar pagamentos on-line com cartão de crédito aos revendedores, "seria possível cortar o dinheiro que financia toda a indústria de spam", disse um dos cientistas, Stefan Savage, da Universidade da Califórnia, em San Diego, que trabalhou com colegas de San Diego, Berkeley e do Instituto Internacional de Ciências da Computação.
"Se as empresas de cartão de crédito quisessem acabar com os spammers, nós poderíamos ajudá-los, identificando rápida e inequivocamente as contas dos revendedores usadas por spammers", disse Steve Kirsch, diretor-executivo da Abaca Technology, empresa antispam sediada na Califórnia.
NÚMEROS
Nos últimos anos, tem sido notoriamente difícil vencer a batalha contra os spams, apesar de tecnologias de filtro sofisticadas e de investigações e condenações judiciais. Sete anos após a previsão famosa de Bill Gates, então presidente da Microsoft, de que os spams seriam erradicados em apenas dois anos, cerca de 90% de todos os e-mails são spams.
Um estudo anterior realizado pelos cientistas mostrou que uma única campanha de spam comercial gerava três mensagens para cada pessoa no planeta. Esse mesmo estudo revelou que, para vender o equivalente a US$ 100 de Viagra, um fornecedor de spam precisava enviar 12,5 milhões de mensagens.
Os revendedores devem trabalhar com um banco que esteja autorizado a administrar as transações, disse ele, mas a maioria dos bancos já se nega a trabalhar com negociantes suspeitos.
Se empresas como aquelas encontradas no estudo recebessem o mesmo encaminhamento, os spammers teriam de encontrar novos bancos --e o custo da mudança seria alto. Além disso, é difícil mascarar transações de alto risco, o que torna relativamente fácil a manutenção de listas negras.
Para os cientistas, em virtude de o sistema de spam contar apenas com alguns bancos e um número ainda menor de processadores de cartão de crédito, o negócio é altamente suscetível a intervenções de órgãos fiscalizadores e de segurança pública.
Em seu relatório, os pesquisadores analisaram uma campanha organizada por uma marca chamada Pharmacy Express, da Rússia.
Em 27 de outubro de 2010, por exemplo, uma rede de computadores zumbis chamada Grum botnet enviou um e-mail intitulado "Site oficial do Viagra". Os usuários que responderam à mensagem foram direcionados a um site.
O sistema de internet que oferece suporte ao site estava espalhado ao redor do mundo: o domínio do registro estava localizado na Rússia, o servidor, na China e o servidor proxy, no Brasil. Quando uma compra era feita no site, o comprador era redirecionado de um computador na Turquia para o banco de investimentos Azerigazbank, em Baku, no Azerbaijão. Os remédios eram enviados diretamente de um fabricante localizado na Índia.
O ponto frágil do mecanismo, observaram os pesquisadores, estava no fato de o sistema de pagamento da Visa administrar a transação entre o banco do cliente nos EUA e o banco no Azerbaijão.
"Os órgãos de defesa podem identificar quais bancos os fraudadores estão usando bem antes que estes encontrem novos bancos, e isso, basicamente, a custo zero", disse Savage.

Análise: Empresas lucram com padrões de navegação

Nos últimos anos, avanços na arquitetura da rede e na maneira de criar aplicações fizeram com que a internet dominasse o universo das redes de computadores e aumentasse o número de serviços que podemos usar pela rede. Essa nova web, a 2.0, propôs uma nova maneira de armazenar os dados, possibilitando que aplicações e dados pudessem rodar em servidores à distância.
Mas, se nem todas as empresas cobram pelo acesso aos serviços ou pelo uso do espaço, que vantagem levam ao guardar nossos dados e fornecer os aplicativos?
A vantagem e o interesse dessas companhias estão no fato de terem acesso privilegiado aos padrões de uso que fazemos em suas plataformas, já que, ao navegar, deixamos rastros que podem ser analisados por potentes algoritmos. Quando usamos o Facebook, por exemplo, navegamos por comunidades, expressamos opiniões e vontades, além de informarmos dados como filmes de nossa preferência, idade e e-mail.
Esses tipos de conteúdo podem ser analisados e mostram para as empresas informações sobre nossos gostos, por exemplo. Assim, as companhias podem nos indicar algo apropriado e lucrar pelo serviço de intermediação.
Mas nossas informações estão seguras? Ao analisar essa situação, é importante entendermos que dificilmente nossos dados individuais estão sendo vigiados por um outro ser humano, sentado em sua máquina e anotando todos os nossos passos pela rede. Para que esse modelo de negócios funcione, as empresas precisam trabalhar por amostras, por análises de grandes massas de dados que apontem tendências de forma automática. São seus algoritmos que percebem padrões e indicam serviços.
A segurança na nuvem é uma relação de confiança e aposta na empresa que presta os serviços. Ao aderir a um novo serviço do tipo, é importante ter consciência de que se está alimentando algoritmos de análise de padrões e fazendo parte de uma multidão conectada.

Sony confirma ataque a plataforma de filmes e seriados

Em comunicado oficial, o grupo japonês Sony confirmou na sexta-feira (3) à noite ter sido alvo de um novo ataque virtual que afetou sua filial Sony Pictures.

"O cibercrime que afetou a Sony e um certo número de agências do governo, de empresas e de indivíduos durante os últimos meses também afetou a Sony Pictures. Um grupo de hackers chamado 'LulzSec' afirmou ter invadido alguns de nossos sites", afirma o comunicado.
O ataque aconteceu na quinta-feira (2). A empresa informou ter adotado medidas para evitar futuras invasões.
Um grupo de hackers anunciou na quinta ter roubado mais de um milhão de senhas, identificações de mensagens eletrônicas e outros dados do site Sony Pictures.com, pouco tempo depois de um ataque similar contra uma base de dados do PlayStation.
O ataque foi reivindicado pelo grupo "Lulz Security" na conta de twitter @LulzSec.

Depoimento: Nuvem não consegue superar o velho Paint

Quando aceitei o desafio de Tec de viver uma semana "na nuvem", pensei duas bobagens: que seria fácil e que eu já fazia isso em boa parte do tempo.
No primeiro dia, entendi o quão fora da nuvem eu estava. Preparar uma planilha de plantões foi a primeira derrapada --fui direto ao Excel.
Dei meia-volta e abri uma planilha no Google Docs. Para quem passa o dia todo de navegador aberto, é até mais fácil do que percorrer o caminho até o programa no computador.
A segunda derrapada é mais difícil de explicar e exige um certo grau de intimidade. Portadora de um tumblr de humor interneteiro, eu alimento o site com arquivos em JPEG criados e modificados no glorioso e lo-fi Paint.
Mantive a rotina: abri o programa, mexi, salvei e, quando me lembrei do desafio da nuvem, já havia perdido a segunda batalha.
Voltei à internet. Encontrei três opções interessantes ao Paint: Canvaspaint, Sumo Paint e Pixlr. Este último eu já havia usado para tratar fotos em viagem com um netbook caduco. Na ocasião, aguentou bem.
Desta vez, o Sumo Paint se saiu melhor --mais rápido, menos burocrático e com todos os recursos básicos de tratamento de imagens e desenhos-- e serviu à fabricação das imagens que acompanham este texto.
Ocorre que os textos do site O Pintinho (opintinho.com.br) são escritos em Fixedsys, a fonte mais velha do Windows. E os programas mais à mão para a edição de imagens e desenho on-line, mesmo emulando bem o Paint, traziam às vezes longas listas de fontes sem nada que lembrasse a Fixedsys. Tive de me conformar. Duro mesmo foi descobrir que, para tratar e editar o Pintinho, não foi só a Fixedsys que fez falta.
É incrível e parece coisa da incorreção política dos piores shows de comédia stand-up brasileira declarar que um programa da Microsoft --o Paint!-- pode ser melhor que a internet inteira. Mas é.

Os editores de imagens da internet, em Java ou Flash, nem sempre dão certo. Cortar e colar pode ser um tormento. Pintar uma fogueira com a destreza manual de uma criança de três anos exige um pouco menos que o trabalho que Moisés deve ter tido pra abrir o mar Vermelho.
Exagero, é claro. E tenho aí uns graus de deficiência no trato com programas mais sofisticados de edição de imagens, podemos relativizar. Mas o fato é que a nuvem, ubíqua, ainda não conseguiu abarcar por inteiro o reino da tosqueira que é o Paint.
Vamos em frente. Editamos imagens nos sites citados, redigimos documentos no editor do Google e ali também criamos planilhas que podemos abrir ou imprimir em qualquer lugar. É a vantagem absoluta da nuvem. Ouvimos música à vontade --randômica no Blip.fm, à la carte no Grooveshark.
Mas a música ficou menos portátil: o iPod shuffle, off-line, teve de ser desligado. No celular, a música e os vídeos ficam condicionados à boa vontade do 3G brasileiro. E é aí que o cenário começa a ficar nublado de verdade. (Este texto, ainda sob o desafio da nuvem, foi escrito e medido no lettercount.com).
SEIS POR MEIA DÚZIA
NO LUGAR DE Word e Excel
USEI Google Docs e Lettercount
VEREDICTO Depois do Google Docs, nem parece que o Word ainda existe; para contagem rápida de caracteres fora do Docs, o Lettercount resolve bem
NO LUGAR DO iTunes
USEI Grooveshark e Blip.fm
VEREDICTO Programa que já não é grande coisa, o iTunes fica sem função se o iPad não tem rede; Grooveshark e Blip dão conta de quase tudo na web --a depender do grau de exotismo dos sons
NO LUGAR DE Paint e IrfanView
USEI Sumo Paint e Pixlr
VEREDICTO Faltou a fonte Fixedsys, faltou entrosamento, mas o Sumo Paint deu conta do serviço. O Pixlr, para edição rápida e caseira de fotos, é bom

Favela da Rocinha ganha site de compra coletiva exclusivo

Contratado para melhorar um site de compras coletivas da Bahia, o programador Éden Meireles, 26, fez o serviço e não foi pago. "Fiquei chateado, mas passou. Esse trabalho me rendeu a ideia de criar o Clube Comunidade", conta.
Clube Comunidade é um site de compras coletivas voltado para favelas do Rio. Morador da Rocinha (zona sul) desde que nasceu, Meireles decidiu atender primeiro a própria comunidade.

"Os sites grandes de compras coletivas nunca vão atender pequenos comerciantes, porque só lidam com 12, 13 mil pessoas", diz.
No ar desde o dia 1º, por enquanto o site oferece uma só oferta: escova marroquina ou indiana na MM Cabeleireira Unissex com desconto de 55%. O preço normal é R$ 100, mas quem se cadastrar paga só R$ 45.
"Na Rocinha tem muito cabeleireiro, então temos que usar toda forma de divulgação. Fiz um acordo com o fornecedor dos produtos [usados na escova] e pude diminuir o preço", diz Mirian da Silva, 38, dona do salão, que afirma fazer mais de 200 escovas por semana.
"Divulguei o site em panfletos e tivemos 200 visitas por dia, um bom número. Na próxima quarta-feira teremos sete ofertas simultâneas", conta Meireles. Ele tem trabalho fixo e usou folgas para desenvolver o site. Investiu R$ 6.000: dois meses de seu salário.

Preços de PCs devem subir com alta em componentes

Computadores, notebooks e netbooks deverão ficar mais caros no Brasil ao longo dos próximos meses em virtude do repasse da alta de componentes eletrônicos produzidos na Ásia, informa reportagem de Camila Fusco para a Folha.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Segundo levantamento da consultoria IT Data antecipado à Folha, nos últimos 30 dias, as telas de cristal líquido aumentaram 10%, discos ópticos, para leitura de CDs e DVDs, subiram 20% e os discos rígidos, 30%.
"A produção não acompanhou a demanda. Além do aumento de preços significativo, já é possível verificar pouca disponibilidade de componentes", diz Ivair Rodrigues, diretor geral da consultoria IT Data.
A explicação está principalmente na escassez de produtos. Após o tsunami no Japão, que afetou diversos fabricantes de componentes, parte da demanda foi deslocada para a China, o que sobrecarregou outras empresas e elevou os preços.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sincronização facilita edição de arquivos locais

Não faltam opções para quem deseja armazenar arquivos on-line. É possível, por exemplo, usar serviços de e-mail como o do Yahoo!, que oferece espaço ilimitado, ou adotar alternativas que funcionam como discos virtuais, como Amazon Cloud Drive, Google Docs ou Mozy. São boas escolhas para guardar dados que não precisam ser frequentemente modificados.
Para armazenar arquivos que são atualizados continuamente, porém, há serviços mais adequados, com opções de sincronização.
A sincronização permite manter cópias dos arquivos gravadas localmente, não apenas na nuvem.
Você pode, por exemplo, manter documentos sincronizados em seu desktop e em seu laptop. Ao modificar um arquivo no desktop, uma cópia atualizada dele é gravada também no laptop (e na nuvem, se você quiser). Assim, os dois computadores ficam com documentos iguais.
Como os arquivos são gravados localmente, você pode editá-los sem acesso à rede. A sincronização ocorre quando você volta a ficar on-line.
Outra vantagem é evitar o esforço de ter que baixar o arquivo manualmente, para então editá-lo e depois fazer o upload da versão atualizada.

Novo modelo de negócio combina MP3 e streaming

Após o aumento da popularidade da nuvem, surgiu um novo modelo de negócios para o streaming de músicas, o "baú de música".
Nele, os usuários são donos das canções, mas elas ficam guardadas nos servidores do serviço. Isso permite o acesso ao acervo de qualquer lugar, evitando o confinamento da hospedagem de arquivos em uma só máquina.
O formato carrega características de dois modelos de se ouvir música on-line: download de arquivos e acesso a conteúdos na nuvem.
O primeiro é representado por lojas virtuais de canções como o iTunes, no qual o usuário é dono de um arquivo que fica no seu computador. No segundo, ele paga para utilizar um gigantesco acervo, mas não é proprietário dos arquivos.
No baú de música, a pessoa estabelece a propriedade sobre um arquivo, mas ele também é guardado nos computadores das companhias. Nesse modelo, os arquivos baixados ficam disponíveis em qualquer máquina conectada à internet.
Amazon e Google já adotaram o formato e espera-se que a Apple anuncie algo parecido na semana que vem.

Gigantes brigam por espaço no setor de documentos on-line

om os programas para produção e edição de documentos on-line você pode deixar de comprar e instalar uma batelada de pacotes de escritório, economizando espaço e dinheiro.
Em parceria com o Facebook, a Microsoft entrou na briga no ano passado e lançou o serviço Docs. Ele permite que você crie textos, planilhas e apresentações, como no pacote Office, e compartilhe-os com seus amigos da rede social, que podem editar ou apenas visualizar os documentos.
Trata-se de uma tentativa de conquistar usuários do serviço Google Docs, um dos exemplos de sucesso da computação em nuvem. O Gdocs é simples, ágil e supre as necessidades de alguém que não precisa produzir documentos requintados.
Esse é um mercado que saltará de US$ 46,4 bilhões gerados em 2009, segundo cálculos da empresa de pesquisas Gartner, para US$ 150 bilhões em 2013.
Além dos poderosos Google, Microsoft e Facebook,outros contendores aparecem na parada. O multitarefa Zoho conta com mais de 20 programas além do manjado trio texto-apresentação-planilha.
Já o Acrobat.com, da Adobe, tem design mais sofisticado e oferece uma versão paga, além da gratuita, mais simples.

Serviços on-line oferecem portabilidade, mas com limitações

Na próxima segunda-feira (6), a Apple apresentará o iCloud, uma "oferta de serviços na nuvem", como descreveu a empresa em anúncio oficial. Segundo rumores, será um serviço de armazenamento on-line e transmissão de música pela internet.
É um passo importante da Apple em uma área que não para de crescer e já conta com forte presença de rivais como Amazon, Google e Microsoft: serviços voltados ao usuário final baseados em computação em nuvem.
Computação em nuvem é, basicamente, um modelo que permite o acesso a recursos computacionais fornecidos por uma rede remota de computadores, em vez de máquinas locais dedicadas.
Ela permite, por exemplo, que empresas terceirizem parte de sua infraestrutura e economizem com manutenção. E que recursos computacionais sejam usados de maneira mais inteligente, fornecidos de acordo com a demanda.
É comum a comparação da nuvem com a rede elétrica: grosso modo, o usuário não precisa conhecer detalhes técnicos do funcionamento do sistema, e a energia é fornecida conforme a demanda.
Para o usuário final, a computação em nuvem marca presença principalmente em serviços cujo software e dados são armazenados em redes on-line e acessados por meio de um navegador.
USUÁRIO FINAL
Em 1º abril de 2004, o Google lançou o Gmail, serviço gratuito de e-mail com 1 Gbyte de armazenamento. Alguns meses depois, a oferta já aumentara para 2 Gbytes por conta. Era tanto espaço que Bill Gates "chegou à conclusão de que o Google estava fazendo alguma coisa errada", conta o jornalista Steven Levy em seu livro "In the Plex".
O sucesso do Gmail foi um marco da popularização da nuvem entre usuários finais. Pouco tempo depois, os concorrentes Hotmail e Yahoo! Mail aumentaram o espaço disponível em suas caixas postais, e empresas começaram a investir fortemente em serviços on-line.
Hoje é possível editar documentos no Google Docs, gravar backup no Microsoft Windows Live SkyDrive, ouvir música pelo Grooveshark, assistir a vídeos pelo YouTube, ver fotos no Flickr, sincronizar arquivos pelo SugarSync e até trabalhar com um laptop centrado no uso de aplicativos baseados na web --o Chromebook, que tem sistema operacional Chrome OS, com interface semelhante à do navegador homônimo.
Mas quais as vantagens desses serviços on-line para o usuário final?
Uma delas é a portabilidade --serviços e dados on-line podem ser acessados remotamente por diferentes aparelhos com acesso à internet ao redor do mundo, em vez de ficarem limitados a umas poucas máquinas e exigirem cópias de uma para outra.
Outra é a segurança: muitas empresas trabalham com uma boa estrutura de recursos redundantes, o que diminui a chance de que serviços ou dados fiquem indisponíveis por conta de problemas operacionais. Os usuários não costumam montar sistemas pessoais redundantes, ou seja, são menos preparados para eventuais desastres.
As fragilidades, porém, não deixam de existir, mesmo para as empresas mais preparadas --por isso, a segurança é também um dos pontos fracos da computação em nuvem. Nos últimos anos, problemas atingiram gigantes como Amazon, Apple, Google e Microsoft, que deixaram clientes sem acesso aos seus serviços.
Há ainda a questão da privacidade: é confiável deixar dados pessoais em redes remotas? Que usos as empresas podem fazer deles? Estão bem protegidos? Recentes falhas de segurança em redes da Sony permitiram que informações de mais de 100 milhões de usuários fossem roubadas.

Presidente do Google diz que empresa tem disciplina financeira

O Google gasta seu dinheiro com prudência mesmo apostando em projetos "especulativos" como carros que se dirigem sozinhos, afirmou o presidente-executivo Larry Page em seu pronunciamento mais longo desde que assumiu o cargo, há dois meses.
"Somos muito cuidadosos com o dinheiro de acionistas", disse Page no encontro anual de acionistas da empresa na quinta-feira. "Nós começamos, lembrem-se, como uma empresa de garagem, e somos muito cuidadosos com nossos gastos", disse.
Os investimentos do Google têm sido o foco de investidores que se preocupam que eles possam reduzir as margens de lucro da empresa. Page, que co-fundou o Google quando era universitário há mais de uma década, tinha a reputação de defender projetos ambiciosos com retornos incertos, como a digitalização de livros de bibliotecas.
A performance da ação do Google ficou abaixo da do mercado em 2010 e acumula queda de quase 16% desde que a companhia afirmou em janeiro que Page substituiria Eric Schmidt como presidente-executivo.
Page irritou investidores novamente ao fazer sua estreia no cargo em abril e falar por apenas alguns minutos antes de sair de uma teleconferência sobre os resultados trimestrais da companhia.
Falando para acionistas na sede do Google na quinta-feira, Page deu um relatório positivo sobre o progresso de vários negócios do Google, como os smartphones com o sistema Android.
Ele disse que a companhia alcançou uma série de metas desde a mudança administrativa que o colocou no cargo, particularmente em termos da aceleração do ritmo das operações da companhia.
Em referência aos recentes ataques a contas de usuários do Gmail revelado pela empresa na quarta-feira, Page afirmou que o incidente não resultou de uma falha de segurança do Google, mas do roubo de senhas. E disse que a tecnologia de computação em nuvem na qual o Google se baseia ajudou a empresa a detectar os ataques e ajudaria a empresa a melhorar sua segurança.

Ataques de hackers ameaçam perspectivas da computação em nuvem

Os recentes ataques de hackers contra o Gmail e a PlayStation Network, da Sony, ameaçam reduzir a velocidade de decolagem da nova grande tendência no mundo da computação: a nuvem.
As companhias de computadores vão colaborar para tratar de questões de segurança que estimulem a confiança do mercado sobre a computação em nuvem. A tecnologia envolve armazenagem de dados e software em servidores para acesso pelos usuários via internet. O sistema tem grande apelo no mercado empresarial, em que potenciais dimensões são muito maiores do que no do mercado de varejo.
"Muitas empresas têm reservas quanto à segurança da computação em nuvem devido à arquitetura para múltiplos inquilinos e ao fato de que os provedores de serviços em nuvem são grandes alvos", disse Steve Hodgkinson, diretor de pesquisa de tecnologia da informação no grupo de pesquisa britânico Ovum.
"A realidade, porém, é a de que os principais fornecedores de serviços de computação em nuvem têm forte incentivo para investir nos mais recentes processos e tecnologias de segurança, e é provável que sejam mais seguros que as empresas", disse.
A segurança é uma questão importante no mundo da computação. Hackers invadiram as contas da Sony e promoveram ataques contra empresas de destaque, entre as quais a Lockheed Martin, do setor de defesa, e o Google, que apontou a China como local de origem da investida.
As preocupações quanto à segurança podem retardar o crescimento do mercado da computação em nuvem, que este ano deve atingir os US$ 3,2 bilhões somente na Ásia, ante US$ 1,87 bilhão no ano passado, enquanto o mercado mundial poderia atingir os US$ 55 bilhões até 2014, de acordo com estimativas do grupo de pesquisa de tecnologia IDC.
Analistas e especialistas setoriais acreditam que segurança baseada em hardware oferece mais proteção do que software com criptografia adicionada a dados nos servidores. Enquanto isso, os fabricantes de chips estão se esforçando por reforçar seus sistemas de autenticação.
"Temos que fazer uma combinação de coisas como criar mais e mais dispositivos de segurança na infraestrutura", disse Boyd Davis, vice-presidente na Intel, falando durante a Computex, em Taipé, nesta semana.
A Intel tem trabalhado desde o final do ano passado com empresas de software e de computadores incluindo Fujitsu, Huawei, Cisco, Dell, IBM e HP, em uma iniciativa entre indústrias direcionada a tornar a infraestrutura em nuvem mais simplificada, segura e eficiente.
Enquanto isso, ARM e AMD, rivais da Intel, também estão inserindo mais sistemas de segurança em seus chips e processadores, mas estão trabalhando com diferentes parceiros.
Se houvesse um padrão aberto a ser seguido, isso poderia ajudar a indústria de tecnologia a criar um sistema de computação em nuvem mais seguro, segundo a AMD.
"Se você não tem um padrão aberto, pode implantar segurança de uma maneira específica, e eu posso fazer algo incompatível com ela. E as aplicações não conseguiriam conversar entre si", disse Manju Hegde, vice-presidente corporativo da AMD.

Saiba como programar seus tuítes

Se tuitar faz parte das suas atividades diárias, é bem provável que em algumas situações você não possa fazer uma publicação, já que não tem acesso a internet. Uma das maneiras de resolver esse problema é usando programas como o Twuffer.
O serviço permite que você, por exemplo, programe alguns tuítes para cumprimentar um aniversário ou fazer um anuncio semanal em um determinado horário. Outra situação boa para uso é quando você pretende falar com pessoas que acessam o Twitter em horários que não são compatíveis com o seu.
O funcionamento do serviço é muito simples. Acesse o site e informe suas credenciais do Twitter. Nos campos apropriados digite o texto do tuite e escolha a data e horário que ele será enviado.

Pesos-pesados dos videogames buscam recomeço na E3

Voltas por cima serão a trama dominante da E3 (Electronic Entertainment Expo), a feira anual na qual o setor de videogames exibe variedade espantosa de novos jogos, consoles e aparelhos variados, e que começa na semana que vem.
Cerca de 45 mil jornalistas, profissionais do setor e analistas estarão em Los Angeles para a conferência, que ocupará um espaço equivalente a oito campos de futebol.
A conferência deste ano, que se estenderá de 7 a 9 de junho, começa em um momento no qual o setor tenta se adequar ao rápido crescimento dos jogos on-line e para celulares, e no qual dois de seus baluartes se veem em situação insegura.
A Nintendo, que vinha liderando as vendas de hardware, luta para conquistar usuários junto a Microsoft e Sony e teve resultados decepcionantes com o lançamento de seu portátil 3DS. Em um esforço para retomar a liderança, ela exibirá um novo console de videogame.
A Sony, enquanto isso, tentará apagar a mancha causada por uma violação de dados que expôs informações pessoais de mais de 100 milhões de usuários de suas redes on-line.
Ambas as companhias japonesas realizarão entrevistas coletivas antes da abertura oficial da E3, na terça-feira.
A Nintendo até o momento divulgou poucos detalhes sobre seu novo aparelho, mas ele deve oferecer recursos gráficos de alta definição, um controle especial, sensores de movimentos e tecnologia que permitirá que execute jogos antigos da empresa.
A introdução de um novo console para casa, o primeiro em cinco anos, pode reanimar o setor mundial de videogames, que vem enfrentando dificuldades, apesar de movimentar US$ 65 bilhões ao ano, disseram executivos do setor.
"Considero o lançamento de um novo aparelho da Nintendo como positivo para o setor, porque força todo mundo a apresentar melhor desempenho", disse Yves Guillemot, presidente-executivo da produtora de videogames francesa Ubisoft. "Isso forçará Microsoft e Sony a agirem", disse.
A Sony lançou o PlayStation 3 em novembro de 2006, enquanto a Microsoft lançou o Xbox em novembro de 2005. Os dois consoles têm vendas firmes e nenhuma das duas fabricantes anunciou planos imediatos para novos sistemas, diferentemente da Nintendo.
Para atualizar seus consoles, Sony e Microsoft lançaram novos controles dotados de sensores de movimentos, que permitem que os usuários se vejam dançando ou praticando esportes em suas telas de TV.
HACKERS
A Sony enfrenta tipo diferente de obstáculo depois de um ataque de hackers em abril. Desde que ele ocorreu, os críticos vêm atacando a empresa por não proteger bem suas redes e ter esperado uma semana até alertar seus clientes.
O sistema on-line de videogames da Sony, a PlayStation Network, passou cerca de três semanas desativado, e algumas de suas partes ainda não voltaram a funcionar em alguns países. Legisladores, autoridades regulatórias e a polícia de diversos países estão investigando os ataques.
Há pouca chance de que a Sony escape das consequências do ataque durante a E3.
"A apresentação da Sony terá de incluir um mea-culpa quanto aos ataques e reassegurar os clientes de que suas informações estão seguras", disse Eric Handler, analista da MKM Partners. "Não vão poder varrer a situação para baixo do tapete."
Quando conseguir desviar as atenções do ataque, o foco da Sony será divulgar seu novo portátil, o Next Generation Portable, ou NGP, que ainda não foi lançado. O esguio aparelho dotado de tela sensível a toques de cinco polegadas dispõe de conexões Wi-Fi e 3G e câmeras frontal e traseira. A Sony deve divulgar detalhes do preço, data de lançamento e títulos que estarão disponíveis para o NGP, durante o evento.
Outro tema dominante da E3 serão os jogos on-line. Trata-se de uma ampla gama de títulos jogados na internet, especialmente no Facebook, via computador, console ou celular e tablet. Os jogos on-line e digitais gerarão receita de até US$ 18 bilhões neste ano, 15% acima do ano passado, de acordo com a DFC Intelligence.
A Electronic Arts anunciou na sexta-feira o lançamento de um serviço on-line de jogos chamado Origin, que permitirá que consumidores comprem e baixem jogos on-line diretamente dele, bem como acompanhem todos os seus jogos em diferentes plataformas.
Battlefield 3 e FIFA 12, dois títulos importantes da companhia, estarão disponíveis no Origin quando o serviço chegar ao mercado.

Governo da Bahia lança jogo na internet para deter criminosos

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia lançou um jogo na internet com fotos dos criminosos mais procurados pela polícia.
É um jogo da memória. Os internautas têm cinco minutos cronometrados para formar os pares de cada um dos bandidos a partir da memorização de suas posições no tabuleiro.
A iniciativa, que faz parte de um programa chamado "Pacto pela Vida", tenta incentivar as denúncias por telefone --o site do jogo destaca que o anonimato é "garantido".
A secretaria ainda distribuiu um baralho com fotos dos 50 criminosos mais procurados, em uma tática similar à usada pelo governo dos Estados Unidos em 2003 no Iraque, onde distribuiu entre os soldados americanos um baralho com as fotografias de Saddam Hussein, seus filhos e colaboradores mais próximos para facilitar sua identificação e captura.

Estudante chinês revela que vendeu rim para comprar iPad 2

Um estudante de 17 anos contou que decidiu vender um rim para poder comprar um iPad 2 na província de Anhui, no leste da China. Embora a operação tenha sido bem-sucedida, agora sua saúde está em perigo, informou nesta sexta-feira (3) o site de notícias NetEase.
O estudante, Zhen, contou que teve a ideia de se desfazer de seu órgão após ler na internet um anúncio que oferecia 20 mil yuans (cerca de US$ 3 mil) por um rim e, como tinha muita vontade de comprar um iPad 2, mas não tinha dinheiro, decidiu aceitar a proposta, relata o site.
A cirurgia foi realizada na cidade de Chenzhou, na província central de Hunan, à qual Zhen se deslocou em 28 de abril sem comunicar a seus pais. Após três dias de internação, ele recebeu a soma de 22 mil yuans (US$ 3.395).
Zhen revelou também que, ao chegar a Chenzhou, três pessoas o esperaram para levá-lo a um hospital, cujas instalações, segundo o NetEase, não contam com os equipamentos necessários para operar. Ele acrescentou que seus pais souberam da sua "venda" pelo ferimento que deixou no corpo e pelo iPad 2 e pelo telefone celular que trouxe consigo para casa.
Após a descoberta, os pais tentaram localizar as pessoas que levaram Zhen ao hospital de Chenzhou, mas nenhuma respondeu, enquanto os funcionários da clínica disseram não saber nada sobre o caso, já que os quartos onde foi praticada a operação estão alugados a um empresário da província oriental de Fujian.
Até o momento, as autoridades não localizaram os compradores do rim de Zhen, cuja saúde, um mês após ter sido operado, se deteriorou.

Loja de livros tenta promover língua árabe

Jinanne Tabra cresceu entre dois mundos muito diferentes. Apesar de ter nascido no Iraque, cresceu na Escócia e encontrou grandes dificuldades para aprender a língua árabe --não era fácil ter acesso a livros, brinquedos e outros tipos de instrumentos de aprendizado, disse ela em entrevista à Folha.
"Ao longo dos anos, fui percebendo que meu conhecimento de árabe estava longe de ser o ideal", contou Tabra, em uma conversa por telefone. Ela explica que frequentava uma escola em que falava inglês durante a semana e, nos fins de semana, ia aprender árabe em uma escola montada pela comunidade local.
Foi com isso em mente que ela decidiu criar o Araboh (araboh.com), o primeiro site de comércio eletrônico da região do Oriente Médio, segundo informações da Fundação Qatar. Atualmente, ela ocupa o cargo de executiva-chefe no site.

O Araboh vende livros, CDs e DVDs educativos relacionados à língua árabe. Segundo informações da Fundação Qatar, são de 1.200 a 1.500 livros disponíveis on-line e todos já foram lidos por Tabra ou algum membro de sua família para "garantir que não sejam políticos e sejam divertidos". A maior parte dos títulos, segundo Tabra, é vendida para países de fora da região do Oriente Médio.
A executiva também diz que tenta trazer as ações de seu site para além do on-line e promove festivais relacionados à literatura em língua árabe.
LÍDER ÁRABE
Sobre o fato de ser uma líder do sexo feminino nos países árabes, Jinanne conta que não enfrentou tantas dificuldades.
"O maior problema pra mim foi que, quando me formei [Tabra formou-se na primeira turma de administração e negócios da Carnegie Mellon University, no Qatar, em 2008], não existiam grandes modelos de liderança feminina na minha área", diz. Por isso, ela afirma que hoje procura ir a escolas e conversar com meninas para poder servir de exemplo.

Português se fingia de mulher e intimidava vítimas na internet

Começou nesta semana em Portugal, o julgamento de um professor universitário que, segundo acusações, fingia ser uma mulher loira na internet, para manter relacionamentos virtuais com homens.
Aparentemente, ele não admitia o término de uma relação e passava a importunar e intimidar os "namorados", que continuavam sem saber que a loira era na verdade um homem.
Mário Miguel Mendes, 40, que dava aulas na cidade portuguesa de Évora e é doutorando em paleontologia, supostamente usava na rede o nome de Sofia Sá Guimarães, atraindo durante oito anos --entre 2001 e 2008-- homens interessados em relacionamentos.
Nas fotos que enviava aos que entravam em contato com ele, Mendes, de acordo com as acusações, aparecia como uma loira alta, de olhos azuis, com aparência escandinava. As vítimas eram normalmente homens solteiros ou que estavam tendo problemas nos seus relacionamentos.
Da internet, o passo seguinte era trocar números de telefone. Quando falavam ao telefone, o acusado imitava o sotaque da região de Cascais, a mais rica do país. Acredita-se que várias vezes ele chegou a marcar encontros com suas vítimas, mas nunca aparecia.
Segundo apurado nas investigações, as conversas tinham intenso teor sexual, muitas vezes levando os envolvidos ao orgasmo.
AMEAÇAS
No momento em que as vítimas desistiam da relação, começava o assédio, de acordo com as investigações. Mendes teria dado dinheiro a detetives e agentes policiais --que também estão sendo julgados-- em troca de informações pessoais de suas vítimas.
Com os dados em mãos, passava a telefonar, perseguir, ameaçar, enviar presentes embaraçosos para o local de trabalho, entre outras formas de intimidação.
Nem a mudança de número de celular fazia com que as vítimas se livrassem dele. Com a ajuda dos agentes de segurança, descobria os novos contatos e continuava telefonando.
A acusação relata que ele enviava cartas anônimas aos chefes das vítimas com afirmações falsas. Inventava que tinham cometido crimes, eram portadores de doenças graves, estavam infectados pelo vírus HIV ou eram homossexuais.
Também telefonava para o corpo de bombeiros, ambulâncias e a empresa de eletricidade, para resolver falsas emergências nas casas das vítimas - o acusado supostamente chegou a contratar por telefone funerárias para irem à casa de vítimas para retirar cadáveres inexistentes.
Um dos homens assediados no local de trabalho foi o oficial graduado da polícia Alexandre Coimbra. Certo dia, ele recebeu a cada meia hora, no local de trabalho, coroas de flores com os dizeres "Descanse em paz", sugerindo que gostaria que Coimbra estivesse morto.
Outra vítima, Vasco Pereira, funcionário de uma editora, não imaginava que o fim de dois anos de relacionamento virtual com Sofia seria o começo de seus problemas. Ele acusa Mário Mendes de ter jogado tinta nas paredes do prédio onde mora e de ter causado depressão à mãe da vítima com seus constantes telefonemas ameaçadores.
Segundo a acusação, ao ser preso, Mário tinha em seu quarto a placa do carro de Vasco Pereira.
A polícia não sabe o total de supostas vítimas de Mário, Mas há informações sobre outros homens ameaçados que não apresentaram queixa.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Prefeito Gilberto Kassab adere ao Twitter

Prometendo se tornar usuário assíduo, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab aderiu ao Twitter, rede social criada em 2006 e que desde 2009 ganhou a preferência de celebridades, artistas e políticos do Brasil e do mundo para se comunicarem diretamente com o público.
Com o nome de usuário "gilbertokassab_" --ainda não se sabe se ele vai solicitar o usuário "gilbertokassab", que já havia sido registrado, mas está inativo--, o prefeito publicou quatro atualizações na tarde desta quinta-feira.
"Sempre que a agenda permitir, espero falar aqui sobre esse universo desafiador, complexo e surpreendente da nossa cidade", escreveu Kassab, prometendo estar em breve "em velocidade de cruzeiro".
A notícia da adesão do prefeito à rede social se espalhou a partir das 21h e, em dado momento, Kassab ganhou 600 novos seguidores em apenas 10 minutos.
As expressões de boas vindas, porém, foram em sua maioria negativas.
Acostumados a lidar --e a se irritar-- com famosos no site, os usuários veteranos já começam a testar a paciência do prefeito com reclamações, piadas e comentários provocantes.
O prefeito aproveitou o ambiente virtual para anunciar detalhes sobre a quinta edição da Campus Party Brasil, evento de tecnologia que reúne milhares de pessoas durante uma semana e que, em 2012, acontecerá no Centro de Eventos Anhembi.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, que confirmou a veracidade do perfil, a entrada de Kassab na rede social não foi planejada como uma ação de governo e, por isso, não foi anunciada oficialmente.

Hackers dizem ter invadido outra rede da Sony

Um grupo de hackers disse ter realizado mais um ataque às redes da Sony, em um novo revés para a empresa japonesa que se esforça para deixar para trás uma crise de segurança que começou em abril.
O grupo, batizado de LulzSec, disse nesta quinta-feira que invadiu os servidores do site SonyPictures.com e comprometeu as informações pessoais de mais de 1 milhão de clientes.
Representantes da Sony não foram localizados imediatamente para comentar o assunto.
O LulzSec afirmou em comunicado em seu site que atacou uma base de dados que incluía senhas não protegidas por criptografia, assim como nomes, endereços e datas de nascimento de clientes da Sony.
Trata-se do último de uma série de problemas com segurança da Sony, que descobriu em abril uma invasão hacker na sua PlayStation Network que sequestrou dados de mais de 77 milhões de contas.
O ataque à rede do videogame PlayStation, considerado o maior da história da internet, fez com que a companhia japonesa desativasse a PlayStation Network e outros serviços por um mês.

Adotar Android seria rendição, diz CEO da Nokia

O executivo-chefe da Nokia, Stephen Elop, afirmou nesta quinta-feira (2) que a companhia finlandesa descartou utilizar o sistema Android em seus aparelhos porque tal medida poderia significar que estava se "rendendo" à concorrência.
Apesar de ser o maior fabricante de telefones celulares do mundo, a Nokia viu sua posição dominante ser ameaçada nos últimos quatro anos pela popularização dos smartphones, já que seu sistema operacional Symbian ficou obsoleto para fazer frente a esse desafio, admitiu Elop.
"Cada vez era mais frágil e instável, e tomava cada vez mais tempo atualizá-lo para que fosse competitivo", explicou o executivo, que chegou à Nokia em 2010 após passagem pela Microsoft.
Elop foi o responsável por fechar um acordo com a Microsoft para enterrar o Symbian e adotar o sistema operacional Windows Phone 7 em seus dispositivos, uma decisão estratégica que defendeu hoje no último dia da conferência Uplinq, organizada pela Qualcomm e realizada em San Diego.
"Estudamos também a opção do Google (Android). Pensamos em nos unir a um sistema forte e em crescimento, mas nos preocupava o fato de que não poderíamos nos diferenciar o suficiente. Além disso, era uma questão de atitude. Se adotássemos o Android, teríamos dado a impressão de que estávamos nos rendendo. Não nos rendemos, lutamos com mais força", disse.

Cibersegurança se torna prioridade diplomática dos EUA

A cibersegurança passou a ser uma prioridade diplomática dos Estados Unidos, com Washington procurando construir relacionamentos para combater o roubo de informações e reduzir o risco de conflitos, afirmou uma autoridade sênior.
O coordenador de assuntos "ciber" do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Painter, afirmou que o país enfrenta uma série de potenciais ameaças no ciberespaço provenientes de hackers individuais, militantes e potenciais países rivais. A diplomacia e as políticas do país estão somente começando a alcançar o avanço da tecnologia, disse.
"Está claro que a cibersegurança é agora um imperativo nas políticas" disse ele à Reuters no fim da quarta-feira (1º) em uma conferência do centro de estudos East-West Institute.
"Isso envolve assuntos de governança, assuntos econômicos e militares. A melhor atitude é se relacionar com os países e ter uma discussão livre e franca. Estamos só começando a fazê-lo", afirmou.
Painter, nomeado em abril após trabalhar como diretor sênior para política cibersegurança na Casa Branca, preferiu não discutir as recentes brechas de segurança nem dizer quem ele pensava ser o responsável. Mas é claro que o assunto precisa ser resolvido, disse.
O Google disse suspeitar de que hackers chineses tentaram roubar senhas de centenas de usuários do seu sistema de e-mails, incluindo importantes autoridades dos EUA, ativistas chineses e jornalistas.
Autoridades chinesas negaram qualquer conexão do governo com o ocorrido, afirmando que a China também foi vítima de hackers.
A gigante do setor de defesa Lockheed Martin e a empresa do segmento de eletrônicos Sony também reportaram recentemente roubo de dados. Especialistas em segurança afirmam que muitas outras companhias sofrem ataques similares, mas não o declaram publicamente.

EUA classificam suposto ataque chinês ao Google de "muito sério"

O governo dos Estados Unidos se apressou em avaliar nesta quinta-feira (2) se sua segurança havia sido comprometida após o Google divulgar a ocorrência de um ataque hacker que teve autoridades norte-americanas como alvos e que, segundo a empresa, teria vindo da China.
"Essas alegações são muito sérias", afirmou a secretária de Estado Hillary Clinton.
"Levamos isso muito a sério; estamos as avaliando [as alegações]", disse Hillary a jornalistas um dia após a empresa afirmar que bloqueara um ataque hacker cuja meta era roubar senhas de centenas de usuários de contas de e-mail do Google, incluindo importantes autoridades do governo dos EUA, ativistas chineses e jornalistas.
O anúncio do Google alimenta o debate em Washington sobre as intenções da China no ciberespaço, que os EUA identificam como um possível sinal de conflitos no futuro.
Nem o Google nem o governo norte-americano afirmaram que o governo chinês estava por trás dos ataques. O Google disse somente que o ataque, aparentemente, havia se originado na China.
Pequim, no entanto, reagiu agressivamente à acusação, afirmando ser "inaceitável" culpar Pequim e dizendo que as alegações de que a China apoia hackers são infundadas e "têm motivos ocultos".
Hillary disse que o Google relatou a situação ao Departamento de Estado antes de fazer seu anúncio na quarta-feira (1º), e que o FBI está realizando investigações em parceria com o Google.
Autoridades norte-americanas, falando em anonimato, disseram não haver indícios de nenhuma falha de segurança, notando que funcionários do governo foram instruídos a não usar contas privadas para discutir assuntos confidenciais. Alguns órgãos do governo dos EUA, como a Securities and Exchange Commission, impedem que funcionários acessem contas privadas.
A Casa Branca informou ainda que não tem motivos para acreditar que e-mails oficiais do governo norte-americano tenham sido hackeados no incidente do Google.
No entanto, o governo irá checar se as contas privadas de autoridades foram atingidas, afirmou uma autoridade, falando em condição de anonimato.

Site de compras coletivas Groupon faz pedido de IPO

A empresa de compras coletivas na internet Groupon fez um pedido de oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira.
A empresa é a última de uma série de companhias do setor de redes sociais a buscar espaço no mercado acionário norte-americano.
O Groupon pretende levantar US$ 750 milhões em seu IPO. No entanto, esse número é preliminar e pode mudar.
O documento não especifica o número de ações a serem ofertadas no IPO, a faixa de preço e o cronograma da operação.
A oferta será coordenada pelo Morgan Stanley e pelo Goldman Sachs.

Justiça obriga homem a pedir desculpas cem vezes no Twitter

Um tribunal na Malásia obrigou um homem a desculpar-se cem vezes no Twitter, como punição pela difamação de uma editora de revistas.
Em janeiro, Fahmi Fadzil publicou um tuíte em que dizia que uma de suas amigas, que estava grávida, não foi bem tratada pela "Female Magazine", publicação da editora Blu Inc Media.
Ele pediu desculpas algumas horas depois do ocorrido, diz o site The Next Web, mas a empresa entrou na Justiça, e o caso foi encerrado nesta semana.
No momento da publicação deste matéria, Fadzil estava no 32º pedido de desculpas: "32/100 I've DEFAMED Blu Inc Media & Female Magazine. My tweets on their HR Policies are untrue. I retract those words & hereby apologize" (32/100 Eu DIFAMEI a Blu Inc Media e a "Female Magazine". Meus tuítes sobre as suas políticas de RH não são verdadeiras. Eu retrato aquelas palavras e, com isto, peço desculpas).

Hillary diz que suposto ataque de hackers a e-mails será investigado

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta quinta-feira que o FBI --a polícia federal dos EUA-- está investigando a denúncia de que hackers chineses teriam invadido contas pessoais de e-mail de autoridades dos EUA, jornalistas e ativistas políticos asiáticos.
Clinton classificou a suspeita de "muito séria" e disse estar preocupada com o caso. Ela afirmou que o Departamento de Estado foi informado a respeito do ataque na quarta-feira, antes que a empresa Google tornasse a informação pública.
A denúncia sobre a invasão das contas por parte de hackers localizados na China foi feita pelo Google na quarta-feira (pelo horário de Brasília, quinta-feira no horário chinês).
O objetivo dos hackers seria monitorar as mensagens recebidas pelos usuários. A empresa não responsabilizou diretamente o governo chinês pelo caso.
Um porta-voz da chancelaria chinesa disse nesta quinta-feira que é "inaceitável" o governo ser acusado pela invasão de contas pessoais de e-mails por hackers do país.
"Culpar a China por estes crimes é inaceitável", disse o porta-voz do Ministério do Exterior chinês Hong Lei, em uma conferência de imprensa.
"A ação de hackers é um problema internacional, do qual a China também é vítima. As alegações de suposto apoio a hackers são completamente infundadas", afirmou o porta-voz.
Segundo o Google, centenas de e-mails foram comprometidos, e suas investigações apontam que as tentativas de coletar senhas parecem ter se originado da região da cidade de Jinan, no centro da China.
A companhia diz que a tentativa de acessar as contas de ativistas e autoridades de outros países asiáticos também tiveram origem na cidade de Shandong, situada 400 km ao sul de Pequim.
ALERTA A USUÁRIOS
O Google disse ter interrompido a ação dos hackers e alertado os usuários afetados. A empresa afirmou que os invasores conseguiram obter senhas de alguns deles.
"Notificamos as vítimas e protegemos suas contas. Além disso, notificamos as autoridades governamentais relevantes", informou a companhia nesta quarta.
A Casa Branca disse que vai investigar o caso, mas agregou que não há razões para acreditar que contas de e-mails de membros do governo americano tenham sido acessadas.
Um relatório técnico do Google diz que o golpe promovido pelos hackers é conhecido como spear phishing, em que usuários específicos de e-mail são enganados e direcionados a uma falsa página, por exemplo, do Gmail.
Ao digitar sua senha ali, ela passa a ser acessada por hackers. Então, os criminosos configuram o serviço do Gmail para que ele encaminhe novos e-mails da vítima para uma outra conta, monitorada pelos hackers.
O correspondente da BBC em Washington Adam Brookes relata que é extremamente difícil para analistas confirmar se ataques do tipo são promovidos por iniciativa de governos ou de indivíduos.
Mas o fato de, segundo o Google, as vítimas deste ataque serem pessoas com acesso a informações secretas ou de relevância política levanta suspeitas de espionagem.
GOOGLE E CHINA
A denúncia dessa quarta-feira ocorre cerca de um ano depois de o Google ter sido alvo de hackers que também pareciam estar em solo chinês e que teriam invadido contas de e-mails de ativistas opositores a Pequim.
Na época, a empresa americana havia se recusado a continuar censurando o conteúdo de suas buscas, como determinava o governo chinês.
A situação acabou forçando o fechamento do escritório do Google em Pequim - a empresa hoje opera via Hong Kong - e levantou o debate sobre as tentativas do governo chinês de controlar o conteúdo da internet.

Planeje sua viagem em sites e aplicativos

Organizar uma viagem por meio de uma agência oferece uma grande contrapartida: a de não se preocupar tanto com os roteiros e programas. Ainda assim, a tecnologia promete uma pequena mão aos viajantes cujo orçamento é mais apertado, ou àqueles que preferem traçar os destinos de forma mais independente e a médio prazo.
Há sites e aplicativos que ajudam a organizar as atrações turísticas nas cidades que se deseja conhecer.
Um dos sites testados pela Folha é o Plnnr (plnnr.com), em inglês, que agrega informações de diversas páginas (como a enciclopédia colaborativa Wikipedia) a fim de projetar itinerários nos 20 destinos turísticos mais procurados do mundo.
O site planeja gratuitamente uma agenda de roteiros por dia. Indica o tipo de transporte a utilizar no intervalo entre atrações e informa preços de hotéis.
SOCIAL
Já o Triporama (triporama.com), também em inglês, permite convidar amigos ou família para organizar, em um grupo virtual, a viagem que envolve mais pessoas. É possível traçar o itinerário diário junto ao Google Maps e compartilhar pesquisas de viagem de graça, mediante cadastro.
Nos testes realizados pela reportagem, o TouristEye (en.touristeye.com) apresentou alguns problemas no cadastro do perfil.
Ainda assim, o site é eficiente para ver os roteiros traçados por outros internautas, cujas experiências podem ser valiosas para visitas a países ainda desconhecidos para o viajante. A página também promete ser um guia em smartphones (há versões tanto para o sistema operacional Android quanto para o aparelho iPhone).
Em português e em versão de testes, o Milevo (milevo.com.br) funciona como um misto de roteiro com rede social, com perfis para adicionar amigos, organizar o mapa de destinos já conhecidos e checar restaurantes, hotéis e passagens, além de obter informações e trocar dicas sobre os serviços.
Se a intenção é documentar a viagem feita, o Tripline (tripline.net) é ideal, pois cria mapas interativos, que agregam fotos, histórias e gastronomia. Assim, o internauta relata aventuras num divertido formato gráfico.

Consumidor de 35 a 44 anos lidera compras pela internet

Consumidores que têm entre 35 a 44 anos lideram as compras feitas pela internet, informa pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada nesta quinta-feira.
Eles representam 29% dos consumidores que fazem esse tipo de compra, seguidos por quem tem entre 45 e 59 anos (26%) e entre 25 e 34 anos (26%). Depois vêm os consumidores com mais de 60 anos (22%), de 16 a 24 anos (18%) e de 10 a 15 anos (4%).
A pesquisa "Vendas on-line no Brasil: uma análise do perfil dos usuários e da oferta pelo setor de comércio" aponta que, dos 73 milhões de internautas que havia em 2009, 19% deles (14,1 milhões) fizeram compras on-line.
Segundo o Ipea, quanto maior a escolaridade e a classe econômica, maior a proporção de usuários de comércio eletrônico. A classe A concentra 59% desses consumidores, seguida pelas classes B (33%), C (13%) e D/E (5%).
"A chance de uma pessoa da classe D ou E possuir cartão de crédito é inferior a de uma pessoa que pertença à classe B ou A. Como a maioria dos pagamentos de compras on-line é feito via cartão de crédito isto pode ter alguma influência sobre este resultado", informa o estudo.
O Ipea afirma, ainda, que consumidores com acesso à internet mais frequente em casa ou no trabalho possuem maior probabilidade de consumo on-line em relação àqueles que acessam a internet por meio de lan-houses ou telecentros. "Novamente, estes resultados reforçam a ideia de que o padrão econômico das famílias é preponderante no consumo de bens e produtos pela internet", diz.
A proporção também é maior entre os de maior escolaridade --41% de quem compra via internet tem curso superior completo, contra 18% dos que têm ensino médio e 7% dos que têm apenas o fundamental.
A pesquisa aponta ainda que a região Sudeste lidera esse tipo de compra, com 23% do comércio eletrônico. As regiões Sul (20%), Norte (19%), Centro-Oeste (19%) e Nordeste (12%) vêm na sequência.

Anatel aprova plano de universalização de telefonia

O conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou nesta quinta-feira a terceira revisão do PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização), que reúne as diretrizes para expansão da telefonia fixa para até 2015. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, confirmou há pouco a decisão.
O plano deveria ter entrado em vigor em janeiro deste ano, junto com a assinatura de novos contratos com as concessionárias de telefonia. Desentendimentos entre empresas e governo sobre metas de expansão de infraestrutura de banda larga, fontes de financiamento e telefonia rural atrasaram a negociação.
O texto aprovado hoje cede em alguns pontos para as empresas, que não queriam investir na construção de backhaul, que são como estradas por onde passa o tráfego de dados até as cidades. Na visão das empresas, elas já cumpriram suas metas de expansão de rede e não precisariam investir mais nesse ponto.
Em vez de construção de infraestrutura, as empresas deverão se comprometer com a venda de internet a 1 mbps por até R$ 35. Essa meta será definida por decreto, informou Bernardo.
O plano também prevê o uso da faixa de frequência de 450 MHz para telefonia rural. No mesmo decreto, o governo vai definir se essa faixa será leiloada ou cedida para as empresas.
Segundo o ministro, há a tendência de leiloar a faixa de 450 MHz junto com a de 2,5GHZ, muito cobiçada pelas empresas, estabelecendo metas de cobertura rural para as vencedoras.
A Anatel decide hoje também a abertura do mercado de TV a cabo para as teles. A votação desse assunto ficou para o turno da tarde.

ONU lança versão em espanhol de jogo que doa arroz a famintos

O PMA (Programa Mundial de Alimentos) das Nações Unidas lançou nesta quinta-feira (2) a versão em espanhol do Freerice, um jogo baseado no aprimoramento do domínio do vocabulário em um idioma cuja recompensa a cada resposta certa é a doação de grãos de arroz a pessoas que passam fome no mundo.
Esta é a versão no idioma hispânico de uma iniciativa lançada em 2007 em inglês e que desde então permitiu a arrecadação de bilhões de grãos do produto, quantidade suficiente para alimentar 4,8 milhões de pessoas durante um dia em países como Haiti, Uganda e Bangladesh.
A edição em espanhol, apresentada pelo PMA em um ato na sede nova-iorquina do instituto Cervantes, é o primeiro lançamento de novas versões que estão preparando em diferentes idiomas, como chinês, francês, italiano e coreano, que serão lançados em breve.
Os jogadores que se aventuram a testar o Freerice deverão responder a perguntas de vocabulário espanhol e cultura geral por meio da internet e, para cada resposta correta, ganharão dez grãos de arroz que diferentes anunciantes doarão por meio do PMA para ajudar às pessoas com fome.
Segundo indicou o PMA em comunicado, "o jogador se diverte aprendendo enquanto a publicidade que aparece no site gera os fundos necessários para ajudar às pessoas mais vulneráveis".
O jogo é também uma ferramenta de comunicação social, já que proporciona aos jogadores a habilidade de criar grupos online com seus familiares e amigos, o que eleva o jogo de vocabulário e interação a um novo nível", acrescentaram os responsáveis do PMA.
O programa da ONU decidiu apostar pelo espanhol como segunda língua para sua iniciativa devido ao grande aumento detectado na presença na internet da comunidade que fala espanhol, que, segundo o PMA, foi de 600% durante os últimos seis anos.
"Com o aumento de pessoas que falam espanhol na América, Espanha e o resto do mundo, Freerice Spanish oferece uma grande oportunidade de chegar a um grupo demográfico de pessoas em crescimento e que pode ajudar na luta contra a fome", afirmou no comunicado a diretora de comunicações do PMA, Nancy Roman.

Colômbia é a bola da vez em venda de endereços de internet

Empresas globais como Twitter e Amazon.com estão comprando endereços de internet colombianos, sob o domínio.co, atraídas pela possibilidade de garantir a extensão.co ou ter um nome mais curto.
A Colômbia, que só tinha 28 mil endereços de internet registrados antes de criar o domínio.co um ano atrás, acaba de registrar o milionésimo endereço.
"É reconhecível em todo o mundo, curto e conta com uma tecnologia incrível como base," diz Juan Diego Calle, presidente-executivo da.CO Internet, operadora de registro para o domínio.co.
Ele diz que a companhia atrai principalmente pequenas empresas que não conseguiram obter um endereço .com que as agradasse --mais de 90 milhões de endereços .com já foram registrados. Mas há companhias de grande porte que também estão buscando o novo domínio.
O Twitter, por exemplo, registrou o endereço t.co, a Amazon tem um domínio .co, e o grupo de varejo online norte-americano Overstock está se reposicionando internacionalmente com o domínio o.co.
Calle, um colombiano experiente como empresário de internet, investiu US$ 5 milhões para criar a .CO Internet e derrotou rivais como a VeriSign, que atua como registro mundial para os domínios .com e .net.
A empresa sediada em Miami assumiu a gestão do .co em julho de 2010, e organizações ou pessoas agora podem comprar um endereço .co a partir de US$ 11,99, em empresas de registro de endereços on-line como a Go Daddy.
Nomes curtos e atraentes como t.co não são vendidos por meio dessas empresas, mas em negociações particulares diretas.
O preço mais alto que a empresa revelou por um domínio foram os US$ 350 mil pagos pela Overstock pelo o.co, mas Calle diz que o crescente conhecimento quanto à disponibilidade dos domínios .co e a maior demanda por endereços curtos para aplicativos móveis vêm levando a uma alta nos preços.
"Depois de nosso acordo com a Amazon e alguns outros negócios nos últimos meses, o preço dos domínios de uma única letra já passa de US$ 1,5 milhão", disse Calle à Reuters.
Outros países também exploram seus nomes de domínio geográficos.
O domínio .tv, da ilha de Tuvalu, na Polinésia, é usado por muitas organizações televisivas, e o .me, de Montenegro, é cada vez mais popular nos aplicativos para smartphones como o iPhone, da Apple.

Festival em Nova York desmitifica ciência durante cinco dias

O Festival Mundial da Ciência retornou a Nova York para tornar a ciência e seus mistérios mais compreensíveis a mais de 150 mil pessoas esperadas nas 50 atividades programadas em sua quarta edição.
Durante os próximos cinco dias, nova-iorquinos e turistas poderão participar de conferências, debates, projeções e oficinas organizados para todo tipo de público em diferentes pontos da cidade.
O objetivo é desmitificar os fenômenos científicos e aproximar o público das leis que regem a natureza, colocando-as a toda prova, explicaram os organizadores.
O festival reunirá personalidades variadas como o Nobel de Física em 1979, Steven Weinberg; o guitarrista americano Pat Metheny, ganhador de 17 prêmios Grammy, e até Watson, o supercomputador da IBM que venceu dois seres humanos no "Jeopardy!", famoso programa de perguntas e respostas da TV americana.

ABERTURA
O ator Alan Alda, grande entusiasta da ciência e presença habitual no evento, abriria o evento na quarta-feira (1º) com uma peça de sua autoria sobre a vida de uma das cientistas mais conhecidas da história, Marie Curie, a primeira mulher a ganhar um Nobel.
Entre as curiosas atividades programadas para esta semana, uma sessão explicará por que é possível que o mundo físico que conhecemos seja na realidade uma projeção, similar a um holograma; enquanto outra estabelecerá as relações entre genialidade e loucura.
Em outra sessão, o gerontologista Aubrey de Grey defenderá sua teoria que em breve será possível evitar que alguém "morra de velhice", deter o envelhecimento e também revertê-lo. Grey acredita que já nasceu gente no mundo que chegará a viver mil anos.
Sexualidade, memória, matemática e até criptografia (por meio da participação da NSA, a Agência Nacional de Segurança americana especializada em comunicações codificadas) são outros dos temas abordados pelo festival.
Quem visitar o evento terá ainda a oportunidade de escutar James Watson, um dos pais da biologia molecular e agraciado em 1962 com o Prêmio Nobel de Medicina por sua teoria da "dupla hélice" para a estrutura do DNA.

China nega responsabilidade por espionagem de contas do Gmail

A China se recusou a assumir responsabilidade por uma espionagem, originada no país, de contas do Gmail (serviço de correio eletrônico do Google) usadas por funcionários americanos, jornalistas e dissidentes chineses.
"É inaceitável fazer a responsabilidade do caso recair sobre a China", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hong Lei.
"As alegações de que o governo chinês apoia ataques cibernéticos são uma verdadeira manipulação, que obedece a outros motivos", acrescentou.
O Google denunciou na quarta-feira (1º) uma campanha de espionagem cibernética que seria originada na China e teria como alvo contas do Gmail de funcionários americanos, além de jornalistas e dissidentes chineses.
"Descobrimos recentemente uma campanha para violar senhas dos usuários por meio de phishing", disse Eric Grosse, diretor da equipe de engenheiros da Google Security Team, em seu blog.
Segundo Grosse, "o objetivo desse esforço parece ser supervisionar o conteúdo dos usuários desse correio eletrônico".
A mensagem do Google não responsabiliza, no entanto, o governo da China.
No momento nada permite estabelecer um vínculo entre esse ataque e outro sofrido pelo Google no ano passado, também procedente da China.
A empresa americana travou um confronto no ano passado com o governo chinês. Depois de criticar a censura no país asiático e afirmar ser objeto de ataques virtuais na China, o grupo decidiu suspender a censura de seu site em chinês e transferiu o servidor para Hong Kong.
A China negou qualquer responsabilidade nos ataques do ano passado.

Americanas.com não cumpre decisão e Justiça aumenta multa

Apesar de proibida por decisão judicial, a Americanas.com segue vendendo para o Rio de Janeiro.
Por isso, a desembargadora Helda Lima Meirelles, da 5ª Câmara Cível do TJ (Tribunal de Justiça do Rio) decidiu ontem ampliar o valor da multa estabelecida semana passada em liminar pedida pelo Ministério Público do Rio: de R$ 20 mil para R$ 100 mil diários.
Em ação civil pública, o MP-RJ busca resolver o problema dos atrasos nas entregas de produtos vendidos pelo site. A Americanas.com foi proibida de efetuar novos negócios no Rio até que as entregas em atraso sejam normalizadas.
A Americanas.com informou que não comenta processos em andamento.
Na decisão, havia sido estipulada multa de R$ 20 mil caso a determinação de suspender as vendas fosse descumprida. Como elas seguem sendo feitas normalmente no site, a desembargadora determinou que a multa fosse quintuplicada.
O processo contra a Americanas.com corre na 7ª Vara Empresarial do Rio desde janeiro. Não há previsão para o julgamento. O promotor Júlio Machado pediu a suspensão das vendas devido ao número de reclamações crescentes contra o site.
O MP pediu ainda, na última terça, bloqueio de R$ 860 mil da Americanas.com, referentes a multas retroativas pela decisão da Justiça tomada em fevereiro, que obrigava a empresa a normalizar todas as entregas atrasadas.

Artistas provam que sucessos do YouTube são mesmo improvisados

O teatro de improvisação paulistano deu seus primeiros passos em 2001, no quintal da casa de César Gouvêa.
"Jogando no Quintal", obra que deu origem à Cia. do Quintal, começou divertindo amigos. Hoje lota teatros de 600 lugares e contabiliza 250 mil espectadores.
A cia. criou 11 espetáculos, formou público, além dos profissionais que hoje abastecem um mercado para lá de aquecido. Um de seus filhotes, a Cia. Barbixas de Humor, ultrapassou o grupo no quesito popularidade fazendo divulgação no YouTube.
Os Barbixas têm em média 4 milhões de acessos por mês no site de vídeos. Seu canal, abastecido com novas cenas semanalmente, entrou para a lista das cem web séries mais vistas do mundo.
Após provar o YouTube em 2008, o grupo foi convidado pelo próprio espaço onde apresentava "Improvável" a procurar um teatro maior, tamanho o rebuliço que as filas provocavam na bilheteria.

100% IMPROVISADO
As improvisações de "Improvável" são criadas ao sabor do momento. Como o próprio nome sugere é improvável. Não é impossível.
"No 'stand-up' o humorista pode demorar meses para escrever 15 minutos de texto. No improviso é exatamente o contrário: nenhuma história é pensada anteriormente", diz Marcio Ballas, diretor da Cia. do Quintal e integrante do "Noite do Improviso".
Ballas costuma participar também de "Improvável" como mestre de cerimônia. Enquanto aquece a plateia, não deixa de perguntar quem duvida de que o espetáculo seja totalmente improvisado. Alguém sempre se manifesta.
Na última quarta-feira de maio, uma jovem chamada Bruna se pronunciou. Ballas dedicou a ela o espetáculo.
"Improvável" é formado por vários jogos de improviso, como "Jogando no Quintal" e "Noite do Improviso".
A plateia participa como coautora, sugerindo temas. "O público tem a percepção de que aquilo ali foi feito especialmente pra ele, como um presente sob medida", fala Ballas.
Para ele, a habilidade de um improvisador construir cenas instantaneamente atrai o espectador, tanto quanto o risco do fracasso.
"As pessoas gostam de ver tropeços e imperfeições. E em um improviso, sempre algo vai dar errado."
No final da apresentação de "Improvável", Ballas passou novamente a palavra para Bruna, que se disse, enfim, convencida de ter testemunhado um espetáculo de improvisação. "Aleluia", gritou ele e estimulou a plateia a fazer coro.
JOGANDO NO QUINTAL
QUANDO sáb., às 21h e dom., às 20h; estreia 4/6; até 26/6
ONDE teatro Anhembi Morumbi (r.Dr. Almeida Lima, 1.198, tel. 0/ xx/11/2872-1457)
QUANTO R$ 30
CLASSIFICAÇÃO 10 anos
NOITE DO IMPROVISO
QUANDO qua., às 21h; por tempo indeterminado
ONDE Comedians Comedy Club (r. Augusta, 1.129, tel. 0/xx/11/ 2615-1129)
QUANTO R$ 30
CLASSIFICAÇÃO 18 anos
IMPROVÁVEL
QUANDO qui., às 21h30; até 30/6
ONDE Tuca (r. Monte Alegre, 1.024, tel. 0/xx/11/ 4003-1212)
QUANTO R$ 50
CLASSIFICAÇÃO 16 anos

Polícia recupera laptop graças a programa que envia fotos ao dono

A polícia da Califórnia recuperou um laptop roubado graças a um programa que envia os dados de localização do suspeito para o dono, junto com fotos tiradas a partir da sua webcam.
Um taxista de 27 anos foi indiciado por posse ilegal de propriedade roubada.
O computador havia sido furtado em março do apartamento do dono, o designer de programas de interatividade Joshua Kaufman.

"Estou tão feliz de tê-lo recuperado. E também aliviado que não tenha de assistir enquanto alguém usa o meu velho computador", afirmou Kaufman à BBC.
O programador tinha instalado em seu Mac um programa chamado Hidden, que coleta as informações de localização, faz imagens da tela e tira fotos na webcam a partir do momento em que o roubo é registrado. O material é enviado para o dono.
O caso ganhou a atenção da imprensa americana por causa do aparente desinteresse da polícia de Oakland, CA, que demorou a agir mesmo com a enxurrada de evidências que o programa enviava.
As fotos mostraram um homem de barba rala e cabelo desgrenhado dormindo no sofá e assistindo a vídeos no YouTube.
Uma das imagens da tela registra as informações do suspeito apagando o perfil de Kaufman do MacBook e acessando a sua própria conta de email.
"Na verdade, não era muito interessante. A maior parte das fotos era bem chata --só um sujeito olhando fixamente para a tela, ou dormindo, ou assistindo a vídeos na cama", disse Kaufman.
CAMPANHA
Para chamar a atenção, o designer de programas começou a postar as fotos e as informações em um blog, thisguyhasmymacbook, e uma conta no Twitter.
A estratégia funcionou. Na terça-feira, um produtor do programa de entretenimento "Good Morning America", da rede de TV ABC, contatou a polícia de Oakland para obter informações mais recentes sobre o caso de Kaufman.
A policial que atendeu o programa, Holly Joshi, descobriu que a queixa havia sido classificada por engano junto com os casos sem pistas existentes.
Três horas mais tarde, segundo relatou Kaufman no blog, a polícia usou o email do taxista Muthanna Aldebashi para agendar uma corrida falsa com a empresa na qual ele trabalhava e efetuar a prisão.
Aldebashi não foi indiciado pelo roubo em si, mas admitiu ter conhecimento de que o laptop era roubado.
"Estamos sempre buscando na tecnologia maneiras mais inteligentes de capturar os criminosos e solucionar os crimes", disse a policial Joshi à BBC. "Isto representa uma tecnologia que pode ser útil para nós."
O responsável pelo Hidden, Toby de Havilland, disse à BBC que o caso também atraiu boa publicidade para o programa.
"As pessoas começaram a dizer que era uma campanha "viral" nossa", disse. "Definitivamente percebemos um aumento (no interesse pelo produto)."

Sony restaura PlayStation Network após ataque de hackers

A Sony confirmou nesta quinta-feira que sua rede de videogames online PlayStation Network (PSN) já está em plena atividade, salvo em algumas regiões da Ásia, após sofrer em abril um ataque de hackers que roubaram os dados de 77 milhões de usuários.
O serviço foi normalizado nesta quinta-feira depois de o acesso à rede ter sido suspenso ontem durante várias horas para trabalhos de manutenção do servidor, cruciais para o restabelecimento pleno do PSN, segundo confirmou à Agência Efe um porta-voz da companhia.
Com a restauração de todas suas funções, a rede interativa da Sony para os consoles PS3 e PSP já tem disponível a PlayStationStore, que ainda permanecia desativada após a "invasão" de piratas virtuais em abril.
As únicas áreas onde o serviço ainda não está normalizado são Japão, Coreia do Sul e Hong Kong, detalhou a Sony, que não deu uma data concreta para o restabelecimento pleno do serviço nestes locais nem especificou as razões da demora.
O PSN foi suspenso em 21 de abril, após o roubo de dados, e acabou restabelecido parcialmente (sem a PlaysStation Store) em 15 de maio na América do Norte, na Europa e em outras regiões.
No Japão e em outros países asiáticos o serviço foi reativado parcialmente em 28 de maio, mas ainda falta ativar a PlayStation Store, a loja virtual do PSN que permite aos usuários adquirirem e descarregarem jogos na rede.
O Qriocity, um serviço de downloads multimídia da Sony, também atacado em abril, funciona ainda parcialmente em todo o mundo.

Microsoft apresenta características do próximo Windows

A Microsoft ofereceu na noite de quarta-feira (1) na Califórnia uma antecipação de como será a próxima versão de seu sistema operacional Windows, que está sendo desenvolvido para concorrer no mercado dos tablets.
O novo software pretende adaptar o entorno tradicional do Windows a um sistema de telas touchscreen, aplicativos e menus dinâmicos, para o que tomará como referência a estética e a funcionalidade de sua versão atual para telefones celulares Windows Phone 7.
O herdeiro do Windows 7, denominado extraoficialmente Windows 8, foi apresentado brevemente nesta quarta-feira no marco da conferência "D9: All Things Digital", que está sendo realizada esta semana em Rancho Palos Verdes, no sul da Califórnia.
Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows da Microsoft, assegurou que o próximo Windows servirá tanto para o entorno habitual de escritórios, para mouse e teclado, como para dispositivos mais móveis.
A primeira demonstração do Windows em teste para um tablete, que para funcionar precisa estar conectado a um computador convencional, correu a cargo de Julie Larson-Green, vice-presidente do Windows Experience.
À primeira vista, o novo sistema operacional supõe uma mudança drástica com relação a seus antecessores, a maior remodelação deste sistema operacional desde o Windows 95, há quase 16 anos.
Entre outros aspectos, o próximo Windows carece dos tradicionais comandos de inicialização na parte inferior da tela e os substitui por um menu oculto que aparece em uma das laterais, enquanto os diversos programas são mostrados visualmente como se fossem aplicativos.
"É um Windows completo", disse Julie Larsson-Green, que reconheceu que a estética foi inspirada no sistema operacional para celulares, embora tenha sido ajustado para "aproveitar o espaço que oferece uma tela maior".
O software permitirá a realização de tarefas simultâneas e combinar dois programas para ver duas aplicações ao mesmo tempo.
A previsão é que o novo Windows seja lançado em 2012, enquanto mais detalhes serão fornecidos na conferência que a Microsoft organizará em setembro na Califórnia.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Google diz que Gmail pode ter sido hackeado por chineses

O Google revelou na quarta-feira que hackers desconhecidos, aparentemente vindos da região central da China, tentaram invadir contas de centenas de usuários do Gmail, incluindo de autoridades importantes do governo norte-americano, ativistas chineses e jornalistas.
A empresa afirmou em seu blog oficial que os hackers, que aparentemente vêm de Jinan, na China, tentaram recentemente invadir e monitorar contas de e-mails ao roubar suas senhas, mas o Google detectou e "interrompeu" o ataque.
A companhia notificou as vítimas e os governos relevantes, acrescentou o Google no blog. A ação do Google encerrou o pregão em queda de 0,65%.
"Recentemente descobrimos um ataque para coletar senhas de usuários, provavelmente por meio de phishing (tipo de fraude caracterizado pela tentativa do hacker de se fazer passar por outra pessoa ou representante de uma empresa para coletar informações)", disse a empresa.
Os ataques são as últimas invasões pela internet direcionadas contra empresas ocidentais e acontecem um ano depois de o Google e várias outras empresas serem alvos de hackers chineses.
O incidente anterior provocou um debate sobre a censura e o rígido controle da internet no país. O Google, por fim, removeu suas operações da China, apesar da grande oportunidade de mercado que ela representa.

Paraná quer disputar local da fábrica brasileira da Foxconn

Na tentativa de incluir o Paraná na disputa pela fábrica brasileira da Foxconn --fabricante taiwanesa de tablets--, o governador do Estado, Beto Richa (PSDB), se encontrou nesta terça-feira (31) com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.
Richa pediu ao ministro que o Paraná seja incluído no cronograma de visitas da companhia ao país, que deve ocorrer nas próximas semanas.
A Foxconn --que também fabrica componentes para os equipamentos da Apple, entre eles o iPad e o iPhone-- planeja investir US$ 12 bilhões nos próximos cinco anos numa fábrica brasileira que vem sendo chamada de "cidade inteligente" e que deve gerar 100 mil empregos diretos.
O investimento já mobilizou o interesse, além do PR, dos governos do Amazonas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, assim como de cidades paulistas, como São Carlos e Ribeirão Preto --todos eles já apresentaram propostas de investimento ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Segundo o secretário da Indústria e Comércio do Paraná, Ricardo Barros, o Estado apresentou as cidades de Londrina e Maringá, no norte do Paraná, e a Região Metropolitana de Curitiba como candidatas a receber a Foxconn.
Barros destaca o fato de as cidades terem aeroportos internacionais de carga, serem fortes centros universitários e já abrigarem empresas do setor de tecnologia, como a Sercomtel, em Londrina, e a Positivo Informática, em Curitiba.
IPAD
Em maio, a Folha revelou que a Foxconn já decidiu ampliar sua unidade em Jundiaí (a 58 km de São Paulo) para realizar a montagem de iPads e de outros aparelhos da Apple.
Atualmente, a Foxconn emprega cerca de 3.000 pessoas em Jundiaí. A expectativa é que a unidade comece a montar iPads até julho.

Microsoft planeja restrições a fabricantes de chips

A Microsoft planeja restringir o número de fabricantes de tablets equipados com a próxima versão do Windows. Segundo fontes da Bloomberg, a empresa solicitou que fabricantes de chips trabalhem, cada um, com apenas um fabricante de computadores.
Ao aceitar a restrição, as empresas receberiam incentivos da Microsoft, como preços menores pelo software e recursos para assegurar um melhor funcionamento do aparelho com o sistema operacional.
A limitação de variações pode ajudar a Microsoft a acelerar a entrega de novos tablets com Windows, diz a Bloomberg, pois a empresa teria maior controle sobre seus parceiros, e etapas de desenvolvimento e teste ocorreriam mais rapidamente.
Em entrevista ontem na Computex, evento que ocorre em Taiwan, J.T. Wang, executivo-chefe da Acer, disse que a Microsoft estava tentando impor limites a outras empresas, mas não entrou em detalhes.
Os fabricantes de chips para a nova versão do Windows incluem Intel, AMD, Nvidia, Qualcomm e Texas Instruments. Além de selecionar um fabricante de computador para fazer os tablets, eles poderiam escolher outro para notebooks, diz a Bloomberg.
O programa da Microsoft seria limitado apenas à versão do Windows voltada para aparelhos móveis, ou seja, não incluiria as edições convencionais usadas em computadores pessoais.

Analistas cortam preço-alvo da Nokia após alerta de resultado

Analistas previram nesta quarta-feira um ambiente mais ameaçador para a Nokia adiante e a fabricante de celulares foi forçada a negar rumores de que venderia seus principais negócios para a Microsoft.
Um dia após ter anunciado que as vendas de celulares no segundo trimestre ficarão "substancialmente abaixo" de sua projeção anterior, vendo suas ações desabarem 18%, a Nokia viu seu valor de mercado chegar a cair mais 10% durante o pregão na Bolsa de Helsinque desta quarta.
Mas os papéis se recuperaram para fechar o dia com baixa de 0,8%, valendo 4,71 euros, em meio a especulações de que seu principal negócio poderia ser vendido.
A melhora da cotação das ações da Nokia ocorreu após um site noticiar que a parceira de software Microsoft iria comprar sua divisão de celulares por US$ 19 bilhões. A Nokia disse que a reportagem era "100% sem fundamento", enquanto a Microsoft se recusou a comentar o assunto.
A Nokia vai adotar o software Windows, da Microsoft, em lugar de sua plataforma Symbian, como parte da reformulação das operações de celulares iniciada três meses.
As operadoras de telefonia móvel da Europa, que desempenham papel chave para o sucesso ou fracasso de aparelhos no continente devido aos subsídios que oferecem, disseram à Reuters que os novos modelos Symbian da Nokia, que foram lançados apenas para manter o mercado coberto pelo restante do ano, não despertam interesse de consumidores.
Analistas afirmaram que a maior preocupação é que a Nokia, no passado líder incontestável no setor de celulares, não consiga recuperar muito mercado mesmo depois de começar a vender os novos modelos acionados pelo Windows, no quarto trimestre.
"Continuaríamos a evitar essa ação, já que as vendas dos modelos Symbian vêm caindo mais rápido que o esperado e estamos céticos quanto à capacidade dos novos modelos Windows Phone para substituir os lucros perdidos", afirmou o analista Stephen Patel, da Gleacher & Co.
A corretora Nomura cortou o preço-alvo das ações da Nokia de 4,75 euros para 4 euros e manteve sua recomendação de "venda". O JPMorgan reduziu o preço-alvo de 5 euros para 4,25 euros, enquanto o Credit Suisse cortou de 5,5 euros para 4 euros.

HP faz recall mundial de notebooks para reposição de baterias

A HP convoca nesta quarta-feira proprietários de alguns modelos de notebook HP/Compaq para a reposição das baterias. O recall mundial envolve computadores vendidos entre agosto de 2007 e julho de 2008. A empresa não soube informar quantos fazem parte da convocação.
Os modelos afetados são: HP Pavillion dv2000, dv2500, dv2700, dv6000 e dv6500, dv6700, dv9000, dv9500, dv9700, dx6000, dx6500 e dx6700; Compaq Presario A900, C700, F700, V3000, V3500, V3700, V6000, V6500 e V6700; HP Compaq: 6510b, 6515b, 6520s, 6710b, 6710s, 6715b, 6715s e 6720s; HP G6000 e G7000.

Twitter lança serviço de fotos e melhora sua busca

O Twitter anunciou um serviço próprio de compartilhamento de fotos próprio nesta quarta-feira (1º). A notícia havia sido adiantada pelo blog TechCrunch na segunda-feira (30).
"Milhões de pessoas compartilham fotos todos os dias, e nós vamos facilitar esse processo", disse a equipe do microblog no blog oficial da empresa.
A previsão é de que, nas próximas semanas, seja implementada a função que permite que o usuário associe uma foto a um tuíte por meio do Twitter.com. Anteriormente, era preciso fazer o uso de serviços alternativos, como o Twitpic e o Yfrog, para fazer o mesmo processo.
Os usuários dos aplicativos oficiais para smartphone do Twitter também terão a função "em breve", segundo a equipe do microblog. A companhia também afirma que está negociando com as operadoras para que os usuários que não têm smartphones possam enviar fotos por meio de mensagens do tipo MMS.
BUSCA
Também nesta quarta-feira, o Twitter anunciou uma nova versão de sua ferramenta de buscas. "A nova pesquisa não só irá trazer tuítes mais relevantes, como também irá mostrar vídeos e fotos relacionados à sua busca", diz a equipe do Twitter.
Os usuários de Firefox ganharam uma vantagem. Agora, eles precisam apenas digitar a hashtag ou o nome de usuário procurado na barra de endereços para que seja aberta a página de resultados de busca.

Aplicativo revela suspeito de ter roubado notebook

Uma espécie de câmera escondida ajudou um usuário que teve seu notebook roubado a identificar o suspeito do roubo. Joshua Kaufman instalou em seu MacBook um aplicativo chamado Hidden, que captura fotos do computador sem que o usuário perceba. Ao ter o aparelho roubado, montou um tumblr com as imagens que havia capturado em sua máquina.
Com o programa, Kaufman conseguiu tirar fotos do suspeito do roubo, além de dados sobre sua localização e sua conta do Google.
"Em 21 de março, meu MacBook foi roubado do meu apartamento em Oakland, na Califórnia. Eu informei o crime para a polícia e até disse a eles onde o suspeito estava, mas eles disseram que não poderiam me ajudar por falta de recursos", escreveu Kaufman, ao lançar o Tumblr.
Foi somente na terça-feira (31), que o suspeito foi preso. "A polícia usou minhas evidências de que ele é um motorista", informou Kaufman, em uma atualização do blog. "Graças ao poder da internet, eu consegui a atenção da polícia de Oakland."

Governo define regras para produção de tablets no Brasil

As empresas que têm interesse em produzir tablets no Brasil, utilizando benefícios fiscais, terão que seguir alguns critérios definidos nesta quarta-feira pelo governo. As regras estão em portaria interministerial publicada no "Diário Oficial da União" e assinada pelos Ministérios do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia.

O documento determina que peças como baterias e gabinetes estão temporariamente dispensados da obrigação de serem produzidos no Brasil.
Já as telas de cristal líquido, plasma ou outras tecnologias, poderão ser importadas até 31 de dezembro de 2013.
A placa-mãe é o único componente que deve ter 50% de nacionalização já em 2011. Em 2012, a exigência é que ela tenha 80% de produção nacional, e em 2013, 95% da fabricação deve ser brasileira.
Em relação aos carregadores de baterias ou conversores, a portaria estabelece que 50% desses componentes devem ser fabricados no Brasil em 2012. A expectativa do governo é chegar em 2014 com 80% de nacionalização desse componente.
Para as peças com função de memória, a exigência é que em 2012, elas tenham 20% de conteúdo nacional. Já em 2013, a determinação é de 30% e em 2014, de 50%.
Os tablets foram enquadrados na lei 11.196/95, a chamada "Lei do Bem", por meio da medida provisória 534, publicada no dia 23 de maio. Com essa inclusão, esses produtos ficam isentos de recolher PIS e Cofins e têm reduzida em 80% a alíquota de IPI.

Soldados chineses não têm direito de comunicação pela internet

Conseguir amigos pela internet pode levar um oficial a cair nas mãos do "inimigo", segundo o EPL (Exército Popular de Libertação) da China, que anunciou que proibirá o uso das redes de comunicação virtuais a seus 2,3 milhões de soldados.
A maior força militar do mundo notificou os homens e as mulheres que prestam serviço que observará o cumprimento estrito da proibição "para salvaguardar segredos militares, além da pureza e da solidariedade" do EPL, segundo a imprensa estatal.
O jornal oficial do Exército destacou que comunicar detalhes pessoais como o endereço de um soldado, seus horários ou contatos implica o risco de revelar a localização das bases militares.
Também aponta o risco de quando os usuários publicam fotos pessoais, como por exemplo durante um treinamento, o que pode servir para divulgar dados preciosos como capacidades militares e equipamentos.

Google tentou, sem sucesso, firmar parceria com Facebook

O Google confessou ter tentado, sem sucesso, formar uma parceria com o Facebook, como parte dos esforços para se adaptar às mudanças no cenário da tecnologia e manter seu crescimento.
Eric Schmidt, presidente do conselho de administração do Google, disse na terça-feira (31) que o Facebook havia rejeitado suas tentativas de acordo, e reconheceu que não havia se esforçado o bastante para enfrentar a crescente ameaça do maior site de redes sociais do mundo, durante os anos em que foi presidente-executivo da companhia.
"Três anos atrás, escrevi memorandos falando sobre esse problema em termos gerais. Sabia que precisava fazer alguma coisa, mas não consegui", disse Schmidt. "Um presidente-executivo precisa assumir a responsabilidade. Eu errei."
Schmidt, que em abril concluiu seus dez anos como presidente-executivo do Google e transferiu o comando a Larry Page, 38, cofundador da empresa, fez os comentários durante a conferência D9, organizada pelo site AllThingsD.
O Google, que teve receita bruta de US$ 29 bilhões no ano passado, é o maior serviço mundial de buscas. Mas suas operações com publicidade, a base dos negócios da companhia, estão sob ameaça de empresas mais jovens e em rápido crescimento, como Facebook e Groupon, enquanto o surgimento de novos equipamentos tecnológicos despertou rivalidade crescente também com a Apple.
Durante uma entrevista de 90 minutos conduzida no palanque do evento, Schmidt discutiu o cenário cada vez mais competitivo do mercado e as crescentes pressões regulatórias e de defesa da privacidade que o Google vem sofrendo.
Mas o executivo pareceu desconsiderar a gigante de software Microsoft, que "não vem propelindo a revolução do consumidor".
Antigo membro do conselho da Apple, Schmidt admitiu que o relacionamento entre as duas empresas se tornou "difícil" quando o Google começou a desenvolver seu sistema operacional Android para celulares inteligentes, ainda que as companhias continuem parceiras em alguns negócios.
O Google renovou recentemente o acordo com a Apple para fornecimento da tecnologia de mapas usada no iPhone.

Museu de ciência brinca com visitantes e atrações interativas

O Museu Phaeno para Ciência e Tecnologia, em Wolfsburg, na região central da Alemanha, inaugurou nesta quarta-feira uma exposição com mais de 20 atrações interativas.
A mostra reúne atividades em que o mundo virtual proporciona outra realidade ao visitante, criando situações que são possíveis somente com o uso da tecnologia.
Uma das peças do evento --chamado de "Play and Motion" (algo como "Jogo e Movimento")-- dá a sensação de se atravessar prédios em cima de uma corda (foto).

Lenovo compra alemã Medion para avançar em países desenvolvidos

A Lenovo anunciou nesta quarta-feira a compra da alemã Medion, um negócio que avalia a varejsita de eletrônicos em cerca de US$ 900 milhões, em meio à estratégia da companhia chinesa de se expandir em economias desenvolvidas.
A aquisição, a maior feita pela Lenovo desde que comprou os negócios de PCs da IBM há seis anos, ocorre quatro meses após a quarta maior marca de computadores do mundo assinar uma joint-venture com a NEC Corp para vender notebooks no Japão.
A Lenovo pagará 231 milhões de euros (US$ 340 milhões), ou 13 euros por ação, ao principal acionista da Medion, Gerd Brachman, para obter uma fatia de 36,6%, afirmaram as empresas em comunicado. A companhia também fará uma oferta condicional a todos os demais acionistas.
A notícia levou as ações da Medion a dispararem 19% em Frankfurt, enquanto as da Lenovo recuaram 3%.
A pressão sobre as margens vem forçando marcas de PCs a buscarem aquisições e fusões com rivais.
A Lenovo, que ao final do ano passado possuía US$ 3 bilhões em caixa, respondeu por 10% do mercado mundial de PCs no primeiro trimestre deste ano, acima dos 8,4% no mesmo período em 2010.

Empresa detecta aplicativos maliciosos no Android Market

A Lookout, especializada em segurança de dispositivos móveis, encontrou cerca de 26 aplicativos infectados na loja do Android no último final de semana. As informações foram publicadas no blog da empresa.
A estimativa da companhia é de que de 30 mil a 120 mil usuários podem ter sido infectdos. Os programas maliciosos eram cópias alteradas de outros aplicativos disponíveis na loja. As réplicas teriam sido infectadadas por uma versão do DroidDream, que já havia causado danos aos usuários de Android em março.
Segundo a Lookout, a instalação de um aplicativo malicioso compromete uma boa quantidade de dados pessoais do dono do aparelho.